Magna Concursos

Foram encontradas 40 questões.

1625341 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT
Instrução: Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões 09 e 10.
enunciado 1625341-1

No terceiro quadrinho, a linguagem usada por Susie pode ser denominada

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1625340 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT
Instrução: Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões 09 e 10.
enunciado 1625340-1
Sobre o sentido que a fala de Calvin, no último quadrinho, possibilita, analise as afirmativas.
I - Ele não quer que seus pais pensem que ele consegue boas notas.
II - Ele não se interessa por boas notas na escola, pois não estuda.
III - Ele quer deixar sua vida tranquila, sem grandes cobranças em termos de escola.
IV - Ele precisa tirar boas notas na escola para agradar seus pais.
Está correto o que se afirma em
 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1625339 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo, escrito em 1915, para responder às questões de 01 a 08.

O novo manifesto

Eu também sou candidato a deputado. Nada mais justo. Primeiro: eu não pretendo fazer coisa alguma pela Pátria, pela família, pela humanidade.

Um deputado que quisesse fazer qualquer coisa dessas, ver-se-ia bambo, pois teria, certamente, os espíritos dos seus colegas contra ele. Contra as suas ideias levantar-se-iam centenas de pessoas do mais profundo bom senso.

Assim, para poder fazer alguma coisa útil, não farei coisa alguma, o não ser receber o subsídio. Eis aí em que vai consistir o máximo da minha ação parlamentar, caso o preclaro eleitorado sufrague o meu nome nas urnas.

Recebendo o salário, darei mais conforto à mulher e aos filhos, ficando mais generoso às facadas aos amigos. Desde que minha mulher e os filhos passem melhor de cama, mesa e roupas, a humanidade ganha. Ganha, porque, sendo eles parcelas da humanidade, a sua situação melhorando, essa melhoria reflete sobre o todo de que fazem parte.

De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo das ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado.

Há ainda um poderoso motivo, que, na minha consciência, pesa para dar esse cansado passo de vir solicitar de meus compatriotas atenção para o meu obscuro nome. Ando mal vestido e tenho grande vocação para elegâncias.

Confesso também que, quando passo por certas casas cheias de luzes, janelas com cortinas ricas, com carros à porta, eu desejo ser deputado para gozar esse paraíso.

Razões tão ponderosas e justas, creio, até agora, nenhum candidato apresentou, e espero da clarividência dos homens livres e orientados o sufrágio do meu humilde nome, para ocupar uma cadeira de deputado, por qualquer estado, província ou emirado, porque, nesse ponto, não faço questão alguma.

s urnas.

(BARRETO, Lima. Vida urbana. In Antologia da crônica brasileira – De Machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Salamandra, 2005. Adaptado.)

No trecho Ando mal vestido e tenho grande vocação para elegâncias, os termos grifados exercem a função, respectivamente, de

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1625338 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo, escrito em 1915, para responder às questões de 01 a 08.

O novo manifesto

Eu também sou candidato a deputado. Nada mais justo. Primeiro: eu não pretendo fazer coisa alguma pela Pátria, pela família, pela humanidade.

Um deputado que quisesse fazer qualquer coisa dessas, ver-se-ia bambo, pois teria, certamente, os espíritos dos seus colegas contra ele. Contra as suas ideias levantar-se-iam centenas de pessoas do mais profundo bom senso.

Assim, para poder fazer alguma coisa útil, não farei coisa alguma, o não ser receber o subsídio. Eis aí em que vai consistir o máximo da minha ação parlamentar, caso o preclaro eleitorado sufrague o meu nome nas urnas.

Recebendo o salário, darei mais conforto à mulher e aos filhos, ficando mais generoso às facadas aos amigos. Desde que minha mulher e os filhos passem melhor de cama, mesa e roupas, a humanidade ganha. Ganha, porque, sendo eles parcelas da humanidade, a sua situação melhorando, essa melhoria reflete sobre o todo de que fazem parte.

De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo das ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado.

Há ainda um poderoso motivo, que, na minha consciência, pesa para dar esse cansado passo de vir solicitar de meus compatriotas atenção para o meu obscuro nome. Ando mal vestido e tenho grande vocação para elegâncias.

Confesso também que, quando passo por certas casas cheias de luzes, janelas com cortinas ricas, com carros à porta, eu desejo ser deputado para gozar esse paraíso.

Razões tão ponderosas e justas, creio, até agora, nenhum candidato apresentou, e espero da clarividência dos homens livres e orientados o sufrágio do meu humilde nome, para ocupar uma cadeira de deputado, por qualquer estado, província ou emirado, porque, nesse ponto, não faço questão alguma.

s urnas.

(BARRETO, Lima. Vida urbana. In Antologia da crônica brasileira – De Machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Salamandra, 2005. Adaptado.)

O texto, até por seu título, pode ser comparado a qual gênero discursivo?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1625337 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo, escrito em 1915, para responder às questões de 01 a 08.

O novo manifesto

Eu também sou candidato a deputado. Nada mais justo. Primeiro: eu não pretendo fazer coisa alguma pela Pátria, pela família, pela humanidade.

Um deputado que quisesse fazer qualquer coisa dessas, ver-se-ia bambo, pois teria, certamente, os espíritos dos seus colegas contra ele. Contra as suas ideias levantar-se-iam centenas de pessoas do mais profundo bom senso.

Assim, para poder fazer alguma coisa útil, não farei coisa alguma, o não ser receber o subsídio. Eis aí em que vai consistir o máximo da minha ação parlamentar, caso o preclaro eleitorado sufrague o meu nome nas urnas.

Recebendo o salário, darei mais conforto à mulher e aos filhos, ficando mais generoso às facadas aos amigos. Desde que minha mulher e os filhos passem melhor de cama, mesa e roupas, a humanidade ganha. Ganha, porque, sendo eles parcelas da humanidade, a sua situação melhorando, essa melhoria reflete sobre o todo de que fazem parte.

De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo das ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado.

Há ainda um poderoso motivo, que, na minha consciência, pesa para dar esse cansado passo de vir solicitar de meus compatriotas atenção para o meu obscuro nome. Ando mal vestido e tenho grande vocação para elegâncias.

Confesso também que, quando passo por certas casas cheias de luzes, janelas com cortinas ricas, com carros à porta, eu desejo ser deputado para gozar esse paraíso.

Razões tão ponderosas e justas, creio, até agora, nenhum candidato apresentou, e espero da clarividência dos homens livres e orientados o sufrágio do meu humilde nome, para ocupar uma cadeira de deputado, por qualquer estado, província ou emirado, porque, nesse ponto, não faço questão alguma.

s urnas.

(BARRETO, Lima. Vida urbana. In Antologia da crônica brasileira – De Machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Salamandra, 2005. Adaptado.)

Sobre o trecho De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo das ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado., marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A repetição de palavras no trecho é intencionalmente enfática.

( ) A expressão excelente deputado conota sentido oposto ao escrito.

( ) Os campos de saber expostos são dados como necessários a quem deseja trabalhar politicamente pelo país.

Assinale a sequência correta.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1625336 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo, escrito em 1915, para responder às questões de 01 a 08.

O novo manifesto

Eu também sou candidato a deputado. Nada mais justo. Primeiro: eu não pretendo fazer coisa alguma pela Pátria, pela família, pela humanidade.

Um deputado que quisesse fazer qualquer coisa dessas, ver-se-ia bambo, pois teria, certamente, os espíritos dos seus colegas contra ele. Contra as suas ideias levantar-se-iam centenas de pessoas do mais profundo bom senso.

Assim, para poder fazer alguma coisa útil, não farei coisa alguma, o não ser receber o subsídio. Eis aí em que vai consistir o máximo da minha ação parlamentar, caso o preclaro eleitorado sufrague o meu nome nas urnas.

Recebendo o salário, darei mais conforto à mulher e aos filhos, ficando mais generoso às facadas aos amigos. Desde que minha mulher e os filhos passem melhor de cama, mesa e roupas, a humanidade ganha. Ganha, porque, sendo eles parcelas da humanidade, a sua situação melhorando, essa melhoria reflete sobre o todo de que fazem parte.

De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo das ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado.

Há ainda um poderoso motivo, que, na minha consciência, pesa para dar esse cansado passo de vir solicitar de meus compatriotas atenção para o meu obscuro nome. Ando mal vestido e tenho grande vocação para elegâncias.

Confesso também que, quando passo por certas casas cheias de luzes, janelas com cortinas ricas, com carros à porta, eu desejo ser deputado para gozar esse paraíso.

Razões tão ponderosas e justas, creio, até agora, nenhum candidato apresentou, e espero da clarividência dos homens livres e orientados o sufrágio do meu humilde nome, para ocupar uma cadeira de deputado, por qualquer estado, província ou emirado, porque, nesse ponto, não faço questão alguma.

s urnas.

(BARRETO, Lima. Vida urbana. In Antologia da crônica brasileira – De Machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Salamandra, 2005. Adaptado.)

Apesar de ter sido escrito em 1915, pode-se afirmar que esse texto é atual, pois

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1625335 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo, escrito em 1915, para responder às questões de 01 a 08.

O novo manifesto

Eu também sou candidato a deputado. Nada mais justo. Primeiro: eu não pretendo fazer coisa alguma pela Pátria, pela família, pela humanidade.

Um deputado que quisesse fazer qualquer coisa dessas, ver-se-ia bambo, pois teria, certamente, os espíritos dos seus colegas contra ele. Contra as suas ideias levantar-se-iam centenas de pessoas do mais profundo bom senso.

Assim, para poder fazer alguma coisa útil, não farei coisa alguma, o não ser receber o subsídio. Eis aí em que vai consistir o máximo da minha ação parlamentar, caso o preclaro eleitorado sufrague o meu nome nas urnas.

Recebendo o salário, darei mais conforto à mulher e aos filhos, ficando mais generoso às facadas aos amigos. Desde que minha mulher e os filhos passem melhor de cama, mesa e roupas, a humanidade ganha. Ganha, porque, sendo eles parcelas da humanidade, a sua situação melhorando, essa melhoria reflete sobre o todo de que fazem parte.

De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo das ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado.

Há ainda um poderoso motivo, que, na minha consciência, pesa para dar esse cansado passo de vir solicitar de meus compatriotas atenção para o meu obscuro nome. Ando mal vestido e tenho grande vocação para elegâncias.

Confesso também que, quando passo por certas casas cheias de luzes, janelas com cortinas ricas, com carros à porta, eu desejo ser deputado para gozar esse paraíso.

Razões tão ponderosas e justas, creio, até agora, nenhum candidato apresentou, e espero da clarividência dos homens livres e orientados o sufrágio do meu humilde nome, para ocupar uma cadeira de deputado, por qualquer estado, província ou emirado, porque, nesse ponto, não faço questão alguma.

s urnas.

(BARRETO, Lima. Vida urbana. In Antologia da crônica brasileira – De Machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Salamandra, 2005. Adaptado.)

Em que consiste a diferença entre o personagem candidato e os já deputados?

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1625334 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo, escrito em 1915, para responder às questões de 01 a 08.

O novo manifesto

Eu também sou candidato a deputado. Nada mais justo. Primeiro: eu não pretendo fazer coisa alguma pela Pátria, pela família, pela humanidade.

Um deputado que quisesse fazer qualquer coisa dessas, ver-se-ia bambo, pois teria, certamente, os espíritos dos seus colegas contra ele. Contra as suas ideias levantar-se-iam centenas de pessoas do mais profundo bom senso.

Assim, para poder fazer alguma coisa útil, não farei coisa alguma, o não ser receber o subsídio. Eis aí em que vai consistir o máximo da minha ação parlamentar, caso o preclaro eleitorado sufrague o meu nome nas urnas.

Recebendo o salário, darei mais conforto à mulher e aos filhos, ficando mais generoso às facadas aos amigos. Desde que minha mulher e os filhos passem melhor de cama, mesa e roupas, a humanidade ganha. Ganha, porque, sendo eles parcelas da humanidade, a sua situação melhorando, essa melhoria reflete sobre o todo de que fazem parte.

De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo das ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado.

Há ainda um poderoso motivo, que, na minha consciência, pesa para dar esse cansado passo de vir solicitar de meus compatriotas atenção para o meu obscuro nome. Ando mal vestido e tenho grande vocação para elegâncias.

Confesso também que, quando passo por certas casas cheias de luzes, janelas com cortinas ricas, com carros à porta, eu desejo ser deputado para gozar esse paraíso.

Razões tão ponderosas e justas, creio, até agora, nenhum candidato apresentou, e espero da clarividência dos homens livres e orientados o sufrágio do meu humilde nome, para ocupar uma cadeira de deputado, por qualquer estado, província ou emirado, porque, nesse ponto, não faço questão alguma.

s urnas.

(BARRETO, Lima. Vida urbana. In Antologia da crônica brasileira – De Machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Salamandra, 2005. Adaptado.)

Sobre os argumentos usados pelo candidato, marque V para os verdadeiros e F para os falsos.

( ) Não se dispõe a trabalhar para que haja melhorias no país.

( ) Conhece, por ser estudioso, os aspectos em que o país precisa de intervenções.

( ) Mostra-se com objetivos diferenciados em relação aos demais deputados.

( ) Pretende dar melhores condições de vida a si próprio e a sua família.

Assinale a sequência correta.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1625333 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo, escrito em 1915, para responder às questões de 01 a 08.

O novo manifesto

Eu também sou candidato a deputado. Nada mais justo. Primeiro: eu não pretendo fazer coisa alguma pela Pátria, pela família, pela humanidade.

Um deputado que quisesse fazer qualquer coisa dessas, ver-se-ia bambo, pois teria, certamente, os espíritos dos seus colegas contra ele. Contra as suas ideias levantar-se-iam centenas de pessoas do mais profundo bom senso.

Assim, para poder fazer alguma coisa útil, não farei coisa alguma, o não ser receber o subsídio. Eis aí em que vai consistir o máximo da minha ação parlamentar, caso o preclaro eleitorado sufrague o meu nome nas urnas.

Recebendo o salário, darei mais conforto à mulher e aos filhos, ficando mais generoso às facadas aos amigos. Desde que minha mulher e os filhos passem melhor de cama, mesa e roupas, a humanidade ganha. Ganha, porque, sendo eles parcelas da humanidade, a sua situação melhorando, essa melhoria reflete sobre o todo de que fazem parte.

De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo das ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado.

Há ainda um poderoso motivo, que, na minha consciência, pesa para dar esse cansado passo de vir solicitar de meus compatriotas atenção para o meu obscuro nome. Ando mal vestido e tenho grande vocação para elegâncias.

Confesso também que, quando passo por certas casas cheias de luzes, janelas com cortinas ricas, com carros à porta, eu desejo ser deputado para gozar esse paraíso.

Razões tão ponderosas e justas, creio, até agora, nenhum candidato apresentou, e espero da clarividência dos homens livres e orientados o sufrágio do meu humilde nome, para ocupar uma cadeira de deputado, por qualquer estado, província ou emirado, porque, nesse ponto, não faço questão alguma.

s urnas.

(BARRETO, Lima. Vida urbana. In Antologia da crônica brasileira – De Machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Salamandra, 2005. Adaptado.)

O personagem candidato refere-se aos deputados já existentes com

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1625332 Ano: 2011
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: UFMT

Instrução: Leia atentamente o texto abaixo, escrito em 1915, para responder às questões de 01 a 08.

O novo manifesto

Eu também sou candidato a deputado. Nada mais justo. Primeiro: eu não pretendo fazer coisa alguma pela Pátria, pela família, pela humanidade.

Um deputado que quisesse fazer qualquer coisa dessas, ver-se-ia bambo, pois teria, certamente, os espíritos dos seus colegas contra ele. Contra as suas ideias levantar-se-iam centenas de pessoas do mais profundo bom senso.

Assim, para poder fazer alguma coisa útil, não farei coisa alguma, o não ser receber o subsídio. Eis aí em que vai consistir o máximo da minha ação parlamentar, caso o preclaro eleitorado sufrague o meu nome nas urnas.

Recebendo o salário, darei mais conforto à mulher e aos filhos, ficando mais generoso às facadas aos amigos. Desde que minha mulher e os filhos passem melhor de cama, mesa e roupas, a humanidade ganha. Ganha, porque, sendo eles parcelas da humanidade, a sua situação melhorando, essa melhoria reflete sobre o todo de que fazem parte.

De resto, acresce que nada sei da história social, política e intelectual do país; que nada sei da sua geografia; que nada entendo das ciências sociais e próximas, para que o nobre eleitorado veja bem que vou dar um excelente deputado.

Há ainda um poderoso motivo, que, na minha consciência, pesa para dar esse cansado passo de vir solicitar de meus compatriotas atenção para o meu obscuro nome. Ando mal vestido e tenho grande vocação para elegâncias.

Confesso também que, quando passo por certas casas cheias de luzes, janelas com cortinas ricas, com carros à porta, eu desejo ser deputado para gozar esse paraíso.

Razões tão ponderosas e justas, creio, até agora, nenhum candidato apresentou, e espero da clarividência dos homens livres e orientados o sufrágio do meu humilde nome, para ocupar uma cadeira de deputado, por qualquer estado, província ou emirado, porque, nesse ponto, não faço questão alguma.

s urnas.

(BARRETO, Lima. Vida urbana. In Antologia da crônica brasileira – De Machado de Assis a Lourenço Diaféria. São Paulo: Salamandra, 2005. Adaptado.)

Sobre o texto, pode-se afirmar que o pretenso candidato

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas