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Foram encontradas 45 questões.

A questão refere-se ao Texto 1, a seguir. Leia-o com atenção, antes de respondê-la.

TEXTO 1

A mercadoria alucinógena

Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.

É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.

Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.

BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In: ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-1. [Fragmento]

São propósitos comunicativos do texto, EXCETO:
 

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A questão refere-se ao Texto 1, a seguir. Leia-o com atenção, antes de respondê-la.

TEXTO 1

A mercadoria alucinógena

Enquanto o consumidor imagina que é um ser racional, dotado de juízo e de bom senso, a publicidade na TV abandona progressivamente essa ilusão. Em vez de argumentar para a razão do telespectador, ela apela para as sensações, para as revelações mágicas mais impossíveis. A marca de chicletes promete transportar o freguês para um tal “mundo do sabor” e mostra o garoto-propaganda levitando em outras esferas cósmicas. O adoçante faz surgirem do nada violinistas e guitarristas. O guaraná em lata provoca visões amazônicas no seu bebedor urbano, que passa a enxergar um índio, com o rosto pintado de bravura, no que seria o pálido semblante de um taxista. Seria o tal refrigerante uma versão comercial das beberagens do Santo Daime? Não, nada disso. São apenas os baratos astrais da nova tendência da publicidade. Estamos na era das mercadorias alucinógenas. Imaginariamente alucinógenas.

É claro que ninguém há de acreditar que uma goma de mascar, um adoçante ou um guaraná proporcionem a transmigração das almas. Ninguém leva os comerciais alucinógenos ao pé da letra, mas cada vez mais gente se deixa seduzir por eles. É que o encanto das mercadorias não está nelas, mas fora delas — e a publicidade sabe disso muito bem. Ela sabe que esse encanto reside na relação imaginária que ela, publicidade, fabrica entre a mercadoria e seu consumidor. Pode parecer um insulto à inteligência do telespectador, mas ele bem que gosta. É tudo mentira, mas é a maior viagem. A julgar pelo crescimento dessas campanhas, o público vibra ao ser tratado como quem se esgueira pelos supermercados à cata de alucinações.

Por isso, a publicidade se despe momentaneamente de sua alegada função cívica — a de informar o comprador para que ele exerça o seu direito de escolha consciente na hora da compra — e apenas oferece a felicidade etérea, irreal e imaterial, que nada tem a ver com as propriedades físicas (ou químicas) do produto. A publicidade é a fábrica do gozo fictício — e este gozo é a grande mercadoria dos nossos tempos, confortavelmente escondida atrás das bugigangas oferecidas. Quanto ao consumidor, compra satisfeito a alucinação imaginária. Ele também está cercado de muito conforto, protegido pela aparência de razão que todos fingem ser sua liberdade. Supremo fingimento. O consumidor não vai morrer de overdose dessa droga. Ele só teme ser barrado nos portais eletrônicos do imenso festim psicodélico. Morreria de frio e de abandono. Ele só teme passar um dia que seja longe de seu pequeno gozo alucinado.

BUCCI, Eugênio. Veja. São Paulo, 29 abr.1998. In: ANTUNES, Irandé. Análise de textos: fundamentos e práticas. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. p.80-1. [Fragmento]

São efeitos da relação entre mercadoria e consumidor provocada pela propaganda - mencionada no texto - que cria sonhos utópicos, EXCETO:
 

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Leia este cartum (Texto 2) para responder à questão.

Enunciado 1290499-1

http://www.folhadecontagem.com.br/portal/index.php/edicoes-da-semana-2010/163- edicao-594-2503-a-01042010/1412-charge-594-geladeira-em-promocao.html. Acesso em 10 fev. 2018.

Estabelecendo-se relação entre o texto 1 e o texto 2, constata-se que, esse cartum
 

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A questão refere-se ao Texto 3, a seguir. Leia-o com atenção, antes de respondê-la.

TEXTO 3

“Aos Treze” mostra que é impossível ser só legal e sobreviver

NINA LEMOS

colunista da Folha

Quais foram os últimos sacrifícios que você fez só para tentar ficar amigo de alguém? Provavelmente, você mentiu um pouquinho sobre o seu gosto musical. Se todo mundo gosta daquela banda, quem sou eu para não gostar? Também deve ter mudado algumas vezes o seu jeito de se vestir. Porque, se você não acompanhar a moda, vai ser chamada de cafona. Existe acusação mais grave?

Não se assuste. Todo mundo, alguns pouco, outros mais, faz esse tipo de coisa. Mas, às vezes, o buraco é mais embaixo. E nós acabamos fazendo coisas que realmente nos machucam só para “pegar bem” com a galera. Não, não tem nada a ver com aquele papo de mãe sobre o problema de andar com más companhias. Segundo os psicanalistas, nós fazemos isso para sermos aceitos. E, mais do que isso, para ter uma imagem boa diante dos outros.

Isso porque a gente costuma usar os outros como espelho e, vez ou outra, cai no pensamento: “Se eles me acham legal, então eu sou legal”, “se eles me acham péssima, eu sou péssima”. Deu para entender? Isso vai ficar ainda mais claro se você for assistir ao filme “Aos Treze”, baseado na experiência de Nikki Reed, atriz e co-roteirista do filme. [...]

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u37912.shtml. Acesso em: 25 jan.2018.

Considerando o estilo com que esse texto foi escrito, estão presentes os seguintes recursos da oralidade, EXCETO.
 

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150828 Ano: 2018
Disciplina: Design Gráfico
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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O corte é uma operação estratégica para as gráficas que manuseiam o papel em folhas, pois dele depende o grau de exatidão dos esquadros da folha que são, por sua vez, referência para as máquinas impressoras, de dobra, de corte-e-vinco, etc., porém é uma das etapas do processo menos controlada pelos gráficos, o que gera problemas.
Sobre os problemas de corte, é INCORRETO afirmar que
 

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150813 Ano: 2018
Disciplina: Design Gráfico
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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O papel para impressão de produtos editoriais tem várias características as quais devem ser avaliadas para a sua correta adequação ao produto final que se pretende obter, dentre elas a gramatura.
Sobre a gramatura do papel, é CORRETO afirmar que
 

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150800 Ano: 2018
Disciplina: Design Gráfico
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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Todo processo de reprodução pressupõe cópias e, portanto, uma matriz da qual elas se originam. As matrizes podem ser físicas, nos processos mecânicos, ou virtuais, nos processos digitais ou híbridos. As matrizes físicas recebem nomes diversos de acordo com o processo. No processo de impressão offset, a matriz é chamada de chapa.
Sobre a chapa para impressão em offset é INCORRETO afirmar que
 

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150790 Ano: 2018
Disciplina: Artes Visuais
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
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As tintas para impressão são dispersões coloidais, de comportamento complexo, constituídas de pigmentos dispersos num fluido chamado veículo. De sua interação com o papel, com a solução de molhagem, com a chapa e com a blanqueta, podem surgir problemas graves na impressão offset.
Sobre as características das tintas para impressão em offset é CORRETO afirmar que
 

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150789 Ano: 2018
Disciplina: Design Gráfico
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Provas:
De acordo com Collaro (2007), o papel é um composto de fibras vegetais entrelaçadas e sobrepostas que pode ser produzido manualmente ou por meio de máquinas. Para Bann (2012), é o principal suporte para impressão.
Sobre as características do papel para impressão pelo processo offset, é INCORRETO afirmar que
 

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150774 Ano: 2018
Disciplina: Design Gráfico
Banca: UFMG
Orgão: UFMG
Provas:
Uma das técnicas de encadernação com lombada quadrada consiste na aplicação de um adesivo denominado hot melt.
Sobre o processo de cola com hotmelt, é INCORRETO afirmar que
 

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