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Em relação aos componentes do espectrofotômetro de feixe simples, as seguintes afirmativas são verdadeiras, EXCETO:
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INSTRUÇÃO: Leia este texto e, com base nele, responda à questão.
A Bulgária existe
Lembro com distorcida nitidez a noite em que ouvi pela primeira vez o nome Campos de Carvalho (1916-98). Jogava bilhar num daqueles botecos ladrilhados da rua Cardeal Arcoverde quando um acaso fez com que Sérgio Cohn, então editor da sensacional revista de poesia "Azougue", adentrasse o ambiente. Disse distorcida nitidez: lembro que chovia e que ainda estávamos no conturbado século 20. E que as esferas coloridas ricocheteavam provocando um ruído estridente. Acho que os ladrilhos eram brancos. E que Sérgio estava de óculos. Pouco importa.
Sentamo-nos e ele contou que tinha acabado de entrevistar Campos de Carvalho. "Quem?" "O maior escritor brasileiro de todos os tempos!" "Como? Nunca ouvi falar..." Me parecia impossível não conhecê-lo, até porque Sérgio repetiu, algumas vezes, que "o texto dele tem tudo a ver com você".
São normais, em conversas entre autores, delírios em que inventamos alguém para ver se convencemos o interlocutor. Já estava com a certeza de que era alvo de uma brincadeira quando lhe pedi uma frase do escritor. "Aos 16 anos de idade matei meu professor de lógica alegando legítima defesa."
Houve um silêncio, daqueles que se seguem a um estrondo. "É a primeira frase de 'A Lua Vem da Ásia', uma de suas quatro novelas" disse Sérgio, emoldurando meu encantamento. Nunca mais fui o mesmo. Um ano depois, a José Olympio lançaria um livro com as tais novelas ("A Lua Vem da Ásia", "Vaca de Nariz Sutil", "Chuva Imóvel" e "Púcaro Búlgaro") e eu me tornaria discípulo e divulgador da obra de Campos de Carvalho.
Me deixei influenciar por suas ideias, sua maneira livre e louca de escrever, seu surrealismo iconoclasta, seu humor dilacerante. Passei anos devorando aquelas iguarias insanas e procurando digeri-las no calor do que escrevia.
Na época, eu era repórter da "Viagem e Turismo". Tinha bom trânsito com os editores, e minhas pautas, embora atípicas, eram aceitas com simpatia. Foi munido desse cacife que entrei numa reunião e disse: "Alguém precisa ir à Bulgária comprovar a existência do país. Até onde sei, não existe."
Houve uma gargalhada, e o editor, com uma expressão "esse cara vai aprontar", aprovou a viagem. A pauta, na verdade, vinha do "Púcaro Búlgaro". Na vertiginosa narrativa de cerca de cem páginas, o personagem organiza uma hilária expedição à Bulgária a fim de certificar-se de sua existência.
Dias depois, estava no avião rumo a Sófia, a capital do controvertido país. Munido de câmera digital e embriagado do espírito surrealista de Campos, entrei na fila que me levaria ao guarda de fronteira e à possível constatação da existência do país. Enquanto esperava minha vez, observava um tapume que dividia a rua do aeroporto. A parte inferior era vazada, o que permitia ver sapatos de "cidadãos búlgaros" transitando pela suposta calçada. "Onde há búlgaros, há Bulgária", pensei.
Mas os secretos desígnios que conduzem nossos passos me guardavam uma surpresa. O policial informou que meu visto valeria só dali a quatro dias e que eu poderia esperar na sala de embarque por quatro dias ou ir embora. Olhei para a desolada sala com seus sofás e bancos de couro imundos.
Disse que era repórter brasileiro e estava ali a trabalho. Ele então conduziu-me até uma sala, onde esperei um funcionário que trataria da minha situação. Nesse ínterim, lembrei que a maioria da polícia secreta da ex-URSS, a terrível KGB, era de búlgaros. Tremi. Então chegou outro funcionário. "Para que lugares você pretendia ir?", perguntou-me, já me informando no verbo "pretendia" que eu não entraria no seu país.
Neste momento, entendi que minha reportagem estava em pleno curso -policiais de fronteira queriam ocultar de mim a não existência da Bulgária. Respondi que meu objetivo era "andar sempre em frente sob a neve até atingir o mar Negro." Ele retorquiu nervoso: "Mas por que a Bulgária?". Era a perguntava que eu esperava. "Porque no Brasil há uma desconfiança quanto à existência da Bulgária." Imediatamente, ele apontou a saída e fui jogado no ônibus que me levaria de volta a um avião.
PESSOA, Ciro. http://sergyovitro.blogspot.com/2012/01/bulgaria-existe-ciro-pessoa.html Acesso em 08 jan.
2012.
Assinale a alternativa em que não há um dos recursos utilizados pelo autor na elaboração do texto:
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NÃO se inclui entre os sintomas apresentados pelo paciente com queimadura de terceiro grau
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Um paciente com Hemofilia A apresenta deficiência de
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INSTRUÇÃO: Leia este texto e, com base nele, responda à questão.
A Bulgária existe
Lembro com distorcida nitidez a noite em que ouvi pela primeira vez o nome Campos de Carvalho (1916-98). Jogava bilhar num daqueles botecos ladrilhados da rua Cardeal Arcoverde quando um acaso fez com que Sérgio Cohn, então editor da sensacional revista de poesia "Azougue", adentrasse o ambiente. Disse distorcida nitidez: lembro que chovia e que ainda estávamos no conturbado século 20. E que as esferas coloridas ricocheteavam provocando um ruído estridente. Acho que os ladrilhos eram brancos. E que Sérgio estava de óculos. Pouco importa.
Sentamo-nos e ele contou que tinha acabado de entrevistar Campos de Carvalho. "Quem?" "O maior escritor brasileiro de todos os tempos!" "Como? Nunca ouvi falar..." Me parecia impossível não conhecê-lo, até porque Sérgio repetiu, algumas vezes, que "o texto dele tem tudo a ver com você".
São normais, em conversas entre autores, delírios em que inventamos alguém para ver se convencemos o interlocutor. Já estava com a certeza de que era alvo de uma brincadeira quando lhe pedi uma frase do escritor. "Aos 16 anos de idade matei meu professor de lógica alegando legítima defesa."
Houve um silêncio, daqueles que se seguem a um estrondo. "É a primeira frase de 'A Lua Vem da Ásia', uma de suas quatro novelas" disse Sérgio, emoldurando meu encantamento. Nunca mais fui o mesmo. Um ano depois, a José Olympio lançaria um livro com as tais novelas ("A Lua Vem da Ásia", "Vaca de Nariz Sutil", "Chuva Imóvel" e "Púcaro Búlgaro") e eu me tornaria discípulo e divulgador da obra de Campos de Carvalho.
Me deixei influenciar por suas ideias, sua maneira livre e louca de escrever, seu surrealismo iconoclasta, seu humor dilacerante. Passei anos devorando aquelas iguarias insanas e procurando digeri-las no calor do que escrevia.
Na época, eu era repórter da "Viagem e Turismo". Tinha bom trânsito com os editores, e minhas pautas, embora atípicas, eram aceitas com simpatia. Foi munido desse cacife que entrei numa reunião e disse: "Alguém precisa ir à Bulgária comprovar a existência do país. Até onde sei, não existe."
Houve uma gargalhada, e o editor, com uma expressão "esse cara vai aprontar", aprovou a viagem. A pauta, na verdade, vinha do "Púcaro Búlgaro". Na vertiginosa narrativa de cerca de cem páginas, o personagem organiza uma hilária expedição à Bulgária a fim de certificar-se de sua existência.
Dias depois, estava no avião rumo a Sófia, a capital do controvertido país. Munido de câmera digital e embriagado do espírito surrealista de Campos, entrei na fila que me levaria ao guarda de fronteira e à possível constatação da existência do país. Enquanto esperava minha vez, observava um tapume que dividia a rua do aeroporto. A parte inferior era vazada, o que permitia ver sapatos de "cidadãos búlgaros" transitando pela suposta calçada. "Onde há búlgaros, há Bulgária", pensei.
Mas os secretos desígnios que conduzem nossos passos me guardavam uma surpresa. O policial informou que meu visto valeria só dali a quatro dias e que eu poderia esperar na sala de embarque por quatro dias ou ir embora. Olhei para a desolada sala com seus sofás e bancos de couro imundos.
Disse que era repórter brasileiro e estava ali a trabalho. Ele então conduziu-me até uma sala, onde esperei um funcionário que trataria da minha situação. Nesse ínterim, lembrei que a maioria da polícia secreta da ex-URSS, a terrível KGB, era de búlgaros. Tremi. Então chegou outro funcionário. "Para que lugares você pretendia ir?", perguntou-me, já me informando no verbo "pretendia" que eu não entraria no seu país.
Neste momento, entendi que minha reportagem estava em pleno curso -policiais de fronteira queriam ocultar de mim a não existência da Bulgária. Respondi que meu objetivo era "andar sempre em frente sob a neve até atingir o mar Negro." Ele retorquiu nervoso: "Mas por que a Bulgária?". Era a perguntava que eu esperava. "Porque no Brasil há uma desconfiança quanto à existência da Bulgária." Imediatamente, ele apontou a saída e fui jogado no ônibus que me levaria de volta a um avião.
PESSOA, Ciro. http://sergyovitro.blogspot.com/2012/01/bulgaria-existe-ciro-pessoa.html Acesso em 08 jan.
2012.
Leia o trecho.
Disse distorcida nitidez: lembro que chovia e que ainda estávamos no conturbado século 20.
Nesse trecho, os dois pontos foram utilizados para
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- Tecnologia das ConstruçõesSistemas e Elementos ConstrutivosSistemas EstruturaisEstruturas de Concreto
O concreto submetido a um estado de tensão prévio que lhe aumenta a capacidade portante, a partir de uma elevada tração dada à armadura, é do tipo:
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INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir e, com base nele, responda à questão.
Um novo realismo
Quem, como eu, admite que a vida é inventada e que a arte é um dos instrumentos dessa invenção terá do fenômeno artístico, obrigatoriamente, uma visão especial.
Não é só através da arte que o homem se inventa e inventa o mundo em que vive: a ciência, a filosofia, a religião também participam dessa invenção, sendo que cada uma delas o faz de maneira diferente, razão por que, creio, foram inventadas.
Se a filosofia inventasse a vida do mesmo modo que a ciência ou a religião o faz, não haveria por que a filosofia existir.
A conclusão inevitável é que todas elas são necessárias, ainda que cada uma a seu modo e sem a mesma importância para as diferentes pessoas. E o curioso -para não dizer maravilhoso- é que, de uma maneira ou de outra, a maioria das pessoas, senão todas, usufrui, ainda que desigualmente, de cada uma delas.
A arte é exemplo disso. Não importa se esta ou aquela pessoa nunca viu a Capela Sistina, porque, no dia em que a vir, se renderá à sua beleza. Isso vale igualmente para a ciência, a religião ou a filosofia, que atuam sobre nossa vida, quer o percebamos ou não.
É que somos seres culturais, e não apenas porque nos apoiamos em valores éticos, estéticos, religiosos, filosóficos, científicos -mas porque eles são constitutivos dessa galáxia inventada que é o mundo humano.
Como numa galáxia cósmica, a diversidade da matéria e as relações de espaço e tempo, de presente, passado e futuro, fazem com que, de algum modo, tudo ali seja atual, já que qualquer um de nós pode encontrar numa frase de Sócrates, num verso de Fernando Pessoa, numa imagem pintada por Rembrandt, a verdade ou a inspiração que nos reconciliará com a vida.
Isso não significa que devamos pensar como Sócrates ou pintar como Rembrandt e, sim, que a invenção do novo não implica a negação do que já foi feito, mas a sua superação dialética.
Todo artista sabe que a arte não nasceu com ele e que um dos sentidos essenciais de sua obra é incorporar-se a essa galáxia cultural que constitui a nossa própria existência.
Não entenda isso como uma proposta de conformismo, que seria contrária à minha própria tese de que o homem se inventa e inventa o seu mundo, já que seria impossível inventá-lo se apenas repetissem o que já existe.
Por isso mesmo, é perfeitamente natural que alguns artistas de hoje busquem expressar-se sem se valer das linguagens artísticas e, sim, antes, repelindo-as, para inventar um modo jamais utilizado por artistas do passado.
Como já observei, entre esses há os que simplesmente negam a arte e outros que pretendem criar arte valendo-se de elementos antiartísticos ou não artísticos.
Em princípio, suas experiências não têm que ser negadas, uma vez que essa sua atitude radical pode suscitar expressões surpreendentes. E isso às vezes ocorre, embora não seja frequente.
Não resta dúvida de que quem opta por uma atitude tão radical merece atenção e crédito, por seu inconformismo e por sua coragem, mas isso, por si só, não basta.
É preciso que dessa opção radical e corajosa resulte alguma coisa que nos comova e se some a esse mundo imaginário de que já falamos. Honestamente, deve-se admitir que a audácia por si só não é valor artístico.
Nada me alegra mais do que me deparar com uma criação artística inovadora, mas, para isso, não basta fugir das normas, das soluções conhecidas e situar-se no polo oposto: é imprescindível que a obra inusitada efetivamente transcenda a banalidade e a sacação apenas cerebral ou extravagante.
O que todos nós queremos é a maravilha, venha de onde vier, surja de onde surgir.
E aqui cabe aquela afirmação minha -que tem sido repetida por mim e até por outras pessoas- de que a arte existe porque a vida não basta. [...]
GULLAR, Ferreira. O novo realismo. Folha de S. Paulo, São Paulo, 27 nov. 2011. (Fragmento).
Segundo o autor desse texto, a arte é
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Em relação às normas de biossegurança, é CORRETO afirmar que
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Em relação ao crack, assinale a afirmativa INCORRETA.
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Utilizando como parâmetro os instrumentos que possibilitam a operacionalização dos procedimentos da gestão arquivística de documentos, estabeleça a correlação correta entre as colunas.
| 1. Guia de Transferência |
( ) Instrumento elaborado a partir do estudo das estruturas e funções da instituição e análise do arquivo por ela produzido, pelo qual se distribuem os documentos em classes, de acordo com métodos de arquivamento específicos.
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| 2. Plano de Classificação |
( ) Instrumento de controle de entrada de documentos em arquivos intermediários.
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| 3. Tabela de Temporalidade |
( ) Instrumento que reúne informações sucintas sobre os documentos que, após terem cumprido o prazo de guarda, foram eliminados.
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| 4. Termo de Eliminação |
( ) Instrumento de destinação, aprovado pela autoridade competente, que determina prazos e condições de guarda, tendo em vista transferência, recolhimento ou eliminação de documentos.
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Marque a alternativa que apresentar, de cima para baixo, a sequência CORRETA de respostas.
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