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Seja R+ o conjunto dos números reais positivos e f : R → R+ a função definida por f(x) = 2x. Esta função é invertível. Se f-1 : R+ → R é sua inversa, então, o valor de f-1(16) – f-1(2) – f-1(1) é
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Pode-se afirmar corretamente que a equação !$ \log_2 (1+x^4+x^2)+\log_2 (1+2x^2)=0 !$
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Seja x1, x2, x3, ...., uma progressão geométrica cuja razão é o número real positivo q. Se x5 = 24q e x5 + x6 = 90, então, o termo x1 desta progressão é um número
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Em uma empresa multinacional, 60% dos seus 2400 funcionários são do sexo feminino. Se 672 dos funcionários do sexo masculino são de nacionalidade brasileira e 25% das mulheres não são brasileiras, então, a porcentagem do total de funcionários que não são brasileiros é
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Dados os números racionais !$ \dfrac{3}{7},\dfrac{5}{6},\dfrac{4}{9}\, e\, \dfrac{3}{5} !$, a divisão do menor deles pelo maior é igual a
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Texto 2
O texto que você lerá a seguir – o poema “Outro verde”, foi retirado da obra Delírio da Solidão, do escritor cearense de Quixeramobim Jáder de Carvalho, que nasceu em 29 de dezembro de 1901 e faleceu no dia sete de agosto de 1985. Jáder de Carvalho foi jornalista, advogado, professor e escritor: poeta e prosador. Sua obra mais conhecida é o romance Aldeota.
Outro verde
Teus olhos mostram o verde
que não é do mar.
Não lembram viagens sem fim
nem o céu a abraçar-se com as águas,
num horizonte parado,
que os marujos não alcançam.
Qual o verde dos teus olhos,
se não é o do oceano?
Não é também o das florestas
onde cabem mistérios e distâncias.
Teu olhar não tem a cor
da enseada que eu amo.
Nele não gritam tempestades,
nem afundam ou se perdem veleiros.
Não escondem braços em naufrágios
nem vozes que não se ouvem
na despedida.
O verde dos teus olhos é subjetivo.
Não sugere portos nem a foz de um rio.
Pintores, dizei-me:
qual de vós se atreveria
a copiar a cor desses olhos?
Ainda não sofreste.
Ainda não conheces a saudade.
Um dia, entre lembranças doridas,
o verde dos teus olhos mudará.
Já li nas linhas da tua mão esquerda:
tu, sem a estrela dos navegantes,
esperas
pelo navio perdido do meu amor.
(Jáder de Carvalho. Delírio da Solidão. p. 46-47.)
Assinale o que está INCORRETO sobre a primeira estrofe do poema.
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Texto 2
O texto que você lerá a seguir – o poema “Outro verde”, foi retirado da obra Delírio da Solidão, do escritor cearense de Quixeramobim Jáder de Carvalho, que nasceu em 29 de dezembro de 1901 e faleceu no dia sete de agosto de 1985. Jáder de Carvalho foi jornalista, advogado, professor e escritor: poeta e prosador. Sua obra mais conhecida é o romance Aldeota.
Outro verde
Teus olhos mostram o verde
que não é do mar.
Não lembram viagens sem fim
nem o céu a abraçar-se com as águas,
num horizonte parado,
que os marujos não alcançam.
Qual o verde dos teus olhos,
se não é o do oceano?
Não é também o das florestas
onde cabem mistérios e distâncias.
Teu olhar não tem a cor
da enseada que eu amo.
Nele não gritam tempestades,
nem afundam ou se perdem veleiros.
Não escondem braços em naufrágios
nem vozes que não se ouvem
na despedida.
O verde dos teus olhos é subjetivo.
Não sugere portos nem a foz de um rio.
Pintores, dizei-me:
qual de vós se atreveria
a copiar a cor desses olhos?
Ainda não sofreste.
Ainda não conheces a saudade.
Um dia, entre lembranças doridas,
o verde dos teus olhos mudará.
Já li nas linhas da tua mão esquerda:
tu, sem a estrela dos navegantes,
esperas
pelo navio perdido do meu amor.
(Jáder de Carvalho. Delírio da Solidão. p. 46-47.)
Marque com V o que for verdadeiro e com F o que for falso acerca do que se diz sobre o texto 2.
( ) A pergunta especial que o sujeito lírico faz aos pintores tem força expressiva no poema, principalmente porque traz o verbo no futuro do pretérito. Esse tempo verbal sugere a incerteza, a quase impossibilidade – ou mesmo a impossibilidade – da missão de determinar a tonalidade do verde dos olhos da personagem.
( ) O verso 1 da 5ª estrofe, “O verde dos teus olhos é subjetivo”, serve de ponte para se passar da superficialidade da primeira leitura para a profundidade da segunda. Isso se dá em virtude da incongruência da relação entre sujeito e predicativo do sujeito: o verde (a cor verde) é algo percebido por um dos cinco sentidos, portanto é algo que não pode ser subjetivo.
( ) Um acontecimento que, para o sujeito lírico, poderá ser um elemento, talvez o primeiro, que determinará a fixação do verde dos olhos da amada será a espera tranquila e feliz da chegada do amor em um navio perdido.
( ) Os versos transcritos a seguir – “Não escondem braços em naufrágios / nem vozes que não se ouvem / na despedida” – constituem duas metonímias, as mais expressivas do poema. Os braços são, com certeza, a parte do corpo cujos movimentos mais se mostram na tentativa de salvação de um afogamento. Por seu lado, a voz é, de maneira geral, o som que mais se ouve em uma despedida.
( ) Nos versos “tu, sem a estrela dos navegantes, / esperas / pelo navio perdido do meu amor”, o eu poético constrói uma imagem que concretiza algo abstrato – “amor” – em algo concreto – “navio”. Esse trabalho de concretização do abstrato potencializa a força negativa do navio (“perdido do meu amor”), ou seja, do amor do eu poético.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
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Texto 2
O texto que você lerá a seguir – o poema “Outro verde”, foi retirado da obra Delírio da Solidão, do escritor cearense de Quixeramobim Jáder de Carvalho, que nasceu em 29 de dezembro de 1901 e faleceu no dia sete de agosto de 1985. Jáder de Carvalho foi jornalista, advogado, professor e escritor: poeta e prosador. Sua obra mais conhecida é o romance Aldeota.
Outro verde
Teus olhos mostram o verde
que não é do mar.
Não lembram viagens sem fim
nem o céu a abraçar-se com as águas,
num horizonte parado,
que os marujos não alcançam.
Qual o verde dos teus olhos,
se não é o do oceano?
Não é também o das florestas
onde cabem mistérios e distâncias.
Teu olhar não tem a cor
da enseada que eu amo.
Nele não gritam tempestades,
nem afundam ou se perdem veleiros.
Não escondem braços em naufrágios
nem vozes que não se ouvem
na despedida.
O verde dos teus olhos é subjetivo.
Não sugere portos nem a foz de um rio.
Pintores, dizei-me:
qual de vós se atreveria
a copiar a cor desses olhos?
Ainda não sofreste.
Ainda não conheces a saudade.
Um dia, entre lembranças doridas,
o verde dos teus olhos mudará.
Já li nas linhas da tua mão esquerda:
tu, sem a estrela dos navegantes,
esperas
pelo navio perdido do meu amor.
(Jáder de Carvalho. Delírio da Solidão. p. 46-47.)
Sujeito lírico ou eu poético é um ser de ficção, como o é o narrador na prosa. Para que o texto literário tenha a consistência necessária a despertar uma reação emotiva no leitor, é preciso ser validado pela própria materialidade textual – um universo feito de palavras que apresenta nexo ou harmonia entre os elementos textuais.
Considere o que se afirma sobre essa validação no poema. Assinale com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas. ( ) Tem-se um enunciador que fala diretamente a uma mulher, e o faz com certa intimidade, uma vez que a trata na segunda pessoa do singular.
( ) Quando se fala diretamente a uma pessoa, numa comunicação face a face, existe a certeza de uma resposta. Isso, porém, não ocorre no poema, o que o empobrece.
( ) Percebe-se que o enunciador, no caso, o sujeito lírico, ao opor o verde indefinido dos olhos da musa do poema a outros verdes já referidos na literatura, expressa-se de um ponto de vista moderno, o que é também mostrado pela própria estrutura do poema: versos livres e brancos.
( ) O vocabulário não oferece dificuldade, mas ainda não é o vocabulário dos tempos atuais. O poeta ainda não emprega a linguagem quase prosaica que se aproxima da linguagem do povo, mas também não usa mais um vocabulário recheado de preciosismos, isto é, de palavras pouco usadas e até desconhecidas.
( ) A sintaxe também é simples e direta, sem as inversões que caracterizaram os poemas do fim do século XIX e início do século XX, época em que floresceu o simbolismo, o parnasianismo e o pré-modernismo.
( ) Pelo tom do texto, conclui-se que o sujeito lírico enuncia, provavelmente, de um lugar amplo, onde muitas pessoas podem escutar as palavras de amor que ele diz à amada.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
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Texto 2
O texto que você lerá a seguir – o poema “Outro verde”, foi retirado da obra Delírio da Solidão, do escritor cearense de Quixeramobim Jáder de Carvalho, que nasceu em 29 de dezembro de 1901 e faleceu no dia sete de agosto de 1985. Jáder de Carvalho foi jornalista, advogado, professor e escritor: poeta e prosador. Sua obra mais conhecida é o romance Aldeota.
Outro verde
Teus olhos mostram o verde
que não é do mar.
Não lembram viagens sem fim
nem o céu a abraçar-se com as águas,
num horizonte parado,
que os marujos não alcançam.
Qual o verde dos teus olhos,
se não é o do oceano?
Não é também o das florestas
onde cabem mistérios e distâncias.
Teu olhar não tem a cor
da enseada que eu amo.
Nele não gritam tempestades,
nem afundam ou se perdem veleiros.
Não escondem braços em naufrágios
nem vozes que não se ouvem
na despedida.
O verde dos teus olhos é subjetivo.
Não sugere portos nem a foz de um rio.
Pintores, dizei-me:
qual de vós se atreveria
a copiar a cor desses olhos?
Ainda não sofreste.
Ainda não conheces a saudade.
Um dia, entre lembranças doridas,
o verde dos teus olhos mudará.
Já li nas linhas da tua mão esquerda:
tu, sem a estrela dos navegantes,
esperas
pelo navio perdido do meu amor.
(Jáder de Carvalho. Delírio da Solidão. p. 46-47.)
No estudo de um texto, costuma-se distinguir assunto de tema. Eis algumas das diferenças entre essas duas noções: o assunto é particular, o tema é geral; o assunto encontra-se facilmente na superfície textual, o tema geralmente camufla-se nas camadas mais profundas; o assunto é concreto, o tema é abstrato.
Considerando, no poema “Outro verde”, essa distinção entre TEMA e ASSUNTO, atente ao que é dito nos itens a seguir.
I. TEMA – As dificuldades que tem o sujeito lírico para determinar a tonalidade do verde dos olhos da mulher amada.
II. ASSUNTO – O sujeito lírico tenta determinar a tonalidade de verde dos olhos da amada inutilmente. Chega, então, à conclusão de que a tonalidade do verde dos olhos dela é subjetiva.
III. TEMA – Só as vicissitudes da vida e as experiências que nos afetam positiva e negativamente determinam o que seremos.
Está correto apenas o que é dito em
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Texto 1
O texto I é um excerto de Baú de Ossos (volume 1), do médico e escritor mineiro Pedro Nava. Inclui-se essa obra no gênero memorialístico, que é predominantemente narrativo. Nesse gênero, são contados episódios verídicos ou baseadas em fatos reais, que ficaram na memória do autor. Isso o distingue da biografia, que se propõe contar a história de uma pessoa específica.
O meu amigo Rodrigo Melo Franco de Andrade é autor do conto “Quando minha avó morreu”. Sei por ele que é uma história autobiográfica. Aí Rodrigo confessa ter passado, aos 11 anos, por fase da vida em que se sentia profundamente corrupto. Violava as promessas feitas de noite a Nossa Senhora; mentia desabridamente; faltava às aulas para tomar banho no rio e pescar na Barroca com companheiros vadios; furtava pratinhas de dois mil-réis... Ai! de mim que mais cedo que o amigo também abracei a senda do crime e enveredei pela do furto... Amante das artes plásticas desde cedo, educado no culto do belo, eu não pude me conter. Eram duas coleções de postais pertencentes a minha prima Maria Luísa Palleta. Numa, toda a vida de Paulo e Virgínia – do idílio infantil ao navio desmantelado na procela. Pobre Virgínia, dos cabelos esvoaçantes! Noutra, a de Joana d’Arc, desde os tempos de pastora e das vozes ao da morte. Pobre Joana dos cabelos em chama! Não resisti. Furtei, escondi e depois de longos êxtases, com medo, joguei tudo fora. Terceiro roubo, terceira coleção de postais – a que um carcamano, chamado Adriano Merlo, escrevia a uma de minhas tias. Os cartões eram fabulosos. Novas contemplações solitárias e piquei tudo de latrina abaixo. Mas o mais grave foi o roubo de uma nota de cinco mil-réis, do patrimônio da própria Inhá Luísa. De posse dessa fortuna nababesca, comprei um livro e uma lâmpada elétrica de tamanho desmedido. Fui para o parque Halfeld com o butim de minha pirataria. Joguei o troco num bueiro. Como ainda não soubesse ler, rasguei o livro e atirei seus restos em um tanque. A lâmpada, enorme, esfregada, não fez aparecer nenhum gênio. Fui me desfazer de mais esse cadáver na escada da Igreja de São Sebastião. Lá a estourei, tendo a impressão de ouvir os trovões e o morro do Imperador desabando nas minhas costas. Depois dessa série de atos gratuitos e delitos inúteis, voltei para casa. Raskólnikov. O mais estranho é que houve crime, e não castigo. Crime perfeito. Ninguém desconfiou. Minha avó não deu por falta de sua cédula. Eu fiquei por conta das Fúrias de um remorso, que me perseguiu toda a infância, veio comigo pela vida afora, com a terrível impressão de que eu poderia reincidir porque vocês sabem, cesteiro que faz um cesto... Só me tranquilizei anos depois, já médico, quando li num livro de Psicologia que só se deve considerar roubo o que a criança faz com proveito e dolo. O furto inútil é fisiológico e psicologicamente normal. Graças a Deus! Fiquei absolvido do meu ato gratuito...
(Pedro Nava. Baú de ossos. Memórias 1. p. 308 a 310.)
“Lá a estourei, tendo a impressão de ouvir os trovões e o morro do Imperador desabando nas minhas costas”. Essa cena, fruto da impressão do menino, tem um significado textual. Ela indicia a confusão em que está a cabeça do menino. Os trovões e o desabamento do morro representam, respectivamente,
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