Foram encontradas 60 questões.
Leia atentamente os textos a seguir para responder à questão.
TEXTO I
GRAVIDEZ É RESPONSÁVEL POR 18% DA EVASÃO ESCOLAR ENTRE MENINAS
“Questões familiares, trabalho e gravidez: esses são os três principais elementos que afastam as jovens brasileiras dos estudos, segundo pesquisa sobre evasão escolar feita em parceria com Ministério da Educação, a Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI) e a Faculdade Latino-Americana de Ciências (Flacso).
O estudo perguntou aos jovens de 15 a 29 anos por que pararam de estudar e o que havia motivado tal decisão. Entre as meninas, 18,1% indicaram a gravidez como o principal motivo. Já entre os meninos da mesma faixa etária, somente 1,3% declararam que interromperam os estudos pela mesma razão.
Outras 23,1% das jovens brasileiras afirmaram que saíram da escola “por questões familiares”, enquanto o índice entre os garotos foi de 16,4%. Embora o estudo não explore quais são essas questões, limitando-se apenas a afirmar que se relacionam com o ambiente da casa do estudante, entende-se que as tarefas de cuidado (do domicílio ou de crianças e idosos), geralmente delegadas às mulheres, também possuem um peso importante na evasão escolar das meninas.
A necessidade de trabalhar também tem peso. O estudo mostra que do total de adolescentes que abandonou o ensino formal, 36,1% dos meninos declararam que o motivo foi a necessidade de trabalho. O índice é de 20,9% entre as jovens brasileiras. [...]”
Fonte: Centro de Referências em Educação Integral.
http://educacaointegral.org.br/reportagens/gravidez-e-responsavel-por-18-da-evasao-escolas-entre-meninas/
TEXTO II

TEXTO III

TEXTO IV

QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
Com base nas questões suscitadas pelos textos, é correto afirmar que:
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Leia atentamente as tabelas e o texto a seguir para responder à questão.
TEXTO
“Charlot (2002, p. 432-433) assinala que, historicamente, a questão da violência na escola não é tão nova, tendo sido registrada ainda no final do século XIX. As formas que ela assume é que são novas, sendo importante considerar a violência na escola ou que se produz dentro do espaço escolar sem estar ligada à natureza das atividades de ensino, diferente da violência contra a escola, que visa atingir a instituição e aqueles que a representam, e também distinta da violência da escola, institucional, simbólica e que incide sobre os estudantes via imposição curricular, modos de organização das classes, avaliação autoritária e outras formas de controle, discriminação e humilhação. [...] Portanto, a temática da violência na escola constitui um desafio que se impõe e do qual não se pode escapar quando se pretende contribuir para subsidiar a discussão de questões relativas à realidade da Escola Básica com a finalidade de construir alternativas para a melhoria do ensino público e a formação de professores.”
Fonte: MATTOS, C. L. G.; COELHO, M. I. M. Violência na escola: reconstruindo e revisitando
trajetórias e imagens de pesquisas produzidas por no Núcleo de Etnografia em Educação entre 1992 e 2007.
In: MATTOS, C. L. G.; CASTRO, P. A. (orgs.). Etnografia e educação: conceitos e usos. Campina Grande: EDUEPB, 2011
TABELA 1 - Proporção de alunos*, por percepção das consequências da violência na escola sobre o seu desempenho escolar, segundo capitais das Unidades da Federação 2000
| Conseqüências da violência na escola sobre o desempenho escolar | |||
| Capitais |
Não consegue se concentrar nos estudos |
Fica nervoso, revoltado | Perde a vontade de ir à escola |
| Distrito Federal | 46 | 32 | 31 |
| Goiânia | 46 | 34 | 34 |
| Cuiabá | 51 | 39 | 34 |
| Manaus | 52 | 33 | 34 |
| Belém | 46 | 28 | 28 |
| Fortaleza | 49 | 32 | 34 |
| Recife | 41 | 29 | 27 |
| Maceió | 46 | 33 | 29 |
| Salvador | 46 | 30 | 31 |
| Vitória | 44 | 34 | 31 |
| Rio de Janeiro | 42 | 28 | 27 |
| São Paulo | 42 | 32 | 33 |
| Florianópolis | 38 | 32 | 29 |
| Porto Alegre | 42 | 33 | 32 |
Fonte: Pesquisa Nacional Violência, Aids e Drogas nas Escolas, UNESCO, 2001.
Notas: Foi perguntado aos alunos “Como você acha que a violência afeta seus estudos: (Marque todas que forem verdadeiras)”. Os percentuais referem-se apenas às respostas afirmativas.
*Dados expandidos
TABELA 2 - Proporção de membros do corpo técnico-pedagógico, por percepção das consequências da violência na escola sobre o seu desempenho profissional, segundo capitais das Unidades da Federação 2000
| Conseqüências da violência sobre desempenho profissional | |||||
| Capitais |
Seu estímulo para o trabalho diminui |
Sente-se revoltado |
Não consegue se concentrar direito nas aulas |
Perde a vontade de ir trabalhar |
Fica nervoso e irritado na escola |
| Distrito Federal | 49 | 39 | 27 | 23 | 22 |
| Goiânia | 54 | 35 | 30 | 27 | 26 |
| Cuiabá | 40 | 29 | 23 | 23 | 21 |
| Manaus | 44 | 28 | 23 | 18 | 19 |
| Belém | 37 | 21 | 23 | 15 | 19 |
| Fortaleza | 46 | 24 | 33 | 22 | 18 |
| Recife | 58 | 27 | 30 | 30 | 21 |
| Maceió | 35 | 25 | 23 | 15 | 15 |
| Salvador | 54 | 26 | 30 | 31 | 27 |
| Vitória | 47 | 24 | 18 | 21 | 24 |
| Rio de Janeiro | 48 | 25 | 17 | 30 | 19 |
| São Paulo | 57 | 31 | 23 | 25 | 23 |
| Florianópolis | 42 | 27 | 19 | 31 | 22 |
| Porto Alegre | 54 | 35 | 24 | 28 | 24 |
Fonte: Pesquisa Nacional Violência, Aids e Drogas nas Escolas, UNESCO, 2001.
Nota: Foi perguntado ao corpo técnico-pedagógico: “Como você acha que a violência afeta seu trabalho na escola: (Marque todas que forem verdadeiras)”. Os percentuais referem-se apenas às respostas afirmativas.
No texto, as autoras elencam três formas de manifestação de violência na escola na atualidade. Já nas tabelas I e II, apresentam-se dados que de maneira mais detalhada exploram algumas consequências provocadas pela violência no ambiente escolar. Com base nessas informações, só NÃO é possível afirmar que:
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É inegável a diversidade humana. A escola, embora seja um espaço sociocultural em que as diferenças estão presentes, nem sempre considerou sua existência ou atentou para a sua complexidade, em todos os elementos do processo pedagógico.
As informações a seguir evidenciam aspectos importantes a serem analisados no que se refere à inclusão escolar.
IMAGEM I

IMAGEM II

IMAGEM III

|
Igualdade é dar às pessoas as mesmas oportunidades. Equidade é adaptar as oportunidades deixando-as justas. |
Refletindo sobre as práticas da inclusão, é correto afirmar que:
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A Lei nº 13.146, de 06 de julho de 2015, afirma que a pessoa com deficiência tem direito à cultura, ao esporte, ao turismo e ao lazer em igualdade de oportunidades com as demais pessoas. De acordo com o artigo 42, § 2º, o poder público deve adotar soluções destinadas à eliminação, à redução ou à superação de barreiras para promoção do acesso a todo patrimônio cultural, observadas as normas de:
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A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva inclusiva (2008), assegura a oferta de atendimento educacional especializado aos alunos que possuem:
I. Deficiências.
II. Transtornos globais do desenvolvimento.
III. Superdotação / altas habilidades.
IV. Dificuldade socioeconômica.
Seria correto afirmar que a oferta do referido atendimento deve acolher:
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A diversidade cultural brasileira tem sido alvo de inúmeros estudos, na última década, no cenário educacional. Cada vez mais conceitos como diversidade, diferença, igualdade e justiça social têm se configurado por parte daqueles que lutam por uma educação verdadeiramente cidadã.
Assinale a opção que NÃO aborda a diversidade cultural como eixo norteador da afirmativa.
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O fundamento de toda a linguagem é o dialogismo, essa relação com o outro. “A vida é dialógica por natureza. Viver significa participar de um diálogo”
(BAKHTIN, 1961, p.293).
“Viver significa ocupar uma posição de valores em cada um dos aspectos da vida”.
(BAKHTIN, 1979, p.201).
Neste sentido, as relações consigo mesmo e com o outro se apropriam de um princípio dialógico que é fundado pela:
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A violência relacionada a práticas discriminatórias resultantes de pré-concepções quanto à raça mostra-se evidente na comunidade escolar.
Os relatos a seguir foram dados coletados de uma pesquisa realizada em escola pública de Florianópolis.
“A minha filha sofre preconceito na escola, mas é o inverso. A maioria dos alunos são negros e minha filha é branca. Aí por ser branca, ela é completamente discriminada na escola. Já ameaçaram até de cortar o cabelo dela, que tem o cabelo liso, comprido e loiro.” “_ o que essa loira aguada tá fazendo aqui?”
(grupo focal de pais de escola pública em Florianópolis).
“De fato, existe, por parte de vários alunos, de membros do corpo técnico-pedagógico e de pais, o reconhecimento de que há preconceito racial na escola. Isso frizado principalmente pelos que foram vitimizados, aos quais são dirigidas expressões como negona, molambo, fedorenta e cabelo de Bombril.”
(ABRAMOVAY, M. ; RUA. M. das G. pág. 46).
Nos relatos apresentados, são evidenciadas formas de discriminação. Os valores invadem a escola e não sendo discutidos educativamente contribuem para a formação de preconceito. Neste sentido, é correto afirmar que preconceito pode se caracterizar como um:
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De acordo com o artigo 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar, em condições de liberdade e dignidade, o desenvolvimento:
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“Violência é um ato de brutalidade física e/ou psíquica contra alguém e caracteriza relações interpessoais descritas como de opressão, intimidação, medo e terror. A violência pode se manifestar por signos ou por símbolos, preconceitos, metáforas, desenhos, isto é, por qualquer coisa que possa ser interpretada como aviso de ameaça.”
(Cadernos de educação/FaE/PPGE/UFPel).
Para Bourdieu, a violência se expressa na imposição legítima e dissimulada, com a interiorização da cultura dominante, havendo uma correlação entre desigualdades sociais e escolares. Nesta perspectiva, Bourdieu se refere à violência:
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