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Foram encontradas 48 questões.

2876143 Ano: 2022
Disciplina: Matemática
Banca: UEMA
Orgão: UEMA
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Uma família maranhense possui uma chácara, em cidade próxima da capital, onde cria galinhas e vacas, totalizando 40 animais. A soma dos pés dos animais da chácara é igual a 100. O número de galinhas e de vacas, respectivamente, é igual a

 

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2876142 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UEMA
Orgão: UEMA
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METONÍMIA, OU A VINGANÇA DO ENGANADO

Metonímia – a palavra me ficou na memória desde o ano de 1930, quando publiquei o meu livro de estreia, aquele romance de seca chamado O Quinze. Um crítico, examinando a obrinha, censurava-me porque, em certo trecho da história, eu falava que o galã saíra a andar “com o peito entreaberto na blusa”. “Que disparate é esse?”, indagava o sensato homem. “Deve - se dizer é: blusa entreaberta no peito”. Aceitei a correção com humildade e acanhamento, mas aí o meu ilustre professor de Latim, Dr. Matos Peixoto, acudiu em meu consolo. Que estava direito como eu escrevera; que na minha frase eu utilizara uma figura de retórica, a chamada metonímia – tropo que consiste em transladar-se a palavra do seu sentido natural da causa para o efeito, ou do continente para o conteúdo. E citava o exemplo clássico: “taça espumante” – continente pelo conteúdo, pois não é a taça que espuma e sim o vinho. Assim sendo, “peito entreaberto” estava certo, era um simples emprego de metonímia. E juntos, numa nota de jornal, meu mestre e eu silenciamos o crítico. Não sei se o zoilo aprendeu a lição. Eu fui que a não esqueci mais. Volta e meia lá aplico a metonímia - acho mesmo que é ela a minha única ligação com a velha retórica.

QUEIROZ, Raquel. Cenas Brasileiras. São Paulo: Editora Ática, 1998. Volume 17. Crônicas.

A autora tacha seu romance O Quinze de “obrinha” - “Um crítico, examinando minha obrinha”. O emprego da forma diminutiva revela o sarcasmo da escritora em relação

 

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2876141 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UEMA
Orgão: UEMA
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METONÍMIA, OU A VINGANÇA DO ENGANADO

Metonímia – a palavra me ficou na memória desde o ano de 1930, quando publiquei o meu livro de estreia, aquele romance de seca chamado O Quinze. Um crítico, examinando a obrinha, censurava-me porque, em certo trecho da história, eu falava que o galã saíra a andar “com o peito entreaberto na blusa”. “Que disparate é esse?”, indagava o sensato homem. “Deve - se dizer é: blusa entreaberta no peito”. Aceitei a correção com humildade e acanhamento, mas aí o meu ilustre professor de Latim, Dr. Matos Peixoto, acudiu em meu consolo. Que estava direito como eu escrevera; que na minha frase eu utilizara uma figura de retórica, a chamada metonímia – tropo que consiste em transladar-se a palavra do seu sentido natural da causa para o efeito, ou do continente para o conteúdo. E citava o exemplo clássico: “taça espumante” – continente pelo conteúdo, pois não é a taça que espuma e sim o vinho. Assim sendo, “peito entreaberto” estava certo, era um simples emprego de metonímia. E juntos, numa nota de jornal, meu mestre e eu silenciamos o crítico. Não sei se o zoilo aprendeu a lição. Eu fui que a não esqueci mais. Volta e meia lá aplico a metonímia - acho mesmo que é ela a minha única ligação com a velha retórica.

QUEIROZ, Raquel. Cenas Brasileiras. São Paulo: Editora Ática, 1998. Volume 17. Crônicas.

Na construção do texto, predomina o discurso indireto, no qual as falas dos personagens são apresentadas pelo narrador. O único trecho em que é reproduzida exatamente a fala de um personagem é:

 

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2876140 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UEMA
Orgão: UEMA
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METONÍMIA, OU A VINGANÇA DO ENGANADO

Metonímia – a palavra me ficou na memória desde o ano de 1930, quando publiquei o meu livro de estreia, aquele romance de seca chamado O Quinze. Um crítico, examinando a obrinha, censurava-me porque, em certo trecho da história, eu falava que o galã saíra a andar “com o peito entreaberto na blusa”. “Que disparate é esse?”, indagava o sensato homem. “Deve - se dizer é: blusa entreaberta no peito”. Aceitei a correção com humildade e acanhamento, mas aí o meu ilustre professor de Latim, Dr. Matos Peixoto, acudiu em meu consolo. Que estava direito como eu escrevera; que na minha frase eu utilizara uma figura de retórica, a chamada metonímia – tropo que consiste em transladar-se a palavra do seu sentido natural da causa para o efeito, ou do continente para o conteúdo. E citava o exemplo clássico: “taça espumante” – continente pelo conteúdo, pois não é a taça que espuma e sim o vinho. Assim sendo, “peito entreaberto” estava certo, era um simples emprego de metonímia. E juntos, numa nota de jornal, meu mestre e eu silenciamos o crítico. Não sei se o zoilo aprendeu a lição. Eu fui que a não esqueci mais. Volta e meia lá aplico a metonímia - acho mesmo que é ela a minha única ligação com a velha retórica.

QUEIROZ, Raquel. Cenas Brasileiras. São Paulo: Editora Ática, 1998. Volume 17. Crônicas.

No trecho, “a chamada metonímia – tropo que consiste em transladar-se a palavra do seu sentido natural da causa para o efeito, ou do continente para o conteúdo”, ao explicar a linguagem, há predomínio da seguinte função da linguagem:

 

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2876139 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UEMA
Orgão: UEMA
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METONÍMIA, OU A VINGANÇA DO ENGANADO

Metonímia – a palavra me ficou na memória desde o ano de 1930, quando publiquei o meu livro de estreia, aquele romance de seca chamado O Quinze. Um crítico, examinando a obrinha, censurava-me porque, em certo trecho da história, eu falava que o galã saíra a andar “com o peito entreaberto na blusa”. “Que disparate é esse?”, indagava o sensato homem. “Deve - se dizer é: blusa entreaberta no peito”. Aceitei a correção com humildade e acanhamento, mas aí o meu ilustre professor de Latim, Dr. Matos Peixoto, acudiu em meu consolo. Que estava direito como eu escrevera; que na minha frase eu utilizara uma figura de retórica, a chamada metonímia – tropo que consiste em transladar-se a palavra do seu sentido natural da causa para o efeito, ou do continente para o conteúdo. E citava o exemplo clássico: “taça espumante” – continente pelo conteúdo, pois não é a taça que espuma e sim o vinho. Assim sendo, “peito entreaberto” estava certo, era um simples emprego de metonímia. E juntos, numa nota de jornal, meu mestre e eu silenciamos o crítico. Não sei se o zoilo aprendeu a lição. Eu fui que a não esqueci mais. Volta e meia lá aplico a metonímia - acho mesmo que é ela a minha única ligação com a velha retórica.

QUEIROZ, Raquel. Cenas Brasileiras. São Paulo: Editora Ática, 1998. Volume 17. Crônicas.

Sabe-se que a crônica pertence a um gênero textual híbrido que pode se alternar entre a literatura e o jornalismo.

O texto apresenta traços característicos de crônica literária, porque mostra

 

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2876138 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UEMA
Orgão: UEMA
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Agora, felizmente, estavam menos mal. O de que carecia era arranjar trabalho; porque a comadre Conceição bem via que o que davam no Campo mal chegava para os meninos.

Conceição concordou:

— Eu sei, eu sei, é uma miséria! Mas você assim, compadre, tão fraco, lá aguenta um serviço bruto, pesado, que é só o que há para retirante?!

Ele alargou os braços, tristemente:

— A natureza da gente é que nem borracha... Havendo precisão, que jeito? Dá pra tudo...

Ela lembrou:

— Olhe, todo dia, você ou a comadre apareçam por aqui, e o que nós juntarmos, em vez de se dar aos outros, guarda-se só pra vocês. Eu vou ver se arranjo alguma coisa que lhe sirva...

Assim uma vendinha de água, hein, Mãe Nácia?

Queiroz, Rachel de, 1910-2003 Q47q O quinze [recurso eletrônic]: Raquel de Queiroz. – Rio de Jan: José Olympio, 2012.

Na informalidade desse diálogo, foram utilizadas marcas fortes de oralidade pelos interlocutores. O trecho que exemplifica essa marca forte é

 

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2876137 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UEMA
Orgão: UEMA
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Agora, felizmente, estavam menos mal. O de que carecia era arranjar trabalho; porque a comadre Conceição bem via que o que davam no Campo mal chegava para os meninos.

Conceição concordou:

— Eu sei, eu sei, é uma miséria! Mas você assim, compadre, tão fraco, lá aguenta um serviço bruto, pesado, que é só o que há para retirante?!

Ele alargou os braços, tristemente:

— A natureza da gente é que nem borracha... Havendo precisão, que jeito? Dá pra tudo...

Ela lembrou:

— Olhe, todo dia, você ou a comadre apareçam por aqui, e o que nós juntarmos, em vez de se dar aos outros, guarda-se só pra vocês. Eu vou ver se arranjo alguma coisa que lhe sirva...

Assim uma vendinha de água, hein, Mãe Nácia?

Queiroz, Rachel de, 1910-2003 Q47q O quinze [recurso eletrônic]: Raquel de Queiroz. – Rio de Jan: José Olympio, 2012.

No trecho, “porque a comadre Conceição bem via que o que davam no Campo mal chegava para os meninos.”, o advérbio “mal” expressa uma ideia de

 

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2876136 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UEMA
Orgão: UEMA
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Agora, felizmente, estavam menos mal. O de que carecia era arranjar trabalho; porque a comadre Conceição bem via que o que davam no Campo mal chegava para os meninos.

Conceição concordou:

— Eu sei, eu sei, é uma miséria! Mas você assim, compadre, tão fraco, lá aguenta um serviço bruto, pesado, que é só o que há para retirante?!

Ele alargou os braços, tristemente:

— A natureza da gente é que nem borracha... Havendo precisão, que jeito? Dá pra tudo...

Ela lembrou:

— Olhe, todo dia, você ou a comadre apareçam por aqui, e o que nós juntarmos, em vez de se dar aos outros, guarda-se só pra vocês. Eu vou ver se arranjo alguma coisa que lhe sirva...

Assim uma vendinha de água, hein, Mãe Nácia?

Queiroz, Rachel de, 1910-2003 Q47q O quinze [recurso eletrônic]: Raquel de Queiroz. – Rio de Jan: José Olympio, 2012.

Nessa conversa, entre Conceição e o Compadre, destaca-se, além da linguagem simples e coloquial, uma outra característica dos romances regionalistas modernistas. O tema da conversa é

 

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