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Foram encontradas 60 questões.

1772824 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFES
Orgão: UFES

Texto I

A moça em prantos

RIO DE JANEIRO – O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.

Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos "não pode", que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.

Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.

E chorava. Não abrindo o berreiro, como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?

Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.

A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.

(CONY, Carlos Heitor. A moça em prantos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 maio 2003. Primeiro Caderno, p. 2.)

Considere o excerto “Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido”. Considere, ainda, os seguintes fragmentos desse excerto:

(1) “Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza,”

(2) “pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido”.

Estabelecendo-se uma relação de sentido entre (1) e (2), é CORRETO afirmar que o excerto apresenta

 

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1772666 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFES
Orgão: UFES

Texto I

A moça em prantos

RIO DE JANEIRO – O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.

Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos "não pode", que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.

Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.

E chorava. Não abrindo o berreiro, como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos. Mesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?

Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas.

A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.

(CONY, Carlos Heitor. A moça em prantos. Folha de S. Paulo, São Paulo, 7 maio 2003. Primeiro Caderno, p. 2.)

A partir da leitura do Texto I, depreende-se que, para o autor,

 

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182720 Ano: 2017
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: UFES
Orgão: UFES
Um componente de software bastante utilizado em computadores é o banco de dados, que consiste em uma coleção de dados relacionados entre si. Um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) fornece um ambiente adequado para a manipulação, a visualização, a recuperação e o armazenamento de dados. NÃO é um SGBD:
 

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182718 Ano: 2017
Disciplina: Informática
Banca: UFES
Orgão: UFES

No Microsoft Word 2013, os elementos copiados ficam na Área de Transferência. Considere as afirmativas a seguir sobre a Área de Transferência:

I. Ao se selecionar parte de um documento do Microsoft Word 2013 e se utilizar a função “Copiar” (Ctrl+C), a informação copiada fica guardada na Área de Transferência.

II. A Área de Transferência pode guardar várias informações copiadas, e não apenas a última delas, há, porém, um limite máximo de informações que podem ser guardadas.

III. A Área de Transferência armazena apenas informações copiadas de documentos do Microsoft Word 2013. Utilizar a função “Copiar” (Ctrl+C) em outros aplicativos não armazena nessa área nenhuma informação.

IV. A fim de exibir a Área de Transferência e ver os conjuntos de informações nela armazenados, utiliza-se o botão iniciador de caixa de diálogo, localizado no canto inferior direito do grupo “Área de Transferência” na guia “PÁGINA INICIAL”.

V. A fim de se transferir informações armazenadas na Área de Transferência para um arquivo de texto, deve-se, apenas, clicar a informação a ser transferida, no painel de tarefas “Área de Transferência”.

É CORRETO o que se afirma em:

 

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182714 Ano: 2017
Disciplina: TI - Sistemas Operacionais
Banca: UFES
Orgão: UFES

O Ubuntu Linux 16.04.2 LTS possui um navegador de arquivos chamado Nautilus. Considere que esse navegador de arquivos esteja exibindo o conteúdo da pasta pessoal do usuário e que, nessa pasta, exista um arquivo chamado Documento. Uma forma de fazer com que esse se torne um arquivo oculto é

 

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182713 Ano: 2017
Disciplina: Informática
Banca: UFES
Orgão: UFES
Observe a figura a seguir:

enunciado 182713-1

A figura acima reproduz, de forma ampliada, um conjunto de controles que compõe a Barra de Tarefas do Windows 10, aqui numerados de 1 a 5. Esses controles representam, respectivamente:

 

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Segundo Capron & Johnson (2004), em “Introdução à Informática”, os componentes básicos de hardware de um computador são:
 

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182682 Ano: 2017
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: UFES
Orgão: UFES
De acordo com o Estatuto da UFES, essa universidade
 

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182681 Ano: 2017
Disciplina: Legislação das Casas Legislativas
Banca: UFES
Orgão: UFES
Sobre as unidades que compõem a estrutura da UFES, é CORRETO afirmar:
 

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182591 Ano: 2017
Disciplina: Ética na Administração Pública
Banca: UFES
Orgão: UFES
Sobre o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto nº. 1.171/1994, analise as afirmativas abaixo:
I. O servidor público não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e o desonesto.
II. O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.

III. A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas esperanças e seus esforços para construí-los.
É CORRETO o que se afirma em
 

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