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Uma das questões mais polêmicas da agricultura mundial diz respeito às centenas de bilhões de dólares investidas todos os anos para dar apoio financeiro aos agricultores, principalmente no mundo desenvolvido. Essa ajuda aumenta de modo artificial a competitividade, prejudicando as vendas dos agricultores das nações pobres.
Analise o gráfico abaixo, que apresenta a estimativa de apoio estatal ao produtor rural em percentual do PIB agrícola no ano de 2009:

Adaptado de http://globalfoodforthought.typepad.com
Os cinco países com maior estimativa de dependência de subsídios para a agricultura apresentam em comum as seguintes características:
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Quando os auditores do Ministério do Trabalho entraram na casa de paredes descascadas num bairro residencial da capital paulista, parecia improvável que dali sairiam peças costuradas para uma das maiores redes de varejo do país. Não fossem as etiquetas da loja coladas aos casacos, seria difícil acreditar que, através de uma empresa terceirizada, a rede pagava 20 centavos por peça a imigrantes bolivianos que costuravam das 8 da manhã às 10 da noite. Os 16 trabalhadores suavam em dois cômodos sem janelas de 6 metros quadrados cada um. Costurando casacos da marca da rede, havia dois menores de idade e dois jovens que completaram 18 anos na oficina.
Adaptado de Época, 04/04/2011
A comparação entre modelos produtivos permite compreender a organização do modo de produção capitalista a cada momento de sua história. Contudo, é comum verificar a coexistência de características de modelos produtivos de épocas diferentes.
Na situação descrita na reportagem, identifica-se o seguinte par de características de modelos distintos do capitalismo:
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O chá, os fantasmas, os ventos encanados...
Nasci no tempo dos ventos encanados, quando, para evitar compromissos, a “gente bem” dizia estar com enxaqueca, palavra horrível mas desculpa distinta. Ter enxaqueca não era para todos, mas só para essas senhoras que tomavam chá com o dedo mindinho espichado. Quando eu via aquilo, ficava a pensar sozinho comigo (menino, naqueles tempos, não dava opinião) por que é que elas não usavam, para cúmulo da elegância, um laçarote azul no dedo...
Também se falava misteriosamente em “moléstias de senhoras” nos anúncios farmacêuticos que eu lia. Era decerto uma coisa privativa das senhoras, como as enxaquecas, pois as criadas, essas, não tinham tempo para isso. Mas, em compensação, me assustavam deliciosamente com histórias de assombrações. Nunca me apareceu nenhuma.
Pelo visto, era isso: nunca consegui comunicar-me com este nem com o outro mundo. A não ser através d’ O tico-tico e da poesia de Camões, do qual até hoje me assombra este verso único: “Que o menor mal de tudo seja a morte!” Pois a verdadeira poesia sempre foi um meio de comunicação com este e com o outro mundo.
MÁRIO QUINTANA Mario Quintana: poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
O texto de Mário Quintana se baseia em duas oposições: “gente bem” versus “criadas” e “este mundo” versus “o outro mundo”.
“O outro mundo” é representado, no texto, por alguns elementos evocados pelo narrador.
A expressão que melhor identifica tais elementos é:
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Memórias do cárcere
Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos − e, antes de começar, digo os motivos por que silenciei e por que me decido. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas, e assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada vez mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa. Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a ideia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas?
(...)
O receio de cometer indiscrição exibindo em público pessoas que tiveram comigo convivência forçada já não me apoquenta. Muitos desses antigos companheiros distanciaram-se, apagaramse. Outros permaneceram junto a mim, ou vão reaparecendo ao cabo de longa ausência, alteramse, completam-se, avivam recordações meio confusas − e não vejo inconveniência em mostrá-los.
(...)
E aqui chego à última objeção que me impus. Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. Certamente me irão fazer falta, mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. Se ele existisse, ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante, mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida, quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido, em manhã de bruma, a cor das folhas que tombavam das árvores, num pátio branco, a forma dos montes verdes, tintos de luz, frases autênticas, gestos, gritos, gemidos. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. E se esmoreceram, deixá-las no esquecimento: valiam pouco, pelo menos imagino que valiam pouco. Outras, porém, conservaram-se, cresceram, associaram-se, e é inevitável mencionálas. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. (...) Nesta reconstituição de fatos velhos, neste esmiuçamento, exponho o que notei, o que julgo ter notado. Outros devem possuir lembranças diversas. Não as contesto, mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se, completam-se e me dão hoje impressão de realidade. Formamos um grupo muito complexo, que se desagregou. De repente nos surge a necessidade urgente de recompô-lo. Define-se o ambiente, as figuras se delineiam, vacilantes, ganham relevo, a ação começa. Com esforço desesperado arrancamos de cenas confusas alguns fragmentos. Dúvidas terríveis nos assaltam. De que modo reagiram os caracteres em determinadas circunstâncias? O ato que nos ocorre, nítido, irrecusável, terá sido realmente praticado? Não será incongruência? Certo a vida é cheia de incongruências, mas estaremos seguros de não nos havermos enganado? Nessas vacilações dolorosas, às vezes necessitamos confirmação, apelamos para reminiscências alheias, convencemo-nos de que a minúcia discrepante não é ilusão. Difícil é sabermos a causa dela, desenterrarmos pacientemente as condições que a determinaram. Como isso variava em excesso, era natural que variássemos também, apresentássemos falhas. Fiz o possível por entender aqueles homens, penetrar-lhes na alma, sentir as suas dores, admirar-lhes a relativa grandeza, enxergar nos seus defeitos a sombra dos meus defeitos. Foram apenas bons propósitos: devo ter-me revelado com frequência egoísta e mesquinho. E esse desabrochar de sentimentos maus era a pior tortura que nos podiam infligir naquele ano terrível.
GRACILIANO RAMOS Memórias do cárcere. Rio de Janeiro: Record, 2002.
Nesta reconstituição de fatos velhos, neste esmiuçamento, exponho o que notei, o que julgo ter notado.
O uso do verbo “julgar”, no fragmento acima, promove uma correção do que estava dito imediatamente antes.
Essa correção é importante para o sentido geral do texto porque:
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Um laboratório realiza a análise de células utilizando uma solução fisiológica salina com pH neutro. O laboratório dispõe de apenas quatro substâncias que poderiam ser usadas no preparo dessa solução: HC!$ \ell !$, NaC!$ \ell !$, NaOH e NaHCO3.
Dentre elas, a que deve ser escolhida para uso na análise está indicada em:
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Coco Chanel, biographie d’une icône
Travail, âpreté, rigueur, extravagance, indépendance. Cinq mots, c’est peu pour parler d’une vie entière,A) mais ceux-là résument bien ce qui ressort de la personnalité de Coco Chanel. Le cliché de l’orpheline abandonnée par son père est gros comme un camion, mais la mode n’a pas fini de remercier Albert ChanelB) d’être parti faire fortune aux Etats-Unis, laissant derrière lui cinq enfants, dont Gabrielle Chanel, qui deviendra celle qu’on sait. Son adolescence est celle d’une fille placée en orphelinat, puis apprentie couseuse à ses 18 ans. Consciente de son talent, Gabrielle refuse d’imaginer qu’elle passera sa vie à confectionner des draps et de la layette. Son avenir sera ailleurs. Elle s’imagine chanteuse au music-hall, s’y essaie, reçoit le soutien d’une bande de jeunes et riches admirateurs, qui lui attribueront son pseudonyme, “Coco”. Parmi eux, Etienne Balsan, qui deviendra son ami, son amant pour un temps, et son protecteur pour toujours.
Mademoiselle s’emporte quand elle voit les femmes engoncées dans leurs corsets, emplumées jusqu’au moindre recoin. Par provocation et parce qu’elle est visionnaire, celle qui crée déjà des chapeaux pour ses amies intimes se montre en public portant des jodhpurs* et tailleurs aux coupes très masculines, autant de tenues libératrices pour le corps de la femme. Elle propose une nouvelle vision de la mode et ouvre en 1910 sa première boutique au mythique numéro 21 de la rue Cambon à Pari. A ses côtés, Boy Capell, un jeune aristocrate anglais qui sera son seul véritable amour. Il l’encourage à ouvrir une deuxième boutique à Deauville, puis une troisième à Biarritz.
La première guerre mondiale contribuera à faire avancer les créations de Coco Chanel. Privée de tissu, elle rachètera tout un stock de jersey qui sert à confectionner les maillots de corps des soldats. Les femmes de hauts dignitaires sont intriguées puis séduites, et les boutiques de Paris, de Deauville et de Biarritz ne désemplissent pas. L’entre-deux-guerres asseoit la notoriété de la griffe Chanel. Coco crée en s’inspirant de ses amants et donne naissance à la mythique petite robe noire, au chapeau cloche, le tout sur fond de Charleston et dans une brume de N°5, alors commercialisé par la marque Bourjois.
La seconde guerre mondiale mettra entre parenthèses l’histoire de Coco Chanel, puisqu’à l’aube des années 40 elle décide brutalement de tout arrêter et de licencier tout son personnel. Au sortir de la guerre, elle s’installera en Suisse, d’où elle ne reviendra que sur l’insistance de ses associés, qui comptent relancer les ventes de parfum de la marque.
La première collection après guerre de Coco Chanel n’a pas de succès. Depuis ses heures de gloire, les jupes se sont raccourcies avec Courrèges, Christian Lacroix a réenfermé la femme dans des corsets. Coco s’emporte: “Mademoiselle ne montera pas la jupe au-dessus du genou, car le genou, c’est laidC)”. Il faudra une autre collection avant que l’icône ne signe son dernier coup d’éclatD), le mythique tailleur à quatre poches qui habillera Jackie Kennedy, Romy Schneider ou Jeanne Moreau. Mais les années 60, les hippies en tunique auront la peau de l’icône. Coco Chanel, née Gabrielle Bonheur Chanel en 1883, meurt à 87 ans, dans la chambre du Ritz qu’elle occupe depuis quinze ans.
Mademoiselle So www.madmoizelle.com
*jodhpurs - calças compridas usadas em equitação
Les connecteurs sont des mots ou des expressions qui relient les parties de la phrase en construisant des rapports logiques.
Par provocation et parce qu’elle est visionnaire,
La même relation logique établie par le connecteur souligné est présente dans le morceau suivant:
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O Iluminismo é a saída do homem do estado de tutela, pelo qual ele próprio é responsável. O estado de tutela é a incapacidade de utilizar o próprio entendimento sem a condução de outrem. Cada um é responsável por esse estado de tutela quando a causa se refere não a uma insuficiência do entendimento, mas à insuficiência da resolução e da coragem para usá-lo sem ser conduzido por outrem. Sapere aude!* Tenha a coragem de usar seu próprio entendimento. Essa é a divisa do Iluminismo.
IMMANUEL KANT (1784)
*Expressão latina que significa “tenha a coragem de saber, de aprender”.
In: BOMENY, Helena e FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Tempos modernos, tempos de sociologia. São Paulo: Ed. do Brasil, 2010.
No contexto da expansão capitalista no século XIX, uma das ideias centrais do Iluminismo, de acordo com o texto, está associada diretamente à valorização da:
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Coco Chanel, biographie d’une icône
Travail, âpreté, rigueur, extravagance, indépendance. Cinq mots, c’est peu pour parler d’une vie entière, mais ceux-là résument bien ce qui ressort de la personnalité de Coco Chanel. Le cliché de l’orpheline abandonnée par son père est gros comme un camion, mais la mode n’a pas fini de remercier Albert Chanel d’être parti faire fortune aux Etats-Unis, laissant derrière lui cinq enfants, dont Gabrielle Chanel, qui deviendra celle qu’on sait. Son adolescence est celle d’une fille placée en orphelinat, puis apprentie couseuse à ses 18 ans. Consciente de son talent, Gabrielle refuse d’imaginer qu’elle passera sa vie à confectionner des draps et de la layette. Son avenir sera ailleurs. Elle s’imagine chanteuse au music-hall, s’y essaie, reçoit le soutien d’une bande de jeunes et riches admirateurs, qui lui attribueront son pseudonyme, “Coco”. Parmi eux, Etienne Balsan, qui deviendra son ami, son amant pour un temps, et son protecteur pour toujours.
Mademoiselle s’emporte quand elle voit les femmes engoncées dans leurs corsets, emplumées jusqu’au moindre recoin. Par provocation et parce qu’elle est visionnaire, celle qui crée déjà des chapeaux pour ses amies intimes se montre en public portant des jodhpurs* et tailleurs aux coupes très masculines, autant de tenues libératrices pour le corps de la femme. Elle propose une nouvelle vision de la mode et ouvre en 1910 sa première boutique au mythique numéro 21 de la rue Cambon à Pari. A ses côtés, Boy Capell, un jeune aristocrate anglais qui sera son seul véritable amour. Il l’encourage à ouvrir une deuxième boutique à Deauville, puis une troisième à Biarritz.
La première guerre mondiale contribuera à faire avancer les créations de Coco Chanel. Privée de tissu, elle rachètera tout un stock de jersey qui sert à confectionner les maillots de corps des soldats. Les femmes de hauts dignitaires sont intriguées puis séduites, et les boutiques de Paris, de Deauville et de Biarritz ne désemplissent pas. L’entre-deux-guerres asseoit la notoriété de la griffe Chanel. Coco crée en s’inspirant de ses amants et donne naissance à la mythique petite robe noire, au chapeau cloche, le tout sur fond de Charleston et dans une brume de N°5, alors commercialisé par la marque Bourjois.
La seconde guerre mondiale mettra entre parenthèses l’histoire de Coco Chanel, puisqu’à l’aube des années 40 elle décide brutalement de tout arrêter et de licencier tout son personnel. Au sortir de la guerre, elle s’installera en Suisse, d’où elle ne reviendra que sur l’insistance de ses associés, qui comptent relancer les ventes de parfum de la marque.
La première collection après guerre de Coco Chanel n’a pas de succès. Depuis ses heures de gloire, les jupes se sont raccourcies avec Courrèges, Christian Lacroix a réenfermé la femme dans des corsets. Coco s’emporte: “Mademoiselle ne montera pas la jupe au-dessus du genou, car le genou, c’est laid”. Il faudra une autre collection avant que l’icône ne signe son dernier coup d’éclat, le mythique tailleur à quatre poches qui habillera Jackie Kennedy, Romy Schneider ou Jeanne Moreau. Mais les années 60, les hippies en tunique auront la peau de l’icône. Coco Chanel, née Gabrielle Bonheur Chanel en 1883, meurt à 87 ans, dans la chambre du Ritz qu’elle occupe depuis quinze ans.
Mademoiselle So www.madmoizelle.com
*jodhpurs - calças compridas usadas em equitação
qu’elle passera sa vie à confectionner des draps
Dans cette phrase, le mot souligné a comme référent “Coco Chanel”.
L’extrait où le pronom souligné a le même référent c’est:
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O município de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, dedica-se à moda íntima, sendo um dos quatro projetos-pilotos priorizados pelo Sebrae para servir de modelo ao desenvolvimento de iniciativas semelhantes no país.
O núcleo de Nova Friburgo, que emprega diretamente cerca de 20.000 pessoas, surgiu a partir de pequenas iniciativas de produção. Hoje, são 800 empreendimentos, agora gradativamente envolvidos em ações solidárias de mútuo desenvolvimento. Alguns deles estão reunidos em quatro consórcios exportadores.
Adaptado de http://revistapegn.globo.com
Os padrões de localização industrial vêm se alterando desde o início da Revolução Industrial, à medida que novas tecnologias e formas de gestão são desenvolvidas.
A reportagem acima exemplifica um padrão atual de localização industrial denominado:
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As curvas que descrevem as velocidades de reação de muitas enzimas em função das variações das concentrações de seus substratos seguem a equação de Michaelis. Tal equação é representada por uma hipérbole retangular cuja fórmula é:
!$ V=\large{V_{max} \times [S] \over K_m + [S]} !$
v = velocidade de reação Vmax = velocidade máxima de reação Km = constante de Michaelis [S] = concentração de substrato
A constante de Michaelis corresponde à concentração de substrato na qual !$ V=\large{V_{max} \over 2} !$.
Considere um experimento em que uma enzima, cuja constante de Michaelis é igual a 9 x 10−3 milimol/L, foi incubada em condições ideais, com concentração de substrato igual a 10−3 milimol/L. A velocidade de reação medida correpondeu a 10 unidades. Em seguida, a concentração de substrato foi bastante elevada de modo a manter essa enzima completamente saturada.
Neste caso, a velocidade de reação medida será, nas mesmas unidades, equivalente a:
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