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1019358 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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[...]

— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

Nas palavras “disse”, “tenho”, “compreender”, “olhos” e “incomoda”, retiradas do texto, observa-se a ocorrência de dígrafo consonantal.

 

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1019357 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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[...]

— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

O pequeno príncipe começa a entender o que significa cativar quando se lembra de uma determinada flor e informa à raposa que tais lembranças decorrem de fatos ocorridos em outro planeta que não a terra.

 

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1019356 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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[...]

— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

Ao observar o diálogo presente no excerto, é correto afirmar que a função da linguagem predominante no texto é a metalinguística, ou seja, a linguagem é utilizada primordialmente para prolongar a comunicação e manter o contato entre emissor e receptor.

 

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1019354 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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[...]

— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

Na fala da raposa “Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos.”, observa-se o uso inadequado do pronome “tu” que não concorda com o verbo “ser” por se referir à terceira pessoa do discurso, “você”.

 

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1019353 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA
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— Exatamente — disse a raposa. — Tu não és nada para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo.

— Começo a compreender — disse o pequeno príncipe. — Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

— É possível — disse a raposa. — Vê-se tanta coisa na Terra...

— Oh! Não foi na Terra. — disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

— Num outro planeta?

— Sim.

— Há caçadores nesse outro planeta?

— Não.

— Que bom! E galinhas?

— Também não.

— Nada é perfeito — suspirou a raposa.

Mas a raposa retornou a seu raciocínio.

— Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram de coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:

— Por favor... cativa-me! — disse ela.

— Eu até gostaria — disse o principezinho

—, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

— A gente só conhece bem as coisas que cativou — disse a raposa. — Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

— O que é preciso fazer? — perguntou o pequeno príncipe.

— É preciso ser paciente — respondeu a raposa. — Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. E te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentará um pouco mais perto.

No dia seguinte o príncipe voltou.

— Teria sido melhor se voltasses à mesma hora — disse a raposa. — Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.

— Que é um "ritual"? — perguntou o principezinho.

— É uma coisa muito esquecida também – disse a raposa. — É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adoram um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

[...]

Fonte: SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Tradução
de Dom Marcos Barbosa. 41 ed. Rio de Janeiro: Agir, 1994).

Levando em consideração o excerto retirado do livro “O pequeno príncipe”, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

O excerto aborda o processo em que a raposa e o pequeno príncipe cativam-se um ao outro, ou seja, é correto afirmar que a temática central desse trecho é a amizade.

 

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1019352 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA

Enunciado 3127691-1

(Disponível em http://desinformadoss.blogspot.com.br/2015/11/cronica-odio-e-intolerancia-na-internet.html)

Em relação ao Texto 2, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

Em “Esqueci que não estou na internet!”, os verbos estão conjugados no pretérito perfeito do modo indicativo e no presente do subjuntivo, respectivamente.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1019351 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA

Enunciado 3127690-1

(Disponível em http://desinformadoss.blogspot.com.br/2015/11/cronica-odio-e-intolerancia-na-internet.html)

Em relação ao Texto 2, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

No segundo quadrinho, a vírgula está sendo usada para separar o vocativo.

 

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1019350 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA

Enunciado 3127689-1

(Disponível em http://desinformadoss.blogspot.com.br/2015/11/cronica-odio-e-intolerancia-na-internet.html)

Em relação ao Texto 2, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

A fala do último quadrinho deveria ser reescrita, seguindo-se a norma padrão culta, da seguinte maneira: “Me esqueci que não estou na internet!”.

 

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Questão presente nas seguintes provas
1019349 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA

Enunciado 3127688-1

(Disponível em http://desinformadoss.blogspot.com.br/2015/11/cronica-odio-e-intolerancia-na-internet.html)

Em relação ao Texto 2, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

A crítica do autor da tirinha está representada pela violência física empregada pelo personagem que diz “Ficou maluco, cara?”.

 

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1019348 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: AOCP
Orgão: UFBA

Antigamente, o silêncio era dos imbecis;
hoje, são os melhores que emudecem

A atitude intolerante extrapola a individualidade e liberdade de expressão das pessoas. A intolerância reflete o preconceito cultural em que somente um ponto de vista é aceito. No meio digital, torna-se muitas vezes revestida de diferentes formas, bastante perigosas e até criminosas. Principalmente nas redes sociais o sentimento de intransigência encontrou um campo fértil sem concorrente nas quatro estações do ano.

No Brasil, a política é o tipo de intolerância de maior audiência na internet. A conclusão é de uma pesquisa da agência de propaganda Nova/SB, realizada no ano passado, que mapeou os dez tipos mais recorrentes de extremismos nas redes sociais. Uma rápida navegação comprova esse resultado, que se agrava de forma cruel e pessimista, uma vez que são raras as vezes em que há um debate inteligente ou preocupado sobre questões sociais e coletivas. A discussão é feroz, infantil e cega, e não há vencedores ao final.

A intolerância das pessoas chega a ser mesquinha, pequena e imoral. Agem como se não houvesse impunidade, pois existe a ilusão de que o mundo digital é uma terra de ninguém, quando muitos casos poderiam ser enquadrados em crimes cibernéticos. De insultos a notícias falsas, as infrações no mundo digital também devem ser julgadas e punidas sem exceção.

Uma pesquisa da Quartz divulgada em janeiro deste ano constatou que 55% dos brasileiros consideram que não há nada na internet além do Facebook. Para boa parte dos entrevistados, o Facebook e a internet são a mesma coisa. Nos EUA, o índice foi de apenas 5%.

Isso reflete o conhecimento limitado e a falta de visão em relação ao mundo de possibilidades, oportunidades e alcance que a internet traz, e que poucos enxergam e se arriscam a viver e conhecer. Precisamos acordar e buscar o nosso lugar ao sol, pois a concorrência cresce todo dia. Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado estão com os idiotas de ambos os sexos, dizia Nelson Rodrigues.

Eliane Dias. Texto adaptado de e disponível em: https://revistacult.uol.
com.br/home/internet-nao-e-o-facebook/

Em relação ao Texto 1, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, o item a seguir.

No excerto “Precisamos acordar e buscar o nosso lugar ao sol [...]”, as formas verbais “acordar” e “buscar” estão empregadas como intransitivas.

 

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