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Para o diagnóstico da fibrose pulmonar idiopática, os exames de imagem mostram que o(a):
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Com o intuito de concretizar a diretriz do SUS de participação da comunidade, a lei nº 8.142/1990, preconiza as Conferências de Saúde e os Conselhos de Saúde, como duas importantes instâncias colegiadas. Em relação à participação da comunidade no SUS, é correto afirmar que:
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O processo administrativo é um pilar para a garantia da ampla defesa e do contraditório, permitindo uma análise legítima para o administrado. No âmbito do Estado do Rio de Janeiro, a lei nº 5.427/2009 determina que são direitos do administrado, EXCETO:
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Disciplina: Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei 13.146/2015
Banca: CEPUERJ
Orgão: UERJ
O Estatuto da Pessoa com Deficiência (lei nº 13.146/2015) estabelece o direito à saúde da pessoa com deficiência. Segundo esse estatuto, as ações e os serviços de saúde pública destinados à pessoa com deficiência devem assegurar:
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A lei nº 13.709/2018 – Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) – é aplicável a qualquer operação de tratamento realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, independentemente do meio, do país de sua sede ou do país onde estejam localizados os dados. A LGPD se aplica para o tratamento de dados, realizado no território nacional, para fins:
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FALA, AMENDOEIRA
Carlos Drummond de Andrade
1 Esse ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à
natureza – essa natureza que não presta atenção em nós. Abrindo a janela matinal, o cronista reparou
no firmamento, que seria de uma safira impecável se não houvesse a longa barra de névoa a toldar a
linha entre céu e chão – névoa baixa e seca, hostil aos aviões. Pousou a vista, depois, nas árvores que
5 algum remoto prefeito deu à rua, e que ainda ninguém se lembrou de arrancar, talvez porque haja outras
destruições mais urgentes. Estavam todas verdes, menos uma. Uma que, precisamente, lá está
plantada em frente à porta, companheira mais chegada de um homem e sua vida, espécie de anjo
vegetal proposto ao seu destino.
Essa árvore de certo modo incorporada aos bens pessoais, alguns fios elétricos lhe atravessam a
10 fronde, sem que a molestem, e a luz crua do projetor, a dois passos, a impediria talvez de dormir, se ela
fosse mais nova. Às terças, pela manhã, o feirante nela encosta sua barraca, e, ao entardecer, cada dia,
garotos procuram subir-lhe pelo tronco. Nenhum desses incômodos lhe afeta a placidez de árvore
madura e magra, que já viu muita chuva, muito cortejo de casamento, muitos enterros, e serve há longos
anos à necessidade de sombra que têm os amantes de rua, e mesmo a outras precisões mais humildes
15 de cãezinhos transeuntes.
Todas estavam ainda verdes, mas essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas
de vermelho, gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom – cor final de decomposição,
depois da qual as folhas caem. Pequenas amêndoas atestavam seu esforço, e também elas se
preparavam para ganhar coloração dourada e, por sua vez, completado o ciclo, tombar sobre o meio-fio,
20 se não as colhe algum moleque apreciador de seu azedinho. E como o cronista lhe perguntasse – fala,
amendoeira – por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu
explicar-lhe:
– Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data em que as folhinhas assinalam o equinócio
do outono. Cumpro meu dever de árvore, embora minhas irmãs não respeitem as estações.
25 – E vais outoneando sozinha?
– Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado, e, como deves notar, trago comigo um
resto de verão, uma antecipação de primavera e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me
fustiga pela madrugada, uma suspeita de inverno.
– Somos todos assim.
30 – Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal,
meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa
hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação
da alma que da natureza.
– Não me entristeças.
35 – Não, querido, sou tua árvore-de-guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que te
outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor.
As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso:
parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho.
ANDRADE, C. D. de. Fala, amendoeira. 14, ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998.
Com base no texto apresentado, responda às questões de números 1 a 10.
As relações que se estabelecem entre partes do texto nem sempre são marcadas pela presença de conectores. Em “teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva” (l. 31 e 32), os dois pontos poderiam ser substituídos, sem alteração do sentido do trecho, por:
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- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemProsopopeia/Personificação
- Interpretação de TextosPressupostos e Subentendidos
FALA, AMENDOEIRA
Carlos Drummond de Andrade
1 Esse ofício de rabiscar sobre as coisas do tempo exige que prestemos alguma atenção à
natureza – essa natureza que não presta atenção em nós. Abrindo a janela matinal, o cronista reparou
no firmamento, que seria de uma safira impecável se não houvesse a longa barra de névoa a toldar a
linha entre céu e chão – névoa baixa e seca, hostil aos aviões. Pousou a vista, depois, nas árvores que
5 algum remoto prefeito deu à rua, e que ainda ninguém se lembrou de arrancar, talvez porque haja outras
destruições mais urgentes. Estavam todas verdes, menos uma. Uma que, precisamente, lá está
plantada em frente à porta, companheira mais chegada de um homem e sua vida, espécie de anjo
vegetal proposto ao seu destino.
Essa árvore de certo modo incorporada aos bens pessoais, alguns fios elétricos lhe atravessam a
10 fronde, sem que a molestem, e a luz crua do projetor, a dois passos, a impediria talvez de dormir, se ela
fosse mais nova. Às terças, pela manhã, o feirante nela encosta sua barraca, e, ao entardecer, cada dia,
garotos procuram subir-lhe pelo tronco. Nenhum desses incômodos lhe afeta a placidez de árvore
madura e magra, que já viu muita chuva, muito cortejo de casamento, muitos enterros, e serve há longos
anos à necessidade de sombra que têm os amantes de rua, e mesmo a outras precisões mais humildes
15 de cãezinhos transeuntes.
Todas estavam ainda verdes, mas essa ostentava algumas folhas amarelas e outras já estriadas
de vermelho, gradação fantasista que chegava mesmo até o marrom – cor final de decomposição,
depois da qual as folhas caem. Pequenas amêndoas atestavam seu esforço, e também elas se
preparavam para ganhar coloração dourada e, por sua vez, completado o ciclo, tombar sobre o meio-fio,
20 se não as colhe algum moleque apreciador de seu azedinho. E como o cronista lhe perguntasse – fala,
amendoeira – por que fugia ao rito de suas irmãs, adotando vestes assim particulares, a árvore pareceu
explicar-lhe:
– Não vês? Começo a outonear. É 21 de março, data em que as folhinhas assinalam o equinócio
do outono. Cumpro meu dever de árvore, embora minhas irmãs não respeitem as estações.
25 – E vais outoneando sozinha?
– Na medida do possível. Anda tudo muito desorganizado, e, como deves notar, trago comigo um
resto de verão, uma antecipação de primavera e mesmo, se reparares bem neste ventinho que me
fustiga pela madrugada, uma suspeita de inverno.
– Somos todos assim.
30 – Os homens, não. Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo. Acho-te bem outonal,
meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada: são frutos colhidos numa
hora da vida que já não é clara, mas ainda não se dilui em treva. Repara que o outono é mais estação
da alma que da natureza.
– Não me entristeças.
35 – Não, querido, sou tua árvore-de-guarda e simbolizo teu outono pessoal. Quero apenas que te
outonizes com paciência e doçura. O dardo de luz fere menos, a chuva dá às frutas seu definitivo sabor.
As folhas caem, é certo, e os cabelos também, mas há alguma coisa de gracioso em tudo isso:
parábolas, ritmos, tons suaves... Outoniza-te com dignidade, meu velho.
ANDRADE, C. D. de. Fala, amendoeira. 14, ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 1998.
Com base no texto apresentado, responda às questões de números 1 a 10.
Drummond personifica a amendoeira, atribuindo a ela características humanas. O trecho que comprova essa afirmação é:
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A farmácia hospitalar é importante para a segurança do paciente dentro do hospital. Nesse contexto, a Sociedade Brasileira de Farmácia Hospitalar (2017) publicou uma série de recomendações para um padrão mínimo relacionado à farmacovigilância, que inclui:
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As ações do farmacêutico hospitalar devem ser registradas de modo a contribuírem para a avaliação do seu impacto na promoção do uso seguro e racional de medicamentos e de outros produtos para a saúde. Sobre a dispensação e distribuição de medicamentos de maneira segura dentro da unidade hospitalar, é correto afirmar que o(a):
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O processo de Atenção Farmacêutica pode ser dividido em três grandes etapas: avaliação, plano de atenção e seguimento. Sobre isso, é correto afirmar que na etapa de:
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