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2437635 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Informações necessárias à leitura do texto II

A bagaceira, obra de José Américo de Almeida, publicada em 1928, é a precursora do moderno romance brasileiro do Nordeste.

O romance passa-se entre 1898 e 1915, dois períodos de seca. Valentim Pereira, sua filha Soledade e o afilhado Pirunga abandonam a fazenda do Bondó, na zona do sertão. Encaminham-se para as regiões dos engenhos, no brejo, onde encontram acolhida no engenho Marzagão, de propriedade de Dagoberto Marçau, cuja mulher, uma retirante, falecera por ocasião do nascimento do único filho, Lúcio. Passando as férias no engenho, Lúcio conhece Soledade e por ela se apaixona.

A história vai muito além, mas essas informações são suficientes para o entendimento do texto desta prova, extraído do primeiro capítulo.

TEXTO II

A mata fronteira, o padrão majestoso, estava acesa numa cor de incêndio.

Havia uma semana, surdira um toque estranho na monotonia da verdura. Dir-se-ia um ramo amarelido à torreira da estação.

Dominava ainda a esmeralda tropical. Mas, com pouco, emergira o mesmo matiz em outro trecho vizinho, como um efeito de luz, um beijo fulgurante do sol em árvore favorita. E, logo, o pau d’arco assoberbou a flora, como um banho de ouro na folhagem.

Nessa manhã luminosa a mata resplandecia com uma orgia de desabrocho em sua pompa auriverde.

Sem a percepção da paisagem, com a sensibilidade obtusa e entorpecida aos primores da natureza, Dagoberto inquietava-se, pela primeira vez, perante o ouro que frondejava. Parecia-lhe que o sol tinha baixado sobre a selva fulva.

Era, talvez, a cor que lhe suscitara o interesse chambão. As pétalas áureas...

E semicerrou, novamente, os olhos descuriosos.

Senão quando, foi despertado por uma voz sumida que o sobressaltou. Não notara o acesso de outro grupo de retirantes.

Importunavam-no os intrusos, cortando-lhe o fio dos cálculos da colheita ou de alguma cisma transitória.

Pediam-lhe uma pousada.

Ele abanou a cabeça negativamente.

E os ádvenas quedaram-se esmorecidos pelo repouso momentâneo.

Saiu para enxotá-los [...]

E esbravejou:

— O que já disse está dito!!

Nisto, desmontou-se uma rapariga e, com a vozita soprara:

— Se o senhor pudesse mandar alcançar-me um pouco d’água...

Ele examinou-a através das pestanas cerdosas e ficou com a fisionomia suspensa, como quem reconstitui uma visão ou evoca um fato.

— Milonga, olha aqui!

E, enquanto a retirante segurava o copo com os dedos mirrados, interpelou, indicando um rapaz que a acompanhava:

— São irmãos?

— Senhor não; mas, é como se fosse — respondeu o mais velho que procurava esconder a cara na barba intonsa.

Seguiram caminho.

— Manuel Broca! Ma-nuel!

Chegou o feitor. E Dagoberto, apontando o grupo que se distanciava:

— Arranche aquela gente.

E entrou a ir e vir, em longos passos frouxos, no seu hábito de marchar para um ponto que lhe estava mais na imaginação do que no espaço.

José Américo de Almeida. A Bagaceira. pág. 7-9.

Entre as linhas do quinto parágrafo, o narrador passa a falar de uma personagem do texto, o dono do moinho. Assinale a opção que traduz o retrato psicológico da personagem Dagoberto a partir das informações do texto.

 

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2437634 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Informações necessárias à leitura do texto II

A bagaceira, obra de José Américo de Almeida, publicada em 1928, é a precursora do moderno romance brasileiro do Nordeste.

O romance passa-se entre 1898 e 1915, dois períodos de seca. Valentim Pereira, sua filha Soledade e o afilhado Pirunga abandonam a fazenda do Bondó, na zona do sertão. Encaminham-se para as regiões dos engenhos, no brejo, onde encontram acolhida no engenho Marzagão, de propriedade de Dagoberto Marçau, cuja mulher, uma retirante, falecera por ocasião do nascimento do único filho, Lúcio. Passando as férias no engenho, Lúcio conhece Soledade e por ela se apaixona.

A história vai muito além, mas essas informações são suficientes para o entendimento do texto desta prova, extraído do primeiro capítulo.

TEXTO II

A mata fronteira, o padrão majestoso, estava acesa numa cor de incêndio.

Havia uma semana, surdira um toque estranho na monotonia da verdura. Dir-se-ia um ramo amarelido à torreira da estação.

Dominava ainda a esmeralda tropical. Mas, com pouco, emergira o mesmo matiz em outro trecho vizinho, como um efeito de luz, um beijo fulgurante do sol em árvore favorita. E, logo, o pau d’arco assoberbou a flora, como um banho de ouro na folhagem.

Nessa manhã luminosa a mata resplandecia com uma orgia de desabrocho em sua pompa auriverde.

Sem a percepção da paisagem, com a sensibilidade obtusa e entorpecida aos primores da natureza, Dagoberto inquietava-se, pela primeira vez, perante o ouro que frondejava. Parecia-lhe que o sol tinha baixado sobre a selva fulva.

Era, talvez, a cor que lhe suscitara o interesse chambão. As pétalas áureas...

E semicerrou, novamente, os olhos descuriosos.

Senão quando, foi despertado por uma voz sumida que o sobressaltou. Não notara o acesso de outro grupo de retirantes.

Importunavam-no os intrusos, cortando-lhe o fio dos cálculos da colheita ou de alguma cisma transitória.

Pediam-lhe uma pousada.

Ele abanou a cabeça negativamente.

E os ádvenas quedaram-se esmorecidos pelo repouso momentâneo.

Saiu para enxotá-los [...]

E esbravejou:

— O que já disse está dito!!

Nisto, desmontou-se uma rapariga e, com a vozita soprara:

— Se o senhor pudesse mandar alcançar-me um pouco d’água...

Ele examinou-a através das pestanas cerdosas e ficou com a fisionomia suspensa, como quem reconstitui uma visão ou evoca um fato.

— Milonga, olha aqui!

E, enquanto a retirante segurava o copo com os dedos mirrados, interpelou, indicando um rapaz que a acompanhava:

— São irmãos?

— Senhor não; mas, é como se fosse — respondeu o mais velho que procurava esconder a cara na barba intonsa.

Seguiram caminho.

— Manuel Broca! Ma-nuel!

Chegou o feitor. E Dagoberto, apontando o grupo que se distanciava:

— Arranche aquela gente.

E entrou a ir e vir, em longos passos frouxos, no seu hábito de marchar para um ponto que lhe estava mais na imaginação do que no espaço.

José Américo de Almeida. A Bagaceira. pág. 7-9.

Atente às palavras do texto, cujo significado você talvez desconheça, mas que pode ser esclarecido se for feita uma relação de significado textual com um de seus cognatos conhecidos: “torreira” é cognato de torrar, torradeira, torrada; “assoberbou” - verbo assoberbar é cognato de soberba, soberbaço, soberbia; “intonsa” é cognato de tonsura (“corte de cabelo em forma de pequeno círculo no alto da cabeça usado pelos clérigos”) e de tonsar (tosquear). Considerando o contexto em que os vocábulos destacados se encontram, marque a alternativa em que aparece, respectivamente, o significado textual de “torreira”, “assoberbou” e “intonsa”.

 

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2437633 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Informações necessárias à leitura do texto II

A bagaceira, obra de José Américo de Almeida, publicada em 1928, é a precursora do moderno romance brasileiro do Nordeste.

O romance passa-se entre 1898 e 1915, dois períodos de seca. Valentim Pereira, sua filha Soledade e o afilhado Pirunga abandonam a fazenda do Bondó, na zona do sertão. Encaminham-se para as regiões dos engenhos, no brejo, onde encontram acolhida no engenho Marzagão, de propriedade de Dagoberto Marçau, cuja mulher, uma retirante, falecera por ocasião do nascimento do único filho, Lúcio. Passando as férias no engenho, Lúcio conhece Soledade e por ela se apaixona.

A história vai muito além, mas essas informações são suficientes para o entendimento do texto desta prova, extraído do primeiro capítulo.

TEXTO II

A mata fronteira, o padrão majestoso, estava acesa numa cor de incêndioII).

Havia uma semana, surdira um toque estranhoI e II) na monotonia da verdura. Dir-se-ia um ramo amarelido à torreira da estação.

Dominava ainda a esmeralda tropical. Mas, com pouco, emergira o mesmo matizII) em outro trecho vizinho, como um efeito de luz, um beijo fulgurante do sol em árvore favorita. E, logo, o pau d’arcoIII) assoberbou a flora, como um banho de ouro na folhagem.

Nessa manhã luminosa a mata resplandecia com uma orgia de desabrocho em sua pompa auriverde.

Sem a percepção da paisagem, com a sensibilidade obtusa e entorpecida aos primores da natureza, Dagoberto inquietava-se, pela primeira vez, perante o ouro que frondejavaII). Parecia-lhe que o sol tinha baixado sobre a selva fulva.

Era, talvez, a cor que lhe suscitara o interesse chambão. As pétalas áureas...

E semicerrou, novamente, os olhos descuriosos.

Senão quando, foi despertado por uma voz sumida que o sobressaltou. Não notara o acesso de outro grupo de retirantes.

Importunavam-no os intrusos, cortando-lhe o fio dos cálculos da colheita ou de alguma cisma transitória.

Pediam-lhe uma pousada.

Ele abanou a cabeça negativamente.

E os ádvenas quedaram-se esmorecidos pelo repouso momentâneo.

Saiu para enxotá-los [...]

E esbravejou:

— O que já disse está dito!!

Nisto, desmontou-se uma rapariga e, com a vozita soprara:

— Se o senhor pudesse mandar alcançar-me um pouco d’água...

Ele examinou-a através das pestanas cerdosas e ficou com a fisionomia suspensa, como quem reconstitui uma visão ou evoca um fato.

— Milonga, olha aqui!

E, enquanto a retirante segurava o copo com os dedos mirrados, interpelou, indicando um rapaz que a acompanhava:

— São irmãos?

— Senhor não; mas, é como se fosse — respondeu o mais velho que procurava esconder a cara na barba intonsa.

Seguiram caminho.

— Manuel Broca! Ma-nuel!

Chegou o feitor. E Dagoberto, apontando o grupo que se distanciava:

— Arranche aquela gente.

E entrou a ir e vir, em longos passos frouxos, no seu hábito de marchar para um ponto que lhe estava mais na imaginação do que no espaço.

José Américo de Almeida. A Bagaceira. pág. 7-9.

Atente ao trecho que vai do primeiro parágrafo ao quinto parágrafo e ao que se diz sobre ele.

I. Infere-se que o “toque estranho” quebrou a monotonia da paisagem toda verde.

II. A expressão “o mesmo matiz” refere-se, indiretamente, a “cor de incêndio” e a “toque estranho”, como também a “pau d’arco” e a “o ouro que frondejava”.

III. A comparação que encerra o segundo parágrafo aproxima, para efeito expressivo, o matiz amarelo que se espalha pela paisagem de “um beijo do sol”.

Está correto o que se afirma em

 

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2437632 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Informações necessárias à leitura do texto II

A bagaceira, obra de José Américo de Almeida, publicada em 1928, é a precursora do moderno romance brasileiro do Nordeste.

O romance passa-se entre 1898 e 1915, dois períodos de seca. Valentim Pereira, sua filha Soledade e o afilhado Pirunga abandonam a fazenda do Bondó, na zona do sertão. Encaminham-se para as regiões dos engenhos, no brejo, onde encontram acolhida no engenho Marzagão, de propriedade de Dagoberto Marçau, cuja mulher, uma retirante, falecera por ocasião do nascimento do único filho, Lúcio. Passando as férias no engenho, Lúcio conhece Soledade e por ela se apaixona.

A história vai muito além, mas essas informações são suficientes para o entendimento do texto desta prova, extraído do primeiro capítulo.

TEXTO II

A mata fronteira, o padrão majestoso, estava acesa numa cor de incêndio.

Havia uma semana, surdira um toque estranho na monotonia da verdura. Dir-se-ia um ramo amarelido à torreira da estação.

Dominava ainda a esmeralda tropical. Mas, com pouco, emergira o mesmo matiz em outro trecho vizinho, como um efeito de luz, um beijo fulgurante do sol em árvore favorita. E, logo, o pau d’arco assoberbou a flora, como um banho de ouro na folhagem.

Nessa manhã luminosa a mata resplandecia com uma orgia de desabrocho em sua pompa auriverde.

Sem a percepção da paisagem, com a sensibilidade obtusa e entorpecida aos primores da natureza, Dagoberto inquietava-se, pela primeira vez, perante o ouro que frondejava. Parecia-lhe que o sol tinha baixado sobre a selva fulva.

Era, talvez, a cor que lhe suscitara o interesse chambão. As pétalas áureas...

E semicerrou, novamente, os olhos descuriosos.

Senão quando, foi despertado por uma voz sumida que o sobressaltou. Não notara o acesso de outro grupo de retirantes.

Importunavam-no os intrusos, cortando-lhe o fio dos cálculos da colheita ou de alguma cisma transitória.

Pediam-lhe uma pousada.

Ele abanou a cabeça negativamente.

E os ádvenas quedaram-se esmorecidos pelo repouso momentâneo.

Saiu para enxotá-los [...]

E esbravejou:

— O que já disse está dito!!

Nisto, desmontou-se uma rapariga e, com a vozita soprara:

— Se o senhor pudesse mandar alcançar-me um pouco d’água...

Ele examinou-a através das pestanas cerdosas e ficou com a fisionomia suspensa, como quem reconstitui uma visão ou evoca um fato.

— Milonga, olha aqui!

E, enquanto a retirante segurava o copo com os dedos mirrados, interpelou, indicando um rapaz que a acompanhava:

— São irmãos?

— Senhor não; mas, é como se fosse — respondeu o mais velho que procurava esconder a cara na barba intonsa.

Seguiram caminho.

— Manuel Broca! Ma-nuel!

Chegou o feitor. E Dagoberto, apontando o grupo que se distanciava:

— Arranche aquela gente.

E entrou a ir e vir, em longos passos frouxos, no seu hábito de marchar para um ponto que lhe estava mais na imaginação do que no espaço.

José Américo de Almeida. A Bagaceira. pág. 7-9.

Atente ao enunciado “Dominava ainda a esmeralda tropical”.

I. O enunciado é formado por uma metáfora em que só aparece o segundo termo da comparação ou o termo comparante. O termo comparado é inferido do texto.

II. Na metáfora em foco foram aproveitados dois dos traços semânticos que ajudam a compor o significado da palavra esmeralda: a cor e o valor, comuns ao termo comparado e ao termo comparante.

III. Ao construir uma metáfora o falante seleciona somente os traços semânticos comuns ao termo comparante e ao termo comparado que interessam ao propósito do texto.

Está correto o que se diz em

 

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2437631 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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Informações necessárias à leitura do texto II

A bagaceira, obra de José Américo de Almeida, publicada em 1928, é a precursora do moderno romance brasileiro do Nordeste.

O romance passa-se entre 1898 e 1915, dois períodos de seca. Valentim Pereira, sua filha Soledade e o afilhado Pirunga abandonam a fazenda do Bondó, na zona do sertão. Encaminham-se para as regiões dos engenhos, no brejo, onde encontram acolhida no engenho Marzagão, de propriedade de Dagoberto Marçau, cuja mulher, uma retirante, falecera por ocasião do nascimento do único filho, Lúcio. Passando as férias no engenho, Lúcio conhece Soledade e por ela se apaixona.

A história vai muito além, mas essas informações são suficientes para o entendimento do texto desta prova, extraído do primeiro capítulo.

TEXTO II

A mata fronteira, o padrão majestoso, estava acesa numa cor de incêndio.

Havia uma semanaI), surdira um toque estranho na monotonia da verdura. Dir-se-ia um ramo amarelido à torreira da estação.

Dominava ainda a esmeralda tropical. Mas, com pouco, emergira o mesmo matiz em outro trecho vizinho, como um efeito de luz, um beijo fulgurante do sol em árvore favorita. E, logo, o pau d’arco assoberbou a flora, como um banho de ouro na folhagem.

Nessa manhã luminosaII) a mata resplandecia com uma orgia de desabrocho em sua pompa auriverde.

Sem a percepção da paisagem, com a sensibilidade obtusa e entorpecida aos primores da natureza, Dagoberto inquietava-se, pela primeira vez, perante o ouro que frondejava. Parecia-lhe que o sol tinha baixado sobre a selva fulva.

Era, talvez, a cor que lhe suscitara o interesse chambão. As pétalas áureas...

E semicerrou, novamente, os olhos descuriosos.

Senão quando, foi despertado por uma voz sumida que o sobressaltou. Não notara o acesso de outro grupo de retirantes.

Importunavam-no os intrusos, cortando-lhe o fio dos cálculos da colheita ou de alguma cisma transitória.

Pediam-lhe uma pousada.

Ele abanou a cabeça negativamente.

E os ádvenas quedaram-se esmorecidos pelo repouso momentâneo.

Saiu para enxotá-los [...]

E esbravejou:

— O que já disse está dito!!

Nisto, desmontou-se uma rapariga e, com a vozita soprara:

— Se o senhor pudesse mandar alcançar-me um pouco d’água...

Ele examinou-a através das pestanas cerdosas e ficou com a fisionomia suspensa, como quem reconstitui uma visão ou evoca um fato.

— Milonga, olha aqui!

E, enquanto a retirante segurava o copo com os dedos mirrados, interpelou, indicando um rapaz que a acompanhava:

— São irmãos?

— Senhor não; mas, é como se fosse — respondeu o mais velho que procurava esconder a cara na barba intonsa.

Seguiram caminho.

— Manuel Broca! Ma-nuel!

Chegou o feitor. E Dagoberto, apontando o grupo que se distanciava:

— Arranche aquela gente.

E entrou a ir e vir, em longos passos frouxos, no seu hábito de marchar para um ponto que lhe estava mais na imaginação do que no espaço.

José Américo de Almeida. A Bagaceira. pág. 7-9.

Atente para o que se diz sobre o vocábulo “ainda” em “Dominava ainda a esmeralda tropical”.

I. Indica um passado recente — tempo predominante na narrativa.

II. Aponta para um tempo indicado pela expressão ”havia uma semana”.

III. É reiterado pela expressão “nessa manhã luminosa”.

Está correto o que se diz somente em

 

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2437630 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO I

Também é característico do regime patriarcal o homem fazer da mulher uma criatura tão diferente dele quanto possível. Ele o sexo forte, ela o fraco; ele o sexo nobre, ela o belo.

Mas a beleza que se quer da mulher, dentro do sistema patriarcal, é uma beleza meio mórbida. A menina de tipo franzino, quase doente. Ou então a senhora gorda, mole, caseira, maternal, coxas e nádegas largas. Nada do tipo vigoroso e ágil, aproximando-se da figura do rapaz.

Talvez nos motivos psíquicos da preferência por aquele tipo de mulher mole e gorda se encontre mais de uma raiz econômica: principalmente o desejo, dissimulado, é claro, de afastar-se a possível competição da mulher no domínio, econômico e político.

À exploração da mulher pelo homem, característica de outros tipos de sociedade ou organização social, mas notadamente do tipo patriarcal-agrário — tal como o que dominou longo tempo no Brasil — convém a extrema especialização ou diferenciação dos sexos. Por essa diferenciação exagerada, se justifica o chamado padrão duplo de moralidade, dando ao homem todas as liberdades de gozo físico do amor e limitando o da mulher a ir para a cama com o marido, toda santa noite que ele estiver disposto a procriar.

O padrão duplo de moralidade característico do sistema patriarcal limita as oportunidades da mulher ao serviço e às artes domésticas. E uma vez por outra, em um tipo de sociedade católica como a brasileira, ao contato com o confessor.

Aliás, pode-se atribuir ao confessionário, nas sociedades patriarcais em que se verifique extrema reclusão ou opressão da mulher, função utilíssima de higiene mental, ou melhor, de saneamento mental.

Muita mulher brasileira deve se ter salvado da loucura, que parece haver sido mais frequente entre as mulheres das colônias puritanas da América do que entre nós, graças ao confessionário.

Gilberto Freyre. Sobrados e mocambos. Cap. IV. pág. 207-208. Texto adaptado.

Sobre o período — “À exploração da mulher pelo homem, característica de outros tipos de sociedade ou organização social, mas notadamente do tipo patriarcal-agrário — tal como o que dominou longo tempo no Brasil — convém a extrema especialização ou diferenciação dos sexos” só NÃO se pode dizer que

 

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2437629 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO I

Também é característico do regime patriarcal o homem fazer da mulher uma criatura tão diferente dele quanto possível. Ele o sexo forte, ela o fraco; ele o sexo nobre, ela o belo.

Mas a beleza que se quer da mulher, dentro do sistema patriarcal, é uma beleza meio mórbida. A menina de tipo franzino, quase doente. Ou então a senhora gorda, mole, caseira, maternal, coxas e nádegas largas. Nada do tipo vigoroso e ágil, aproximando-se da figura do rapaz.

Talvez nos motivos psíquicos da preferência por aquele tipo de mulher mole e gorda se encontre mais de uma raiz econômica: principalmente o desejo, dissimulado, é claro, de afastar-se a possível competição da mulher no domínio, econômico e político.

À exploração da mulher pelo homem, característica de outros tipos de sociedade ou organização social, mas notadamente do tipo patriarcal-agrário — tal como o que dominou longo tempo no Brasil — convém a extrema especialização ou diferenciação dos sexos. Por essa diferenciação exagerada, se justifica o chamado padrão duplo de moralidade, dando ao homem todas as liberdades de gozo físico do amor e limitando o da mulher a ir para a cama com o marido, toda santa noite que ele estiver disposto a procriar.

O padrão duplo de moralidade característico do sistema patriarcal limita as oportunidades da mulher ao serviço e às artes domésticas. E uma vez por outra, em um tipo de sociedade católica como a brasileira, ao contato com o confessor.

Aliás, pode-se atribuir ao confessionário, nas sociedades patriarcais em que se verifique extrema reclusão ou opressão da mulher, função utilíssima de higiene mental, ou melhor, de saneamento mental.

Muita mulher brasileira deve se ter salvado da loucura, que parece haver sido mais frequente entre as mulheres das colônias puritanas da América do que entre nós, graças ao confessionário.

Gilberto Freyre. Sobrados e mocambos. Cap. IV. pág. 207-208. Texto adaptado.

Leia o que é dito sobre o padrão duplo de moralidade de que fala o texto.

I. É um tipo de moralidade que se volta mais para o campo sexual.

II. As oportunidades da mulher na sociedade independem desse tipo de moralidade.

III. O maior índice de loucura feminina foi registrado nas colônias puritanas da América porque as mulheres não podiam contar com a confissão.

Está correto o que se diz apenas em

 

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2437628 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO I

Também é característico do regime patriarcal o homem fazer da mulher uma criatura tão diferente dele quanto possível. Ele o sexo forte, ela o fraco; ele o sexo nobre, ela o belo.

Mas a beleza que se quer da mulher, dentro do sistema patriarcal, é uma beleza meio mórbida. A menina de tipo franzino, quase doente. Ou então a senhora gorda, mole, caseira, maternal, coxas e nádegas largas. Nada do tipo vigoroso e ágil, aproximando-se da figura do rapaz.

Talvez nos motivos psíquicos da preferência por aquele tipo de mulher mole e gorda se encontre mais de uma raiz econômica: principalmente o desejo, dissimulado, é claro, de afastar-se a possível competição da mulher no domínio, econômico e político.

À exploração da mulher pelo homem, característica de outros tipos de sociedade ou organização social, mas notadamente do tipo patriarcal-agrário — tal como o que dominou longo tempo no Brasil — convém a extrema especialização ou diferenciação dos sexos. Por essa diferenciação exagerada, se justifica o chamado padrão duplo de moralidade, dando ao homem todas as liberdades de gozo físico do amor e limitando o da mulher a ir para a cama com o marido, toda santa noite que ele estiver disposto a procriar.

O padrão duplo de moralidade característico do sistema patriarcal limita as oportunidades da mulher ao serviço e às artes domésticas. E uma vez por outra, em um tipo de sociedade católica como a brasileira, ao contato com o confessor.

Aliás, pode-se atribuir ao confessionário, nas sociedades patriarcais em que se verifique extrema reclusão ou opressão da mulher, função utilíssima de higiene mental, ou melhor, de saneamento mental.

Muita mulher brasileira deve se ter salvado da loucura, que parece haver sido mais frequente entre as mulheres das colônias puritanas da América do que entre nós, graças ao confessionário.

Gilberto Freyre. Sobrados e mocambos. Cap. IV. pág. 207-208. Texto adaptado.

Atente para o que se diz sobre as ideias do terceiro parágrafo.

I. O econômico pode estar na base do psíquico, no que diz respeito à preferência pelo “tipo de mulher mole e gorda”.

II. Havia a certeza, por parte do homem, de que a mulher lhe seria uma ameaça à hegemonia na sociedade, no plano político e econômico.

III. Na afirmação de que o desejo de afastar a competição da mulher seria dissimulado, está pressuposta a ideia de que tornar claro esse desejo evidenciaria uma provável fraqueza do homem.

Está correto o que se diz em

 

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2437627 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO I

Também é característico do regime patriarcal o homem fazer da mulher uma criatura tão diferente dele quanto possível. Ele o sexo forte, ela o fraco; ele o sexo nobre, ela o belo.

Mas a beleza que se quer da mulher, dentro do sistema patriarcal, é uma beleza meio mórbida. A menina de tipo franzino, quase doente. Ou então a senhora gorda, mole, caseira, maternal, coxas e nádegas largas. Nada do tipo vigoroso e ágil, aproximando-se da figura do rapaz.

Talvez nos motivos psíquicos da preferência por aquele tipo de mulher mole e gorda se encontre mais de uma raiz econômica: principalmente o desejo, dissimulado, é claro, de afastar-se a possível competição da mulher no domínio, econômico e político.

À exploração da mulher pelo homem, característica de outros tipos de sociedade ou organização social, mas notadamente do tipo patriarcal-agrário — tal como o que dominou longo tempo no Brasil — convém a extrema especialização ou diferenciação dos sexos. Por essa diferenciação exagerada, se justifica o chamado padrão duplo de moralidade, dando ao homem todas as liberdades de gozo físico do amor e limitando o da mulher a ir para a cama com o marido, toda santa noite que ele estiver disposto a procriar.

O padrão duplo de moralidade característico do sistema patriarcal limita as oportunidades da mulher ao serviço e às artes domésticas. E uma vez por outra, em um tipo de sociedade católica como a brasileira, ao contato com o confessor.

Aliás, pode-se atribuir ao confessionário, nas sociedades patriarcais em que se verifique extrema reclusão ou opressão da mulher, função utilíssima de higiene mental, ou melhor, de saneamento mental.

Muita mulher brasileira deve se ter salvado da loucura, que parece haver sido mais frequente entre as mulheres das colônias puritanas da América do que entre nós, graças ao confessionário.

Gilberto Freyre. Sobrados e mocambos. Cap. IV. pág. 207-208. Texto adaptado.

O início do segundo parágrafo com um “mas” indica uma oposição

 

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2437626 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: UECE
Orgão: UECE
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TEXTO I

Também é característico do regime patriarcal o homem fazer da mulher uma criatura tão diferente dele quanto possível. Ele o sexo forte, ela o fraco; ele o sexo nobre, ela o belo.

Mas a beleza que se quer da mulher, dentro do sistema patriarcal, é uma beleza meio mórbida. A menina de tipo franzino, quase doente. Ou então a senhora gorda, mole, caseira, maternal, coxas e nádegas largas. Nada do tipo vigoroso e ágil, aproximando-se da figura do rapaz.

Talvez nos motivos psíquicos da preferência por aquele tipo de mulher mole e gorda se encontre mais de uma raiz econômica: principalmente o desejo, dissimulado, é claro, de afastar-se a possível competição da mulher no domínio, econômico e político.

À exploração da mulher pelo homem, característica de outros tipos de sociedade ou organização social, mas notadamente do tipo patriarcal-agrário — tal como o que dominou longo tempo no Brasil — convém a extrema especialização ou diferenciação dos sexos. Por essa diferenciação exagerada, se justifica o chamado padrão duplo de moralidade, dando ao homem todas as liberdades de gozo físico do amor e limitando o da mulher a ir para a cama com o marido, toda santa noite que ele estiver disposto a procriar.

O padrão duplo de moralidade característico do sistema patriarcal limita as oportunidades da mulher ao serviço e às artes domésticas. E uma vez por outra, em um tipo de sociedade católica como a brasileira, ao contato com o confessor.

Aliás, pode-se atribuir ao confessionário, nas sociedades patriarcais em que se verifique extrema reclusão ou opressão da mulher, função utilíssima de higiene mental, ou melhor, de saneamento mental.

Muita mulher brasileira deve se ter salvado da loucura, que parece haver sido mais frequente entre as mulheres das colônias puritanas da América do que entre nós, graças ao confessionário.

Gilberto Freyre. Sobrados e mocambos. Cap. IV. pág. 207-208. Texto adaptado.

O primeiro parágrafo do texto é formado de dois períodos. O segundo período, em relação ao primeiro, desempenha mais de uma função discursiva. Dentre essas funções, a única que o segundo período NÃO desempenha é a função de

 

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