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Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
O que é o efeito Dunning-Kruger?
- Nos últimos anos, o mundo passou por um intenso período de descrenças na ciência e no
- conhecimento baseado em estudos e análises científicas. O movimento terraplanista, por exemplo, apresentou
- constante crescimento e é possível notar que os indivíduos que participam dele muitas vezes parecem
- acreditar firmemente que apresentam mais conhecimento que especialistas na área.
- Cenas como essa não são difíceis de serem observadas e parecem fazer parte de diferentes fases do
- desenvolvimento humano. Apesar da estranheza causada por elas, nota-se que podem ser explicadas por um
- fenômeno conhecido como efeito Dunning-Kruger, definido em 1999 a partir do estudos de dois psicólogos
- americanos, David Dunning e Justin Kruger.
- Segundo o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Dunker, o fenômeno
- explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a
- realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo
- apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre
- algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto.
- Entre as diferentes consequências negativas associadas ao efeito, Dunker destaca que a falta de
- conhecimento do indivíduo sobre sua própria ignorância é uma das mais importantes. “Aqueles que sofrem
- com o prejuízo dos ignorantes não conseguem regular e aprender com os próprios erros e com a apreciação
- dos erros dos outros”, comenta. Assim, nota-se que essas pessoas tendem a ficar ainda mais ignorantes com
- o passar do tempo.
- Em contrapartida, aqueles que acreditam não conhecer o suficiente sobre algum assunto, apesar de
- apresentarem amplo conhecimento nele, conseguem se libertar do efeito com maior facilidade, uma vez que o
- estudo frequente pode auxiliar nesse processo.
- É interessante notar que esse efeito apresenta diferentes consequências no desempenho e na vida
- social das pessoas. Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos,
- assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam
- acreditar que eram os comediantes mais engraçados. “Isso pode causar muito constrangimento social,
- recriminação, decepção, insucesso e até o sentimento de injustiça, já que a pessoa acredita que possui dotes,
- aptidões e qualidades”, adiciona o especialista.
- O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem
- estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu
- aprendizado. “Esse sentimento de que não pode ter sido eu a ter feito essa grande realização, um excesso de
- humildade ou constrangimento diante do reconhecimento”, discorre.
- Existem diferentes hipóteses para explicar o funcionamento desse fenômeno, sendo um dos mais
- interessantes aquele que considera que está ligado a um processo que passa pela memória, pela linguagem,
- pela inteligência e pelo juízo. “Ele está sempre associado a uma metacognição, ou seja, a capacidade de
- aprender ao fazer, pensar sobre o pensamento, ter memórias sobre a memória, ter imaginações sobre a
- imaginação, entre outros.” Assim, os sujeitos que exploram a sua metacognição tendem a melhorar sua
- posição de apreciação dos próprios resultados.
- A partir dos estudos realizados é possível notar que ter noção de sua própria ignorância parece ser um
- dos melhores caminhos para evitar que os indivíduos caiam constantemente nesse efeito. Dunker avalia que,
- quando a ignorância é reconhecida, é capaz que ela se transforme em desejo de saber, por isso, a busca por
- conhecimento parece ser essencial.
- Por fim, observa-se que o efeito Dunning-Kruger consegue ser mais bem aplicado e identificado em
- atividades que apresentam uma alta dimensão prática, como o exercício de esportes, já que a possibilidade de
- comparação direta com outras pessoas é maior nesses cenários. “No fundo, esse feito não é apenas
- cognitivo, mas é também um efeito de como a gente interpreta a nossa própria diferença em relação aos
- outros e ao fato de que, muitas vezes, essa diferença traz uma hierarquia”, finaliza Dunker.
GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunningkruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
A paráfrase para o trecho “Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos, assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam acreditar que eram os comediantes mais engraçados” (linhas 23 a 25) que mais preserva o sentido original e mantém a correção gramatical é:
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Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
O que é o efeito Dunning-Kruger?
- Nos últimos anos, o mundo passou por um intenso período de descrenças na ciência e no
- conhecimento baseado em estudos e análises científicas. O movimento terraplanista, por exemplo, apresentou
- constante crescimento e é possível notar que os indivíduos que participam dele muitas vezes parecem
- acreditar firmemente que apresentam mais conhecimento que especialistas na área.
- Cenas como essa não são difíceis de serem observadas e parecem fazer parte de diferentes fases do
- desenvolvimento humano. Apesar da estranheza causada por elas, nota-se que podem ser explicadas por um
- fenômeno conhecido como efeito Dunning-Kruger, definido em 1999 a partir do estudos de dois psicólogos
- americanos, David Dunning e Justin Kruger.
- Segundo o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Dunker, o fenômeno
- explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a
- realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo
- apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre
- algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto.
- Entre as diferentes consequências negativas associadas ao efeito, Dunker destaca que a falta de
- conhecimento do indivíduo sobre sua própria ignorância é uma das mais importantes. “Aqueles que sofrem
- com o prejuízo dos ignorantes não conseguem regular e aprender com os próprios erros e com a apreciação
- dos erros dos outros”, comenta. Assim, nota-se que essas pessoas tendem a ficar ainda mais ignorantes com
- o passar do tempo.
- Em contrapartida, aqueles que acreditam não conhecer o suficiente sobre algum assunto, apesar de
- apresentarem amplo conhecimento nele, conseguem se libertar do efeito com maior facilidade, uma vez que o
- estudo frequente pode auxiliar nesse processo.
- É interessante notar que esse efeito apresenta diferentes consequências no desempenho e na vida
- social das pessoas. Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos,
- assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam
- acreditar que eram os comediantes mais engraçados. “Isso pode causar muito constrangimento social,
- recriminação, decepção, insucesso e até o sentimento de injustiça, já que a pessoa acredita que possui dotes,
- aptidões e qualidades”, adiciona o especialista.
- O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem
- estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu
- aprendizado. “Esse sentimento de que não pode ter sido eu a ter feito essa grande realização, um excesso de
- humildade ou constrangimento diante do reconhecimento”, discorre.
- Existem diferentes hipóteses para explicar o funcionamento desse fenômeno, sendo um dos mais
- interessantes aquele que considera que está ligado a um processo que passa pela memória, pela linguagem,
- pela inteligência e pelo juízo. “Ele está sempre associado a uma metacognição, ou seja, a capacidade de
- aprender ao fazer, pensar sobre o pensamento, ter memórias sobre a memória, ter imaginações sobre a
- imaginação, entre outros.” Assim, os sujeitos que exploram a sua metacognição tendem a melhorar sua
- posição de apreciação dos próprios resultados.
- A partir dos estudos realizados é possível notar que ter noção de sua própria ignorância parece ser um
- dos melhores caminhos para evitar que os indivíduos caiam constantemente nesse efeito. Dunker avalia que,
- quando a ignorância é reconhecida, é capaz que ela se transforme em desejo de saber, por isso, a busca por
- conhecimento parece ser essencial.
- Por fim, observa-se que o efeito Dunning-Kruger consegue ser mais bem aplicado e identificado em
- atividades que apresentam uma alta dimensão prática, como o exercício de esportes, já que a possibilidade de
- comparação direta com outras pessoas é maior nesses cenários. “No fundo, esse feito não é apenas
- cognitivo, mas é também um efeito de como a gente interpreta a nossa própria diferença em relação aos
- outros e ao fato de que, muitas vezes, essa diferença traz uma hierarquia”, finaliza Dunker.
GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunningkruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
A única palavra abaixo que NÃO é acentuada exatamente pela mesma regra de “análises” (linha 02) é:
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Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
O que é o efeito Dunning-Kruger?
- Nos últimos anos, o mundo passou por um intenso período de descrenças na ciência e no
- conhecimento baseado em estudos e análises científicas. O movimento terraplanista, por exemplo, apresentou
- constante crescimento e é possível notar que os indivíduos que participam dele muitas vezes parecem
- acreditar firmemente que apresentam mais conhecimento que especialistas na área.
- Cenas como essa não são difíceis de serem observadas e parecem fazer parte de diferentes fases do
- desenvolvimento humano. Apesar da estranheza causada por elas, nota-se que podem ser explicadas por um
- fenômeno conhecido como efeito Dunning-Kruger, definido em 1999 a partir do estudos de dois psicólogos
- americanos, David Dunning e Justin Kruger.
- Segundo o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Dunker, o fenômeno
- explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a
- realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo
- apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre
- algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto.
- Entre as diferentes consequências negativas associadas ao efeito, Dunker destaca que a falta de
- conhecimento do indivíduo sobre sua própria ignorância é uma das mais importantes. “Aqueles que sofrem
- com o prejuízo dos ignorantes não conseguem regular e aprender com os próprios erros e com a apreciação
- dos erros dos outros”, comenta. Assim, nota-se que essas pessoas tendem a ficar ainda mais ignorantes com
- o passar do tempo.
- Em contrapartida, aqueles que acreditam não conhecer o suficiente sobre algum assunto, apesar de
- apresentarem amplo conhecimento nele, conseguem se libertar do efeito com maior facilidade, uma vez que o
- estudo frequente pode auxiliar nesse processo.
- É interessante notar que esse efeito apresenta diferentes consequências no desempenho e na vida
- social das pessoas. Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos,
- assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam
- acreditar que eram os comediantes mais engraçados. “Isso pode causar muito constrangimento social,
- recriminação, decepção, insucesso e até o sentimento de injustiça, já que a pessoa acredita que possui dotes,
- aptidões e qualidades”, adiciona o especialista.
- O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem
- estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu
- aprendizado. “Esse sentimento de que não pode ter sido eu a ter feito essa grande realização, um excesso de
- humildade ou constrangimento diante do reconhecimento”, discorre.
- Existem diferentes hipóteses para explicar o funcionamento desse fenômeno, sendo um dos mais
- interessantes aquele que considera que está ligado a um processo que passa pela memória, pela linguagem,
- pela inteligência e pelo juízo. “Ele está sempre associado a uma metacognição, ou seja, a capacidade de
- aprender ao fazer, pensar sobre o pensamento, ter memórias sobre a memória, ter imaginações sobre a
- imaginação, entre outros.” Assim, os sujeitos que exploram a sua metacognição tendem a melhorar sua
- posição de apreciação dos próprios resultados.
- A partir dos estudos realizados é possível notar que ter noção de sua própria ignorância parece ser um
- dos melhores caminhos para evitar que os indivíduos caiam constantemente nesse efeito. Dunker avalia que,
- quando a ignorância é reconhecida, é capaz que ela se transforme em desejo de saber, por isso, a busca por
- conhecimento parece ser essencial.
- Por fim, observa-se que o efeito Dunning-Kruger consegue ser mais bem aplicado e identificado em
- atividades que apresentam uma alta dimensão prática, como o exercício de esportes, já que a possibilidade de
- comparação direta com outras pessoas é maior nesses cenários. “No fundo, esse feito não é apenas
- cognitivo, mas é também um efeito de como a gente interpreta a nossa própria diferença em relação aos
- outros e ao fato de que, muitas vezes, essa diferença traz uma hierarquia”, finaliza Dunker.
GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunningkruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
Levando-se em conta o trecho “O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu aprendizado.” (linhas 28 a 30), julgue os itens abaixo:
I. O pronome 'seu' refere-se ao vocábulo „psicanalista";
II. O vocábulo 'a', no trecho “[...] ligados a um complexo [...]”, deve ser acentuado com acento grave;
III. A permuta de 'que' por 'os quais' no trecho “[...] os indivíduos que [...]” não traz mudança no sentido, ainda que seja anteposta uma vírgula à forma 'os quais'.
Marque a opção CORRETA:
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- SintaxeColocação Pronominal
- SintaxeCrase
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
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O que é o efeito Dunning-Kruger?
- Nos últimos anos, o mundo passou por um intenso período de descrenças na ciência e no
- conhecimento baseado em estudos e análises científicas. O movimento terraplanista, por exemplo, apresentou
- constante crescimento e é possível notar que os indivíduos que participam dele muitas vezes parecem
- acreditar firmemente que apresentam mais conhecimento que especialistas na área.
- Cenas como essa não são difíceis de serem observadas e parecem fazer parte de diferentes fases do
- desenvolvimento humano. Apesar da estranheza causada por elas, nota-se que podem ser explicadas por um
- fenômeno conhecido como efeito Dunning-Kruger, definido em 1999 a partir do estudos de dois psicólogos
- americanos, David Dunning e Justin Kruger.
- Segundo o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Dunker, o fenômeno
- explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a
- realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo
- apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre
- algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto.
- Entre as diferentes consequências negativas associadas ao efeito, Dunker destaca que a falta de
- conhecimento do indivíduo sobre sua própria ignorância é uma das mais importantes. “Aqueles que sofrem
- com o prejuízo dos ignorantes não conseguem regular e aprender com os próprios erros e com a apreciação
- dos erros dos outros”, comenta. Assim, nota-se que essas pessoas tendem a ficar ainda mais ignorantes com
- o passar do tempo.
- Em contrapartida, aqueles que acreditam não conhecer o suficiente sobre algum assunto, apesar de
- apresentarem amplo conhecimento nele, conseguem se libertar do efeito com maior facilidade, uma vez que o
- estudo frequente pode auxiliar nesse processo.
- É interessante notar que esse efeito apresenta diferentes consequências no desempenho e na vida
- social das pessoas. Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos,
- assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam
- acreditar que eram os comediantes mais engraçados. “Isso pode causar muito constrangimento social,
- recriminação, decepção, insucesso e até o sentimento de injustiça, já que a pessoa acredita que possui dotes,
- aptidões e qualidades”, adiciona o especialista.
- O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem
- estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu
- aprendizado. “Esse sentimento de que não pode ter sido eu a ter feito essa grande realização, um excesso de
- humildade ou constrangimento diante do reconhecimento”, discorre.
- Existem diferentes hipóteses para explicar o funcionamento desse fenômeno, sendo um dos mais
- interessantes aquele que considera que está ligado a um processo que passa pela memória, pela linguagem,
- pela inteligência e pelo juízo. “Ele está sempre associado a uma metacognição, ou seja, a capacidade de
- aprender ao fazer, pensar sobre o pensamento, ter memórias sobre a memória, ter imaginações sobre a
- imaginação, entre outros.” Assim, os sujeitos que exploram a sua metacognição tendem a melhorar sua
- posição de apreciação dos próprios resultados.
- A partir dos estudos realizados é possível notar que ter noção de sua própria ignorância parece ser um
- dos melhores caminhos para evitar que os indivíduos caiam constantemente nesse efeito. Dunker avalia que,
- quando a ignorância é reconhecida, é capaz que ela se transforme em desejo de saber, por isso, a busca por
- conhecimento parece ser essencial.
- Por fim, observa-se que o efeito Dunning-Kruger consegue ser mais bem aplicado e identificado em
- atividades que apresentam uma alta dimensão prática, como o exercício de esportes, já que a possibilidade de
- comparação direta com outras pessoas é maior nesses cenários. “No fundo, esse feito não é apenas
- cognitivo, mas é também um efeito de como a gente interpreta a nossa própria diferença em relação aos
- outros e ao fato de que, muitas vezes, essa diferença traz uma hierarquia”, finaliza Dunker.
GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunningkruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
A partir do trecho “O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a realizam mal ou pior que os outros” (linhas 10 e 11), julgue os itens abaixo:
I. A permuta do vocábulo 'indivíduos' por 'pessoas' exigiria o uso do acento grave antes deste último;
II. O pronome 'a', antes da forma verbal 'realizam', se colocado após esta, deveria vir grafado 'na' e em ênclise ao verbo;
III. O trecho 'pior que os outros' poderia ser reescrito como 'pior do que os outros'.
Marque a opção CORRETA:
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O que é o efeito Dunning-Kruger?
- Nos últimos anos, o mundo passou por um intenso período de descrenças na ciência e no
- conhecimento baseado em estudos e análises científicas. O movimento terraplanista, por exemplo, apresentou
- constante crescimento e é possível notar que os indivíduos que participam dele muitas vezes parecem
- acreditar firmemente que apresentam mais conhecimento que especialistas na área.
- Cenas como essa não são difíceis de serem observadas e parecem fazer parte de diferentes fases do
- desenvolvimento humano. Apesar da estranheza causada por elas, nota-se que podem ser explicadas por um
- fenômeno conhecido como efeito Dunning-Kruger, definido em 1999 a partir do estudos de dois psicólogos
- americanos, David Dunning e Justin Kruger.
- Segundo o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Dunker, o fenômeno
- explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a
- realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo
- apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre
- algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto.
- Entre as diferentes consequências negativas associadas ao efeito, Dunker destaca que a falta de
- conhecimento do indivíduo sobre sua própria ignorância é uma das mais importantes. “Aqueles que sofrem
- com o prejuízo dos ignorantes não conseguem regular e aprender com os próprios erros e com a apreciação
- dos erros dos outros”, comenta. Assim, nota-se que essas pessoas tendem a ficar ainda mais ignorantes com
- o passar do tempo.
- Em contrapartida, aqueles que acreditam não conhecer o suficiente sobre algum assunto, apesar de
- apresentarem amplo conhecimento nele, conseguem se libertar do efeito com maior facilidade, uma vez que o
- estudo frequente pode auxiliar nesse processo.
- É interessante notar que esse efeito apresenta diferentes consequências no desempenho e na vida
- social das pessoas. Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos,
- assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam
- acreditar que eram os comediantes mais engraçados. “Isso pode causar muito constrangimento social,
- recriminação, decepção, insucesso e até o sentimento de injustiça, já que a pessoa acredita que possui dotes,
- aptidões e qualidades”, adiciona o especialista.
- O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem
- estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu
- aprendizado. “Esse sentimento de que não pode ter sido eu a ter feito essa grande realização, um excesso de
- humildade ou constrangimento diante do reconhecimento”, discorre.
- Existem diferentes hipóteses para explicar o funcionamento desse fenômeno, sendo um dos mais
- interessantes aquele que considera que está ligado a um processo que passa pela memória, pela linguagem,
- pela inteligência e pelo juízo. “Ele está sempre associado a uma metacognição, ou seja, a capacidade de
- aprender ao fazer, pensar sobre o pensamento, ter memórias sobre a memória, ter imaginações sobre a
- imaginação, entre outros.” Assim, os sujeitos que exploram a sua metacognição tendem a melhorar sua
- posição de apreciação dos próprios resultados.
- A partir dos estudos realizados é possível notar que ter noção de sua própria ignorância parece ser um
- dos melhores caminhos para evitar que os indivíduos caiam constantemente nesse efeito. Dunker avalia que,
- quando a ignorância é reconhecida, é capaz que ela se transforme em desejo de saber, por isso, a busca por
- conhecimento parece ser essencial.
- Por fim, observa-se que o efeito Dunning-Kruger consegue ser mais bem aplicado e identificado em
- atividades que apresentam uma alta dimensão prática, como o exercício de esportes, já que a possibilidade de
- comparação direta com outras pessoas é maior nesses cenários. “No fundo, esse feito não é apenas
- cognitivo, mas é também um efeito de como a gente interpreta a nossa própria diferença em relação aos
- outros e ao fato de que, muitas vezes, essa diferença traz uma hierarquia”, finaliza Dunker.
GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunningkruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
A partir do trecho “[...] o fenômeno explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto” (linhas 09 a 13), julgue os itens abaixo:
I. Após o vocábulo 'diferentes', no lugar do ponto seguido, os dois pontos poderiam ter sido utilizados;
II. No trecho '[...] indivíduos que conhecem [...], o pronome relativo, sem prejuízo ao sentido e à coesão, poderia ser substituído por 'os quais', com o uso de uma vírgula antes deste último;
III. No trecho “[...] tendem a acreditar [...]”, o acento grave deveria ter sido utilizado no vocábulo 'a'.
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- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualTipologias TextuaisTexto Dissertativo-argumentativoEstratégias Argumentativas
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- conhecimento baseado em estudos e análises científicas. O movimento terraplanista, por exemplo, apresentou
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- acreditar firmemente que apresentam mais conhecimento que especialistas na área.
- Cenas como essa não são difíceis de serem observadas e parecem fazer parte de diferentes fases do
- desenvolvimento humano. Apesar da estranheza causada por elas, nota-se que podem ser explicadas por um
- fenômeno conhecido como efeito Dunning-Kruger, definido em 1999 a partir do estudos de dois psicólogos
- americanos, David Dunning e Justin Kruger.
- Segundo o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Dunker, o fenômeno
- explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a
- realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo
- apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre
- algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto.
- Entre as diferentes consequências negativas associadas ao efeito, Dunker destaca que a falta de
- conhecimento do indivíduo sobre sua própria ignorância é uma das mais importantes. “Aqueles que sofrem
- com o prejuízo dos ignorantes não conseguem regular e aprender com os próprios erros e com a apreciação
- dos erros dos outros”, comenta. Assim, nota-se que essas pessoas tendem a ficar ainda mais ignorantes com
- o passar do tempo.
- Em contrapartida, aqueles que acreditam não conhecer o suficiente sobre algum assunto, apesar de
- apresentarem amplo conhecimento nele, conseguem se libertar do efeito com maior facilidade, uma vez que o
- estudo frequente pode auxiliar nesse processo.
- É interessante notar que esse efeito apresenta diferentes consequências no desempenho e na vida
- social das pessoas. Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos,
- assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam
- acreditar que eram os comediantes mais engraçados. “Isso pode causar muito constrangimento social,
- recriminação, decepção, insucesso e até o sentimento de injustiça, já que a pessoa acredita que possui dotes,
- aptidões e qualidades”, adiciona o especialista.
- O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem
- estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu
- aprendizado. “Esse sentimento de que não pode ter sido eu a ter feito essa grande realização, um excesso de
- humildade ou constrangimento diante do reconhecimento”, discorre.
- Existem diferentes hipóteses para explicar o funcionamento desse fenômeno, sendo um dos mais
- interessantes aquele que considera que está ligado a um processo que passa pela memória, pela linguagem,
- pela inteligência e pelo juízo. “Ele está sempre associado a uma metacognição, ou seja, a capacidade de
- aprender ao fazer, pensar sobre o pensamento, ter memórias sobre a memória, ter imaginações sobre a
- imaginação, entre outros.” Assim, os sujeitos que exploram a sua metacognição tendem a melhorar sua
- posição de apreciação dos próprios resultados.
- A partir dos estudos realizados é possível notar que ter noção de sua própria ignorância parece ser um
- dos melhores caminhos para evitar que os indivíduos caiam constantemente nesse efeito. Dunker avalia que,
- quando a ignorância é reconhecida, é capaz que ela se transforme em desejo de saber, por isso, a busca por
- conhecimento parece ser essencial.
- Por fim, observa-se que o efeito Dunning-Kruger consegue ser mais bem aplicado e identificado em
- atividades que apresentam uma alta dimensão prática, como o exercício de esportes, já que a possibilidade de
- comparação direta com outras pessoas é maior nesses cenários. “No fundo, esse feito não é apenas
- cognitivo, mas é também um efeito de como a gente interpreta a nossa própria diferença em relação aos
- outros e ao fato de que, muitas vezes, essa diferença traz uma hierarquia”, finaliza Dunker.
GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunningkruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
Expressões, tais como: “estudos de dois psicólogos americanos” (linhas 07 e 08); “psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP” (linha 09), conferem à discussão feita no texto
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- Nos últimos anos, o mundo passou por um intenso período de descrenças na ciência e no
- conhecimento baseado em estudos e análises científicas. O movimento terraplanista, por exemplo, apresentou
- constante crescimento e é possível notar que os indivíduos que participam dele muitas vezes parecem
- acreditar firmemente que apresentam mais conhecimento que especialistas na área.
- Cenas como essa não são difíceis de serem observadas e parecem fazer parte de diferentes fases do
- desenvolvimento humano. Apesar da estranheza causada por elas, nota-se que podem ser explicadas por um
- fenômeno conhecido como efeito Dunning-Kruger, definido em 1999 a partir do estudos de dois psicólogos
- americanos, David Dunning e Justin Kruger.
- Segundo o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Dunker, o fenômeno
- explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a
- realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo
- apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre
- algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto.
- Entre as diferentes consequências negativas associadas ao efeito, Dunker destaca que a falta de
- conhecimento do indivíduo sobre sua própria ignorância é uma das mais importantes. “Aqueles que sofrem
- com o prejuízo dos ignorantes não conseguem regular e aprender com os próprios erros e com a apreciação
- dos erros dos outros”, comenta. Assim, nota-se que essas pessoas tendem a ficar ainda mais ignorantes com
- o passar do tempo.
- Em contrapartida, aqueles que acreditam não conhecer o suficiente sobre algum assunto, apesar de
- apresentarem amplo conhecimento nele, conseguem se libertar do efeito com maior facilidade, uma vez que o
- estudo frequente pode auxiliar nesse processo.
- É interessante notar que esse efeito apresenta diferentes consequências no desempenho e na vida
- social das pessoas. Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos,
- assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam
- acreditar que eram os comediantes mais engraçados. “Isso pode causar muito constrangimento social,
- recriminação, decepção, insucesso e até o sentimento de injustiça, já que a pessoa acredita que possui dotes,
- aptidões e qualidades”, adiciona o especialista.
- O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem
- estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu
- aprendizado. “Esse sentimento de que não pode ter sido eu a ter feito essa grande realização, um excesso de
- humildade ou constrangimento diante do reconhecimento”, discorre.
- Existem diferentes hipóteses para explicar o funcionamento desse fenômeno, sendo um dos mais
- interessantes aquele que considera que está ligado a um processo que passa pela memória, pela linguagem,
- pela inteligência e pelo juízo. “Ele está sempre associado a uma metacognição, ou seja, a capacidade de
- aprender ao fazer, pensar sobre o pensamento, ter memórias sobre a memória, ter imaginações sobre a
- imaginação, entre outros.” Assim, os sujeitos que exploram a sua metacognição tendem a melhorar sua
- posição de apreciação dos próprios resultados.
- A partir dos estudos realizados é possível notar que ter noção de sua própria ignorância parece ser um
- dos melhores caminhos para evitar que os indivíduos caiam constantemente nesse efeito. Dunker avalia que,
- quando a ignorância é reconhecida, é capaz que ela se transforme em desejo de saber, por isso, a busca por
- conhecimento parece ser essencial.
- Por fim, observa-se que o efeito Dunning-Kruger consegue ser mais bem aplicado e identificado em
- atividades que apresentam uma alta dimensão prática, como o exercício de esportes, já que a possibilidade de
- comparação direta com outras pessoas é maior nesses cenários. “No fundo, esse feito não é apenas
- cognitivo, mas é também um efeito de como a gente interpreta a nossa própria diferença em relação aos
- outros e ao fato de que, muitas vezes, essa diferença traz uma hierarquia”, finaliza Dunker.
GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunningkruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
A referência à metacognição, no texto, tem a função de
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Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
O que é o efeito Dunning-Kruger?
- Nos últimos anos, o mundo passou por um intenso período de descrenças na ciência e no
- conhecimento baseado em estudos e análises científicas. O movimento terraplanista, por exemplo, apresentou
- constante crescimento e é possível notar que os indivíduos que participam dele muitas vezes parecem
- acreditar firmemente que apresentam mais conhecimento que especialistas na área.
- Cenas como essa não são difíceis de serem observadas e parecem fazer parte de diferentes fases do
- desenvolvimento humano. Apesar da estranheza causada por elas, nota-se que podem ser explicadas por um
- fenômeno conhecido como efeito Dunning-Kruger, definido em 1999 a partir do estudos de dois psicólogos
- americanos, David Dunning e Justin Kruger.
- Segundo o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Dunker, o fenômeno
- explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a
- realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo
- apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre
- algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto.
- Entre as diferentes consequências negativas associadas ao efeito, Dunker destaca que a falta de
- conhecimento do indivíduo sobre sua própria ignorância é uma das mais importantes. “Aqueles que sofrem
- com o prejuízo dos ignorantes não conseguem regular e aprender com os próprios erros e com a apreciação
- dos erros dos outros”, comenta. Assim, nota-se que essas pessoas tendem a ficar ainda mais ignorantes com
- o passar do tempo.
- Em contrapartida, aqueles que acreditam não conhecer o suficiente sobre algum assunto, apesar de
- apresentarem amplo conhecimento nele, conseguem se libertar do efeito com maior facilidade, uma vez que o
- estudo frequente pode auxiliar nesse processo.
- É interessante notar que esse efeito apresenta diferentes consequências no desempenho e na vida
- social das pessoas. Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos,
- assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam
- acreditar que eram os comediantes mais engraçados. “Isso pode causar muito constrangimento social,
- recriminação, decepção, insucesso e até o sentimento de injustiça, já que a pessoa acredita que possui dotes,
- aptidões e qualidades”, adiciona o especialista.
- O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem
- estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu
- aprendizado. “Esse sentimento de que não pode ter sido eu a ter feito essa grande realização, um excesso de
- humildade ou constrangimento diante do reconhecimento”, discorre.
- Existem diferentes hipóteses para explicar o funcionamento desse fenômeno, sendo um dos mais
- interessantes aquele que considera que está ligado a um processo que passa pela memória, pela linguagem,
- pela inteligência e pelo juízo. “Ele está sempre associado a uma metacognição, ou seja, a capacidade de
- aprender ao fazer, pensar sobre o pensamento, ter memórias sobre a memória, ter imaginações sobre a
- imaginação, entre outros.” Assim, os sujeitos que exploram a sua metacognição tendem a melhorar sua
- posição de apreciação dos próprios resultados.
- A partir dos estudos realizados é possível notar que ter noção de sua própria ignorância parece ser um
- dos melhores caminhos para evitar que os indivíduos caiam constantemente nesse efeito. Dunker avalia que,
- quando a ignorância é reconhecida, é capaz que ela se transforme em desejo de saber, por isso, a busca por
- conhecimento parece ser essencial.
- Por fim, observa-se que o efeito Dunning-Kruger consegue ser mais bem aplicado e identificado em
- atividades que apresentam uma alta dimensão prática, como o exercício de esportes, já que a possibilidade de
- comparação direta com outras pessoas é maior nesses cenários. “No fundo, esse feito não é apenas
- cognitivo, mas é também um efeito de como a gente interpreta a nossa própria diferença em relação aos
- outros e ao fato de que, muitas vezes, essa diferença traz uma hierarquia”, finaliza Dunker.
GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunningkruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
É possível afirmar, a partir da leitura global do texto, que o assunto principal dele é:
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Leia o texto que segue e responda às questões de 01 a 10.
O que é o efeito Dunning-Kruger?
- Nos últimos anos, o mundo passou por um intenso período de descrenças na ciência e no
- conhecimento baseado em estudos e análises científicas. O movimento terraplanista, por exemplo, apresentou
- constante crescimento e é possível notar que os indivíduos que participam dele muitas vezes parecem
- acreditar firmemente que apresentam mais conhecimento que especialistas na área.
- Cenas como essa não são difíceis de serem observadas e parecem fazer parte de diferentes fases do
- desenvolvimento humano. Apesar da estranheza causada por elas, nota-se que podem ser explicadas por um
- fenômeno conhecido como efeito Dunning-Kruger, definido em 1999 a partir do estudos de dois psicólogos
- americanos, David Dunning e Justin Kruger.
- Segundo o psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP, Christian Dunker, o fenômeno
- explica dois efeitos diferentes. O primeiro diz respeito aos indivíduos que conhecem pouco uma atividade e a
- realizam mal ou pior que os outros, mas tendem a superestimar os seus conhecimentos. Enquanto o segundo
- apresenta o efeito oposto, sendo possível observar que sujeitos que apresentam vasto entendimento sobre
- algumas áreas tendem a acreditar que não conhecem tanto daquele assunto.
- Entre as diferentes consequências negativas associadas ao efeito, Dunker destaca que a falta de
- conhecimento do indivíduo sobre sua própria ignorância é uma das mais importantes. “Aqueles que sofrem
- com o prejuízo dos ignorantes não conseguem regular e aprender com os próprios erros e com a apreciação
- dos erros dos outros”, comenta. Assim, nota-se que essas pessoas tendem a ficar ainda mais ignorantes com
- o passar do tempo.
- Em contrapartida, aqueles que acreditam não conhecer o suficiente sobre algum assunto, apesar de
- apresentarem amplo conhecimento nele, conseguem se libertar do efeito com maior facilidade, uma vez que o
- estudo frequente pode auxiliar nesse processo.
- É interessante notar que esse efeito apresenta diferentes consequências no desempenho e na vida
- social das pessoas. Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos,
- assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam
- acreditar que eram os comediantes mais engraçados. “Isso pode causar muito constrangimento social,
- recriminação, decepção, insucesso e até o sentimento de injustiça, já que a pessoa acredita que possui dotes,
- aptidões e qualidades”, adiciona o especialista.
- O psicanalista comenta, ainda, que os indivíduos que subestimam os seus conhecimentos podem
- estar ligados a um complexo de inferioridade que impossibilita, em muitos casos, o avanço de seu
- aprendizado. “Esse sentimento de que não pode ter sido eu a ter feito essa grande realização, um excesso de
- humildade ou constrangimento diante do reconhecimento”, discorre.
- Existem diferentes hipóteses para explicar o funcionamento desse fenômeno, sendo um dos mais
- interessantes aquele que considera que está ligado a um processo que passa pela memória, pela linguagem,
- pela inteligência e pelo juízo. “Ele está sempre associado a uma metacognição, ou seja, a capacidade de
- aprender ao fazer, pensar sobre o pensamento, ter memórias sobre a memória, ter imaginações sobre a
- imaginação, entre outros.” Assim, os sujeitos que exploram a sua metacognição tendem a melhorar sua
- posição de apreciação dos próprios resultados.
- A partir dos estudos realizados é possível notar que ter noção de sua própria ignorância parece ser um
- dos melhores caminhos para evitar que os indivíduos caiam constantemente nesse efeito. Dunker avalia que,
- quando a ignorância é reconhecida, é capaz que ela se transforme em desejo de saber, por isso, a busca por
- conhecimento parece ser essencial.
- Por fim, observa-se que o efeito Dunning-Kruger consegue ser mais bem aplicado e identificado em
- atividades que apresentam uma alta dimensão prática, como o exercício de esportes, já que a possibilidade de
- comparação direta com outras pessoas é maior nesses cenários. “No fundo, esse feito não é apenas
- cognitivo, mas é também um efeito de como a gente interpreta a nossa própria diferença em relação aos
- outros e ao fato de que, muitas vezes, essa diferença traz uma hierarquia”, finaliza Dunker.
GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunningkruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
É possível afirmar, a partir da leitura do texto, que
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Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura
- Gigante de consultoria em gestão e negócios com atuação em quatro continentes, a Alvarez & Marsal
- (A&M) é a primeira empresa de porte global na área de capital de investimentos a incorporar-se à
- reconstrução de Porto Alegre após a enchente.
- A Prefeitura da capital, responsável pela contratação da A&M, enfatiza a experiência da empresa na
- resposta aos efeitos do furacão Katrina, em 2005, nos Estados Unidos. Foi justamente esse episódio, porém,
- que suscitou mais críticas à companhia, associando-a a políticas de desregulação e privatização de serviços
- públicos. Esse receituário foi batizado pela escritora canadense de esquerda Naomi Klein de “capitalismo de
- desastre”.
- No Brasil, onde está presente desde 2004, a empresa é alvo de considerações semelhantes, mesmo
- antes de apresentar qualquer proposta como ocorre em Porto Alegre. A A&M diz que seu objetivo é fazer um
- diagnóstico da situação da infraestrutura local e propor formas de financiar a reconstrução. A companhia
- garante que segue rigorosamente termos de contratos com clientes e práticas de mercado.
- Porto Alegre, e também grande parte do Estado do Rio Grande do Sul, foram atingidos por fortes
- temporais nas últimas semanas. O lago Guaíba chegou a atingir o nível recorde de 5,35 metros no último dia
- 5. E a chuva retornou à região metropolitana da capital na quinta-feira (23/5). Especialistas projetam volume
- acima da cota de inundação até o início de junho.
- Mais de 30 técnicos da A&M trabalham desde segunda-feira (13/5) na elaboração de um plano de
- recuperação da infraestrutura da cidade. O estudo deve ser concluído em 30 dias. No total, a consultoria
- durará 60 dias, em regime pro bono (sem ônus para o tomador, no caso, o município). A empresa também
- assinou contrato de prestação de serviços de consultoria ao governo do Rio Grande do Sul, na mesma
- modalidade sem ônus, segundo a assessoria do governador Eduardo Leite. A administração estadual
- anunciou que fará acertos do mesmo tipo com outras consultorias, como McKinsey e EY.
- Em Porto Alegre, o trabalho resultará no que a A&M chama de “plano macro preliminar” para
- recuperação da capital. A assessoria da empresa definiu nos seguintes termos o escopo do trabalho: “Calcular
- o impacto (da enchente) na infraestrutura da cidade para sugerir alternativas de fontes de recursos para
- reconstrução”.
- Questionada pela BBC News Brasil a respeito de detalhes de seu estudo, a A&M disse que, no
- momento, concentra seus esforços no diagnóstico e no plano emergencial de ações e, tão logo tenha a
- estrutura do plano, apresentará um cronograma para implementação à Prefeitura.
- A Prefeitura poderá acolher ou rejeitar o projeto, mas já definiu que não contratará a empresa após a
- conclusão do estudo, segundo o vice-prefeito Ricardo Gomes (sem partido).
- Na sexta-feira (17/5), quando o contrato entre Prefeitura e A&M foi assinado, a equipe da firma já
- havia se reunido com o prefeito, o vice e representantes das secretarias de Obras e Infraestrutura e Habitação
- e Regularização Fundiária e do Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae). Encontros com as
- secretarias de Saúde e Educação estavam previstos. Todas as secretarias que sofreram impacto da catástrofe
- farão reuniões com os consultores.
- O projeto incluirá áreas como saneamento, construção civil e outros segmentos da infraestrutura local
- afetados pelas águas. A empresa não designou porta-voz em Porto Alegre. Segundo a assessoria, a
- consultoria está em fase de levantamento de informações.
- Identidade, área de especialização e origem dos técnicos são preservadas. Sabe-se apenas que se
- trata de um time multidisciplinar e de várias nacionalidades, segundo a assessoria da A&M.
- Ao dar início a um novo projeto, a empresa costuma buscar em seu quadro de pessoal espalhado por
- mais de 80 países aqueles com perfil e qualificação mais adequados para cada tarefa específica. Neste
- momento, por exemplo, uma equipe brasileira da área de mineração trabalha em um projeto na Austrália.
- Ao anunciar a contratação, na segunda-feira (13/5), o prefeito Sebastião Melo (MDB) disse que o
- serviço havia sido oferecido ao município por um dos sócios da A&M, “gaúcho e porto-alegrense”. Ao jornal
- Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) ter sido procurado por um “cidadão deles que mora aqui”. A
- assessoria da empresa disse que não divulgará o nome do executivo.
- A execução do trabalho em Porto Alegre ficará a cargo do braço da A&M para capitais de
- infraestrutura. Essa unidade de negócios, fundada há cinco anos no Brasil, passou a ser chamada no ano
- passado de A&M Infra. Hoje, é considerada a maior empresa de projetos de capital e de infraestrutura no país.
- Com sede no Brasil, é responsável por mais de 300 projetos supervisionados por 500 profissionais na Europa,
- na Ásia, na América do Norte e na Oceania.
- Fundada em 1983, nos Estados Unidos, pelos executivos Tony Alvarez e Bryan Marsal, a A&M
- ganhou reputação como consultoria especializada em prestar assistência a grandes conglomerados em
- dificuldades contábeis e financeiras. A área é conhecida como turnaround management (em tradução livre,
- “administração da volta por cima”).
- No Brasil, a A&M adquiriu notoriedade ao contratar o ex-ministro da Justiça Sergio Moro em 2020.
- Moro foi alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) por suposto conflito de interesse em
- razão do episódio, uma vez que a empresa havia prestado consultoria para corporações investigadas no
- âmbito da Operação Lava-Jato. Ex-titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Moro julgou processos da operação
- de 2014 a 2018. O ex-ministro e a A&M sustentam que ele não atuou em casos ligados à operação. O
- processo segue em tramitação no TCU.
- [...]
ARAÚJO, Luiz Antônio. Reconstrução de Porto Alegre: as críticas a megaconsultoria contratada pela Prefeitura Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn00wykl901o. Acesso em 1 de junho de 2024 [com supressões].
No trecho “Ao jornal Folha de S.Paulo, afirmou na quarta-feira (15/5) [...]” (linhas 46 e 47), a forma verbal „afirmou" faz remissão:
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