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Foram encontradas 55 questões.

182380 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFES
Orgão: UFES

Texto I

A moça em prantos

RIO DE JANEIRO – O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido!$ ^{A)} !$. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.

Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando!$ ^{B)} !$. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos "não pode", que emparedam a infância!$ ^{C)} !$ e criam neuras para o resto da vida.

Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.

E chorava. Não abrindo o berreiro, como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?

Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar!$ ^{D)} !$ para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso!$ ^{E)} !$. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.

A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.

(CONY, Carlos Heitor. A moça em prantos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 maio 2003. Primeiro Caderno, p. 2.)

No excerto “[...] achava que só as crianças podiam e deviam chorar [...]”, o elemento “que” apresenta a mesma função sintática daquele destacado em:

 

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182375 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFES
Orgão: UFES

Texto I

A moça em prantos

RIO DE JANEIRO – O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.

Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos "não pode", que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.

Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.

E chorava. Não abrindo o berreiro, como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?

Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.

A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.

(CONY, Carlos Heitor. A moça em prantos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 maio 2003. Primeiro Caderno, p. 2.)

O prefixo “in-”, geralmente, é anexado a uma palavra a fim de produzir um sentido de negação do seu significado, como ocorre em “inexpugnável”. Esse sentido de negação NÃO está presente em

 

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182374 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFES
Orgão: UFES

Texto II

London is hot

[...]

Rolling Stones são definitivamente roqueiros. Há 50 anos oferecem mais do mesmo, e nenhum problema em não mudar. O mundo em volta é que mudou. Em 1969, quando tocaram no Hyde Park pela primeira vez, a plateia era formada por simpatizantes do flowerpower, todos curtindo paz e amor, muitos em viagem de ácido. Em julho de 2013, a plateia era formada por simpatizantes do Steve Jobs, todos assistindo ao show pelo monitor do seu iPad, iPhone, e tuitando com uma obsessão de viciado. Milhares de cinegrafistas amadores reunidos a fim de documentar o que estavam – estavam? – vendo.

Só o meu queixo tremido é que ninguém viu nem filmou. Ficou sem registro digital. Minha emoção segue totalmente analógica.

[...]

(MEDEIROS, Martha. Um lugar na janela 2: relatos de viagem. Porto Alegre: L&PM, 2016, p. 27-28.)

No excerto “Rolling Stones são definitivamente roqueiros”, o termo “definitivamente” pode ser substituído, sem prejuízo do sentido original do texto, por

 

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182373 Ano: 2017
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: UFES
Orgão: UFES
No regime de juros compostos, os juros em cada período de tempo são calculados sobre o montante do início do período. Um capital inicial C0 foi aplicado a juros compostos de 20% ao mês. Se Cn é o montante quando decorridos n meses, o menor valor inteiro para n, tal que Cn seja maior que o dobro de C0, é
 

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182600 Ano: 2017
Disciplina: Contabilidade de Custos
Banca: UFES
Orgão: UFES
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A empresa Parker Ltda produz calculadoras científicas e calculadoras financeiras. Os dados relacionados a esses dois produtos são apresentados a seguir:

enunciado 182600-1

Os custos indiretos de fabricação no período são:

- Custos com máquinas e equipamentos do processo de produção: R$ 375.000,00;

- Custos com mão de obra indireta: R$ 120.000,00.

Os dois custos indiretos apresentados acima foram atribuídos aos produtos com base no critério de rateio. Esse critério é o que melhor representa o uso desses custos para a fabricação dos produtos da empresa Parker Ltda.

Com base nas informações apresentadas, os custos unitários da calculadora científica e da calculadora financeira produzidas pela empresa Parker Ltda são, respectivamente,

Questão Anulada

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