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Cotas de acesso ao ensino superior ajudam a transformar a universidade pública
Alguma coisa acontece nas universidades brasileiras. Há quem chame de mau gosto o que vê, porque "narciso acha feio o que não é espelho", diria Caetano Veloso em Sampa. São estudantes oriundos de famílias com renda inferior a um salário mínimo e meio, além de indígenas de diferentes etnias, que estão se fazendo presentes em salas de aula de cursos concorridos como medicina e engenharias, entre outras. São os cotistas que, desde agosto de 2012, passaram a ser regulamentados pela Lei das Cotas (Lei nº 12.711). Esta lei, que reserva 50% das vagas de cursos superiores para alunos vindos de escolas públicas e autodeclarados negros também oriundos de escola pública, é tema de vários estudos acadêmicos e movimenta a pauta da grande mídia.
Prós e contras se multiplicam, com argumentos que vão desde o fatalista "será o fim da universidade pública de qualidade" até o apologista "trata-se de uma nova abolição dos escravos". Há, ainda, os que veem a Lei de Cotas como mais uma política afirmativa para tentar diminuir as desigualdades no país. Afinal, curso superior é um caminho indicado para empregos com melhores salários. Com efeito, dados da pesquisa “Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2011”, divulgada em 24 de maio de 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que em 2011 quem tinha nível superior recebia, em média, salário de R$ 4.135,00 e quem não tinha, R$ 1.294,00. A diferença salarial entre os trabalhadores brasileiros com e sem nível superior pode chegar a 219%.
Portanto, o diploma universitário pode ser, de fato, um passaporte para ascensão social. Não é de se estranhar que, alheios ao debate sobre a pertinência da Lei das Cotas, mais de 7,8 milhões candidatos estão inscritos para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2013. O Enem é utilizado como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni) ou para uma das 500 universidades brasileiras, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), que já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou seja substituindo o vestibular. E a Lei de Cotas já está valendo para as instituições federais de ensino superior.
Em contrapartida, mesmo com pouco tempo ainda da adoção de algum tipo de cota de acesso, o que já se observa é que tal política nas universidades públicas contribui gradualmente, num processo lento, para uma transformação da universidade. E, nessa transformação, o lado mais resistente não é o aluno cotista que precisará fazer um grande esforço para acompanhar os cursos, se não tiver a necessária base que o ensino médio deveria oferecer. Os docentes também precisarão aprender a conviver com essas diferenças, que poderão contribuir, positivamente, para uma composição mais diversificada do alunado, capaz, assim, de melhor refletir, na universidade, a diversidade social e étnica de que se faz a nossa população.
[...]
Em 2004 ocorreram os primeiros vestibulares em universidades públicas por meio de um sistema de cotas, que variava de uma instituição a outra. As precursoras foram a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), seguidas pela Universidade de Brasília (UnB), pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Mas antes mesmo de se formarem as primeiras turmas, muitas análises foram e continuam sendo feitas, ora questionando os efeitos da política de cotas, ora apontando suas grandes possibilidades de inclusão social. Em geral esses argumentos, sejam favoráveis ou não, tendem a discutir universidade como se esta fosse única, uniforme e uníssona. Existem grandes diferenças regionais, e dentro de uma mesma instituição as diferenças entre cursos podem ser enormes.
Análises que dividem todos os alunos de uma mesma universidade em cotistas e não cotistas não consideram a diversidade que os números não revelam.
Um interessante exemplo é o estudo feito por Fábio Waltenberg e Márcia Marques de Carvalho, pesquisadores do Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento (Cede-UFF). A partir do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2008, os autores traçam um perfil dos concluintes dos cursos avaliados naquele ano, comparando alunos beneficiados por ações afirmativas com os demais alunos. Os dados referem-se a 167.704 concluintes. Estes, em algumas análises, foram agrupados de acordo com o cruzamento de informações acerca das proporções de não brancos, egressos de ensino médio público e baixa escolaridade dos pais nos diferentes cursos, em cursos de baixo (pedagogia), alto (engenharias e ciência da computação) e médio prestígio social (os demais). [...] Entendendo-se como diversidade uma maior representação de grupos desfavorecidos, os autores concluem que as diversas políticas de ações afirmativas foram de fato bem sucedidas no objetivo de proporcionar maior diversidade nas universidades, embora tal tendência seja menos clara em cursos mais prestigiosos. Com relação ao desempenho dos alunos, a nota média dos concluintes das estaduais e federais que ingressaram por meio de ações afirmativas é cerca de 0,4 pontos em 10 menor com relação aos concluintes que ingressaram pelo método tradicional, ou seja, pouco significativa.
[...]
As políticas de ação afirmativa surgiram a partir da década de 1960, no auge da luta dos negros norte-americanos pelo fim da segregação racial legal, até então em vigor em várias esferas da vida social nos Estados Unidos. A expressão ação afirmativa tem sido atribuída a John Kennedy que, em decreto presidencial de 1961, determinou que órgãos do governo dos Estados Unidos deveriam adotar medidas afirmativas no sentido de assegurar o acesso e a permanência como empregados de indivíduos das diversas raças, credos e nacionalidades. Depois disso, a expressão ganhou conteúdo mais preciso e passou a definir as medidas especiais e temporárias que buscam acelerar o processo de igualdade substantiva por parte de grupos considerados vulneráveis.
Assim, enquanto ação afirmativa, a atual Lei de Cotas busca reduzir as fortes distorções que são observadas na sociedade brasileira. [...] Em trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino (XVI Endipe), realizado na Unicamp em 2012, Daniela Frida Drelich Valentim, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), considera que as ações afirmativas para os negros nas universidades fazem parte das chamadas políticas de reconhecimento da diferença, cujas demandas estão ligadas à representação, à cultura e à identidade dos grupos étnicos, raciais, sexuais, dentre outros. Segundo ela, as demandas por reconhecimento vêm adquirindo maior relevância na arena política desde o fim do século XX. Mas Daniela pondera que essas demandas estão ocorrendo em um mundo de desigualdade material acentuada, onde ainda faz muito sentido lutar por uma repartição menos desigual das riquezas sociais.
ASSAD, Leonor. Cotas de acesso ao ensino superior ajudam a transformar a universidade pública. Cienc. Cult., São Paulo, v. 65, n. 3, jul. 2013. Disponível em: <http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252013000300003&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 5 out. 2013. [adaptado]
Com relação ao Texto, analise se as afirmativas abaixo são VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F).
( ) A palavra “cotistas” tem como referência “estudantes” e “indígenas”.
( ) A expressão “instituições federais de ensino superior” não pode ser considerada sinônimo de “500 universidades brasileiras”.
( ) O referente de “suas” é “política de cotas”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
 

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Cotas de acesso ao ensino superior ajudam a transformar a universidade pública
Alguma coisa acontece nas universidades brasileiras. Há quem chame de mau gosto o que vê, porque "narciso acha feio o que não é espelho", diria Caetano Veloso em Sampa. São estudantes oriundos de famílias com renda inferior a um salário mínimo e meio, além de indígenas de diferentes etnias, que estão se fazendo presentes em salas de aula de cursos concorridos como medicina e engenharias, entre outras. São os cotistas que, desde agosto de 2012, passaram a ser regulamentados pela Lei das Cotas (Lei nº 12.711). Esta lei, que reserva 50% das vagas de cursos superiores para alunos vindos de escolas públicas e autodeclarados negros também oriundos de escola pública, é tema de vários estudos acadêmicos e movimenta a pauta da grande mídia.
Prós e contras se multiplicam, com argumentos que vão desde o fatalista "será o fim da universidade pública de qualidade" até o apologista "trata-se de uma nova abolição dos escravos". Há, ainda, os que veem a Lei de Cotas como mais uma política afirmativa para tentar diminuir as desigualdades no país. Afinal, curso superior é um caminho indicado para empregos com melhores salários. Com efeito, dados da pesquisa “Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre) 2011”, divulgada em 24 de maio de 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que em 2011 quem tinha nível superior recebia, em média, salário de R$ 4.135,00 e quem não tinha, R$ 1.294,00. A diferença salarial entre os trabalhadores brasileiros com e sem nível superior pode chegar a 219%.
Portanto, o diploma universitário pode ser, de fato, um passaporte para ascensão social. Não é de se estranhar que, alheios ao debate sobre a pertinência da Lei das Cotas, mais de 7,8 milhões candidatos estão inscritos para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2013. O Enem é utilizado como critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer a uma bolsa no Programa Universidade para Todos (ProUni) ou para uma das 500 universidades brasileiras, segundo dados do Ministério da Educação (MEC), que já usam o resultado do exame como critério de seleção para o ingresso no ensino superior, seja complementando ou seja substituindo o vestibular. E a Lei de Cotas já está valendo para as instituições federais de ensino superior.
Em contrapartida, mesmo com pouco tempo ainda da adoção de algum tipo de cota de acesso, o que já se observa é que tal política nas universidades públicas contribui gradualmente, num processo lento, para uma transformação da universidade. E, nessa transformação, o lado mais resistente não é o aluno cotista que precisará fazer um grande esforço para acompanhar os cursos, se não tiver a necessária base que o ensino médio deveria oferecer. Os docentes também precisarão aprender a conviver com essas diferenças, que poderão contribuir, positivamente, para uma composição mais diversificada do alunado, capaz, assim, de melhor refletir, na universidade, a diversidade social e étnica de que se faz a nossa população.
[...]
Em 2004 ocorreram os primeiros vestibulares em universidades públicas por meio de um sistema de cotas, que variava de uma instituição a outra. As precursoras foram a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), seguidas pela Universidade de Brasília (UnB), pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Mas antes mesmo de se formarem as primeiras turmas, muitas análises foram e continuam sendo feitas, ora questionando os efeitos da política de cotas, ora apontando suas grandes possibilidades de inclusão social. Em geral esses argumentos, sejam favoráveis ou não, tendem a discutir universidade como se esta fosse única, uniforme e uníssona. Existem grandes diferenças regionais, e dentro de uma mesma instituição as diferenças entre cursos podem ser enormes.
Análises que dividem todos os alunos de uma mesma universidade em cotistas e não cotistas não consideram a diversidade que os números não revelam.
Um interessante exemplo é o estudo feito por Fábio Waltenberg e Márcia Marques de Carvalho, pesquisadores do Centro de Estudos sobre Desigualdade e Desenvolvimento (Cede-UFF). A partir do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2008, os autores traçam um perfil dos concluintes dos cursos avaliados naquele ano, comparando alunos beneficiados por ações afirmativas com os demais alunos. Os dados referem-se a 167.704 concluintes. Estes, em algumas análises, foram agrupados de acordo com o cruzamento de informações acerca das proporções de não brancos, egressos de ensino médio público e baixa escolaridade dos pais nos diferentes cursos, em cursos de baixo (pedagogia), alto (engenharias e ciência da computação) e médio prestígio social (os demais). [...] Entendendo-se como diversidade uma maior representação de grupos desfavorecidos, os autores concluem que as diversas políticas de ações afirmativas foram de fato bem sucedidas no objetivo de proporcionar maior diversidade nas universidades, embora tal tendência seja menos clara em cursos mais prestigiosos. Com relação ao desempenho dos alunos, a nota média dos concluintes das estaduais e federais que ingressaram por meio de ações afirmativas é cerca de 0,4 pontos em 10 menor com relação aos concluintes que ingressaram pelo método tradicional, ou seja, pouco significativa.
[...]
As políticas de ação afirmativa surgiram a partir da década de 1960, no auge da luta dos negros norte-americanos pelo fim da segregação racial legal, até então em vigor em várias esferas da vida social nos Estados Unidos. A expressão ação afirmativa tem sido atribuída a John Kennedy que, em decreto presidencial de 1961, determinou que órgãos do governo dos Estados Unidos deveriam adotar medidas afirmativas no sentido de assegurar o acesso e a permanência como empregados de indivíduos das diversas raças, credos e nacionalidades. Depois disso, a expressão ganhou conteúdo mais preciso e passou a definir as medidas especiais e temporárias que buscam acelerar o processo de igualdade substantiva por parte de grupos considerados vulneráveis.
Assim, enquanto ação afirmativa, a atual Lei de Cotas busca reduzir as fortes distorções que são observadas na sociedade brasileira. [...] Em trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensino (XVI Endipe), realizado na Unicamp em 2012, Daniela Frida Drelich Valentim, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), considera que as ações afirmativas para os negros nas universidades fazem parte das chamadas políticas de reconhecimento da diferença, cujas demandas estão ligadas à representação, à cultura e à identidade dos grupos étnicos, raciais, sexuais, dentre outros. Segundo ela, as demandas por reconhecimento vêm adquirindo maior relevância na arena política desde o fim do século XX. Mas Daniela pondera que essas demandas estão ocorrendo em um mundo de desigualdade material acentuada, onde ainda faz muito sentido lutar por uma repartição menos desigual das riquezas sociais.
ASSAD, Leonor. Cotas de acesso ao ensino superior ajudam a transformar a universidade pública. Cienc. Cult., São Paulo, v. 65, n. 3, jul. 2013. Disponível em: <http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252013000300003&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 5 out. 2013. [adaptado]
Considere as seguintes sentenças, retiradas do Texto.
“Os docentes também precisarão aprender a conviver com essas diferenças, que poderão contribuir, positivamente, para uma composição mais diversificada do alunado [...]”.
“Em 2004 ocorreram os primeiros vestibulares em universidades públicas por meio de um sistema de cotas, que variava de uma instituição a outra.”
“Assim, enquanto ação afirmativa, a atual Lei de Cotas busca reduzir as fortes distorções que são observadas na sociedade brasileira.”
As referências CORRETAS dos pronomes sublinhados são, respectivamente:
 

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466026 Ano: 2013
Disciplina: Direito Previdenciário
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Eduardo, em março de 2002, completou 17 anos de serviço numa rede de supermercados no Rio Grande do Sul, com carteira assinada, percebendo um salário mínimo como empacotador. Mônica, sua companheira, trabalhou como empregada doméstica sem vínculo empregatício por 9 anos. Em maio desse mesmo ano, Eduardo (55 anos), juntamente com Mônica (37 anos) e seus três filhos com idade de 19, 13 e 7 anos, mudaram-se para Santa Catarina. O casal montou seu próprio negócio, fornecendo marmitas a domicílio. Apesar de o negócio prosperar, nos últimos 11 anos Eduardo e Mônica não contribuíram para a Previdência Social. Atualmente o casal e os três filhos residem em casa própria, e os dois filhos mais velhos tornaram-se funcionários públicos: um trabalha como vigilante numa escola do município de Palhoça-SC, e o outro, como segurança do trabalho na COMCAP (Prefeitura Municipal de Florianópolis).
No mês de julho de 2013, em viagem de férias à sua cidade natal, o casal sofreu um acidente e Mônica ficou tetraplégica, totalmente dependente para o autocuidado. Eduardo teve apenas ferimentos leves e já se recuperou.
Tendo como referência a situação de Eduardo e Mônica e a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991 (Previdência Social), analise as afirmativas a seguir.
I. Eduardo poderá requerer aposentadoria por idade, pois a perda da qualidade de segurado não será considerada para a concessão desse benefício, visto que conta com mais de 15 anos de contribuição.
II. Caso Eduardo tivesse falecido, o filho mais novo teria direito a pensão por morte. A companheira também o teria, desde que comprovada união estável à data do óbito.
III. Eduardo poderá optar por requerer aposentadoria por idade ou auxílio-doença.
IV. Caso Mônica apresentasse os requisitos para aposentar-se por invalidez, ela poderia contar com um acréscimo de 25% no valor de seu benefício.
V. O auxílio-doença será devido a Mônica, pois ficou incapacitada para o seu trabalho e para as suas atividades habituais.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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398278 Ano: 2013
Disciplina: Direito Previdenciário
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Eduardo, em março de 2002, completou 17 anos de serviço numa rede de supermercados no Rio Grande do Sul, com carteira assinada, percebendo um salário mínimo como empacotador. Mônica, sua companheira, trabalhou como empregada doméstica sem vínculo empregatício por 9 anos. Em maio desse mesmo ano, Eduardo (55 anos), juntamente com Mônica (37 anos) e seus três filhos com idade de 19, 13 e 7 anos, mudaram-se para Santa Catarina. O casal montou seu próprio negócio, fornecendo marmitas a domicílio. Apesar de o negócio prosperar, nos últimos 11 anos Eduardo e Mônica não contribuíram para a Previdência Social. Atualmente o casal e os três filhos residem em casa própria, e os dois filhos mais velhos tornaram-se funcionários públicos: um trabalha como vigilante numa escola do município de Palhoça-SC, e o outro, como segurança do trabalho na COMCAP (Prefeitura Municipal de Florianópolis).
No mês de julho de 2013, em viagem de férias à sua cidade natal, o casal sofreu um acidente e Mônica ficou tetraplégica, totalmente dependente para o autocuidado. Eduardo teve apenas ferimentos leves e já se recuperou.
Com base no texto acima e na Lei nº 8.742, de 7 de dezembro 1993 (LOAS), analise as afirmativas a seguir.
I. Mônica terá direito ao benefício de prestação continuada, que é a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção nem de tê-la provida por sua família.
II. A concessão do benefício (BPC) para Mônica ficará sujeita à avaliação de sua deficiência e do grau de impedimento, composta por avaliação médica e social realizada por médicos peritos e por assistentes sociais do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
III. Mônica poderá acumular o benefício de prestação continuada com qualquer outro no âmbito da seguridade social ou de outro regime, para que possa custear suas despesas com assistência médica e para garantir o atendimento às suas necessidades básicas.
IV. Na avaliação para concessão do benefício (BPC) para Mônica, considerar-se-ão como sua família o companheiro e os filhos solteiros que vivem sob o mesmo teto.
V. Para efeitos de concessão do benefício de prestação continuada, entre outros, considera-se pessoa com deficiência aquela que, como Mônica, tem impedimentos de natureza física que podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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398049 Ano: 2013
Disciplina: Serviço Social
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Assinale a alternativa CORRETA.
O campo da saúde figurou historicamente para o Serviço Social como espaço profissional. Segundo os “Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde” (CFESS, 2010), há quatro grandes eixos de atuação nessa área. São eles:
 

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396781 Ano: 2013
Disciplina: Serviço Social
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Com base no texto “As Dimensões Ético-Políticas e Teórico-Metodológicas no Serviço Social Contemporâneo”, de Iamamoto, publicado em 2006, responda.
A Constituição Federal de 1988 tem como diretriz a descentralização político-administrativa com vistas à municipalização. Tal direção orienta as políticas que compõem a Seguridade Social, assim como as outras políticas sociais. No cenário pós-Constituição, são requeridas dos assistentes sociais novas funções e competências. Nesse contexto, considere as seguintes atividades:
I. implantação e orientação de conselhos de políticas públicas; capacitação de conselheiros; elaboração de planos de assistência social; acompanhamento e avaliação de programas e projetos.
II. educação e capacitação popular; elaboração de pesquisas sobre a população atendida pelos serviços; organização da sociedade civil para acompanhamento das políticas públicas.
III. elaboração de planos de trabalho em conjunto com os usuários dos serviços; visita domiciliar monitorada; formação de redes de serviços para orientação e encaminhamentos dos usuários.
IV. planejamento das políticas sociais; avaliação dos serviços da previdência social e da assistência social; negociação com os gestores públicos e privados das políticas sociais.
Assinale a alternativa que identifica CORRETAMENTE as atividades para as quais os assistentes sociais ampliaram seu espaço ocupacional.
 

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386573 Ano: 2013
Disciplina: Serviço Social
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Assinale a alternativa CORRETA.
Para Mioto e Nogueira (2006), o Serviço Social constrói a integralidade e a participação social em saúde vinculadas a três processos básicos, dialeticamente articulados, denominados de:
 

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367625 Ano: 2013
Disciplina: Direito Previdenciário
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Adoniran Barbosa trabalhava como jardineiro sem vínculo empregatício e não contribuía para o Regime Geral de Previdência Social. Sofreu um acidente e passou a apresentar deformidade nos membros inferiores, que lhe acarreta dificuldades para o desempenho de suas funções. Com base no Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, e na situação relatada, analise as afirmativas a seguir.
I. Adoniran, mesmo não sendo beneficiário do Regime Geral de Previdência Social, terá direito às prestações de habilitação e reabilitação profissional para capacitar-se a obter trabalho, conservá-lo e progredir profissionalmente.
II. Entende-se por habilitação e reabilitação profissional o processo orientado a possibilitar que a pessoa portadora de deficiência, a partir da identificação de suas potencialidades laborativas, adquira o nível suficiente de desenvolvimento profissional para ingresso e reingresso no mercado de trabalho e participação da vida comunitária.
III. Os serviços de habilitação e reabilitação profissional não precisam estar dotados dos recursos necessários para atender toda pessoa portadora de deficiência, desde que atendam aquelas que, como Adoniran, adquiriram sua deficiência e que possam ser preparadas para um trabalho que lhes seja adequado.
IV. A orientação profissional será prestada pelos assistentes sociais do programa, procurando sempre que possível levar em conta as potencialidades da pessoa portadora de deficiência.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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365582 Ano: 2013
Disciplina: Direito Constitucional
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Com base na Constituição Federal de 1998, a respeito da saúde, analise as afirmativas a seguir.

I. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

II. As instituições privadas não poderão participar de forma complementar do Sistema Único de Saúde, mesmo mediante contrato de direito público ou convênio.

III. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao poder público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.

IV. Ao Sistema Único de Saúde compete, além de outras atribuições, executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador.

V. Ao Sistema Único de Saúde compete somente executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de saúde do trabalhador e ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde.

Assinale a alternativa CORRETA.

 

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362723 Ano: 2013
Disciplina: Serviço Social
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Na década de 1990, foram identificados dois projetos políticos em disputa na área da saúde: o projeto privatista e o projeto da reforma sanitária. Tais projetos apresentaram requisições à profissão, além de demandas aos assistentes sociais, que se mantêm atuais. Segundo Bravo e Matos (2006), analise as afirmativas a seguir.
I. O projeto privatista requer seleção socioeconômica dos usuários, atuação psicossocial através de aconselhamento e predomínio de práticas individuais.
II. O projeto privatista requer ação fiscalizatória aos usuários dos planos de saúde e assistencialismo através da ideologia do favor.
III. O projeto da reforma sanitária demanda democratização do acesso às unidades e aos serviços terciários de saúde, acolhimento e multidisciplinaridade.
IV. O projeto da reforma sanitária demanda ênfase nas abordagens grupais, acesso democrático às informações e estímulo à participação cidadã.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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