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TEXTO 1
Cautela com a laborlatria
O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.
Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.
Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.
Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.
Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?
Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.
Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.
Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.
O acento indicativo de crase é uma questão de sintaxe, propriamente da regência verbal e nominal. Assinale a alternativa em que os sinais da crase estão corretamente indicados.
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TEXTO 1
Cautela com a laborlatria
O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.
Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.
Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.
Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.
Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?
Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.
Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.
Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.
O uso da norma-padrão da gramática portuguesa costuma ser socialmente valorizado como algo distintivo e de prestígio. Assinale a alternativa em que a concordância verbo-nominal está inteiramente de acordo com essa norma.
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TEXTO 1
Cautela com a laborlatria
O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.
Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.
Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.
Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.
Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?
Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.
Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.
Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.
O Texto 1, em um de seus parágrafos, faz a seguinte observação: “Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante”. Nesse parágrafo, fica clara uma crítica:
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TEXTO 1
Cautela com a laborlatria
O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.
Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.
Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.
Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.
Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?
Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.
Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.
Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.
Nos enunciados a seguir, encontram-se verbos que sofreram flexão de tempo, de pessoa ou de número. Estão em conformidade com o paradigma gramatical as flexões adotadas em:
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TEXTO 1
Cautela com a laborlatria
O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.
Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.
Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.
Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.
Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?
Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.
Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.
Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.
Analise as perguntas que são feitas no fragmento a seguir: “Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?” Tais perguntas são estratégias do autor para:
1) aguçar o interesse do leitor.
2) fazer objeção a seus pontos de vista.
3) robustecer seus argumentos.
4) dar ao texto um caráter literário.
5) fugir da linguagem coloquial.
Estão corretas:
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TEXTO 1
Cautela com a laborlatria
O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.
Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.
Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.
Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.
Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?
Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso(4). Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.
Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo;(2) impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade(3), engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.
Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação(1), o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.
Considerando a manifestação dos sentidos de um texto, podemos perceber que sua interpretabilidade depende de movimentos de avanço e/ou de retomada. Em casos como:
1) “o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação” – o movimento foi duplo, de recuo e avanço.
2) “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo” – o movimento foi para trás, de retomada.
3) “O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade” – o movimento foi de avanço.
4) “Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso” – o movimento foi para trás, de retomada.
Estão corretas as proposições:
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TEXTO 1
Cautela com a laborlatria
O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.
Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.
Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.
Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.
Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?
Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.
Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.
Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.
O que o autor defende, na globalidade do Texto 1, é:
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TEXTO 1
Cautela com a laborlatria
O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.
Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.
Essa visão colide frontalmente(1) com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.
Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.
Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado(5)? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?
Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso(3). Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males(4): o tédio, o vício e a necessidade”.
Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.
Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise(2) da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.
Considerando o sentido de algumas palavras usadas no Texto 1, podemos reconhecer que:
1) em: “Essa visão colide frontalmente”, o fragmento em destaque tem o sentido de “ir radicalmente ao encontro de”.
2) em: “uma desnorteante e (...) paradoxal análise”, os termos em destaque significam ‘perturbadora’ e ‘contraditória’, respectivamente.
3) em: “não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso”, o segmento destacado equivale a “restrita ao universo da religião”.
4) segundo o Texto1, “o trabalho afasta de nós três grandes males”, ou seja, três grandes infortúnios.
5) em: “o ócio é a mãe do pecado”, o sentido desse fragmento é literal.
Estão corretas:
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TEXTO 1
Cautela com a laborlatria
O cartunista Bob Thaves desenhou em uma de suas instigantes tirinhas, que tem como personagens Frank & Ernest, os desleixados e eventualmente oportunistas representantes do “homem comum” do mundo contemporâneo urbano.
Nesse quadrinho, Ernest, preocupado, pergunta a Frank: “Nós somos vagabundos?”. Frank, resoluto, responde: “Não, nós não somos vagabundos. Vagabundo é quem não tem o que fazer; nós temos, só não o fazemos...”.
Essa visão colide frontalmente com um dos esteios de uma sociedade que, na história, acabou por fortalecer uma obsessão laboral que, às vezes, beira a histeria produtivista e o trabalho insano e incessante.
Desde as primevas fontes culturais da sociedade ocidental, a exemplo de vários dos escritos judaico-cristãos, há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante; em um dos livros da Bíblia, há uma advertência: “Lança-te no trabalho para que não fiques ocioso, pois a ociosidade ensina muitas coisas perniciosas”.
Já ouviu dizer que o ócio é a mãe do pecado? Ou que o demônio sempre arruma ofício para quem está com as mãos desocupadas? Ou, ainda, que cabeça vazia é oficina do diabo?
Essa não é uma perspectiva exclusiva do mundo religioso. Voltaire, um dos grandes pensadores iluministas e hóspede eventual da Bastilha do começo do século 18, por seus artigos contra governantes e clérigos, escreveu: “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.
Ou, como registrou Anatole France: “O trabalho é bom para o homem. Distrai-o da própria vida, desvia-o da visão assustadora de si mesmo; impede-o de olhar esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível. É um santo remédio para a ética e para a estética. O trabalho tem mais isso de excelente: distrai nossa vaidade, engana nossa falta de poder e faz-nos sentir a esperança de um bom acontecimento”.
Não é por acaso que Paul Lafargue, casado com Laura, filha de Karl Marx, e fundador do Partido Operário Francês, foi pouco compreendido na ironia contida em alguns de seus escritos. Em 1883, quando todo o movimento social reivindicava tenazmente o direito ao trabalho, isto é, o término de qualquer forma de desocupação, o genro de Marx publicou “Direito à Preguiça”, uma desnorteante e – só na aparência – paradoxal análise da alienação e da exploração humana no sistema capitalista.
Mário Sérgio Cortella. Folha de São Paulo, Equilíbrio, 1º. maio 2003. Adaptado.
No título do Texto 1 consta a palavra Laborlatria. Considerando a composição da palavra (labor+latria) e as ideias desenvolvidas no texto, podemos chegar à conclusão de que seu autor:
1) acoberta a opinião de que há uma condenação cabal do ócio e do não envolvimento com a labuta incessante.
2) censura a ideia, embora atualmente paradoxal, da alienação e da exploração humana promovida pelo sistema capitalista.
3) critica a obsessão pelo trabalho, a qual, comumente, aproxima-se da histeria produtivista e do trabalho contínuo e maníaco.
4) concorda com o ‘mundo religioso’ na defesa de que “O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade”.
5) reprova todos os movimentos sociais que, persistentemente, reivindicam o direito ao trabalho e o fim de toda forma de desocupação.
Estão corretas:
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Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: COVEST-COPSET
Orgão: UFPE
A tabela a seguir apresenta os índices de gestão em saúde e segurança do trabalho das empresas A e B:
| EMPRESA A | EMPRESA B | |
| HORAS -HOMENS TRABALHADAS | ||
| NÚMERO DE ACIDENTES | 5 | 8 |
| TEMPO PERDIDO (DIAS PERDIDOS + DIAS DEBITADOS) | 20000 | 10000 |
Com base na NBR14280/2001, sabe-se que o Índice Global de Avaliação é a razão entre a Taxa de Gravidade e a Taxa de Frequência dos acidentes do trabalho, e que esse índice mede a eficiência da gestão em saúde e segurança do trabalho da instituição ou empresa, sendo o resultado numérico inversamente proporcional aos bons resultados. Em face do exposto, assinale a alternativa correta.
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