Foram encontradas 60 questões.
Instrução: As questões 08 a 15 referem-se ao texto abaixo.
- Luc Ferry lançou o livro Les Sept Écologie (As sete
- ecologias), livro bem-vindo, pois compara os diversos
- discursos ecológicos. Em um ponto, ele parece desafi-
- nado com nosso tempo. Ele critica quem humaniza os
- animais e tenta apagar a diferença entre eles e nós.
- Ferry diz que os humanos se para salvar focas e
- baleias, mas nunca o contrário. Esperava argumento
- melhor do que mero antropocentrismo.
- A pergunta que se poderia fazer a Ferry está no
- título do livro do primatologista Frans de Waal: "Somos
- inteligentes o bastante para saber quão inteligentes são
- os animais?". O autor questiona se a diferença entre nós
- e eles é abissal ou se este seria mais um argumento
- que não reconheceria nossa herança animal. Quando
- julgamos os animais somos ao mesmo tempo juiz e
- parte interessada em apagar o que temos em comum.
- Em um experimento de 1964, Jules Masserman
- mostrou que macacos rhesus têm uma empatia
- extraordinária. Ela montou jaulas de tal forma que,
- quando um macaco pegava comida, um outro que
- estava à sua vista tomava um choque. Assim que
- percebiam a coincidência, preferiam morrer de fome a
- fazer seu semelhante sofrer. Se um ET chegasse aqui,
- como julgaria, comparando humanos e rhesus, quem é
- moralmente superior no trato com o semelhante?
- Brincar é simular a realidade. Os mamíferos caçam
- ludicamente, assim como lutam, rosnam e perseguem
- os outros em conflitos fingidos. Entender que brincar é
- um momento de das regras habituais envolve
- uma operação mental complexa, tanto que há huma-
- nos com sérias dificuldades em entender o faz de
- conta. Talvez captar o "Era uma vez” dos contos de
- fadas, a senha para entrar na fantasia, seja uma habi-
- lidade que derive dessa aquisição cognitiva que o
- humano. Compartilhamos algumas sagacidades com
- criaturas de muitas pelagens.
- Supomos ser especiais por termos entrado no mundo
- dos signos. É certo que a linguagem faz toda diferença,
- é uma conquista que realmente nos separa dos animais.
- Mas seguimos sendo desde um corpo animal, fato que
- pesa no nosso comportamento mais do que admitimos.
- E ainda, o domínio do simbólico melhorou nossa empatia?
- Acredito que o amor aos animais, embora às vezes
- ingênuo ou exagerado, é uma crítica intuitiva ao para-
- digma de que os animais estariam ao nosso dispor.
- Creio ser uma discussão aberta, afinal, a ideia da natu-
- reza para nos servir deixou o planeta no estado que
- está. A Terra aproxima-se de uma catástrofe climática
- e os estúpidos seriam os animais…
Adaptado de: CORSO, M. Somos inteligentes o bastante para saber quão inteligentes são os animais? Disponível em<https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mariocorso/noticia/2022/08/somos-inteligentes-o-bastante-para-saber-quao-inteligentes-sao-os-animaiscl7gm60km003e0153mgguy0ra.html>. Acesso em: 12 nov. 2022.
Considere as seguintes afirmações acerca do sentido global do texto.
I - A frase Esperava argumento melhor do que mero antropocentrismo (l. 07-08) indica um desacordo entre o autor do texto e o autor do livro.
II - O exemplo fornecido no terceiro parágrafo serve de argumento que justifica o questionamento que conclui o parágrafo.
III - A frase Supomos ser especiais por termos entrado no mundo dos signos (l. 37-38) sustenta o argumento de Luc Ferry, por isso é mencionada pelo autor do texto.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões 08 a 15 referem-se ao texto abaixo.
- Luc Ferry lançou o livro Les Sept Écologie (As sete
- ecologias), livro bem-vindo, pois compara os diversos
- discursos ecológicos. Em um ponto, ele parece desafi-
- nado com nosso tempo. Ele critica quem humaniza os
- animais e tenta apagar a diferença entre eles e nós.
- Ferry diz que os humanos se para salvar focas e
- baleias, mas nunca o contrário. Esperava argumento
- melhor do que mero antropocentrismo.
- A pergunta que se poderia fazer a Ferry está no
- título do livro do primatologista Frans de Waal: "Somos
- inteligentes o bastante para saber quão inteligentes são
- os animais?". O autor questiona se a diferença entre nós
- e eles é abissal ou se este seria mais um argumento
- que não reconheceria nossa herança animal. Quando
- julgamos os animais somos ao mesmo tempo juiz e
- parte interessada em apagar o que temos em comum.
- Em um experimento de 1964, Jules Masserman
- mostrou que macacos rhesus têm uma empatia
- extraordinária. Ela montou jaulas de tal forma que,
- quando um macaco pegava comida, um outro que
- estava à sua vista tomava um choque. Assim que
- percebiam a coincidência, preferiam morrer de fome a
- fazer seu semelhante sofrer. Se um ET chegasse aqui,
- como julgaria, comparando humanos e rhesus, quem é
- moralmente superior no trato com o semelhante?
- Brincar é simular a realidade. Os mamíferos caçam
- ludicamente, assim como lutam, rosnam e perseguem
- os outros em conflitos fingidos. Entender que brincar é
- um momento de das regras habituais envolve
- uma operação mental complexa, tanto que há huma-
- nos com sérias dificuldades em entender o faz de
- conta. Talvez captar o "Era uma vez” dos contos de
- fadas, a senha para entrar na fantasia, seja uma habi-
- lidade que derive dessa aquisição cognitiva que o
- humano. Compartilhamos algumas sagacidades com
- criaturas de muitas pelagens.
- Supomos ser especiais por termos entrado no mundo
- dos signos. É certo que a linguagem faz toda diferença,
- é uma conquista que realmente nos separa dos animais.
- Mas seguimos sendo desde um corpo animal, fato que
- pesa no nosso comportamento mais do que admitimos.
- E ainda, o domínio do simbólico melhorou nossa empatia?
- Acredito que o amor aos animais, embora às vezes
- ingênuo ou exagerado, é uma crítica intuitiva ao para-
- digma de que os animais estariam ao nosso dispor.
- Creio ser uma discussão aberta, afinal, a ideia da natu-
- reza para nos servir deixou o planeta no estado que
- está. A Terra aproxima-se de uma catástrofe climática
- e os estúpidos seriam os animais…
Adaptado de: CORSO, M. Somos inteligentes o bastante para saber quão inteligentes são os animais? Disponível em<https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/mariocorso/noticia/2022/08/somos-inteligentes-o-bastante-para-saber-quao-inteligentes-sao-os-animaiscl7gm60km003e0153mgguy0ra.html>. Acesso em: 12 nov. 2022.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 06, 18, 29 e 34.
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Instrução: As questões 01 a 07 referem-se ao texto abaixo.
- Estou lendo Stolen Focus – Why You Can’t Pay
- Attention (numa tradução livre, O foco roubado – por
- que você não consegue prestar atenção), do jornalista
- britânico Johann Hari, sem dúvida, uma daquelas obras
- que definem uma época, sem edição aqui no Brasil,
- infelizmente. Mas vou tentar resumir aqui algumas das
- principais ideias abordadas por Hari após entrevistar
- dezenas de cientistas sobre o que chamaram de “a
- tempestade perfeita da degradação cognitiva”.
- A humanidade está perdendo sua capacidade de
- prestar atenção. Isso é um fato, não é uma suposição.
- Parece cada vez mais difícil nos concentrarmos numa
- única tarefa sem sermos interrompidos ou nos deixar-
- mos levar por uma distração, muito especialmente com
- um celular em mãos. Temos o mundo a um clique de
- distância e acesso a uma avalanche de informações
- sobre qualquer assunto ou interesse — dos mais banais
- e triviais, como uma receita, tópicos fundamentais,
- como política internacional, que podem impactar direta
- ou indiretamente nossas vidas.
- Temos medo de perder alguma coisa, de nos
- sentirmos defasados ou de ficarmos alheios que
- acontece — da sigla FOMO — Fear Of Missing Out,
- literalmente Medo de Ficar de Fora. Só que o volume
- de informação é tão imenso que foge completamente
- da nossa capacidade limitada de filtrar o que é infor-
- mação relevante e o que é puro lixo. Além disso, o
- aumento no número de informações e a rapidez com
- que chegam até nós diariamente são responsáveis por
- aquela sensação desagradável de que o tempo está
- passando rápido demais e de que a vida está nos
- escapando.
- Soma-se isso o design diabólico das redes
- sociais e seus algoritmos muito perversos que sabem
- exatamente o que rouba sua atenção. Quem nunca
- perdeu a noção do tempo assistindo a vídeos curtos em
- sequência, como cachorros fofinhos e gatos atrapalhados,
- ou tentando avançar de fase num joguinho viciante tipo
- Candy Crush? Não só crianças e adolescentes, mas
- hoje a grande maioria dos adultos perde preciosos
- minutos diários, talvez horas, deslizando os dedos na
- tela de um celular ou clicando com um mouse em busca
- de uma boa dose de dopamina.
- Segundo o autor do livro Stolen Focus, tudo isso
- está prejudicando a capacidade de pensar com profun-
- didade. Por conseguinte, estamos todos perdendo a
- fundamental habilidade cognitiva de analisar uma coisa
- de cada vez para depois refletirmos. Trocamos o
- pensamento e a contemplação pela reação
- estímulos, pelo consumo de conteúdo totalmente
- massificado e pela ilusão de que podemos dar conta
- de várias tarefas ao mesmo tempo. A consequência
- imediata em escala global? Redução do QI médio da
- população, maior ocorrência de erros nas atividades
- profissionais, menor criatividade, memória reduzida.
- Resumindo, a humanidade está ficando mais burra e
- mais incompetente.
Adaptado de: SOLDATELLI, C. A tempestade perfeita da degradação cognitiva. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/candice-soldatelli/noticia/2022/07/a-tempestade-perfeita-da-degradacao-cognitiva-cl5u6doh300b0016vja9tmqjf.html>. Acesso em: 12 nov. 2022.
Considere as seguintes afirmações acerca de elementos do texto.
I - desagradável (l. 30) deriva de verbo, devido à prefixação e à sufixação simultâneas.
II - exatamente (l. 35) deriva de adjetivo, devido à sufixação.
III - Redução (l. 53) é substantivo derivado de verbo.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões 01 a 07 referem-se ao texto abaixo.
- Estou lendo Stolen Focus – Why You Can’t Pay
- Attention (numa tradução livre, O foco roubado – por
- que você não consegue prestar atenção), do jornalista
- britânico Johann Hari, sem dúvida, uma daquelas obras
- que definem uma época, sem edição aqui no Brasil,
- infelizmente. Mas vou tentar resumir aqui algumas das
- principais ideias abordadas por Hari após entrevistar
- dezenas de cientistas sobre o que chamaram de “a
- tempestade perfeita da degradação cognitiva”.
- A humanidade está perdendo sua capacidade de
- prestar atenção. Isso é um fato, não é uma suposição.
- Parece cada vez mais difícil nos concentrarmos numa
- única tarefa sem sermos interrompidos ou nos deixar-
- mos levar por uma distração, muito especialmente com
- um celular em mãos. Temos o mundo a um clique de
- distância e acesso a uma avalanche de informações
- sobre qualquer assunto ou interesse — dos mais banais
- e triviais, como uma receita, tópicos fundamentais,
- como política internacional, que podem impactar direta
- ou indiretamente nossas vidas.
- Temos medo de perder alguma coisa, de nos
- sentirmos defasados ou de ficarmos alheios que
- acontece — da sigla FOMO — Fear Of Missing Out,
- literalmente Medo de Ficar de Fora. Só que o volume
- de informação é tão imenso que foge completamente
- da nossa capacidade limitada de filtrar o que é infor-
- mação relevante e o que é puro lixo. Além disso, o
- aumento no número de informações e a rapidez com
- que chegam até nós diariamente são responsáveis por
- aquela sensação desagradável de que o tempo está
- passando rápido demais e de que a vida está nos
- escapando.
- Soma-se isso o design diabólico das redes
- sociais e seus algoritmos muito perversos que sabem
- exatamente o que rouba sua atenção. Quem nunca
- perdeu a noção do tempo assistindo a vídeos curtos em
- sequência, como cachorros fofinhos e gatos atrapalhados,
- ou tentando avançar de fase num joguinho viciante tipo
- Candy Crush? Não só crianças e adolescentes, mas
- hoje a grande maioria dos adultos perde preciosos
- minutos diários, talvez horas, deslizando os dedos na
- tela de um celular ou clicando com um mouse em busca
- de uma boa dose de dopamina.
- Segundo o autor do livro Stolen Focus, tudo isso
- está prejudicando a capacidade de pensar com profun-
- didade. Por conseguinte, estamos todos perdendo a
- fundamental habilidade cognitiva de analisar uma coisa
- de cada vez para depois refletirmos. Trocamos o
- pensamento e a contemplação pela reação
- estímulos, pelo consumo de conteúdo totalmente
- massificado e pela ilusão de que podemos dar conta
- de várias tarefas ao mesmo tempo. A consequência
- imediata em escala global? Redução do QI médio da
- população, maior ocorrência de erros nas atividades
- profissionais, menor criatividade, memória reduzida.
- Resumindo, a humanidade está ficando mais burra e
- mais incompetente.
Adaptado de: SOLDATELLI, C. A tempestade perfeita da degradação cognitiva. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/candice-soldatelli/noticia/2022/07/a-tempestade-perfeita-da-degradacao-cognitiva-cl5u6doh300b0016vja9tmqjf.html>. Acesso em: 12 nov. 2022.
Considere os seguintes pares de elementos do texto.
I - a (l. 15) e sobre (l. 17).
II - aquela (l. 30) e que (l. 34).
III - uma (l. 43) e o (l. 44).
Em quais pares há elementos da mesma classe gramatical?
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Instrução: As questões 01 a 07 referem-se ao texto abaixo.
- Estou lendo Stolen Focus – Why You Can’t Pay
- Attention (numa tradução livre, O foco roubado – por
- que você não consegue prestar atenção), do jornalista
- britânico Johann Hari, sem dúvida, uma daquelas obras
- que definem uma época, sem edição aqui no Brasil,
- infelizmente. Mas vou tentar resumir aqui algumas das
- principais ideias abordadas por Hari após entrevistar
- dezenas de cientistas sobre o que chamaram de “a
- tempestade perfeita da degradação cognitiva”.
- A humanidade está perdendo sua capacidade de
- prestar atenção. Isso é um fato, não é uma suposição.
- Parece cada vez mais difícil nos concentrarmos numa
- única tarefa sem sermos interrompidos ou nos deixar-
- mos levar por uma distração, muito especialmente com
- um celular em mãos. Temos o mundo a um clique de
- distância e acesso a uma avalanche de informações
- sobre qualquer assunto ou interesse — dos mais banais
- e triviais, como uma receita, tópicos fundamentais,
- como política internacional, que podem impactar direta
- ou indiretamente nossas vidas.
- Temos medo de perder alguma coisa, de nos
- sentirmos defasados ou de ficarmos alheios que
- acontece — da sigla FOMO — Fear Of Missing Out,
- literalmente Medo de Ficar de Fora. Só que o volume
- de informação é tão imenso que foge completamente
- da nossa capacidade limitada de filtrar o que é infor-
- mação relevante e o que é puro lixo. Além disso, o
- aumento no número de informações e a rapidez com
- que chegam até nós diariamente são responsáveis por
- aquela sensação desagradável de que o tempo está
- passando rápido demais e de que a vida está nos
- escapando.
- Soma-se isso o design diabólico das redes
- sociais e seus algoritmos muito perversos que sabem
- exatamente o que rouba sua atenção. Quem nunca
- perdeu a noção do tempo assistindo a vídeos curtos em
- sequência, como cachorros fofinhos e gatos atrapalhados,
- ou tentando avançar de fase num joguinho viciante tipo
- Candy Crush? Não só crianças e adolescentes, mas
- hoje a grande maioria dos adultos perde preciosos
- minutos diários, talvez horas, deslizando os dedos na
- tela de um celular ou clicando com um mouse em busca
- de uma boa dose de dopamina.
- Segundo o autor do livro Stolen Focus, tudo isso
- está prejudicando a capacidade de pensar com profun-
- didade. Por conseguinte, estamos todos perdendo a
- fundamental habilidade cognitiva de analisar uma coisa
- de cada vez para depois refletirmos. Trocamos o
- pensamento e a contemplação pela reação
- estímulos, pelo consumo de conteúdo totalmente
- massificado e pela ilusão de que podemos dar conta
- de várias tarefas ao mesmo tempo. A consequência
- imediata em escala global? Redução do QI médio da
- população, maior ocorrência de erros nas atividades
- profissionais, menor criatividade, memória reduzida.
- Resumindo, a humanidade está ficando mais burra e
- mais incompetente.
Adaptado de: SOLDATELLI, C. A tempestade perfeita da degradação cognitiva. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/candice-soldatelli/noticia/2022/07/a-tempestade-perfeita-da-degradacao-cognitiva-cl5u6doh300b0016vja9tmqjf.html>. Acesso em: 12 nov. 2022.
Considere o uso de advérbios no texto e assinale com 1 aquele que modifica o sentido de um adjetivo e com 2 aquele que modifica o sentido de outro advérbio.
( ) muito (l. 14)
( ) tão (l. 25)
( ) muito (l. 34)
( ) totalmente (l. 50)
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Instrução: As questões 01 a 07 referem-se ao texto abaixo.
- Estou lendo Stolen Focus – Why You Can’t Pay
- Attention (numa tradução livre, O foco roubado – por
- que você não consegue prestar atenção), do jornalista
- britânico Johann Hari, sem dúvida, uma daquelas obras
- que definem uma época, sem edição aqui no Brasil,
- infelizmente. Mas vou tentar resumir aqui algumas das
- principais ideias abordadas por Hari após entrevistar
- dezenas de cientistas sobre o que chamaram de “a
- tempestade perfeita da degradação cognitiva”.
- A humanidade está perdendo sua capacidade de
- prestar atenção. Isso é um fato, não é uma suposição.
- Parece cada vez mais difícil nos concentrarmos numa
- única tarefa sem sermos interrompidos ou nos deixar-
- mos levar por uma distração, muito especialmente com
- um celular em mãos. Temos o mundo a um clique de
- distância e acesso a uma avalanche de informações
- sobre qualquer assunto ou interesse — dos mais banais
- e triviais, como uma receita, tópicos fundamentais,
- como política internacional, que podem impactar direta
- ou indiretamente nossas vidas.
- Temos medo de perder alguma coisa, de nos
- sentirmos defasados ou de ficarmos alheios que
- acontece — da sigla FOMO — Fear Of Missing Out,
- literalmente Medo de Ficar de Fora. Só que o volume
- de informação é tão imenso que foge completamente
- da nossa capacidade limitada de filtrar o que é infor-
- mação relevante e o que é puro lixo. Além disso, o
- aumento no número de informações e a rapidez com
- que chegam até nós diariamente são responsáveis por
- aquela sensação desagradável de que o tempo está
- passando rápido demais e de que a vida está nos
- escapando.
- Soma-se isso o design diabólico das redes
- sociais e seus algoritmos muito perversos que sabem
- exatamente o que rouba sua atenção. Quem nunca
- perdeu a noção do tempo assistindo a vídeos curtos em
- sequência, como cachorros fofinhos e gatos atrapalhados,
- ou tentando avançar de fase num joguinho viciante tipo
- Candy Crush? Não só crianças e adolescentes, mas
- hoje a grande maioria dos adultos perde preciosos
- minutos diários, talvez horas, deslizando os dedos na
- tela de um celular ou clicando com um mouse em busca
- de uma boa dose de dopamina.
- Segundo o autor do livro Stolen Focus, tudo isso
- está prejudicando a capacidade de pensar com profun-
- didade. Por conseguinte, estamos todos perdendo a
- fundamental habilidade cognitiva de analisar uma coisa
- de cada vez para depois refletirmos. Trocamos o
- pensamento e a contemplação pela reação
- estímulos, pelo consumo de conteúdo totalmente
- massificado e pela ilusão de que podemos dar conta
- de várias tarefas ao mesmo tempo. A consequência
- imediata em escala global? Redução do QI médio da
- população, maior ocorrência de erros nas atividades
- profissionais, menor criatividade, memória reduzida.
- Resumindo, a humanidade está ficando mais burra e
- mais incompetente.
Adaptado de: SOLDATELLI, C. A tempestade perfeita da degradação cognitiva. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/candice-soldatelli/noticia/2022/07/a-tempestade-perfeita-da-degradacao-cognitiva-cl5u6doh300b0016vja9tmqjf.html>. Acesso em: 12 nov. 2022.
Considere as afirmações abaixo, sobre o sentido de passagens do texto.
I - Em A humanidade está perdendo sua capacidade de prestar atenção (l. 10-11), é feita uma afirmação de valor declarativo.
II - Em Quem nunca perdeu a noção do tempo assistindo a vídeos curtos em sequência, como cachorros fofinhos e gatos atrapalhados, ou tentando avançar de fase num joguinho viciante tipo Candy Crush? (l. 35-39), o autor do texto expressa uma incerteza.
III - Em a humanidade está ficando mais burra e mais incompetente (l. 56-57), o autor propõe uma síntese do raciocínio expresso no texto.
Quais estão corretas?
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- MorfologiaConjunçõesClassificação das ConjunçõesConjunções CoordenativasConjunções coordenativas adversativas
Instrução: As questões 01 a 07 referem-se ao texto abaixo.
- Estou lendo Stolen Focus – Why You Can’t Pay
- Attention (numa tradução livre, O foco roubado – por
- que você não consegue prestar atenção), do jornalista
- britânico Johann Hari, sem dúvida, uma daquelas obras
- que definem uma época, sem edição aqui no Brasil,
- infelizmente. Mas vou tentar resumir aqui algumas das
- principais ideias abordadas por Hari após entrevistar
- dezenas de cientistas sobre o que chamaram de “a
- tempestade perfeita da degradação cognitiva”.
- A humanidade está perdendo sua capacidade de
- prestar atenção. Isso é um fato, não é uma suposição.
- Parece cada vez mais difícil nos concentrarmos numa
- única tarefa sem sermos interrompidos ou nos deixar-
- mos levar por uma distração, muito especialmente com
- um celular em mãos. Temos o mundo a um clique de
- distância e acesso a uma avalanche de informações
- sobre qualquer assunto ou interesse — dos mais banais
- e triviais, como uma receita, tópicos fundamentais,
- como política internacional, que podem impactar direta
- ou indiretamente nossas vidas.
- Temos medo de perder alguma coisa, de nos
- sentirmos defasados ou de ficarmos alheios que
- acontece — da sigla FOMO — Fear Of Missing Out,
- literalmente Medo de Ficar de Fora. Só que o volume
- de informação é tão imenso que foge completamente
- da nossa capacidade limitada de filtrar o que é infor-
- mação relevante e o que é puro lixo. Além disso, o
- aumento no número de informações e a rapidez com
- que chegam até nós diariamente são responsáveis por
- aquela sensação desagradável de que o tempo está
- passando rápido demais e de que a vida está nos
- escapando.
- Soma-se isso o design diabólico das redes
- sociais e seus algoritmos muito perversos que sabem
- exatamente o que rouba sua atenção. Quem nunca
- perdeu a noção do tempo assistindo a vídeos curtos em
- sequência, como cachorros fofinhos e gatos atrapalhados,
- ou tentando avançar de fase num joguinho viciante tipo
- Candy Crush? Não só crianças e adolescentes, mas
- hoje a grande maioria dos adultos perde preciosos
- minutos diários, talvez horas, deslizando os dedos na
- tela de um celular ou clicando com um mouse em busca
- de uma boa dose de dopamina.
- Segundo o autor do livro Stolen Focus, tudo isso
- está prejudicando a capacidade de pensar com profun-
- didade. Por conseguinte, estamos todos perdendo a
- fundamental habilidade cognitiva de analisar uma coisa
- de cada vez para depois refletirmos. Trocamos o
- pensamento e a contemplação pela reação
- estímulos, pelo consumo de conteúdo totalmente
- massificado e pela ilusão de que podemos dar conta
- de várias tarefas ao mesmo tempo. A consequência
- imediata em escala global? Redução do QI médio da
- população, maior ocorrência de erros nas atividades
- profissionais, menor criatividade, memória reduzida.
- Resumindo, a humanidade está ficando mais burra e
- mais incompetente.
Adaptado de: SOLDATELLI, C. A tempestade perfeita da degradação cognitiva. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/candice-soldatelli/noticia/2022/07/a-tempestade-perfeita-da-degradacao-cognitiva-cl5u6doh300b0016vja9tmqjf.html>. Acesso em: 12 nov. 2022.
Assinale a alternativa que apresenta relações de sentido, contextualmente adequadas no texto, para os nexos de articulação Mas (l. 06), e (l. 31) e Por conseguinte (l. 46).
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- Estou lendo Stolen Focus – Why You Can’t Pay
- Attention (numa tradução livre, O foco roubado – por
- que você não consegue prestar atenção), do jornalista
- britânico Johann Hari, sem dúvida, uma daquelas obras
- que definem uma época, sem edição aqui no Brasil,
- infelizmente. Mas vou tentar resumir aqui algumas das
- principais ideias abordadas por Hari após entrevistar
- dezenas de cientistas sobre o que chamaram de “a
- tempestade perfeita da degradação cognitiva”.
- A humanidade está perdendo sua capacidade de
- prestar atenção. Isso é um fato, não é uma suposição.
- Parece cada vez mais difícil nos concentrarmos numa
- única tarefa sem sermos interrompidos ou nos deixar-
- mos levar por uma distração, muito especialmente com
- um celular em mãos. Temos o mundo a um clique de
- distância e acesso a uma avalanche de informações
- sobre qualquer assunto ou interesse — dos mais banais
- e triviais, como uma receita, tópicos fundamentais,
- como política internacional, que podem impactar direta
- ou indiretamente nossas vidas.
- Temos medo de perder alguma coisa, de nos
- sentirmos defasados ou de ficarmos alheios que
- acontece — da sigla FOMO — Fear Of Missing Out,
- literalmente Medo de Ficar de Fora. Só que o volume
- de informação é tão imenso que foge completamente
- da nossa capacidade limitada de filtrar o que é infor-
- mação relevante e o que é puro lixo. Além disso, o
- aumento no número de informações e a rapidez com
- que chegam até nós diariamente são responsáveis por
- aquela sensação desagradável de que o tempo está
- passando rápido demais e de que a vida está nos
- escapando.
- Soma-se isso o design diabólico das redes
- sociais e seus algoritmos muito perversos que sabem
- exatamente o que rouba sua atenção. Quem nunca
- perdeu a noção do tempo assistindo a vídeos curtos em
- sequência, como cachorros fofinhos e gatos atrapalhados,
- ou tentando avançar de fase num joguinho viciante tipo
- Candy Crush? Não só crianças e adolescentes, mas
- hoje a grande maioria dos adultos perde preciosos
- minutos diários, talvez horas, deslizando os dedos na
- tela de um celular ou clicando com um mouse em busca
- de uma boa dose de dopamina.
- Segundo o autor do livro Stolen Focus, tudo isso
- está prejudicando a capacidade de pensar com profun-
- didade. Por conseguinte, estamos todos perdendo a
- fundamental habilidade cognitiva de analisar uma coisa
- de cada vez para depois refletirmos. Trocamos o
- pensamento e a contemplação pela reação
- estímulos, pelo consumo de conteúdo totalmente
- massificado e pela ilusão de que podemos dar conta
- de várias tarefas ao mesmo tempo. A consequência
- imediata em escala global? Redução do QI médio da
- população, maior ocorrência de erros nas atividades
- profissionais, menor criatividade, memória reduzida.
- Resumindo, a humanidade está ficando mais burra e
- mais incompetente.
Adaptado de: SOLDATELLI, C. A tempestade perfeita da degradação cognitiva. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/candice-soldatelli/noticia/2022/07/a-tempestade-perfeita-da-degradacao-cognitiva-cl5u6doh300b0016vja9tmqjf.html>. Acesso em: 12 nov. 2022.
Abaixo são feitas algumas afirmações acerca de ideias veiculadas pelo texto.
I - Trata-se de uma apresentação da obra Stolen Focus – Why You Can’t Pay Attention, cujo objetivo principal é dar a conhecer os principais problemas de funcionamento dos algoritmos e das redes sociais.
II - Trata-se de uma crítica ferrenha à abordagem cognitivista no tratamento dos problemas de atenção.
III - Trata-se de um resumo do livro Stolen Focus – Why You Can’t Pay Attention que enfoca alguns dos pontos considerados essenciais da obra.
Quais estão corretas?
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Instrução: As questões 01 a 07 referem-se ao texto abaixo.
- Estou lendo Stolen Focus – Why You Can’t Pay
- Attention (numa tradução livre, O foco roubado – por
- que você não consegue prestar atenção), do jornalista
- britânico Johann Hari, sem dúvida, uma daquelas obras
- que definem uma época, sem edição aqui no Brasil,
- infelizmente. Mas vou tentar resumir aqui algumas das
- principais ideias abordadas por Hari após entrevistar
- dezenas de cientistas sobre o que chamaram de “a
- tempestade perfeita da degradação cognitiva”.
- A humanidade está perdendo sua capacidade de
- prestar atenção. Isso é um fato, não é uma suposição.
- Parece cada vez mais difícil nos concentrarmos numa
- única tarefa sem sermos interrompidos ou nos deixar-
- mos levar por uma distração, muito especialmente com
- um celular em mãos. Temos o mundo a um clique de
- distância e acesso a uma avalanche de informações
- sobre qualquer assunto ou interesse — dos mais banais
- e triviais, como uma receita, tópicos fundamentais,
- como política internacional, que podem impactar direta
- ou indiretamente nossas vidas.
- Temos medo de perder alguma coisa, de nos
- sentirmos defasados ou de ficarmos alheios que
- acontece — da sigla FOMO — Fear Of Missing Out,
- literalmente Medo de Ficar de Fora. Só que o volume
- de informação é tão imenso que foge completamente
- da nossa capacidade limitada de filtrar o que é infor-
- mação relevante e o que é puro lixo. Além disso, o
- aumento no número de informações e a rapidez com
- que chegam até nós diariamente são responsáveis por
- aquela sensação desagradável de que o tempo está
- passando rápido demais e de que a vida está nos
- escapando.
- Soma-se isso o design diabólico das redes
- sociais e seus algoritmos muito perversos que sabem
- exatamente o que rouba sua atenção. Quem nunca
- perdeu a noção do tempo assistindo a vídeos curtos em
- sequência, como cachorros fofinhos e gatos atrapalhados,
- ou tentando avançar de fase num joguinho viciante tipo
- Candy Crush? Não só crianças e adolescentes, mas
- hoje a grande maioria dos adultos perde preciosos
- minutos diários, talvez horas, deslizando os dedos na
- tela de um celular ou clicando com um mouse em busca
- de uma boa dose de dopamina.
- Segundo o autor do livro Stolen Focus, tudo isso
- está prejudicando a capacidade de pensar com profun-
- didade. Por conseguinte, estamos todos perdendo a
- fundamental habilidade cognitiva de analisar uma coisa
- de cada vez para depois refletirmos. Trocamos o
- pensamento e a contemplação pela reação
- estímulos, pelo consumo de conteúdo totalmente
- massificado e pela ilusão de que podemos dar conta
- de várias tarefas ao mesmo tempo. A consequência
- imediata em escala global? Redução do QI médio da
- população, maior ocorrência de erros nas atividades
- profissionais, menor criatividade, memória reduzida.
- Resumindo, a humanidade está ficando mais burra e
- mais incompetente.
Adaptado de: SOLDATELLI, C. A tempestade perfeita da degradação cognitiva. Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/candice-soldatelli/noticia/2022/07/a-tempestade-perfeita-da-degradacao-cognitiva-cl5u6doh300b0016vja9tmqjf.html>. Acesso em: 12 nov. 2022.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 18, 22, 33 e 49.
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Considere os excertos abaixo.
I - Garantia de ensino fundamental obrigatório de oito anos a todas as crianças de 7 a 14 anos, assegurando o seu ingresso e a sua permanência na escola e a conclusão desse ensino.
II - Garantia de ensino fundamental a todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. A erradicação do analfabetismo faz parte dessa prioridade, considerando-se a alfabetização de jovens e adultos como ponto de partida e parte intrínseca desse nível de ensino.
III - Ampliação do atendimento nos demais níveis de ensino – a educação infantil, o ensino médio e a educação superior.
IV - Valorização dos profissionais da educação. Particular atenção deverá ser dada à formação inicial e continuada, em especial dos professores. Faz parte dessa valorização a garantia das condições adequadas de trabalho, entre elas o tempo para estudo e preparação das aulas, salário digno, com piso salarial e carreira de magistério.
V - Desenvolvimento de sistemas de informação e de avaliação em todos os níveis e modalidades de ensino, inclusive educação profissional, contemplando também o aperfeiçoamento dos processos de coleta e a difusão dos dados, como instrumentos indispensáveis para a gestão do sistema educacional e melhoria do ensino.
Quais constituem prioridades do Plano Nacional de Educação?
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