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A casa da fazenda
Era o casarão clássico das antigas fazendas negreiras. Assobradado, erguia-se em alicerces o muramento, de pedra até meia altura e, dali em diante, de pau-a-pique. Esteios de cabriúva entremostravam-se, picados a emxó, nos trechos donde se esboroara o reboco. Janelas e portas em arco, de bandeiras em pandarecos. Pelos interstícios da pedra, amoitavam-se samambaias e, nas faces de Noruega, avenquinhas raquíticas. Num cunhal, crescia anosa figueira, enlaçando as pedras na terrível cordoalha tentacular. À porta da entrada ia ter uma escadaria dupla, com alpendre e parapeito esborcinado.
(LOBATO, Monteiro. Os negros. In. . Negrinha. São Paulo: Globo, 2008.)
“Amoitavam-se” e “raquítica” são palavras empregadas em sentido
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A casa da fazenda
Era o casarão clássico das antigas fazendas negreiras. Assobradado, erguia-se em alicerces o muramento, de pedra até meia altura e, dali em diante, de pau-a-pique. Esteios de cabriúva entremostravam-se, picados a emxó, nos trechos donde se esboroara o reboco. Janelas e portas em arco, de bandeiras em pandarecos. Pelos interstícios da pedra, amoitavam-se samambaias e, nas faces de Noruega, avenquinhas raquíticas. Num cunhal, crescia anosa figueira, enlaçando as pedras na terrível cordoalha tentacular. À porta da entrada ia ter uma escadaria dupla, com alpendre e parapeito esborcinado.
(LOBATO, Monteiro. Os negros. In. . Negrinha. São Paulo: Globo, 2008.)
Pelo contexto, pode-se depreender que o vocábulo “anosa” tem o sentido de
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A casa da fazenda
Era o casarão clássico das antigas fazendas negreiras. Assobradado, erguia-se em alicerces o muramento, de pedra até meia altura e, dali em diante, de pau-a-pique. Esteios de cabriúva entremostravam-se, picados a emxó, nos trechos donde se esboroara o reboco. Janelas e portas em arco, de bandeiras em pandarecos. Pelos interstícios da pedra, amoitavam-se samambaias e, nas faces de Noruega, avenquinhas raquíticas. Num cunhal, crescia anosa figueira, enlaçando as pedras na terrível cordoalha tentacular. À porta da entrada ia ter uma escadaria dupla, com alpendre e parapeito esborcinado.
(LOBATO, Monteiro. Os negros. In. . Negrinha. São Paulo: Globo, 2008.)
O texto acima, de autoria de Monteiro Lobato, é constituído por
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O ministro empobreceu
Que não aconteça com o patrimônio dos trabalhadores brasileiros o que aconteceu com o do recém-empossado ministro do Trabalho, Brizola Neto. Candidato a deputado federal em 2006, o pedetista declarou ao TRE possuir bens no valor de 298 230 reais. Na eleição de 2010, estava mais pobre. Dizia ter 129 734 reais. Apesar das contas bancárias, pelo menos na aparência Brizola Neto melhorou. Em 2006, dirigia um Ford Focus; na eleição seguinte, já andava com um Tucson GLS.
(JARDIM, Lauro. Revista Veja On line. Acesso em: 25 mai 2012).
Pode-se afirmar que as palavras e enunciados (gêneros de textos) de uma língua operam em dois eixos de significação: o eixo denotativo ou referencial e o eixo conotativo ou afetivo. Das alternativas a seguir, assinale a única que apresenta o eixo comotativo/afetivo.
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O ministro empobreceu
Que não aconteça com o patrimônio dos trabalhadores brasileiros o que aconteceu com o do recém-empossado ministro do Trabalho, Brizola Neto. Candidato a deputado federal em 2006, o pedetista declarou ao TRE possuir bens no valor de 298 230 reais. Na eleição de 2010, estava mais pobre. Dizia ter 129 734 reais. Apesar das contas bancárias, pelo menos na aparência Brizola Neto melhorou. Em 2006, dirigia um Ford Focus; na eleição seguinte, já andava com um Tucson GLS.
(JARDIM, Lauro. Revista Veja On line. Acesso em: 25 mai 2012).
Este fragmento apresenta uma figura de linguagem que exprime um “conceito contrário do que se pensa ou do que realmente se quer dizer” (MESQUITA, 1994, p. 542), denominada
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Censo de problemas
Dados detalhados do IBGE confirmam o retrato de um país que se acomoda com crescimento da economia como solução para tudo.
As melhorias sociais e econômicas e a tranquilidade política dos anos 2000 parecem ter eliminado o sentido de urgência diante das carências brasileiras: de educação, de 9 renda, de saúde, de segurança - entre tantos problemas sociais.
Ouve-se o louvor uníssono do crescimento, como se ele, por si só, resolvesse toda a iniquidade. Lamenta-se a mediocridade da educação, em especial na falta de mão de obra qualificada, mas não se vê pressa nem inventividade nas providências para melhorar a escola.
A mais recente publicação dos dados detalhados do Censo 2010 evidencia quão incivilizado ainda é o Brasil. No país da "nova classe média", em mais de 28% das casas a renda mensal por pessoa mão passava de meio salário mínimo: R$ 8,50 por dia, o valor de algumas passagens de ônibus. No Nordeste, em 48,4% dos domicílios ela ainda era inferior a isso.
Na idade de cursar ou concluir o ensino médio, 1 em cada 6 jovens de 15 a 17 anos estava fora da escola. Metade dos brasileiros com mais de 25 anos fazia parte do grupo de pessoas sem instrução, ou não havia completado o ensino fundamental (oito anos de estudo) - pessoas que dificilmente chegariam ao ensino secundário.
Já foi pior, costuma-se dizer: em 2000, eram 64% os maiores de 25 anos que tinham menos de oito anos de estudo.
A mortalidade infantil caiu pela metade em uma década. Um feito notável, mas em 2010 era ainda o dobro da americana, ou o quádruplo da registrada na Europa ocidental.
A taxa de fecundidade média declinou a níveis escandinavos. É como se boa parte da população tivesse tomado a iniciativa de racionalizar o uso de seus recursos escassos tendo menos filhos. Sem contar com serviços públicos de qualidade para as crianças, resta a opção de reduzir seu número e investir mais em cada uma delas.
O país que começa a envelhecer pode se tornar maduro sem ter ido em massa à escola. Está à beira de chegar ao período demográfico mais favorável ao progresso econômico e social, aquele em que há mais trabalhadores por crianças e idosos, sem que o trabalho seja qualificado e produtivo o bastante para permitir que a economia dê um salto definitivo para o grupo das nações desenvolvidas.
Os avanços suscitam um clima de autoindulgência, de descaso com mudanças institucionais, de conforto na banalidade das pequenas vitórias. Um consenso acomodatício em torno dos paliativos e da falta de imaginação política e social, seja na oposição, seja no governo liderado pelo PT.
(http: www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/40563-censo-de-problemas.shtm1. Acesso em maio 2012).
A estratégia discursiva da Folha de S.Paulo, neste editorial, para ocultar e preservar a face do produtor do texto, foi
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Censo de problemas
Dados detalhados do IBGE confirmam o retrato de um país que se acomoda com crescimento da economia como solução para tudo.
As melhorias sociais e econômicas e a tranquilidade política dos anos 2000 parecem ter eliminado o sentido de urgência diante das carências brasileiras: de educação, de 9 renda, de saúde, de segurança - entre tantos problemas sociais.
Ouve-se o louvor uníssono do crescimento, como se ele, por si só, resolvesse toda a iniquidade. Lamenta-se a mediocridade da educação, em especial na falta de mão de obra qualificada, mas não se vê pressa nem inventividade nas providências para melhorar a escola.
A mais recente publicação dos dados detalhados do Censo 2010 evidencia quão incivilizado ainda é o Brasil. No país da "nova classe média", em mais de 28% das casas a renda mensal por pessoa mão passava de meio salário mínimo: R$ 8,50 por dia, o valor de algumas passagens de ônibus. No Nordeste, em 48,4% dos domicílios ela ainda era inferior a isso.
Na idade de cursar ou concluir o ensino médio, 1 em cada 6 jovens de 15 a 17 anos estava fora da escola. Metade dos brasileiros com mais de 25 anos fazia parte do grupo de pessoas sem instrução, ou não havia completado o ensino fundamental (oito anos de estudo) - pessoas que dificilmente chegariam ao ensino secundário.
Já foi pior, costuma-se dizer: em 2000, eram 64% os maiores de 25 anos que tinham menos de oito anos de estudo.
A mortalidade infantil caiu pela metade em uma década. Um feito notável, mas em 2010 era ainda o dobro da americana, ou o quádruplo da registrada na Europa ocidental.
A taxa de fecundidade média declinou a níveis escandinavos. É como se boa parte da população tivesse tomado a iniciativa de racionalizar o uso de seus recursos escassos tendo menos filhos. Sem contar com serviços públicos de qualidade para as crianças, resta a opção de reduzir seu número e investir mais em cada uma delas.
O país que começa a envelhecer pode se tornar maduro sem ter ido em massa à escola. Está à beira de chegar ao período demográfico mais favorável ao progresso econômico e social, aquele em que há mais trabalhadores por crianças e idosos, sem que o trabalho seja qualificado e produtivo o bastante para permitir que a economia dê um salto definitivo para o grupo das nações desenvolvidas.
Os avanços suscitam um clima de autoindulgência, de descaso com mudanças institucionais, de conforto na banalidade das pequenas vitórias. Um consenso acomodatício em torno dos paliativos e da falta de imaginação política e social, seja na oposição, seja no governo liderado pelo PT.
(http: www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/40563-censo-de-problemas.shtm1. Acesso em maio 2012).
O texto “Censo de Problemas”é um exemplar do gênero Editorial. Seu objetivo é discutir problemas controversos/ polêmicos e expor a opinião da empresa jornalística; neste caso, o da Folha de S.Paulo, edição de 03/05/2012. A tese central defendida no editorial revela que
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Observe o seguinte anúncio.

Ao associar o verbal (Mamãe mandou escolher esse carro aqui) ao não verbal (imagem), o anúncio explorou um recurso de linguagem muito comum na esfera publicitária. Trata-se do recurso denominado
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Classe C troca geladeira por TV a cabo e poupança
Após sucessivos estímulos do governo para baratear o preço de geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupas - a chamada linha branca- e aumentar o consumo, esses produtos vêm deixando a lista de prioridades da nova classe média, mais disposta a poupar ou gastar com TV a cabo, telefonia e educação.
A renovação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi uma das primeiras medidas anunciadas para tentar impulsionar a indústria e melhorar o desempenho da economia, considerado fraco neste ano.
Como esse instrumento vem sendo usado pelo governo desde 2009, sua eficácia começa a ser questionada. Apesar de afirmarem que ainda há espaço para o consumo, especialistas creem que o ritmo de crescimento das vendas tende a ser menor, mesmo com incentivo fiscal.
Levantamentos do Data Popular, instituto com foco na nova classe média, público-alvo da medida, mostram que serviços - o que inclui o conserto de eletrodomésticos - representam a maior parte dos gastos das famílias.
O item "serviços", que representava 49,5% dos gastos efetuados em 2002 por esse público, já responde por 65%, segundo a pesquisa do Data Popular, de setembro de 2011.
O trabalho, que indica também que as despesas com a compra de produtos caíram de 50,5% para 34,8% no período, é baseado em projeções feitas a partir do cruzamento de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), ambas do IBGE.
Para especialistas, não há dúvidas de que a nova classe média continua consumindo, mas o perfil está gradualmente mudando, pois a prioridade mudou. "Quem comprou uma TV nova quer TV a cabo; a máquina precisa de manutenção", diz Renato Meirelles, dono do Data Popular.
Para o professor Luiz Alberto Machado, do Conselho Federal de Economia, o impacto inicial da redução do IPI foi absorvido e o nível elevado do emprego está garantindo renda para consumir.
"Ainda há espaço a ser explorado, mas o crescimento marginal desse consumo tende a ser cada vez menor."
Professor de economia da UnB (Universidade de Brasília), João Carlos de Oliveira diz que a redução do IPI não terá impacto "para a vida toda". Ele argumenta que o sucesso da medida também depende da oferta de crédito.
(SHEILA D'AMORIM/ FLÁVIA FOREQUE. http://www.folha.uol.com.br. Acesso em maio de 2012).
“Como esse instrumento vem sendo usado pelo governo desde 2009, sua eficácia começa a ser questionada”. O período acima poderia ser reescrito, de forma a não alterar seu sentido, da seguinte forma:
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Classe C troca geladeira por TV a cabo e poupança
Após sucessivos estímulos do governo para baratear o preço de geladeiras, fogões, máquinas de lavar roupas - a chamada linha branca- e aumentar o consumo, esses produtos vêm deixando a lista de prioridades da nova classe média, mais disposta a poupar ou gastar com TV a cabo, telefonia e educação.
A renovação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) foi uma das primeiras medidas anunciadas para tentar impulsionar a indústria e melhorar o desempenho da economia, considerado fraco neste ano.
Como esse instrumento vem sendo usado pelo governo desde 2009, sua eficácia começa a ser questionada. Apesar de afirmarem que ainda há espaço para o consumo, especialistas creem que o ritmo de crescimento das vendas tende a ser menor, mesmo com incentivo fiscal.
Levantamentos do Data Popular, instituto com foco na nova classe média, público-alvo da medida, mostram que serviços - o que inclui o conserto de eletrodomésticos - representam a maior parte dos gastos das famílias.
O item "serviços", que representava 49,5% dos gastos efetuados em 2002 por esse público, já responde por 65%, segundo a pesquisa do Data Popular, de setembro de 2011.
O trabalho, que indica também que as despesas com a compra de produtos caíram de 50,5% para 34,8% no período, é baseado em projeções feitas a partir do cruzamento de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) e da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), ambas do IBGE.
Para especialistas, não há dúvidas de que a nova classe média continua consumindo, mas o perfil está gradualmente mudando, pois a prioridade mudou. "Quem comprou uma TV nova quer TV a cabo; a máquina precisa de manutenção", diz Renato Meirelles, dono do Data Popular.
Para o professor Luiz Alberto Machado, do Conselho Federal de Economia, o impacto inicial da redução do IPI foi absorvido e o nível elevado do emprego está garantindo renda para consumir.
"Ainda há espaço a ser explorado, mas o crescimento marginal desse consumo tende a ser cada vez menor."
Professor de economia da UnB (Universidade de Brasília), João Carlos de Oliveira diz que a redução do IPI não terá impacto "para a vida toda". Ele argumenta que o sucesso da medida também depende da oferta de crédito.
(SHEILA D'AMORIM/ FLÁVIA FOREQUE. http://www.folha.uol.com.br. Acesso em maio de 2012).
O pronome demonstrativo “esse”(s) (linha 5, linha 13, linha 23) foi destacado em três ocorrências no texto “Classe C troca geladeira por TV a cabo e poupança”. Em cada ocorrência, eles retomam, respectivamente, as seguintes expressões do texto.
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