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Foram encontradas 74 questões.

3461787 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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SONETO II

O tempo acaba o ano, o mês e a hora,

A força, a arte, a manha, a fortaleza;

O tempo acaba a fama e a riqueza,

O tempo o mesmo tempo de si chora.

O tempo busca e acaba o onde mora

Qualquer ingratidão, qualquer dureza,

Mas não pode acabar minha tristeza,

Enquanto não quiserdes vós, Senhora.

O tempo o claro dia torna escuro,

E o mais ledo1 prazer em choro triste;

O tempo a tempestade em grã2 bonança.

Mas de abrandar o tempo estou seguro

O peito de diamante, onde consiste

A pena e o prazer desta esperança.

1 ledo − alegre

2 grã − grande

No soneto II, marcas enunciativas que representam os interlocutores do poema estão presentes nos seguintes versos:

 

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3461786 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Os TRÊS poemas A seguir foram adaptados Do livro SONETOS DE CAMÕES: CORPUS DOS SONETOS CAMONIANOS*.

(*Edição e notas de Cleonice S. M. Berardinelli. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa,1980.)

SONETO I

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E enfim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor1 espanto,

Que não se muda já como soía2.

1 mor − maior 2 soía − costumava

A imagem a seguir reproduz um grafite visto em um muro em Portugal.

Enunciado 4000240-1

O grafite estabelece intertextualidade com o soneto I, que trata da mudança como fonte de desassossego para o poeta quinhentista.

Reelaborada na contemporaneidade, a mudança retratada no grafite pode ser associada ao seguinte tema, presente nos sonetos de Camões:

 

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3461785 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Os TRÊS poemas A seguir foram adaptados Do livro SONETOS DE CAMÕES: CORPUS DOS SONETOS CAMONIANOS*.

(*Edição e notas de Cleonice S. M. Berardinelli. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa,1980.)

SONETO I

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

Muda-se o ser, muda-se a confiança;

Todo o mundo é composto de mudança,

Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,

Diferentes em tudo da esperança;

Do mal ficam as mágoas na lembrança,

E do bem (se algum houve) as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,

Que já coberto foi de neve fria,

E enfim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,

Outra mudança faz de mor1 espanto,

Que não se muda já como soía2.

1 mor − maior

2 soía − costumava

No soneto, é possível observar a exposição de ideias segundo uma lógica argumentativa. Dois recursos empregados no soneto I que articulam as ideias presentes na primeira estrofe às presentes nas outras três são, respectivamente:

 

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3461784 Ano: 2022
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UERJ
Orgão: UERJ
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Em uma revendedora, uma motocicleta custa à vista R$ 10.404,00. Esse valor também pode ser pago a prazo, sem juros, em duas parcelas de R$ 5.202,00, sendo a primeira um mês após a compra e a segunda dois meses após a compra.

Um comprador tem o valor de R$ 10.404,00 em uma aplicação que rende juros de 2% ao mês. Ele decide manter esse valor aplicado e, ao final do primeiro mês, retira apenas R$ 5.202,00 para pagar a primeira parcela. Um mês depois retira R$ 5.202,00 e faz o pagamento da segunda parcela. Isso equivale a ter um desconto no ato da compra.

Esse desconto, em percentual, está mais próximo de:

 

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