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3477750 Ano: 2014
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: UFOP
Orgão: UFOP

No desenvolvimento de um software que analisa bases de DNA, representadas pelas letras A, C, G, T, utilizaram-se as estruturas de dados: pilha e fila. Considere que, se uma sequência representa uma pilha, o topo é o elemento mais à esquerda; e, se uma sequência representa uma fila, a sua frente é o elemento mais à esquerda. Analise o seguinte cenário: “A sequência inicial ficou armazenada na primeira estrutura de dados na seguinte ordem: (A,G,T,C,A,G,T,T). Cada elemento foi retirado da primeira estrutura de dados e inserido na segunda, e a sequência ficou armazenada na seguinte ordem: (T,T,G,A,C,T,G,A). Finalmente, cada elemento foi retirado da segunda estrutura de dados e inserido na terceira e a sequência ficou armazenada na seguinte ordem: (T,T,G,A,C,T,G,A)”.

Qual a única sequência de estruturas de dados a seguir pode ter sido usada no cenário descrito acima?

 

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3477749 Ano: 2014
Disciplina: TI - Desenvolvimento de Sistemas
Banca: UFOP
Orgão: UFOP

Uma equipe está realizando testes com base nos códigos-fonte de um sistema. Os testes envolvem a verificação de diversos componentes individualmente e de interfaces entre os componentes. No contexto apresentado, essa equipe está realizando testes de:

 

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3477748 Ano: 2014
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: UFOP
Orgão: UFOP

Assinale a opção que retorna a quantidade de autores que possuem projetos de iniciação científica ligados às grandes áreas de conhecimento do CNPq cadastradas.

 

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3477747 Ano: 2014
Disciplina: Gerência de Projetos
Banca: UFOP
Orgão: UFOP

Com relação a padrões de projeto, assinale a alternativa incorreta.

 

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3477746 Ano: 2014
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: UFOP
Orgão: UFOP

Considere o trecho código do EJB a seguir:

Relacione as afirmações seguintes com o código apresentado anteriormente.

package org.prova;
import javax.ejb.Local;
import javax.ejb.PostActivate;
import javax.ejb.PrePassivate;
import javax.ejb.Stateful;
import javax.ejb.TransactionAttribute;
import javax.ejb.TransactionManagement;

@Stateful
@Local(ProvaEJBLocal.class)
@TransactionManagement(javax.ejb.TransactionManagementType.CONTAINER)
public class ProvaEJB implements ProvaEJBLocal {

@TransactionAttribute(javax.ejb.TransactionAttributeType.SUPPORTS)
public void metodoA() {
}

@PostActivate
public void metodoB() {
}

@PrePassivate
public void MetodoC() {
}

}

I. O EJB apresentado não é capaz de reter o estado de uma requisição em nome de um cliente.

II. O método “metodoB()” sempre é chamado imediatamente após o Container JEE instanciar a classe ProvaEJB.

III. Um cliente poderá acessar remotamente ProvaEJB por meio do protocolo RMI-IIOP.

IV. Pode-se dizer que o método “metodoA()” sempre rodará em uma transação.

V. Todos os métodos do EJB serão mapeados para operações WSDL.

Assinale a alternativa correta.

 

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3477745 Ano: 2014
Disciplina: TI - Banco de Dados
Banca: UFOP
Orgão: UFOP

Considere as seguintes tabelas (t):

Enunciado 3837740-1

SELECT r1.col2 as col
FROM t1 AS r1
WHERE EXISTS (SELECT 1 FROM t2 AS r2 WHERE r1.col1=r2.col1)
UNION
SELECT r1.col3 as col
FROM t2 AS r1
WHERE EXISTS (SELECT 1 FROM t1 AS r2 WHERE r1.col1=r2.col1)
ORDER BY col

Assinale a alternativa que corresponde ao resultado retornado pela consulta SQL.

 

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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.

Acordo Ortográfico

Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.

Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.

O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.

O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).

Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.

Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)

Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)

Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.

Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.

(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)

Glossário

Ex abrupto: de súbito, sem preparação.

Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.

“Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo.” (parágrafo 6).

Fazendo-se alterações nessa frase, observa-se um caso de plural que foge ao padrão formal da língua em:

 

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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.

Acordo Ortográfico

Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.

Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.

O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.

O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).

Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.

Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)

Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)

Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.

Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.

(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)

Glossário

Ex abrupto: de súbito, sem preparação.

Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.

“Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum.” Essa frase, considerando-se a argumentação tecida pelo autor, permite que se entenda:

 

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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.

Acordo Ortográfico

Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.

Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.

O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.

O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).

Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.

Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)

Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)

Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.

Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.

(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)

Glossário

Ex abrupto: de súbito, sem preparação.

Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.

Alguns marcadores de coesão/coerência foram alterados no parágrafo 9: “Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais.” Não há, porém, alteração da argumentação em:

 

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Leia, com muita atenção, o texto apresentado a seguir, para responder a questão.

Acordo Ortográfico

Qualquer pessoa que estuda a história ortográfica das línguas sabe que, por razões econômicas e culturais, não se deve mexer em ortografias estabilizadas. Mudanças “simplificadoras” ou “racionalizadoras”, embora propostas sempre com a maior das boas intenções, resultam, se implantadas, em desastre.

Apesar dessa lição histórica, os filólogos da geração de Antônio Houaiss, portugueses e brasileiros, entenderam que era necessário superar a duplicidade de ortografias oficiais do português. Depois de décadas de debates, chegaram ao Acordo Ortográfico (AO) de 1990, pelo qual se fizeram pequenos ajustes em cada uma das ortografias vigentes para submetê-las a um único conjunto de princípios. Na proposta desses filólogos, não houve propriamente uma reforma ortográfica, na medida em que o núcleo duro das bases da ortografia estabelecidas em 1911 não se alterou.

O AO foi ratificado por todos os países de língua oficial portuguesa, a começar por Portugal, que já o fez em 1991. Houve, depois, alguns protocolos aditivos, todos já também ratificados por todos os países. Falta ainda Angola completar o processo. E a demora não decorre de aquele país recusar o acordo (afinal, é um dos seus signatários), mas de seu entendimento de que, antes da ratificação, precisa definir formas para melhor adaptar graficamente as inúmeras palavras das línguas bantu que enriqueceram o português daquele país.

O AO está inteiramente implantado no Brasil desde 2009; está em avançado processo de implantação em Portugal e em progresso nos demais países. Assim, dizer, como se lê vez por outra, que o AO fracassou é desconhecer a realidade ou, pior, querer ignorá-la. A questão que se levantou no Brasil no fim de 2013 é se devemos alterar os termos do AO. Como o questionamento vinha da Comissão de Educação do Senado, o governo federal decidiu, ex abrupto e sem maiores consultas, prorrogar a vigência definitiva do Acordo para a partir de 2016 (antes prevista para 01/01/2014).

Alegou-se, na ocasião, que, com isso, fazíamos um gesto de cortesia a Portugal, emparelhando nosso calendário ao de lá. E, paralelamente, ganhávamos tempo para propor alterações em aspectos do acordo que, supostamente, precisam ser ajustados ou “mais bem acordados”.

Não há, porém, nenhum bom argumento que justifique mexer no acordo. Os poucos pontos que geram alguma dúvida são marginais e, no fundo, estão sendo equacionados tecnicamente na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum (VOC). (...)

Há, contudo, mais: o projeto do VOC está promovendo a elaboração de Vocabulários Ortográficos Nacionais onde não havia nenhum. O de Moçambique está quase pronto; o de Timor-Leste está em avançado processo de execução. E os demais, em andamento. (...)

Com o VOC, teremos à disposição não apenas sua referência comum e segura da ortografia, mas também um rol de acervos lexicais que vão permitir enriquecer substancialmente os dicionários da língua. Por tudo isso, o projeto do VOC tem recebido apoio institucional de importantes centros de pesquisa em processamento automático de línguas naturais, bem como recursos financeiros de diversas fontes, como o pagamento de bolsas do projeto pelo Instituto Camões e o montante de 30 mil euros recentemente dado ao projeto pelo governo de Angola.

Não precisamos, portanto, mexer no AO. Contudo é importante não esquecer que qualquer retrocesso na implantação do AO no Brasil implicará enormes prejuízos para as editoras nacionais (há alguém interessado em quebrar nosso parque editorial?), além de incalculável e injustificável desperdício do dinheiro público, considerando que todos os milhões de livros do Programa Nacional do Livro Didático têm sido impressos, desde 2010, com a ortografia prevista no AO.

(FARACO, Carlos Alberto. Opinião. Estado de Minas, Belo Horizonte, 5 ago. de 2014. p.9. Adaptado.)

Glossário

Ex abrupto: de súbito, sem preparação.

Filologia: estudo científico do desenvolvimento de uma língua ou de famílias de línguas, em especial a pesquisa de sua história morfológica e fonológica baseada em documentos escritos e na crítica dos textos redigidos nessas línguas.

O parágrafo 1 fala de ortografia estabilizada. Muitos adjetivos podem ser atribuídos ao vocábulo ortografia, mas é redundante este:

 

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