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TEXTO 1
MÁ EDUCAÇÃO E CELULAR
Uma conhecida convidou os quatro netos pré-adolescentes para lanchar. Queria passar um tempo com eles, como fazem as avós. Sentaram-se numa lanchonete. Pediram sanduíches e refrigerantes. Daí, os quatro sacaram os celulares. Ficaram todo o tempo trocando mensagens com amigos, rindo e se divertindo. Com cara de mamão murcho, a avó esperou alguma oportunidade de bater papo(II). Não houve. Agora, ela já prometeu:
– Desisti. Não saio mais com meus netos.
Cada vez mais as pessoas “abandonam” os outros para viver num mundo de relações via celular. Às vezes de maneira assustadora. Vou muito para o Rio de Janeiro, sem carro. No meu trajeto, costumo escolher a Avenida Niemeyer, cuja vista é linda. Mas é cheia de curvas. Durante o trajeto, preciso me acalmar e recitar o mantra “om... ommmm” quando os motoristas atendem seus celulares. Dá medo, com o abismo pela frente! A falta de educação é dos dois lados. Quem liga, se não é atendido, continua tocando sem parar. O motorista muitas vezes atende e diz que não dá para falar. A pessoa do outro lado nem liga e continua o assunto. Alguns atores que eu conheço estão detonando suas carreiras. Ficam no WhatsApp até o momento de gravar. Atuar exige concentração, “entrar” no personagem. Se a pessoa “conversa” por mensagens até o momento exato de interpretar, fará pior. Está com a cabeça em outro lugar.
A praga atingiu até o setor de serviços(I). Dia destes estava no caixa de uma livraria. A mocinha passava meus livros e revistas com displicência enquanto falava ao celular(III). De repente, se confundiu. Teve de passar tudo de novo. Desligou. Voltou ao trabalho, mas aí o celular tocou e... a fila atrás de mim só aumentava. O máximo que ouvi da parte dela foi:
– Desculpa.
Tocou de novo, atendeu, tentando colocar meus livros numa sacolinha com uma única mão.
Em certos almoços, mesmo de negócios, é impossível tratar do assunto que importa. O interlocutor escolhe o prato com a orelha no celular. Quando desliga, abre para verificar e-mails. Responde. Pacientemente espero. Iniciamos o papo que motivou o almoço. O celular toca novamente. Dá vontade de levantar da mesa e ir embora. Não posso, seria falta de educação. Mas não é pior ficar como espectador enquanto a pessoa resolve suas coisas pelo celular, sem dar continuidade na conversa?
Também adoro um celular. Tenho amigos no exterior e trocamos mensagens diariamente. Mas faço isso quando estou sozinho. Há também soluções rápidas, pessoais e profissionais onde ele ajuda e muito! Mas hummm.... do ponto de vista profissional, nem sei se é tão bom assim. Celular não tem hora. Invade sem pedir permissão. É uma decisão difícil não atender o telefonema de um chefe ou de alguém importante no trabalho. Ou seja, a gente trabalha 24 horas direto! Há também quem chame durante uma reunião de trabalho importante. E, como contei no caso do carro, continuam chamando mesmo sem ser atendidas, até tornar o papo profissional impossível. Finalmente, ouço.
– Dá licença, vou atender e encerrar logo esse assunto.
Faço cara de paisagem enquanto a pessoa discute algo que nada tem a ver comigo(IV). Penso: seria melhor, muito melhor, não ter marcado reunião nenhuma. Mais fácil seria, sim, me impor através do celular, porque através dele entro na sala de alguém quando quero, sem marcar hora. O aparelhinho invade até situações íntimas. Se fosse só comigo, estaria traumatizado por me sentir pouco interessante. Mas sei de casos onde, entre um beijo e outro, um dos parceiros atende o celular. Para tudo, sai do clima. Quando termina a ligação, é preciso de um tempo para retomar. Mas aí, pode tocar novamente e... enfim, até nos momentos mais eróticos, o aparelhinho atrapalha.
Ainda sou daquele tempo de ter conversas francas e profundas, de olhar nos olhos. Hoje é quase impossível aprofundar-se nos olhos de alguém. Estão fixados na tela de seu modelo de última geração. Conheço algumas raras pessoas que se recusam (ainda!) a ter celular. Cada vez mais, se rendem. A vida ficou impossível sem ele. Eu descobri uma estratégia que sempre funciona, se quero realmente falar com alguém. Convido para jantar, por exemplo. Ela saca o celular. Pego o meu e envio uma mensagem para ela mesma, em frente a mim. Não falha. Seja quem for, acha divertidíssimo. E assim continuamos até o cafezinho. Sem palavras, mas trocando incríveis mensagens pelo celular. Todo mundo acha divertidíssimo.
Walcir Carrasco. Revista Época. Disponível em:
< http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-carrasco/noticia/2015/01/bma-educacaob-e-celular.html>. Acesso em: 9/3/2015.
Apresentam-se abaixo proposições. Analise cada trecho e o sentido apresentado entre colchetes para o termo destacado.
I – “A praga atingiu até o setor de serviços.” [flagelo]
II – “Com cara de mamão murcho, a avó esperou alguma oportunidade de bater papo." [cheia de rugas]
III – “A mocinha passava meus livros e revistas com displicência enquanto falava ao celular.” [negligência]
IV – “Faço cara de paisagem enquanto a pessoa discute algo que nada tem a ver comigo.” [sorridente]
II – “Com cara de mamão murcho, a avó esperou alguma oportunidade de bater papo." [cheia de rugas]
III – “A mocinha passava meus livros e revistas com displicência enquanto falava ao celular.” [negligência]
IV – “Faço cara de paisagem enquanto a pessoa discute algo que nada tem a ver comigo.” [sorridente]
Considere o contexto em que os termos aparecem e o sentido expresso entre colchetes.
Assinale a alternativa CORRETA.
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De acordo com o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais (Lei nº 8.112/90 e suas alterações), em relação às férias concedidas aos servidores da Universidade Federal de Lavras, é CORRETO afirmar:
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TEXTO 1
MÁ EDUCAÇÃO E CELULAR
Uma conhecida convidou os quatro netos pré-adolescentes para lanchar. Queria passar um tempo com eles, como fazem as avós. Sentaram-se numa lanchonete. Pediram sanduíches e refrigerantes. Daí, os quatro sacaram os celulares. Ficaram todo o tempo trocando mensagens com amigos, rindo e se divertindo. Com cara de mamão murcho, a avó esperou alguma oportunidade de bater papo. Não houve. Agora, ela já prometeu:
– Desisti. Não saio mais com meus netos.
Cada vez mais as pessoas “abandonam” os outros para viver num mundo de relações via celular. Às vezes de maneira assustadora. Vou muito para o Rio de Janeiro, sem carro. No meu trajeto, costumo escolher a Avenida Niemeyer, cuja vista é linda. Mas é cheia de curvas. Durante o trajeto, preciso me acalmar e recitar o mantra “om... ommmm” quando os motoristas atendem seus celulares. Dá medo, com o abismo pela frente! A falta de educação é dos dois lados. Quem liga, se não é atendido, continua tocando sem parar. O motorista muitas vezes atende e diz que não dá para falar. A pessoa do outro lado nem liga e continua o assunto. Alguns atores que eu conheço estão detonando suas carreiras. Ficam no WhatsApp até o momento de gravar. Atuar exige concentração, “entrar” no personagem. Se a pessoa “conversa” por mensagens até o momento exato de interpretar, fará pior. Está com a cabeça em outro lugar.
A praga atingiu até o setor de serviços. Dia destes estava no caixa de uma livraria. A mocinha passava meus livros e revistas com displicência enquanto falava ao celular. De repente, se confundiu. Teve de passar tudo de novo. Desligou. Voltou ao trabalho, mas aí o celular tocou e... a fila atrás de mim só aumentava. O máximo que ouvi da parte dela foi:
– Desculpa.
Tocou de novo, atendeu, tentando colocar meus livros numa sacolinha com uma única mão.
Em certos almoços, mesmo de negócios, é impossível tratar do assunto que importa. O interlocutor escolhe o prato com a orelha no celular. Quando desliga, abre para verificar e-mails. Responde. Pacientemente espero. Iniciamos o papo que motivou o almoço. O celular toca novamente. Dá vontade de levantar da mesa e ir embora. Não posso, seria falta de educação. Mas não é pior ficar como espectador enquanto a pessoa resolve suas coisas pelo celular, sem dar continuidade na conversa?
Também adoro um celular. Tenho amigos no exterior e trocamos mensagens diariamente. Mas faço isso quando estou sozinho. Há também soluções rápidas, pessoais e profissionais onde ele ajuda e muito! Mas hummm.... do ponto de vista profissional, nem sei se é tão bom assim. Celular não tem hora. Invade sem pedir permissão. É uma decisão difícil não atender o telefonema de um chefe ou de alguém importante no trabalho. Ou seja, a gente trabalha 24 horas direto! Há também quem chame durante uma reunião de trabalho importante. E, como contei no caso do carro, continuam chamando mesmo sem ser atendidas, até tornar o papo profissional impossível. Finalmente, ouço.
– Dá licença, vou atender e encerrar logo esse assunto.
Faço cara de paisagem(D) enquanto a pessoa discute algo que nada tem a ver comigo. Penso: seria melhor, muito melhor, não ter marcado reunião nenhuma. Mais fácil seria, sim, me impor através do celular, porque através dele entro na sala de alguém quando quero, sem marcar hora. O aparelhinho invade até situações íntimas. Se fosse só comigo, estaria traumatizado por me sentir pouco interessante. Mas sei de casos onde, entre um beijo e outro, um dos parceiros atende o celular. Para tudo, sai do clima. Quando termina a ligação, é preciso de um tempo para retomar. Mas aí, pode tocar novamente e... enfim, até nos momentos mais eróticos, o aparelhinho atrapalha.
Ainda sou daquele tempo de ter conversas francas e profundas, de olhar nos olhos. Hoje é quase impossível aprofundar-se nos olhos de alguém. Estão fixados na tela de seu modelo de última geração. Conheço algumas raras pessoas que se recusam (ainda!) a ter celular. Cada vez mais, se rendem. A vida ficou impossível sem ele. Eu descobri uma estratégia que sempre funciona, se quero realmente falar com alguém. Convido para jantar, por exemplo. Ela saca o celular. Pego o meu e envio uma mensagem para ela mesma, em frente a mim. Não falha. Seja quem for, acha divertidíssimo. E assim continuamos até o cafezinho. Sem palavras, mas trocando incríveis mensagens pelo celular. Todo mundo acha divertidíssimo.
Walcir Carrasco. Revista Época. Disponível em:
< http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-carrasco/noticia/2015/01/bma-educacaob-e-celular.html>. Acesso em: 9/3/2015.
Todas as alternativas estão de acordo com o texto 1, EXCETO:
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Na etapa de monitoramento do planejamento no setor público, são indicadores de desempenho das “atividades-meio”:
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Numa universidade há 10 000 estudantes de graduação. Destes, 2 000 ingressaram na Universidade por cotas, 3 500 estão classificados como de alto rendimento acadêmico, e 2 000 prestam monitoria em alguma disciplina. 300 estudantes que ingressaram na Universidade por cotas têm alto rendimento acadêmico. Dos estudantes que têm alto rendimento acadêmico, 1500 prestam monitoria em alguma disciplina. Dos estudantes que ingressaram por cotas, 600 prestam monitoria em alguma disciplina. O número de estudantes que ingressaram por cotas e que têm alto rendimento acadêmico, e que também prestam monitoria em alguma disciplina, é de 200. Com base nesses dados, o número de estudantes que ingressaram na Universidade por cotas e que não prestam monitoria em alguma disciplina, nem têm alto rendimento acadêmico, é:
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Altas temperaturas do ambiente podem reduzir a capacidade do corpo humano de manter a sua temperatura interna adequada e, consequentemente, o funcionamento saudável do organismo. Na atividade laboral, as consequências do aumento de temperatura são a redução acentuada da produtividade e o aumento significativo dos erros e acidentes durante o trabalho. Em um experimento, foram obtidos os dados da tabela:
| Tabela 1. Relação entre temperatura do ambiente de trabalho e perdas na atividade laboral. | |||||||
| TEMPERATURA AMBIENTE (GRAUS CELSIUS) | 24 | 27 | 29 | 32 | 35 | 38 | 40 |
| REDUÇÃO DE PRODUTIVIDADE | 3% | 8% | 18% | 29% | 45% | 62% | 79% |
| AUMENTO DE FALHAS E ERROS | - | 5% | 40% | 300% | 700% | - | - |
Fonte: <http://lamb.eng.br/novo/artigos/825addc9751e398f2af5b593de263969.pdf>
Preocupado com o calor excessivo no local de trabalho, um Chefe de Setor da Universidade mediu a temperatura média mensal no ambiente de trabalho durante os meses de setembro a março, obtendo os seguintes valores:
| Tabela 2. Temperatura média mensal no ambiente de trabalho do Setor. | |||||||
| MESES | SET | OUT | NOV | DEZ | JAN | FEV | MAR |
| TEMPERATURA AMBIENTE (GRAUS CELSIUS) | 24 | 27 | 29 | 32 | 35 | 32 | 27 |
Fonte: dados levantados in loco.
O salário médio mensal dos 10 funcionários desse Setor é de R$ 10 000,00. Baseado nos dados das tabelas, o cálculo do prejuízo monetário em relação ao total de salários pagos no setor em consequência da perda de produtividade pelo calor nos referidos meses é de:
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Um Departamento de uma Universidade atendeu a 6 800 matrículas no ano passado, e requisitou ao almoxarifado um total de 1 100 pacotes com 500 folhas A4. A previsão para este ano estabelece um aumento de 570 novas matrículas. Com base nos dados de consumo do ano que se passou, deve-se requisitar ao almoxarifado para este ano um total de:
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- Manual de Redação da Presidência da RepúblicaAs Comunicações OficiaisPadrão OfícioPartes do Documento
TEXTO 6
DOCUMENTO HIPOTÉTICO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MOTINEIRA
Ofício n. 23/2014
Ao senhor
José Cândido Silva
Coordenador da Pró-reitoria de Extensão
Assunto: Solicitação de prorrogação do prazo para envio de projetos de extensão universitária
Lamentavelmente, comunicamos a V.Sa. que em função do processo de avaliação do Curso que ora coordenamos, vimos informar que não foi possível o envio do nosso projeto de extensão no prazo estipulado. Solicitamos, encarecidamente, que V.Sa. prorrogueis o prazo de envio para o dia 23/04 para evitarmos prejuízos para o desenvolvimento do projeto de extensão já iniciado para o qual exige-se um prazo maior para ser concluído.
Sem mais para o momento, solicitamos deferimento.
João Joaquim
Coordenador do Curso de Moda e Estilo
Com base no documento hipotético (texto 6), analise as proposições abaixo observando o disposto no Manual de Redação da Presidência da República (MPR).
I – A apresentação do destinatário da comunicação está de acordo com a forma e a estrutura do padrão ofício que figuram no MPR.
II – A identificação do documento enviado apresenta as indicações previstas nas normas de comunicação oficial disponíveis no MPR.
III – O documento enviado apresenta as partes constitutivas previstas no MPR.
III – O documento enviado apresenta as partes constitutivas previstas no MPR.
IV – A identificação do signatário contém o nome e o cargo da autoridade que expede o ofício, abaixo do local de sua assinatura, conforme o disposto no MPR.
V – O assunto apresenta, genericamente, o teor do documento, em acordo com o MPR.
Assinale a alternativa CORRETA.
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Entre as alternativas de intervenção do governo, estão: intervenção direta e intervenção indireta. As afirmativas abaixo se referem à intervenção direta, EXCETO:
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Um determinado discente injuriou um servidor técnico- administrativo no exercício de sua função, expondo-o ao ridículo e ao vexame público. O discente nunca havia cometido nenhuma infração anterior e nunca havia sofrido nenhuma penalidade prevista no Regimento Geral da Universidade Federal de Lavras. Neste caso, pelo Regimento Geral da Universidade, o discente poderá sofrer a seguinte penalidade:
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