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INSTRUÇÃO: Analise a tirinha para responder à questão.

BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/tagged/pressão.
Acesso em: 10 jan. 2024.
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BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/tagged/pressão.
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INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Sanduíche-íche-íche
É certo que a língua é viva, mas há certos modismos que
me irritam demais
Eu sei que a língua é viva, que a rua é quem pauta as
gramáticas e não o contrário. Tô lendo o maravilhoso “Latim
em Pó, um Passeio pela Formação do Nosso Português”,
do Caetano W. Galindo e não perco uma coluna do
Sérgio Rodrigues.
Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o
erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia
de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente
usada para esconder uma cachola vazia, pra constranger o
leitor ou pra ostentar erudição [...].
Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez
não seja tão generoso. Há certos modismos que me
irritam demais. Eu respiro fundo. Repito mentalmente
três vezes [...] “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o
inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, mas cáspita!
LANCHE é qualquer coisa que se come entre as refeições,
não SANDUÍCHE!
[...] Você vai no McDonald’s e a mulher fala “quer batata
frita pra acompanhar o lanche?”. “Não é lanche, são nove e
meia da noite, é jantar.” “Oi?” “Nada. Manda as batatinhas
com o SANDUÍCHE.”
Fico imaginando como se deu essa transição semântica.
A mãe preparava a lancheira do filho, punha ali um misto,
dizia “tó aqui seu lanche, Arthurzinho” e o Arthurzinho
concluía que sanduíche era lanche. Se a mãe do Arthurzinho,
em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica,
estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de
lanche? Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário
uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota,
mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?
PRATA, Antonio. Sanduíche-íche-íche. Folha de S.Paulo.
Colunas, 17 jun. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.
br/colunas/antonioprata/2023/06/sanduiche-iche-iche.shtml.
Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]
“Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente usada para esconder uma cachola vazia [...].”
A comparação estabelecida pelo autor nesse trecho visa
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INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.
Sanduíche-íche-íche
É certo que a língua é viva, mas há certos modismos que
me irritam demais
Eu sei que a língua é viva, que a rua é quem pauta as
gramáticas e não o contrário. Tô lendo o maravilhoso “Latim
em Pó, um Passeio pela Formação do Nosso Português”,
do Caetano W. Galindo e não perco uma coluna do
Sérgio Rodrigues.
Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o
erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia
de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente
usada para esconder uma cachola vazia, pra constranger o
leitor ou pra ostentar erudição [...].
Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez
não seja tão generoso. Há certos modismos que me
irritam demais. Eu respiro fundo. Repito mentalmente
três vezes [...] “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o
inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, mas cáspita!
LANCHE é qualquer coisa que se come entre as refeições,
não SANDUÍCHE!
[...] Você vai no McDonald’s e a mulher fala “quer batata
frita pra acompanhar o lanche?”. “Não é lanche, são nove e
meia da noite, é jantar.” “Oi?” “Nada. Manda as batatinhas
com o SANDUÍCHE.”
Fico imaginando como se deu essa transição semântica.
A mãe preparava a lancheira do filho, punha ali um misto,
dizia “tó aqui seu lanche, Arthurzinho” e o Arthurzinho
concluía que sanduíche era lanche. Se a mãe do Arthurzinho,
em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica,
estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de
lanche? Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário
uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota,
mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?
PRATA, Antonio. Sanduíche-íche-íche. Folha de S.Paulo.
Colunas, 17 jun. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.
br/colunas/antonioprata/2023/06/sanduiche-iche-iche.shtml.
Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]
I. No primeiro parágrafo, as aspas são usadas para indicar o nome do livro que o autor está lendo.
II. No quarto parágrafo, as aspas são usadas para simular um diálogo, revelando o discurso direto.
III. No quinto parágrafo, as aspas são usadas para destacar um desvio gramatical na fala da mãe.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
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Sanduíche-íche-íche
É certo que a língua é viva, mas há certos modismos que
me irritam demais
Eu sei que a língua é viva, que a rua é quem pauta as
gramáticas e não o contrário. Tô lendo o maravilhoso “Latim
em Pó, um Passeio pela Formação do Nosso Português”,
do Caetano W. Galindo e não perco uma coluna do
Sérgio Rodrigues.
Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o
erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia
de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente
usada para esconder uma cachola vazia, pra constranger o
leitor ou pra ostentar erudição [...].
Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez
não seja tão generoso. Há certos modismos que me
irritam demais. Eu respiro fundo. Repito mentalmente
três vezes [...] “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o
inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, mas cáspita!
LANCHE é qualquer coisa que se come entre as refeições,
não SANDUÍCHE!
[...] Você vai no McDonald’s e a mulher fala “quer batata
frita pra acompanhar o lanche?”. “Não é lanche, são nove e
meia da noite, é jantar.” “Oi?” “Nada. Manda as batatinhas
com o SANDUÍCHE.”
Fico imaginando como se deu essa transição semântica.
A mãe preparava a lancheira do filho, punha ali um misto,
dizia “tó aqui seu lanche, Arthurzinho” e o Arthurzinho
concluía que sanduíche era lanche. Se a mãe do Arthurzinho,
em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica,
estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de
lanche? Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário
uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota,
mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?
PRATA, Antonio. Sanduíche-íche-íche. Folha de S.Paulo.
Colunas, 17 jun. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.
br/colunas/antonioprata/2023/06/sanduiche-iche-iche.shtml.
Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]
“Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez não seja tão generoso.”
Assinale a alternativa cuja reescrita altera o sentido do trecho original, conferindo-lhe nova significância.
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Sanduíche-íche-íche
É certo que a língua é viva, mas há certos modismos que
me irritam demais
Eu sei que a língua é viva, que a rua é quem pauta as
gramáticas e não o contrário. Tô lendo o maravilhoso “Latim
em Pó, um Passeio pela Formação do Nosso Português”,
do Caetano W. Galindo e não perco uma coluna do
Sérgio Rodrigues.
Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o
erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia
de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente
usada para esconder uma cachola vazia, pra constranger o
leitor ou pra ostentar erudição [...].
Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez
não seja tão generoso. Há certos modismos que me
irritam demais. Eu respiro fundo. Repito mentalmente
três vezes [...] “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o
inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, mas cáspita!
LANCHE é qualquer coisa que se come entre as refeições,
não SANDUÍCHE!
[...] Você vai no McDonald’s e a mulher fala “quer batata
frita pra acompanhar o lanche?”. “Não é lanche, são nove e
meia da noite, é jantar.” “Oi?” “Nada. Manda as batatinhas
com o SANDUÍCHE.”
Fico imaginando como se deu essa transição semântica.
A mãe preparava a lancheira do filho, punha ali um misto,
dizia “tó aqui seu lanche, Arthurzinho” e o Arthurzinho
concluía que sanduíche era lanche. Se a mãe do Arthurzinho,
em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica,
estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de
lanche? Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário
uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota,
mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?
PRATA, Antonio. Sanduíche-íche-íche. Folha de S.Paulo.
Colunas, 17 jun. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.
br/colunas/antonioprata/2023/06/sanduiche-iche-iche.shtml.
Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]
“Há certos modismos que me irritam demais.”
Assinale a alternativa cuja reescrita esteja de acordo com a norma-padrão da língua.
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Sanduíche-íche-íche
É certo que a língua é viva, mas há certos modismos que
me irritam demais
Eu sei que a língua é viva, que a rua é quem pauta as
gramáticas e não o contrário. Tô lendo o maravilhoso “Latim
em Pó, um Passeio pela Formação do Nosso Português”,
do Caetano W. Galindo e não perco uma coluna do
Sérgio Rodrigues.
Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o
erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia
de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente
usada para esconder uma cachola vazia, pra constranger o
leitor ou pra ostentar erudição [...].
Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez
não seja tão generoso. Há certos modismos que me
irritam demais. Eu respiro fundo. Repito mentalmente
três vezes [...] “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o
inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, mas cáspita!
LANCHE é qualquer coisa que se come entre as refeições,
não SANDUÍCHE!
[...] Você vai no McDonald’s e a mulher fala “quer batata
frita pra acompanhar o lanche?”. “Não é lanche, são nove e
meia da noite, é jantar.” “Oi?” “Nada. Manda as batatinhas
com o SANDUÍCHE.”
Fico imaginando como se deu essa transição semântica.
A mãe preparava a lancheira do filho, punha ali um misto,
dizia “tó aqui seu lanche, Arthurzinho” e o Arthurzinho
concluía que sanduíche era lanche. Se a mãe do Arthurzinho,
em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica,
estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de
lanche? Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário
uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota,
mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?
PRATA, Antonio. Sanduíche-íche-íche. Folha de S.Paulo.
Colunas, 17 jun. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.
br/colunas/antonioprata/2023/06/sanduiche-iche-iche.shtml.
Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]
“Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota, mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?”
A multiplicidade de nomes da fruta, citada pelo autor, está relacionada a um fator de variação linguística do tipo
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Sanduíche-íche-íche
É certo que a língua é viva, mas há certos modismos que
me irritam demais
Eu sei que a língua é viva, que a rua é quem pauta as
gramáticas e não o contrário. Tô lendo o maravilhoso “Latim
em Pó, um Passeio pela Formação do Nosso Português”,
do Caetano W. Galindo e não perco uma coluna do
Sérgio Rodrigues.
Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o
erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia
de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente
usada para esconder uma cachola vazia, pra constranger o
leitor ou pra ostentar erudição [...].
Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez
não seja tão generoso. Há certos modismos que me
irritam demais. Eu respiro fundo. Repito mentalmente
três vezes [...] “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o
inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, mas cáspita!
LANCHE é qualquer coisa que se come entre as refeições,
não SANDUÍCHE!
[...] Você vai no McDonald’s e a mulher fala “quer batata
frita pra acompanhar o lanche?”. “Não é lanche, são nove e
meia da noite, é jantar.” “Oi?” “Nada. Manda as batatinhas
com o SANDUÍCHE.”
Fico imaginando como se deu essa transição semântica.
A mãe preparava a lancheira do filho, punha ali um misto,
dizia “tó aqui seu lanche, Arthurzinho” e o Arthurzinho
concluía que sanduíche era lanche. Se a mãe do Arthurzinho,
em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica,
estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de
lanche? Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário
uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota,
mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?
PRATA, Antonio. Sanduíche-íche-íche. Folha de S.Paulo.
Colunas, 17 jun. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.
br/colunas/antonioprata/2023/06/sanduiche-iche-iche.shtml.
Acesso em: 10 jan. 2024. [Fragmento]
“Se a mãe do Arthurzinho, em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica, estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de lanche?”
Assinale a alternativa cuja reescrita mantenha o sentido do trecho original e esteja de acordo com a norma-padrão da língua.
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Sanduíche-íche-íche
É certo que a língua é viva, mas há certos modismos que
me irritam demais
Eu sei que a língua é viva, que a rua é quem pauta as
gramáticas e não o contrário. Tô lendo o maravilhoso “Latim
em Pó, um Passeio pela Formação do Nosso Português”,
do Caetano W. Galindo e não perco uma coluna do
Sérgio Rodrigues.
Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o
erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia
de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente
usada para esconder uma cachola vazia, pra constranger o
leitor ou pra ostentar erudição [...].
Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez
não seja tão generoso. Há certos modismos que me
irritam demais. Eu respiro fundo. Repito mentalmente
três vezes [...] “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o
inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, mas cáspita!
LANCHE é qualquer coisa que se come entre as refeições,
não SANDUÍCHE!
[...] Você vai no McDonald’s e a mulher fala “quer batata
frita pra acompanhar o lanche?”. “Não é lanche, são nove e
meia da noite, é jantar.” “Oi?” “Nada. Manda as batatinhas
com o SANDUÍCHE.”
Fico imaginando como se deu essa transição semântica.
A mãe preparava a lancheira do filho, punha ali um misto,
dizia “tó aqui seu lanche, Arthurzinho” e o Arthurzinho
concluía que sanduíche era lanche. Se a mãe do Arthurzinho,
em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica,
estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de
lanche? Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário
uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota,
mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?
PRATA, Antonio. Sanduíche-íche-íche. Folha de S.Paulo.
Colunas, 17 jun. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.
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Sanduíche-íche-íche
É certo que a língua é viva, mas há certos modismos que
me irritam demais
Eu sei que a língua é viva, que a rua é quem pauta as
gramáticas e não o contrário. Tô lendo o maravilhoso “Latim
em Pó, um Passeio pela Formação do Nosso Português”,
do Caetano W. Galindo e não perco uma coluna do
Sérgio Rodrigues.
Os dois são democratas radicais da linguagem. Sabem que o
erro de hoje é a norma culta de amanhã. Que a escrita cheia
de rococós é como uma coroa cheia de brilhos, geralmente
usada para esconder uma cachola vazia, pra constranger o
leitor ou pra ostentar erudição [...].
Eu tento me portar como o Galindo e o Sérgio, mas talvez
não seja tão generoso. Há certos modismos que me
irritam demais. Eu respiro fundo. Repito mentalmente
três vezes [...] “o povo é o inventalínguas”, “o povo é o
inventalínguas”, “o povo é o inventalínguas”, mas cáspita!
LANCHE é qualquer coisa que se come entre as refeições,
não SANDUÍCHE!
[...] Você vai no McDonald’s e a mulher fala “quer batata
frita pra acompanhar o lanche?”. “Não é lanche, são nove e
meia da noite, é jantar.” “Oi?” “Nada. Manda as batatinhas
com o SANDUÍCHE.”
Fico imaginando como se deu essa transição semântica.
A mãe preparava a lancheira do filho, punha ali um misto,
dizia “tó aqui seu lanche, Arthurzinho” e o Arthurzinho
concluía que sanduíche era lanche. Se a mãe do Arthurzinho,
em vez de um misto, pusesse na lancheira uma mexerica,
estaríamos todos, hoje em dia, chamando mexerica de
lanche? Seria um caos, porque tá pra brotar no dicionário
uma fruta com mais nomes: mexerica, tangerina, bergamota,
mimosa, pokan, murcote, tanja... Lanche?
PRATA, Antonio. Sanduíche-íche-íche. Folha de S.Paulo.
Colunas, 17 jun. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.
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