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Após os procedimentos realizados desde o preparo do material removido do organismo até a confecção das lâminas histológicas, as células se encontram incolores, transparentes. Portanto, para que seja possível a visualização celular em microscópio óptico, é necessário que os tecidos sejam corados. Há diversos tipos de corantes utilizados, naturais ou artificiais, que podem se ligar a estruturas celulares específicas, de acordo com sua afinidade química. (Michalany, 1990; Souza Junior, 2010)
Considerando as informações apresentadas no texto, analise as asserções a seguir e a relação entre elas:
I- A combinação bicrômica considerada coloração universal em histologia e histopatologia é a hematoxilina e eosina (Aarestrup, 2012; Souza Junior, 2010).
PORQUE
II- A hematoxilina, corante natural oriundo de fonte vegetal, tem propriedade de corar os núcleos das células (ricos em substâncias ácidas, os ácidos nucleicos) de roxo-azulado devido ao seu caráter básico, enquanto que a eosina, atraída pelos elementos básicos das proteínas citoplasmáticas, confere uma coloração rósea-avermelhada ao citoplasma, sendo um corante acidófilo (Souza Junior, 2010), ressaltando a coloração celular.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
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As etapas de desidratação, clarificação ou diafanização e a impregnação ou infiltração em parafina irão propiciar a saída de água dos tecidos e a entrada de outros líquidos que sejam afins com a parafina que será impregnada na etapa subsequente (Michalany, 1990) e possa formar o bloco, o qual será submetido à microtomia. Diante destas informações analise as asserções a seguir:
I- No processamento histológico de rotina, o toluol é o mais utilizado na técnica da diafanização e, conforme vai penetrando na peça, em substituição ao material adquirido na desidratação, a peça vai se tornando mais clara, motivo pelo qual a etapa pode também ser chamada de clarificação.
II- A técnica da diafanização preconiza que o volume do reagente diafanizador deva imergir totalmente a peça. Os reagentes utilizados são insolúveis em água e solúveis em álcool. Aconselha-se que o recipiente com o volume do reagente esteja constantemente agitado para melhorar a difusão, com a saída do álcool e a entrada do reagente. Aconselha-se, também, a troca do reagente pelo menos duas vezes e não deixar a peça por muito tempo mergulhada para evitar ressecamento e prejudicar a qualidade da peça tecidual.
III- A técnica da impregnação permite a entrada de substâncias de consistência amolecida em toda a totalidade da peça, com o objetivo de adquirirem o envolvimento completo da peça e, por consequência, a rigidez ocupando os espaços anteriormente preenchidos por água e gordura, e que após um tempo, formam o bloco.
IV- As peças impregnadas são colocadas com a superfície a ser secionada voltada para baixo em um molde, normalmente metálico, preenchido com parafina líquida. Órgãos tubulares deverão ser incluídos no plano transversal, enquanto fragmentos de tecidos longos serão dispostos longitudinalmente. Tais orientações podem variar de acordo com o objetivo da pesquisa e o que se desejará observar posteriormente.
V- A microtomia promove a secção de uma fina camada de tecido, com uma espessura de 4 a 6 micrômetros, que é a espessura ideal para a passagem de luz e evidenciação dos componentes celulares dos tecidos.
É CORRETO o que se afirma em:
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O processamento técnico propriamente dito consiste em uma preparação para que as peças sejam, posteriormente, emblocadas em parafina (ou produtos similares) e cortadas em fatias muito finas, a fim de que possam ser observadas as estruturas teciduais em microscópio óptico (Caputo; Gitirana; Manso, 2010). O material biológico, após a fixação, retém cerca de 85% de água em seu interior (Michalany, 1990), sendo incompatível para a técnica de impregnação. De acordo com os agentes químicos citados:
I- Álcoois butílico, isopropílico e metílico.
II- Acetona.
III- Éter.
IV- Clorofórmio.
V- Óxido propileno.
Dentre os agentes explicitados, quais são considerados substâncias desidratantes eficazes, variando apenas o tempo de desidratação:
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Tecidos calcificados apresentam elevados níveis de cálcio em sua composição, impossibilitando a clivagem e a microtomia da peça, dada a consistência rígida tecidual, inviabilizando a avaliação histológica dos tecidos. Sendo assim, o processamento prévio destes tecidos pode ser realizado com agentes químicos e físicos. De acordo com os agentes químicos apresentados abaixo:
I- Ácido clorídrico.
II- Ácido nítrico.
III- Ácido pícrico.
IV- Ácido fórmico.
V- Ácido acético.
Dentre os agentes químicos apresentados anteriormente, aponte os que possuem alto poder de indução da descalcificação e de hidrólise nuclear:
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De acordo com os princípios da clivagem, a orientação do corte das peças é essencial, pois determina como os tecidos serão incluídos no bloco para corte e, posteriormente, influenciam na análise microscópica tecidual. Desta forma, para realizar a orientação da clivagem de peças sólidas e órgãos ocos e de superfície, deve-se realizar a secção de acordo com:
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Com relação ao gerenciamento de resíduos de serviços de saúde em laboratórios, julgue as assertivas abaixo:
I- O descarte adequado dos reagentes químicos deve observar a periculosidade das substâncias presentes, decorrentes das características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Os que estão no estado sólido e com características de periculosidade, devem ser dispostos em aterro de resíduos perigosos - Classe I, enquanto que os resíduos líquidos, com as características de periculosidade, devem ser submetidos a tratamento antes da disposição final ambientalmente adequada. Não é necessário considerar os riscos presentes no resíduo.
II- Os resíduos do subgrupo A2 contendo microrganismos com alto risco de transmissibilidade, alto potencial de letalidade ou que representem risco caso de disseminação, devem ser submetidos, na unidade geradora, a tratamento que atenda ao Nível III de Inativação Microbiana.
III- O descarte dos resíduos do grupo D deve ser em recipientes identificados, rígidos, providos com tampa, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, devendo ser substituídos de acordo com a demanda ou quando o nível de preenchimento atingir 3/4 (três quartos) da capacidade ou de acordo com as instruções do fabricante, não devendo ser reaproveitados.
IV- O descarte dos resíduos provenientes do Grupo E, quando contaminados por agentes dos grupos A, B e C, devem ter o descarte relacionado à classe de risco associada, tendo o recipiente de acondicionamento a identificação de todos os riscos existentes.
V- O lançamento de rejeitos líquidos de solução de formaldeído a 10%, pode ser direcionado diretamente na rede coletora de esgotos, conectada à estação de tratamento, atendendo às normas ambientais e às diretrizes do serviço de saneamento.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
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De acordo com a resolução RDC, n .° 222 de 28 de março de 2018, da Agência de Vigilância Sanitária - BRASIL, assim como a Resolução CONAMA nº 005/93, há um regulamento técnico que institui o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. O esforço de controlar tais resíduos se reflete também nas resoluções da ANVISA n.º 306/04 e do CONAMA nº 358/05. De acordo com estas resoluções, os Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) são classificados em cinco grupos: A, B, C, D e E. Observe a relação dos grupos apresentados com os respectivos resíduos produzidos em cada grupo nas assertivas abaixo:
I- Grupo A: Material biológico que, pela característica de virulência e/ou concentração, pode apresentar risco de infecção.
II- Grupo B: Resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares.
III- Grupo C: Materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear.
IV- Grupo D: Substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente.
V- Grupo E: Materiais perfurocortantes ou escarificantes.
Estão CORRETAS as assertivas devidamente descritas ao resíduo produzido em:
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De acordo com a Resolução nº 2.074/2014 do Conselho Federal de Medicina, no artigo primeiro, são considerados exames anatomopatológicos, os procedimentos em Patologia para diagnóstico de doenças em material de biópsias, peças cirúrgicas, autópsias ou imunohistoquímica.
Parágrafo único. “Os procedimentos auxiliares para a execução do exame anatomopatológico podem ser atos profissionais compartilhados com outros profissionais da área da saúde e incluem macroscopia de biópsias e peças cirúrgicas simples, processamentos técnicos, colorações e montagem de lâminas e evisceração de cadáveres”.
Considerando as assertivas abaixo:
I- A fixação tecidual estabiliza as estruturas bioquímicas, intra e extracelulares, permite a penetração de outros reagentes necessários no decorrer de todo o processamento histológico (como os agentes de coloração, por exemplo), impede que o tecido seja colonizado por micro-organismos e faz com que a amostra comece a endurecer.
II- Após a remoção do material do organismo, o tecido deverá ser imerso em uma solução fixadora de água destilada, para posterior processamento macroscópico e histológico.
III- Em caso de peças cirúrgicas grandes recém biopsiadas, recomenda-se que tais peças sejam clivadas (preferencialmente de 2 a 6 mm) para que, com a espessura diminuída, haja a penetração do fixador.
É CORRETO o que se afirma em:
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É fundamental que, imediatamente após a remoção do organismo, as peças teciduais sejam imersas em líquido fixador para que o processo de autólise (morte tecidual) seja interrompido e as estruturas biológicas se mantenham praticamente intactas. Diante dos agentes químicos existentes para a manutenção da integridade das estruturas biológicas, assinale o agente fixador químico ideal para as estruturas teciduais e, para as técnicas de imunohistoquímica e reações de biologia molecular, aplicados em conjunto aos procedimentos de rotina com hematoxilina-eosina e histoquímica:
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Os tecidos sujeitos ao processamento histológico podem ser obtidos a partir de organismo vivo ou morto, e independente do meio de obtenção, as amostras serão processadas para confecção de lâminas, que são preparadas permanentes para a observação, análise e elucidação diagnóstica patológica (Souza Junior, 2010). O processamento de cada peça biológica deverá envolver etapas para o processamento histológico, as quais destacam-se em ordem de execução:
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