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TEXTO 4
Seiscentos e sessenta e seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo... Quando se vê, já é 6ª feira... Quando se vê, passaram 60 anos! Agora, é tarde demais para ser reprovado... E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio seguia sempre em frente... e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mário Quintana
Entre as séries de palavras abaixo, aparece uma em que todas as palavras respeitam a ortografia oficial. Identifique-a.
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TEXTO 4
Seiscentos e sessenta e seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo... Quando se vê, já é 6ª feira... Quando se vê, passaram 60 anos! Agora, é tarde demais para ser reprovado... E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio seguia sempre em frente... e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mário Quintana
Pode-se perceber, em relação aos sentimentos do poeta, uma espécie de:
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TEXTO 4
Seiscentos e sessenta e seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer
em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem – um dia – uma outra
oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre em frente...
e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil
das horas.
Mário Quintana
Mário Quintana apoiou a criação de seu poema:
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TEXTO 3
Hierarquia
Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher, e esta lhe dissera poucas e boas(a).
Ainda com as palavras da mulher o aborrecendo, o leão subitamente se defrontou com um pequeno rato, o ratinho mais menos que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda(d) e, enquanto o rato forçava inutilmente para fugir, o leão gritou:
– “Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe(c): não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho rato!” E soltou-o.
O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava à solta, gritou pro leão:
– Será que Vossa Excelência poderia escrever isso para mim(b)? Vou me encontrar agora mesmo com uma lesma(e) que eu conheço e quero repetir isso para ela com as mesmas palavras.
Moral: Afinal, ninguém é tão inferior assim.
Submoral: Nem tão superior, por falar nisso.
Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas, 12ª. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991, p. 112.
Considerando fragmentos do Texto 3, em termos de sua adequação contextual, podemos admitir que:
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TEXTO 3
Hierarquia
Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher, e esta lhe dissera poucas e boas.
Ainda com as palavras da mulher o aborrecendo, o leão subitamente se defrontou com um pequeno rato, o ratinho mais menos que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente para fugir, o leão gritou:
– “Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho rato!” E soltou-o.
O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava à solta, gritou pro leão:
– Será que Vossa Excelência poderia escrever isso para mim? Vou me encontrar agora mesmo com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso para ela com as mesmas palavras.
Moral: Afinal, ninguém é tão inferior assim.
Submoral: Nem tão superior, por falar nisso.
Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas, 12ª. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991, p. 112.
A ordem das palavras na superfície do texto é uma das pistas dos sentidos pretendidos. No fragmento: “Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente para fugir, o leão gritou”, uma outra posição do advérbio destacado manteve o sentido do fragmento em:
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TEXTO 3
Hierarquia
Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher, e esta lhe dissera poucas e boas.
Ainda com as palavras da mulher o aborrecendo, o leão subitamente se defrontou com um pequeno rato, o ratinho mais menos que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente para fugir, o leão gritou:
– “Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho rato!” E soltou-o.
O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava à solta, gritou pro leão:
– Será que Vossa Excelência poderia escrever isso para mim? Vou me encontrar agora mesmo com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso para ela com as mesmas palavras.
Moral: Afinal, ninguém é tão inferior assim.
Submoral: Nem tão superior, por falar nisso.
Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas, 12ª. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991, p. 112.
O título ‘Hierarquia’ faz jus às ideias centrais do Texto 3, pois:
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TEXTO 2
As coisas que a gente fala
As coisas que a gente fala saem da boca da gente e vão voando, voando, correndo sempre pra frente. Entrando pelos ouvidos de quem estiver presente. Quando a pessoa presente é pessoa distraída, não presta muita atenção. Então as palavras entram e saem pelo outro lado, sem fazer complicação.
Mas, às vezes, as palavras vão entrando nas cabeças, vão dando voltas e mais voltas, fazendo reviravoltas e vão dando piruetas. Quando saem pela boca, saem todas enfeitadas. Engraçadas, diferentes, com palavras penduradas.
Mas, depende das pessoas que repetem as palavras. Algumas enfeitam um pouco. Algumas enfeitam muito. Algumas enfeitam tanto, que as palavras – que engraçado! – nem parecem as palavras que entraram pelo outro lado!
Por isso, quando falamos, temos de tomar cuidado. Que as coisas que a gente fala vão voando, vão voando, e ficam por todo lado. E até mesmo modificam o que era nosso recado.
E depois que elas se espalham, por mais que a gente procure, por mais que a gente recolha, sempre fica uma palavra, voando como folha, caindo pelos quintais, pousando pelos telhados, entrando pelas janelas, pendurada nos beirais.
Sejam palavras bonitas ou sejam palavras feias; sejam mentira ou verdade, ou sejam verdades meias; são sempre muito importantes as coisas que a gente fala. Aliás, também têm força as coisas que a gente cala. Às vezes, importam mais que as coisas que a gente fez.
ROCHA, Ruth. As coisas que a gente fala. Rio de Janeiro: Rocco, 1981.
Analise o seguinte trecho: “E depois que elas se espalham, por mais que a gente procure, por mais que a gente recolha, sempre fica uma palavra, voando como folha...”. O fragmento em destaque expressa um sentido de:
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TEXTO 2
As coisas que a gente fala
As coisas que a gente fala saem da boca da gente e vão voando, voando, correndo sempre pra frente. Entrando pelos ouvidos de quem estiver presente. Quando a pessoa presente é pessoa distraída, não presta muita atenção. Então as palavras entram e saem pelo outro lado, sem fazer complicação.
Mas, às vezes, as palavras vão entrando nas cabeças, vão dando voltas e mais voltas, fazendo reviravoltas e vão dando piruetas. Quando saem pela boca, saem todas enfeitadas. Engraçadas, diferentes, com palavras penduradas.
Mas, depende das pessoas que repetem as palavras. Algumas enfeitam um pouco. Algumas enfeitam muito. Algumas enfeitam tanto, que as palavras – que engraçado! – nem parecem as palavras que entraram pelo outro lado!
Por isso, quando falamos, temos de tomar cuidado. Que as coisas que a gente fala vão voando, vão voando, e ficam por todo lado. E até mesmo modificam o que era nosso recado.
E depois que elas se espalham, por mais que a gente procure, por mais que a gente recolha, sempre fica uma palavra, voando como folha, caindo pelos quintais, pousando pelos telhados, entrando pelas janelas, pendurada nos beirais.
Sejam palavras bonitas ou sejam palavras feias; sejam mentira ou verdade, ou sejam verdades meias; são sempre muito importantes as coisas que a gente fala. Aliás, também têm força as coisas que a gente cala. Às vezes, importam mais que as coisas que a gente fez.
ROCHA, Ruth. As coisas que a gente fala. Rio de Janeiro: Rocco, 1981.
Observe a regência verbal no seguinte fragmento: “As coisas que a gente fala...” Também estaria correta a regência verbal na formulação dos seguintes fragmentos.
1) As coisas que a gente tem acesso...
2) As coisas a que a gente se submete...
3) As coisas de que a gente almeja...
4) As coisas por que a gente trabalha...
5) As coisas que a gente atribui sentido...
Estão corretos:
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TEXTO 2
As coisas que a gente fala
As coisas que a gente fala saem da boca da gente e vão voando, voando, correndo sempre pra frente. Entrando pelos ouvidos de quem estiver presente. Quando a pessoa presente é pessoa distraída, não presta muita atenção. Então as palavras entram e saem pelo outro lado, sem fazer complicação.
Mas, às vezes, as palavras vão entrando nas cabeças, vão dando voltas e mais voltas, fazendo reviravoltas e vão dando piruetas. Quando saem pela boca, saem todas enfeitadas. Engraçadas, diferentes, com palavras penduradas.
Mas, depende das pessoas que repetem as palavras. Algumas enfeitam um pouco. Algumas enfeitam muito. Algumas enfeitam tanto, que as palavras – que engraçado! – nem parecem as palavras que entraram pelo outro lado!
Por isso, quando falamos, temos de tomar cuidado. Que as coisas que a gente fala vão voando, vão voando, e ficam por todo lado. E até mesmo modificam o que era nosso recado.
E depois que elas se espalham, por mais que a gente procure, por mais que a gente recolha, sempre fica uma palavra, voando como folha, caindo pelos quintais, pousando pelos telhados, entrando pelas janelas, pendurada nos beirais.
Sejam palavras bonitas ou sejam palavras feias; sejam mentira ou verdade, ou sejam verdades meias; são sempre muito importantes as coisas que a gente fala. Aliás, também têm força as coisas que a gente cala. Às vezes, importam mais que as coisas que a gente fez.
ROCHA, Ruth. As coisas que a gente fala. Rio de Janeiro: Rocco, 1981.
No último parágrafo do Texto 2, visto em sua dimensão sintático- semântica, predomina:
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TEXTO 2
As coisas que a gente fala
As coisas que a gente fala saem da boca da gente e vão voando, voando, correndo sempre pra frente. Entrando pelos ouvidos de quem estiver presente. Quando a pessoa presente é pessoa distraída, não presta muita atenção. Então as palavras entram e saem pelo outro lado, sem fazer complicação.
Mas, às vezes, as palavras vão entrando nas cabeças, vão dando voltas e mais voltas, fazendo reviravoltas e vão dando piruetas. Quando saem pela boca, saem todas enfeitadas. Engraçadas, diferentes, com palavras penduradas.
Mas, depende das pessoas que repetem as palavras. Algumas enfeitam um pouco. Algumas enfeitam muito. Algumas enfeitam tanto, que as palavras – que engraçado! – nem parecem as palavras que entraram pelo outro lado!
Por isso, quando falamos, temos de tomar cuidado. Que as coisas que a gente fala vão voando, vão voando, e ficam por todo lado. E até mesmo modificam o que era nosso recado.
E depois que elas se espalham, por mais que a gente procure, por mais que a gente recolha, sempre fica uma palavra, voando como folha, caindo pelos quintais, pousando pelos telhados, entrando pelas janelas, pendurada nos beirais.
Sejam palavras bonitas ou sejam palavras feias; sejam mentira ou verdade, ou sejam verdades meias; são sempre muito importantes as coisas que a gente fala. Aliás, também têm força as coisas que a gente cala. Às vezes, importam mais que as coisas que a gente fez.
ROCHA, Ruth. As coisas que a gente fala. Rio de Janeiro: Rocco, 1981.
O Texto 2, visto globalmente, se desenvolve em torno de uma ideia central, qual seja a ideia de que:
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