A modalidade Bilíngue é uma proposta de ensino usada por
escolas que se sugerem acessar aos sujeitos surdos duas
línguas no contexto escolar. As pesquisas têm mostrado que
essa proposta é a mais adequada para o ensino de crianças
surdas, tendo em vista que considera a língua de sinais
como primeira língua e a partir daí se passam para o ensino
da segunda língua que é o português, PODENDO ser na
modalidade escrita ou oral.
Neste modelo de educação:
As expressões não manuais são elementos que atuam em
articulação com os elementos manuais na Libras para gerar
significados.
São expressões não manuais, dentre outros:
No que se refere às expressões faciais na Libras, podemos
dizer que a parte inferior do rosto codifica modificações em
nível lexical; no caso dos verbos, informações adverbiais.
Um exemplo encontrado em Libras de modificação verbal é a
marcação por meio do inflar de bochechas, conforme o
exemplo a seguir: (Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=d_HepT8fZQY)
Os movimentos sociais alavancados pelos surdos
estabeleceram como uma de suas prioridades o
reconhecimento da língua de sinais nos últimos 15 anos.
Foram várias as estratégias adotadas para tornar pública a
Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Entre elas, citamos os
projetos-lei encaminhados em diferentes instâncias
governamentais e a formação de instrutores de língua de
sinais em vários estados brasileiros. Instaurou-se em várias
unidades da Federação a discussão sobre a “língua de sinais
dos surdos”, determinando o reconhecimento, por meio da
legislação, dessa língua como meio de comunicação legítimo
dos surdos. Esse movimento foi bastante eficiente, pois
gerou uma série de iniciativas para disseminar e transformar
em lei a língua de sinais brasileira, culminando na lei federal
10.436, 24/04/2002, que a reconhece no país. Sobre a consequência destas ações, podemos destacar que:
As políticas linguísticas ainda acreditam no caráter
instrumental da língua de sinais brasileira na educação de
surdos. As línguas que fazem parte da vida dos surdos na
sociedade apresentam papéis e representações
diferenciadas caracterizando uma forma bilíngue de ser. O
fato dos surdos adquirirem a língua de sinais como uma
língua nativa fora do berço familiar com o povo surdo,
demanda à escola um papel que outrora fora desconhecido.
Já se reconhece que a língua de sinais é a primeira língua,
que a língua portuguesa é uma segunda língua, já se sabe
da riqueza cultural que o povo surdo traz com suas
experiências sociais, culturais e científicas. Neste momento
pós-colonialista, a situação bilíngue dos surdos está posta,
no entanto, os espaços de negociação ainda precisam ser
instaurados.
Observe as alternativas e marque a alternativa correta:
A escola será determinante para o desenvolvimento
cognitivo e social infantil e, portanto, para o curso posterior
de sua vida. É na escola que se constrói parte da identidade
de ser e pertencer ao mundo; nela adquirem-se os modelos
de aprendizagem, a aquisição dos princípios éticos e morais
que permeiam a sociedade; na escola depositam-se as
expectativas, bem como as dúvidas, inseguranças e
perspectivas em relação ao futuro e às suas próprias
potencialidades.
Sobre a educação de surdos, portanto, podemos dizer que:
Os classificadores envolvem uma categoria polimórfica
específica das línguas de sinais. Esse tipo de produção
abrange uma combinação de morfemas altamente
complexos simultaneamente articulados. As descrições de
classificadores apresentam três diferentes tipos, conforme as
imagens a seguir:
Estes tipos podem ser classificados respectivamente como
classificadores:
Os estudos das línguas de sinais se concentraram na
fonologia desde Willian Stokoe em 1960, primeiro linguista a
propor um modelo fonológico de análise das línguas de
sinais a partir da Língua de Sinais Americana.
Stokoe apresenta um estudo das unidades de:
João é surdo, filho de pais ouvintes. Até os 9 anos, ele nunca
tinha visto nada relacionado à Libras. Aos 10 anos João
conhece uma amiga de sua mãe que é intérprete de Libras e
o leva para uma escola onde há vários outros alunos surdos.
João começa a estudar nesta escola e com o contato com os
colegas surdos, inicia o processo de aquisição da Libras.
No modelo de pensamento clínico-patológico, os familiares
ouvintes procuram escolas em que a língua oral será a
língua de instrução para os filhos surdos, pois acreditam que
a escola para ouvintes é a melhor (ou a única) modalidade
de ensino para as crianças surdas. Esses familiares
acreditam que, como a criança surda usa aparelhos de
amplificação sonora e faz tratamentos fonoaudiológicos, a
surdez está sendo “curada” e, por isso, os filhos devem
estudar em escolas para ouvintes, utilizando apenas a
modalidade oral de comunicação.
Este pensamento se distancia da visão sócio-antropológica
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