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Foram encontradas 74 questões.

3461723 Ano: 2021
Disciplina: Inglês (Língua Inglesa)
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Leia o texto;

The boxer

I am just a poor boy, though my story’s seldom told

I have squandered my resistance for a pocketful of mumbles, such are promises

All lies and jest, still a man hears what he wants to hear

And disregards the rest

When I left my home and my family, I was no more than a boy

In the company of strangers

In the quiet of the railway station, runnin’ scared, laying low,

Seeking out the poorer quarters, where the ragged people go

Looking for the places only they would know

Lie la lie, lie la la la lie lie

Asking only workman’s wages, I come looking for a job

But I get no offers

Just a come-on from the whores on 7th Avenue

I do declare, there were times when I was so lonesome

I took some comfort there

Now the years are rolling by me

They are rockin’ evenly

I am older than I once was

And younger than I’ll be; that’s not unusual

Nor is it strange

After changes upon changes

We are more or less the same

After changes we are more or less the same

And I’m laying out my winter clothes and wishing I was gone

Goin’ home

Where the New York City winters aren’t bleedin’ me Leadin’ me

Goin’ home

In the clearing stands a boxer and a fighter by his trade

And he carries the reminders

Of every glove that laid him down or cut him

‘Til he cried out in his anger and his shame

“I am leaving, I am leaving”, but the fighter still remains

PAUL SIMON and ART GARFUNKEL Adaptado de genius.com.

Morro velho

No sertão da minha terra,
fazenda é o camarada que ao chão se deu.
Fez a obrigação com força,
parece até que tudo aquilo ali é seu.
Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho,
lindo a crescer.
Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada.

Filho do branco e do preto,
correndo pela estrada atrás de passarinho.
Pela plantação adentro,
crescendo os dois meninos, sempre pequeninos.
Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha,
dá pro fundo ver.
Orgulhoso camarada conta histórias pra moçada.

Filho do sinhô vai embora,
tempo de estudos na cidade grande.
Parte, tem os olhos tristes,
deixando o companheiro na estação distante.
“Não me esqueça, amigo, eu vou voltar.”
Some longe o trenzinho ao deus-dará.

Quando volta já é outro,
trouxe até sinhá-mocinha para apresentar.
Linda como a luz da lua
que em lugar nenhum rebrilha como lá.
Já tem nome de doutor
e agora na fazenda é quem vai mandar.
E seu velho camarada
já não brinca, mas trabalha.

The lyrics to the songs The boxer and Morro velho mention characters who move to other cities. A common feature concerning these characters’ lives is:

 

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3461722 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Para confeccionar uma calha, foi utilizada uma chapa retangular de 0,6 m × 8 m. A chapa foi dobrada no formato de um paralelepípedo retângulo de altura x, comprimento igual a 8 m, e largura y, conforme as imagens a seguir.

Enunciado 4000518-1

Para que esse paralelepípedo tenha volume máximo, a altura x, em centímetros, deve ser igual a:

 

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3461721 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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A figura a seguir representa uma circunferência de centro O e raio 1. Considere AC, BD e PQ diâmetros, com AC e BD perpendiculares. Observe-se ainda, que o ponto P pertence ao arco \( \widehat{BC} \) e o ponto R, ao raio OD; o segmento QR é paralelo a AC; e α é a medida do ângulo CÔP.

Enunciado 4000517-1

Sabendo que sen 2x = 2 senα . cosα, a área do triângulo PQR é igual a:

 

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3461720 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Um recipiente com a forma de uma pirâmide de base quadrada foi completamente preenchido com um líquido. Sua aresta da base mede 4 cm e a altura, 9 cm. Em seguida, todo esse líquido foi transferido para outro recipiente, com a forma de um prisma reto, sendo sua base um triângulo retângulo isósceles cujos catetos medem 4 cm. Observe as imagens:

Enunciado 4000516-1

Considere que as espessuras dos recipientes são desprezíveis e que as bases estão em planos horizontais, sendo as alturas definidas em relação às bases.

A altura h, em centímetros, que o líquido atingirá no segundo recipiente é:

 

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3461719 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Diferentes defensivos agrícolas podem intoxicar trabalhadores do campo. Admita uma situação na qual, quando intoxicado, o corpo de um trabalhador elimine, de modo natural, a cada 6 dias, 75% da quantidade total absorvida de um agrotóxico. Dessa forma, na absorção de 50 mg desse agrotóxico, a quantidade presente no corpo será dada por:

\( V(t) = 50\times (0,25)^{\dfrac{t}{6}} \) miligramas

Assim, o tempo t, em dias, necessário para que a quantidade total desse agrotóxico se reduza à 25 mg no corpo do trabalhador é igual a:

 

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3461718 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Em uma reunião, trabalhadores de uma indústria decidiram fundar um sindicato com uma diretoria escolhida entre todos os presentes e composta por um presidente, um vice-presidente e um secretário. O número total de possibilidades de composição dessa diretoria é trinta vezes o número de pessoas presentes nessa reunião.

O número de trabalhadores presentes é:

 

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3461717 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Um escritório comercial enviou cinco correspondências diferentes, sendo uma para cada cliente.
Cada correspondência foi colocada em um envelope, e os envelopes foram etiquetados com os cinco endereços distintos desses clientes.

A probabilidade de apenas uma etiqueta estar trocada é:

 

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3461716 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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De acordo com o teorema fundamental da aritmética, todo número natural maior do que 1 é primo ou é um produto de números primos. Observe os exemplos:

\( 1964 = 2^2 \times \ 491 \\ 1994 = 2 \times\ 997 \)

O maior número primo obtido na fatoração de 1716 é:

 

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3461715 Ano: 2021
Disciplina: Matemática
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Leia o texto.

Morro velho

No sertão da minha terra,
fazenda é o camarada que ao chão se deu.
Fez a obrigação com força,
parece até que tudo aquilo ali é seu.
Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho,
lindo a crescer.
Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada.

Filho do branco e do preto,
correndo pela estrada atrás de passarinho.
Pela plantação adentro,
crescendo os dois meninos, sempre pequeninos.
Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha,
dá pro fundo ver.
Orgulhoso camarada conta histórias pra moçada.

Filho do sinhô vai embora,
tempo de estudos na cidade grande.
Parte, tem os olhos tristes,
deixando o companheiro na estação distante.
“Não me esqueça, amigo, eu vou voltar.”
Some longe o trenzinho ao deus-dará.

Quando volta já é outro,
trouxe até sinhá-mocinha para apresentar.
Linda como a luz da lua
que em lugar nenhum rebrilha como lá.
Já tem nome de doutor
e agora na fazenda é quem vai mandar.
E seu velho camarada
já não brinca, mas trabalha.

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, quinze milhões de pessoas trabalham na agropecuária brasileira. Observe a distribuição percentual dessa população por grau de escolaridade.

Enunciado 4000480-1

A partir desses dados, o número de trabalhadores com ensino fundamental incompleto, em milhões, é mais próximo de:

 

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3461714 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Leia o Texto.

Lugares de memória: para não esquecer

O Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados das Américas, recebeu em 2017 o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco. A distinção define o Valongo, localizado na região portuária do Rio de Janeiro, como um “lugar de memória”, ao lado de outros, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ou a cidade de Hiroshima, no Japão.

Inaugurado em 1811, o cais logo se converteu no principal ponto de desembarque de africanos escravizados das três Américas. Localizado a poucos passos do Palácio Real, não era raro aos monarcas brasileiros ver os africanos, apressadamente desembarcados, sendo separados de suas famílias, limpos, vestidos, pesados, tendo seus corpos marcados a ferro.

Começava, então, uma nova viagem. Dessa vez, rumo à tentativa de desterritorialização e de invisibilização dos africanos, de quem se procurava apagar a memória, qualquer laivo de identidade e orgulho que carregavam de suas nações. Vários viajantes passaram pelo Valongo e constataram o triste espetáculo que se apresentava naquele mercado, dentre eles o artista Jean-Baptiste Debret (1768-1848).

Em sua aquarela, aparecem os mesmos “esqueletos” descritos em texto. À direita, o comerciante gorducho (cuja barriga simboliza a fartura) negocia com o proprietário de terras, com seu chapelão e bengala, os detalhes da venda do pequeno garoto postado à sua frente. O artista francês fez questão de caprichar no vazio do ambiente, e nos africanos sem rosto, quase nus, que apenas aguardam pelo destino nas Américas. Um desterro forçado nos campos tropicais do Brasil.

Enunciado 4000486-1

Em 1911, o Cais do Valongo foi aterrado, da mesma maneira como se tentou esconder e esquecer “os males e as lembranças dos tempos da escravidão”. Esse era o discurso civilizatório da Primeira República, que procurava jogar para o Império a conta da escravidão, cuja culpa é de todos nós. “Redescoberto” 100 anos depois, o Cais do Valongo é hoje um sítio arqueológico que expõe na nossa atualidade as perversões do sistema escravocrata, mas também testemunha a resistência dessas populações. Trata-se do mais importante acervo de vestígios materiais e simbólicos localizado fora da África, com quase 500 mil itens.

A expressão “lugar de memória” foi criada pelo historiador francês Pierre Nora. Seu objetivo era justamente evitar o desaparecimento dos registros históricos, como arquivos, monumentos, museus e certos espaços específicos. Podem ser desde objetos materiais e concretos até vestígios imateriais e orais. O importante, porém, é que eles só se convertem, efetivamente, em “lugares de memória”, se a imaginação coletiva investi-los como lugares simbólicos.

Conforme define Alberto da Costa e Silva: “O Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro. Por sua vez, em toda a costa atlântica da África, podem-se facilmente reconhecer os brasileirismos. O escravo ficou dentro de nós, qualquer que seja nossa origem.”

LILIA MORITZ SCHWARCZ Adaptado de nexojornal.com.br, 31/07/2017.

Ao final do texto, a autora expõe um posicionamento de Alberto da Costa e Silva. Segundo esse especialista, entre Brasil e países da África construiu-se uma relação cultural de:

 

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