Foram encontradas 64 questões.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Tenho medo da palavra "prático". Sempre me parece que o que é prático nos tira alguma coisa.
Acho que tudo começou no dia em que cheguei da escola e vi cortado o abacateiro do quintal da minha infância.
"É mais prático. Suja muito" – disse minha avó.
Eu não podia acreditar. Já não bastava terem cimentado o gramadinho onde eu fazia incríveis florestas, agora eu teria apenas aquele toco no meio do cimento para sentar. Francamente! Não gosto do que é prático. Prático me parece mínimo, sem detalhes. E Deus mora nos detalhes.
No mês passado, estive em temporada no centro do Rio. Fazia tempo que eu não andava por lá. Tentei achar um restaurante onde eu costumava ir almoçar com meu pai. Era uma dessas tabernas da Lapa, pequenas, baratas e com comida maravilhosa – vinda de uma senhora portuguesa escondida na cozinha.
Procurei loucamente pelas ruazinhas atrás da Cinelândia e quis gritar de alegria quando vi o mesmo letreiro ainda na porta.
O lugar era o mesmo, mas tinha sido azulejado, os quadros, retirados das paredes e a comida, agora, era cobrada a quilo. Uma fila para servir, outra para pesar, bandejas, talheres ensacados, sachezinhos de sal e nem sequer um caldeirão de caldo verde ou uma lasca de bacalhau que fosse no bufê.
Achei que tinha mudado o dono e apenas mantido o nome, mas, quando olhei pelo quadradinho que dava pra cozinha, lá estava, curiosamente, a mesma senhora, castigada pelo tempo e pelo que é mais prático e econômico.
Lembrei-me da minha avó. Também prática. Também portuguesa. Quando mandou cortar o abacateiro ainda fazia sua própria massa de pastel. Viva fosse, talvez já tivesse se rendido à massa pronta, comprada no supermercado. Teria meu perdão. Quem pode resistir ao que é mais prático e econômico num mundo que justifica tudo pelo custo e pela eficiência?
Mas será que preciso mesmo ficar sacudindo travesseirinhos de sal úmido pelas mesas? Não consigo dizer por que uma coisa tão banal me provoca tanto mal-estar, mas sei exatamente o conforto que me dá um guardanapo de pano furadinho num restaurante decadente que não se rendeu ao bufê a quilo.
A felicidade não é prática e econômica. A felicidade mora nos becos. Quer coisa mais prática e econômica do que uma sala iluminada por uma lâmpada fluorescente? Quer coisa mais triste?
Se tivesse ido ao restaurante para jantar, acho que choraria na calçada.
Adaptado de: FRAGA, Denise. Precisar, não precisa. Folha
de São Paulo, 24/7/2012. Disponível em
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/denisefraga/11245
96-precisar-nao-precisa.shtml. Acessado em 20/1/2013.
Considere as seguintes afirmações.
I - Pessoas que rejeitam o prático acreditam mais em Deus.
II - Privilegiar o mais prático e econômico é algo que se impõe, nos dias de hoje, em nome do custo e da eficiência.
III - A opção pela felicidade inclui contrariar o mais prático e econômico em certos momentos da vida.
Quais correspondem a ideias veiculadas pelo texto?
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A _____________________ foi a primeira classificação bibliográfica com atribuição de números decimais aos livros, especificação de assuntos relativamente detalhada e com a existência de um índice relativo.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
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Assinale a alternativa que NÃO contém um dos Órgãos Suplementares da Universidade, segundo o Regimento Geral da UFRGS:
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Tenho medo da palavra "prático". Sempre me parece que o que é prático nos tira alguma coisa.
Acho que tudo começou no dia em que cheguei da escola e vi cortado o abacateiro do quintal da minha infância.
"É mais prático. Suja muito" – disse minha avó.
Eu não podia acreditar. Já não bastava terem cimentado o gramadinho onde eu fazia incríveis florestas, agora eu teria apenas aquele toco no meio do cimento para sentar. Francamente! Não gosto do que é prático. Prático me parece mínimo, sem detalhes. E Deus mora nos detalhes.
No mês passado, estive em temporada no centro do Rio. Fazia tempo que eu não andava por lá. Tentei achar um restaurante onde eu costumava ir almoçar com meu pai. Era uma dessas tabernas da Lapa, pequenas, baratas e com comida maravilhosa – vinda de uma senhora portuguesa escondida na cozinha.
Procurei loucamente pelas ruazinhas atrás da Cinelândia e quis gritar de alegria quando vi o mesmo letreiro ainda na porta.
O lugar era o mesmo, mas tinha sido azulejado, os quadros, retirados das paredes e a comida, agora, era cobrada a quilo. Uma fila para servir, outra para pesar, bandejas, talheres ensacados, sachezinhos de sal e nem sequer um caldeirão de caldo verde ou uma lasca de bacalhau que fosse no bufê.
Achei que tinha mudado o dono e apenas mantido o nome, mas, quando olhei pelo quadradinho que dava pra cozinha, lá estava, curiosamente, a mesma senhora, castigada pelo tempo e pelo que é mais prático e econômico.
Lembrei-me da minha avó. Também prática. Também portuguesa. Quando mandou cortar o abacateiro ainda fazia sua própria massa de pastel. Viva fosse, talvez já tivesse se rendido à massa pronta, comprada no supermercado. Teria meu perdão. Quem pode resistir ao que é mais prático e econômico num mundo que justifica tudo pelo custo e pela eficiência?
Mas será que preciso mesmo ficar sacudindo travesseirinhos de sal úmido pelas mesas? Não consigo dizer por que uma coisa tão banal me provoca tanto mal-estar, mas sei exatamente o conforto que me dá um guardanapo de pano furadinho num restaurante decadente que não se rendeu ao bufê a quilo.
A felicidade não é prática e econômica. A felicidade mora nos becos. Quer coisa mais prática e econômica do que uma sala iluminada por uma lâmpada fluorescente? Quer coisa mais triste?
Se tivesse ido ao restaurante para jantar, acho que choraria na calçada.
Adaptado de: FRAGA, Denise. Precisar, não precisa. Folha
de São Paulo, 24/7/2012. Disponível em
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/denisefraga/11245
96-precisar-nao-precisa.shtml. Acessado em 20/1/2013.
Em relação ao emprego de formas ou expressões verbais do texto, considere as seguintes propostas de reescrita do trecho Achei que tinha mudado o dono e apenas mantido o nome...
I - Achei que mudaria o dono e apenas fosse manter o nome...
II - Achei que mudara o dono e apenas mantivera o nome...
III - Achei que fosse mudar o dono e apenas manteria o nome...
Quais estão corretas do ponto de vista da norma gramatical e conservam o sentido original do texto?
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Assinale a alternativa que apresenta as características das bases de dados de referências em uma biblioteca eletrônica.
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No que se refere ao processo de formação, desenvolvimento e organização de coleções, numere a segunda coluna de acordo com a primeira, associando os procedimentos às suas respectivas definições.
(1) Planejamento e elaboração de políticas
(2) Políticas de seleção
(3) Aquisição
(4) Avaliação de coleções
(5) Desbastamento e descarte
( ) É uma das funções responsáveis pela formação e desenvolvimento das coleções que formarão o acervo em relação à forma e ao conteúdo, tanto reais quanto virtuais.
( ) Caracteriza-se como o desenvolvimento racional do acervo e consiste em selecionar os documentos considerados desnecessários ou defasados em relação às necessidades dos usuários, conhecida também como seleção negativa.
( ) Inicia-se com o estudo da comunidade, a elaboração de um diagnóstico com perfil dos usuários e a determinação das políticas que nortearão o processo de formação e desenvolvimento de coleções.
( ) É o processo que implementa as decisões da seleção, incluindo todas as atividades dos procedimentos de compra, de doação e de permuta de documentos, além do controle patrimonial do acervo.
( ) É indispensável para a tomada de decisão, indicando o melhor caminho e a atitude mais adequada ao bibliotecário para verificar se o acervo atende às necessidades informacionais de seus usuários.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo.
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No que se refere aos critérios de classificação na avaliação de periódicos em uma biblioteca, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmativas abaixo.
( ) A duplicação de títulos é critério primordial para o cancelamento de uma assinatura.
( ) Deve-se considerar a análise de dados de uso real coletados na biblioteca.
( ) A opinião de especialistas da área do título não deve ser desconsiderada como um critério.
( ) Deve-se observar a relevância mediante número de artigos publicados numa determinada especialidade.
Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo.
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Considere as assertivas abaixo, conforme a Lei n.º 8.112/1990.
I - A juízo discricionário do gestor público, viabiliza-se a abertura de novo concurso ainda que haja candidato aprovado em concurso anterior com prazo de validade não expirado.
II - Não se admitirá a posse por procuração.
III - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo.
Quais estão corretas?
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Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Tenho medo da palavra "prático". Sempre me parece que o que é prático nos tira alguma coisa.
Acho que tudo começou no dia em que cheguei da escola e vi cortado o abacateiro do quintal da minha infância.
"É mais prático. Suja muito" – disse minha avó.
Eu não podia acreditar. Já não bastava terem cimentado o gramadinho onde eu fazia incríveis florestas, agora eu teria apenas aquele toco no meio do cimento para sentar. Francamente! Não gosto do que é prático. Prático me parece mínimo, sem detalhes. E Deus mora nos detalhes.
No mês passado, estive em temporada no centro do Rio. Fazia tempo que eu não andava por lá. Tentei achar um restaurante onde eu costumava ir almoçar com meu pai. Era uma dessas tabernas da Lapa, pequenas, baratas e com comida maravilhosa – vinda de uma senhora portuguesa escondida na cozinha.
Procurei loucamente pelas ruazinhas atrás da Cinelândia e quis gritar de alegria quando vi o mesmo letreiro ainda na porta.
O lugar era o mesmo, mas tinha sido azulejado, os quadros, retirados das paredes e a comida, agora, era cobrada a quilo. Uma fila para servir, outra para pesar, bandejas, talheres ensacados, sachezinhos de sal e nem sequer um caldeirão de caldo verde ou uma lasca de bacalhau que fosse no bufê.
Achei que tinha mudado o dono e apenas mantido o nome, mas, quando olhei pelo quadradinho que dava pra cozinha, lá estava, curiosamente, a mesma senhora, castigada pelo tempo e pelo que é mais prático e econômico.
Lembrei-me da minha avó. Também prática. Também portuguesa. Quando mandou cortar o abacateiro ainda fazia sua própria massa de pastel. Viva fosse, talvez já tivesse se rendido à massa pronta, comprada no supermercado. Teria meu perdão. Quem pode resistir ao que é mais prático e econômico num mundo que justifica tudo pelo custo e pela eficiência?
Mas será que preciso mesmo ficar sacudindo travesseirinhos de sal úmido pelas mesas? Não consigo dizer por que uma coisa tão banal me provoca tanto mal-estar, mas sei exatamente o conforto que me dá um guardanapo de pano furadinho num restaurante decadente que não se rendeu ao bufê a quilo.
A felicidade não é prática e econômica. A felicidade mora nos becos. Quer coisa mais prática e econômica do que uma sala iluminada por uma lâmpada fluorescente? Quer coisa mais triste?
Se tivesse ido ao restaurante para jantar, acho que choraria na calçada.
Adaptado de: FRAGA, Denise. Precisar, não precisa. Folha
de São Paulo, 24/7/2012. Disponível em
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/denisefraga/11245
96-precisar-nao-precisa.shtml. Acessado em 20/1/2013.
Tendo em vista o emprego dos sinais de pontuação, considere as seguintes propostas de reformulação do trecho Era uma dessas tabernas da Lapa, pequenas, baratas e com comida maravilhosa – vinda de uma senhora portuguesa escondida na cozinha.
I - Era uma dessas tabernas da Lapa – pequenas, baratas e com comida maravilhosa –, vinda de uma senhora portuguesa escondida na cozinha.
II - Era uma dessas tabernas da Lapa pequenas, baratas e com comida maravilhosa; vinda de uma senhora portuguesa escondida na cozinha.
III - Era uma dessas tabernas da Lapa pequenas, baratas e com comida maravilhosa – vinda de uma senhora, portuguesa, escondida na cozinha.
IV - Era uma dessas tabernas da Lapa, pequenas, baratas e com comida maravilhosa, vinda de uma senhora portuguesa escondida na cozinha.
Quais estão corretas do ponto de vista da norma gramatical e seriam coerentemente aplicáveis ao texto?
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O planejamento deveria ser incorporado à rotina do bibliotecário como um processo permanente, dinâmico e contínuo na administração da biblioteca. Assinale com V (verdadeira) ou F (falsa) as afirmativas abaixo sobre as vantagens do planejamento bibliotecário.
( ) Possibilita o acontecimento dos eventos e ações, viabilizando e controlando o compromisso com a mudança.
( ) Fornece dados sobre o pessoal em exercício na biblioteca.
( ) Possibilita a improvisação, sendo uma atividade esporádica que estimula ações arbitrárias.
( ) Compensa incertezas e mudanças, minimizando riscos e tirando proveito das oportunidades.
( ) Beneficia a biblioteca através da permanência das decisões, provendo seu equilíbrio e melhor desempenho.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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