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O centauro no jardim
Quando fiz vinte e um anos meu pai me perguntou o que eu queria de aniversário. Eu estava então interessado em astronomia; pedi um telescópio. Contava fazer algumas observações de planetas e estrelas(a).
Veio o telescópio, um belo instrumento, com boas lentes. Li o manual de instruções(b) e passei imediatamente a explorar os céus. noite eu ia de Vênus para Saturno, estudava as constelações (a do Centauro por razões óbvias) – meio decepcionado, porque não via nada de muito sensacional. (O que esperava ver?(c) Abraão e seu seio? O cavalo alado?) De dia, o telescópio oculto pelas cortinas do quarto, espiava os morros das redondezas. Foi assim que avistei moça da mansão colonial.
A mansão, muito bonita, ficava uns dois quilômetros de nossa casa, mas eu podia observá-la bem. De início, me surpreendeu a quantidade de empregadas(d), todas de touca e avental brancos. Depois de alguns dias notei a presença da moça de cabelos cor de cobre.
Vinha todas as manhãs ao terraço. Tirava seu roupão e ficava deitada – nua, completamente nua – tomando banho de sol. Da mesa seu lado, pegava um binóculo e ficava examinando os arredores – aliás, desertos – da casa. Ela olhava pelo binóculo, eu a espreitava pelo telescópio. O rosto eu não via bem, mas imaginava um narizinho delicado, uns lábios cheios, dentes perfeitos. Os olhos, sim. Os olhos eu via bem, pelas lentes do telescópio – e do binóculo. Me deslumbravam. O olho direito, luminosamente azul. O esquerdo, ainda mais azul. O coração me batia forte. A pata escarvava o chão, mais nervosa que nunca. Em nenhum livro, e eu tinha livros com belas ilustrações, em nenhuma revista, eu vira uma moça tão bonita. Me fascinava, ela. Não podia parar de olhá-la(e).
Será que me via, de seu terraço? Será que me divisava o rosto, por trás das cortinas? Teria gostado de me ver? Eu corria ao espelho. Não, não era feio. Belos cabelos revoltos, belos olhos, nariz reto, boca bem traçada. Algumas espinhas na testa, só. Eu era mesmo um adolescente bonito. Até a cintura, naturalmente. Daí para baixo – centauro, centauro, irremediavelmente centauro.
Adaptado de SCLIAR, Moacyr. O centauro no jardim.
9ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2001. Páginas 60-61.
Assinale a única alternativa em que o narrador NÃO é o sujeito do verbo.
 

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2522461 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
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Em relação a infecções por Streptococcus pneumoniae (pneumococo), assinale a afirmação INCORRETA.
 

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2522007 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
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Assinale a alternativa correta sobre o diabetes melito.
 

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2520962 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
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Assinale a alternativa correta sobre as meningites.
 

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O centauro no jardim
Quando fiz vinte e um anos meu pai me perguntou o que eu queria de aniversário. Eu estava então interessado em astronomia; pedi um telescópio. Contava fazer algumas observações de planetas e estrelas.
Veio o telescópio, um belo instrumento, com boas lentes. Li o manual de instruções e passei imediatamente a explorar os céus. noite eu ia de Vênus para Saturno, estudava as constelações (a do Centauro por razões óbvias) – meio decepcionado, porque não via nada de muito sensacional. (O que esperava ver? Abraão e seu seio? O cavalo alado?) De dia, o telescópio oculto pelas cortinas do quarto, espiava os morros das redondezas. Foi assim que avistei moça da mansão colonial.
A mansão, muito bonita, ficava uns dois quilômetros de nossa casa, mas eu podia observá-la bem. De início, me surpreendeu a quantidade de empregadas, todas de touca e avental brancos. Depois de alguns dias notei a presença da moça de cabelos cor de cobre.
Vinha todas as manhãs ao terraço. Tirava seu(a) roupão e ficava deitada – nua, completamente nua – tomando banho de sol. Da mesa seu lado, pegava um binóculo e ficava examinando os arredores – aliás, desertos – da casa. Ela(b) olhava pelo binóculo, eu a(c) espreitava pelo telescópio. O rosto eu não via bem, mas imaginava um narizinho delicado, uns lábios cheios, dentes perfeitos. Os olhos, sim. Os olhos eu via bem, pelas lentes do telescópio – e do binóculo. Me(d) deslumbravam. O olho direito, luminosamente azul. O esquerdo, ainda mais azul. O coração me batia forte. A pata escarvava o chão, mais nervosa que nunca. Em nenhum livro, e eu tinha livros com belas ilustrações, em nenhuma revista, eu vira uma moça tão bonita. Me fascinava, ela. Não podia parar de olhá-la(e).
Será que me via, de seu terraço? Será que me divisava o rosto, por trás das cortinas? Teria gostado de me ver? Eu corria ao espelho. Não, não era feio. Belos cabelos revoltos, belos olhos, nariz reto, boca bem traçada. Algumas espinhas na testa, só. Eu era mesmo um adolescente bonito. Até a cintura, naturalmente. Daí para baixo – centauro, centauro, irremediavelmente centauro.
Adaptado de SCLIAR, Moacyr. O centauro no jardim.
9ª edição. Porto Alegre: L&PM, 2001. Páginas 60-61.
Assinale a única alternativa que apresenta um pronome que NÃO faz referência à moça de cabelos cor de cobre.
 

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2519738 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
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Em relação à silicose, todas as sentenças abaixo estão corretas, EXCETO:
 

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2519180 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
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Considere as afirmações abaixo em relação à insuficiência cardíaca.
I - Remodelamento ventricular refere-se às alterações de massa, volume, forma e composição do ventrículo esquerdo, secundárias a lesões cardíacas e/ou sobrecarga hemodinâmica.
II - Disfunção diastólica pode ser causada por um relaxamento miocárdico lentificado ou por uma complacência reduzida do ventrículo esquerdo.
III - Insuficiência cardíaca pode ser causada por estados de alto débito, como tireotoxicose, beribéri ou anemia crônica.
Quais estão corretas?
 

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2518482 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
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Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, associando as imunodeficiências ao tipo de infecção mais frequente.
(1) Deficiência de Complemento.
(2) Deficiência de Imunoglobulinas.
(3) Deficiência grave de linfócitos T.
(4) Disfunção fagocitária.
( ) Pneumonias e Otite de repetição.
( ) Furunculose, Abscessos recorrentes.
( ) Meningite de repetição.
( ) Infecção fatal pelo BCG.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses da segunda coluna, de cima para baixo, é
 

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2518403 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
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Paciente feminina, 25 anos, consulta com quadro de lúpus eritematoso sistêmico. Assinale a alternativa INCORRETA sobre essa doença.
 

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2517789 Ano: 2016
Disciplina: Medicina
Banca: UFRGS
Orgão: UFRGS
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Considere as afirmações abaixo em relação à epidemiologia da Doença Inflamatória Intestinal.
I - Tabagismo está associado a um aumento de risco para Colite Ulcerativa, enquanto há uma diminuição de risco para Doença de Crohn.
II - Uso de contraceptivo oral está associado a um aumento de risco para Doença de Crohn.
III - Apendicectomia é protetora para incidência de Colite Ulcerativa, o mesmo não ocorrendo para Doença de Crohn.
Quais estão corretas?
 

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