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1288895 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

Cautela com a laborlatria

O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.

Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.

Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.

Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.

Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?

Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.

Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.

Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.

Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.

O Texto 1, em um de seus parágrafos, faz a seguinte observação: “Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante”. Nesse parágrafo, fica clara uma crítica:

 

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1288894 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

Cautela com a laborlatria

O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.

Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.

Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.

Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.

Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?

Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.

Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.

Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.

Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.

Nos enunciados a seguir, encontram-se verbos que sofreram flexão de tempo, de pessoa ou de número. Estão em conformidade com o paradigma gramatical as flexões adotadas em:

 

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1288893 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

Cautela com a laborlatria

O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.

Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.

Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.

Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.

Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?

Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.

Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.

Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.

Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.

Analise as perguntas que são feitas no fragmento a seguir: “Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?” Tais perguntas são estratégias do autor para:

1) aguçar o interesse do leitor.

2) fazer objeção a seus pontos de vista.

3) robustecer seus argumentos.

4) dar ao texto um caráter literário.

5) fugir da linguagem coloquial.

Estão corretas:

 

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1288892 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

Cautela com a laborlatria

O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.

Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.

Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.

Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.

Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?

Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso(4). Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.

Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo;(2) impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade(3), engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.

Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação(1), o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.

Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.

Considerando a manifestação dos sentidos de um texto, podemos perceber que sua interpretabilidade depende de movimentos de avanço e/ou de retomada. Em casos como:

1) “o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação” – o movimento foi duplo, de recuo e avanço.

2) “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo” – o movimento foi para trás, de retomada.

3) “O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade” – o movimento foi de avanço.

4) “Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso” – o movimento foi para trás, de retomada.

Estão corretas as proposições:

 

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1288891 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

Cautela com a laborlatria

O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.

Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.

Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.

Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.

Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?

Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.

Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.

Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.

Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.

O que o autor defende, na globalidade do Texto 1, é:

 

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1288890 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

Cautela com a laborlatria

O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.

Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.

Essa visão colide frontalmente(1) com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.

Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.

Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado(5)? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?

Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso(3). Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males(4): o tédio, o vício e a necessidade”.

Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.

Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise(2) da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.

Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.

Considerando o sentido de algumas palavras usadas no Texto 1, podemos reconhecer que:

1) em: “Essa visão colide frontalmente”, o fragmento em destaque tem o sentido de “ir radicalmente ao encontro de”.

2) em: “uma desnorteante e (...) paradoxal análise”, os termos em destaque significam ‘perturbadora’ e ‘contraditória’, respectivamente.

3) em: “não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso”, o segmento destacado equivale a “restrita ao universo da religião”.

4) segundo o Texto1, “o trabalho afasta de nós três grandes males”, ou seja, três grandes infortúnios.

5) em: “o ócio é a mãe do pecado”, o sentido desse fragmento é literal.

Estão corretas:

 

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1288889 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE

TEXTO 1

Cautela com a laborlatria

O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.

Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.

Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.

Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.

Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?

Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.

Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.

Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.

Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.

No título do Texto 1 consta a palavra Laborlatria. Considerando a composição da palavra (labor+latria) e as ideias desenvolvidas no texto, podemos chegar à conclusão de que seu autor:

1) acoberta a opinião de que há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante.

2) censura a ideia, embora atualmente paradoxal, da alienação e da exploração humana promovida pelo sistema capitalista.

3) critica a obsessão pelo trabalho, a qual, comumente, aproxima-se da histeria produtivista e do trabalho contínuo e maníaco.

4) concorda com o ‘mundo religioso’ na defesa de que “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.

5) reprova todos os movimentos sociais que, persistentemente, reivindicam o direito ao trabalho e o fim de toda forma de desocupação.

Estão corretas:

 

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1491107 Ano: 2019
Disciplina: Física
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
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Acerca do funcionamento de aparelhos de raios-X, analise as seguintes alternativas:

1) Para os feixes de raios-x utilizados em radiodiagnóstico, o processo predominante de absorção na matéria é o efeito fotoelétrico.

2) O feixe de raios-X é produzido pelo freamento de elétrons acelerados no ânodo.

3) Aumentando a quilovoltagem (kV) em um tubo de raios-X, a energia máxima da radiação emitida diminui.

4) Aumentando a quilovoltagem (kV) em um tubo de raios-X, o poder de penetração da radiação aumenta.

Está(ão) correta(s):

Questão Anulada

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1491106 Ano: 2019
Disciplina: Física
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
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Acerca de processos de interação da radiação com a matéria, analise as afirmações a seguir.

1) O efeito fotoelétrico resulta na absorção total da energia da radiação X ou gama incidente.

2) O efeito Compton resulta no espalhamento de parte da radiação X ou gama incidente.

3) O efeito de produção de pares é o predominante na interação da radiação gama com a matéria para energias até o máximo de 1,02 MeV.

4) A produção de radiação por bremsstrahlung aumenta com o aumento do número atômico do material alvo.

Está(ão) correta(s):

Questão Anulada

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1491105 Ano: 2019
Disciplina: Física
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
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Duas bobinas circulares são posicionadas concentricamente, conforme a figura abaixo. A bobina maior tem raio R1 = 20 cm e 1000 espiras, ao passo que a bobina menor tem raio R2 = 1 cm e 400 espiras. Suponha que o campo magnético na bobina menor seja uniforme, e que ele possa ser aproximado pelo campo no centro da bobina maior. A corrente na bobina maior varia senoidalmente, com frequência angular !$ \omega = 2,0x 10^5 !$ rad/s e amplitude i0 = 0,1 A.

Enunciado 1491105-1

A força eletromotriz induzida máxima na bobina menor, devido à bobina maior, é:

Questão Anulada

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