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Foram encontradas 65 questões.

1019369 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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Enunciado 3128553-1

Considerando a tira apresentada, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

Fazendo uma análise morfológica do enunciado da cliente no terceiro quadrinho, é correto afirmar que as palavras “namorado”, “sarado” e “grana” exercem a função de substantivos no contexto do enunciado e as palavras “busco”, “bonitão”, “inteligente” e “fumante” exercem a função de adjetivos.

 

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1019368 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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Enunciado 3128552-1

Considerando a tira apresentada, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

No segundo quadrinho, a balconista pergunta: “O que a senhorita está procurando?”. Esse enunciado constitui um período simples, já que nele existe apenas uma oração.

 

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1019367 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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Enunciado 3128551-1

Considerando a tira apresentada, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

O enunciado da fala da cliente no primeiro quadrinho: “É verdade que nesta loja tem de tudo para o dia dos namorados?” constitui um período composto por subordinação.

 

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1019365 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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Enunciado 3128550-1

Considerando a tira apresentada, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

É correto afirmar que, na tira como um todo, considerando as falas das personagens nos três quadrinhos, não existe nenhum período composto por coordenação.

 

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1019364 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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Enunciado 3128549-1

Considerando a tira apresentada, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

De acordo com o contexto da tira, pode-se inferir que a loja não tem de tudo para vender, conforme anunciado pela balconista, já que a cliente quer comprar um nam orado.

 

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1019363 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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[...]

— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

No enunciado “Minha vida é monótona.”, há sujeito simples, verbo de ligação e predicativo do sujeito, respectivamente.

 

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1019362 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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[...]

— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

A palavra “ritual” é utilizada no texto para se referir aos costumes ou às rotinas fixas no sentido de conjunto de ações, gestos e/ou palavras utilizados em determinadas situações para se atingir objetivos específicos.

 

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1019361 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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[...]

— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

No enunciado “Eu caço as galinhas e os homens me caçam.”, os substantivos “galinhas” e “homens” são precedidos pelos artigos indefinidos “as” e “os”, respectiva mente. Tais artigos indicam gênero, feminino e masculino, mas não indicam número.

 

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1019360 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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[...]

— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

Ao observar a predicação do verbo “cativar” em “Existe uma flor... eu creio que ela me cativou” [...], é correto afirmar que tal verbo é transitivo direto e, no enunciado citado, é completado pelo objeto direto “me”.

 

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1019359 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
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[...]

— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

É correto afirmar, segundo a leitura do excerto, que os homens, hoje em dia, quase não têm mais amigos porque não encontram tempo em suas rotinas para cativar as pessoas. Além disso, percebe-se que a palavra “cativar” estabelece uma relação de sinonímia com o vocábulo “conquistar”.

 

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