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Foram encontradas 40 questões.

1760674 Ano: 2018
Disciplina: Biologia
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

Em relação à coleta de amostras de sangue, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

( ) Na coleta a vácuo, os tubos contendo anticoagulantes devem ser os primeiros a serem coletados, posteriormente deve-se coletar os tubos sem anticoagulante e, por último, deve-se coletar os tubos contendo ativador de coágulo.

( ) Durante a coleta de sangue, caso ocorra um problema de transfixação da veia, deve-se retroceder um pouco a agulha para que ela volte para dentro da veia e o sangue volte a fluir.

( ) Para obter amostra de soro, após a coleta, o tubo sem anticoagulante (tampa vermelha ou amarelo) deve ser mantido em repouso, em temperatura ambiente, até a total retração do coágulo.

( ) Os tubos de tampa cinza são utilizados para coletar amostras destinadas à dosagem de glicose e lactato, pois eles contêm EDTA e fluoresceína, a qual inibe a degradação da glicose.

( ) O plasma pode ser coletado em tubos com EDTA (tampa roxa ou lilás), com heparina (tampa verde) e com citrato de sódio (tampa azul), sendo que a escolha do tubo dependerá do tipo de exame que será realizado com o plasma.

 

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1760672 Ano: 2018
Disciplina: Biologia
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

A respeito da prestação de primeiros socorros, indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

( ) No caso de ingestão de agentes corrosivos, não se deve provocar vômito, pois isso fará com que o agente passe mais uma vez através dos tecidos do aparelho digestivo.

( ) Em casos de acidentes, é importante que alguém chame assistência especializada enquanto se processam os primeiros socorros, por isso é importante que números de emergência estejam visíveis e facilmente acessíveis.

( ) Em casos de queimaduras químicas, as vestimentas contaminadas do acidentado devem ser imediatamente removidas e a área da pele afetada deve ser lavada com água corrente.

( ) Quando ocorre um acidente de laboratório de qualquer natureza, nunca se deve mover a pessoa ferida, pois o movimento pode causar dano maior do que o próprio ferimento.

 

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1760669 Ano: 2018
Disciplina: Biologia
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

Em relação à biossegurança no laboratório clínico, indique se as afirmativas são verdadeiras (V) ou falsas (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

( ) O laboratório clínico pode expor a equipe de funcionários a uma variedade de riscos por meio do contato com pacientes, amostras, equipamentos e tarefas da rotina diária.

( ) São estratégias de prevenção de riscos no laboratório colocar sinalização preventiva, não comer, beber ou fumar dentro do laboratório e lavar as mãos após o contato com cada paciente.

( ) Boas práticas de segurança beneficiam tanto o laboratório quanto os funcionários que nele trabalham, pois os potenciais riscos são eliminados por completo.

( ) Todas as superfícies do laboratório devem ser constituídas de material não poroso, que possa ser limpo ou descontaminado de modo fácil.

 

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1760667 Ano: 2018
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

Correlacione as informações da coluna 2 com os equipamentos de proteção individual e coletiva discriminados na coluna 1 e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.

Coluna 1 Coluna 2
I. Avental ( ) Equipamento composto de quatro camadas de fibras sintéticas impermeáveis a fluídos, com densidade e porosidade capazes de atuar como barreira a microrganismos transportados pelo ar (aerossóis).
II. Luvas de látex ( ) Destinado à proteção dos olhos contra respingos de material biológico, substâncias químicas e partículas.
III. Máscara N-95 ( ) Principal equipamento de contenção física para agentes infecciosos, protege o material e o profissional na manipulação de materiais biológicos altamente infectantes, de substâncias tóxicas e de cultura de células.
IV. Óculos de proteção ( ) Confeccionado em algodão, com manga longa e punho sanfonado, na altura dos joelhos, usado abotoado, e deve ser utilizado por todos que trabalham em ambiente laboratorial.
V. Protetor facial ( ) Destinado à proteção da face contra respingos de material biológico, substâncias químicas e partículas. Deve ser leve, resistente, com visor em acrílico.
VI. Cabine de segurança biológica ( ) Equipamento utilizado em procedimentos que necessitem de proteção contra material biológico. Deve ser desprezado após o uso.
 

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A capciosa conjugação do verbo “entreter”
Eduardo de Moraes Sabbag
O verbo “entreter” possui conjugação capciosa. Tanto é verdade que é possível ouvir flexões curiosas – “ele /entérte/”, “ele vai /entertê/”, “ele havia /entertido/” –, principalmente, é claro, na voz daquele falante com pouca instrução... e simpática simplicidade.
Já faz um bom tempo que cheguei a São Paulo, vindo de Guaxupé, em Minas Gerais. Lá vivi até meus 17 anos e testemunhei, não poucas vezes, as “divertidas” flexões.
A propósito, vem-me à mente a fala de um simpático sorveteiro – um daqueles que anda a cidade toda, empurrando um carrinho e anunciando com buzina que está ali –, de quem comprávamos, quando crianças, os inesquecíveis “sorvetes de saquinho”. O homem vociferava, indicando o produto maior do que o outro:
– Leve este, menino! Ele “enterte” mais...
Obviamente, não me valho do presente artigo para apontar, com o indicador, o “erro” de conjugação verbal daquele falante, de origem simples e limitada instrução C). À luz do padrão culto da língua, há um problema, sim, na flexão verbal por ele utilizada. Todavia, se atentarmos para os fatores múltiplos que demarcam o plano da comunicação – grau de instrução do falante, coloquialidade do discurso, objetivo da mensagem, entre outros –, poderemos até defender a ausência de “erro” naquela fala. Os linguistas me apoiam – creio.
Posso dizer, assim, que aquele simpático sorveteiro, que ainda permanece em minha memória, com seu legítimo “mineirês”, inspirou-me a falar sobre a conjugação do verbo ENTRETER. É o motivo deste artigo. Passemos, então, à análise do fato.
De início, é necessário destacar que o verbo ENTRETER possui a acepção de “distrair, ter por ocupação”. Exemplo: “O homem poderia entreter a criança com o sorvete”. Nota-se que sua transitividade é dupla, podendo apresentar-se como verbo transitivo direto ou como verbo bitransitivo. Veja:
O palhaço entreteve a criança (verbo transitivo direto);
O palhaço entretinha as crianças com brincadeiras (verbo transitivo direto e indireto).
Em tempo, é importante lembrar que o verbo pode ser pronominal:
O palhaço entreteve-se com a plateia naquele circo;
Eu me entretenho com música popular brasileira.
Passemos, agora, aos problemas de flexão verbal. Não percamos de vista, todavia, que este verbo deve ser conjugado como o verbo “ter”, do qual deriva.
Já no presente do indicativo, o verbo começa a mostrar suas “garras”. Se falamos “eu tenho”, falaremos “eu entretenho”. [...] Aliás, e se o saudoso sorveteiro da infância quisesse se valer do português culto? [...]
Cá pra nós: do jeito que criança é, desconfiada e arredia, é bem provável que deixasse de comprar aquele sorvete maior... Ficaria inibida com um verbo tão diferente e erudito... O tiro sairia pela culatra! Por isso, insistimos que, se houve “erro”, este se deu apenas na perspectiva imposta pelo português de rigor B), na esteira do padrão culto da linguagem. Quando analisamos o plano comunicacional, em uma abrangência superior, não veremos erro na fala. São os mistérios e ensinamentos da oralidade despretensiosa...
[...]
Assim, vimos algumas “encruzilhadas” que este verbo apresenta. E tudo porque uma agradável lembrança da infância veio à tona... e nos entreteve neste artigo. Um gramatical entretenimento...
Aliás, seria tão bom ouvir novamente aquele buzina do homem do sorvete, oferecendo o produto “que /entérte/”, “que vai /entertê/ mais”... Seria uma ótima oportunidade de lhe dizer que aquela espontânea flexão verbal, por ele utilizada, não existe, mas que seu sorvete era inesquecível! Tão inesquecível que sua fala me levou a aprender, com o tempo – e no português de rigor –, que são melhores as formas “ele entretém”, “ele vai entreter”, “ele havia entretido”.
Disponível em: <http://www.cartaforense.com.br/autor/eduardo-de-moraes-sabbag/7>.
[Adaptado]. Acesso em: 9 set. 2017.
Com base no Texto e conforme a norma padrão escrita, é correto afirmar que:
 

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razões científicas para aprender outro idioma

Humberto Abdo

Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os

benefícios cognitivos de aprender novos idiomas. Além de poder assimilar outra linguagem e

sua cultura, as vantagens de estudar idiomas envolvem o desenvolvimento da memória,

habilidades de tomar decisões com mais rapidez e ainda ajudam a atrasar algumas doenças,

como o Alzheimer. Confira cinco motivos pelos quais você deve começar a aprender uma

nova língua:

1. Você desenvolve melhor as suas habilidades multitarefa

Pessoas que sabem falar mais de um idioma, especialmente crianças, conseguem “deslocar”

facilmente a atenção entre dois sistemas de fala e escrita. Um estudo da Universidade

Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugeriu que essa habilidade ajuda a

desenvolvermos a capacidade de conciliar várias tarefas ao mesmo tempo, já que o cérebro

passa pelo exercício de revezar entre diferentes estruturas linguísticas.

2. Os riscos de ter Alzheimer ou demência diminuem

Vários estudos sobre o assunto foram conduzidos e os resultados demonstram que, para

adultos que só falam uma língua, a idade média para os primeiros sinais de demência

começarem a se manifestar é 71,4. Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os

sintomas só começam aos 75,5. As pesquisas também consideraram fatores como

escolaridade, nível de renda, sexo e saúde física, mas esses aspectos não alteraram os

resultados.

3. Sua memória também é fortalecida

Um estudo publicado em 2011 pela Academia Americana de Neurologia mostrou que

aprender novos idiomas ajuda a “proteger” nossas memórias, mesmo depois de adultos.

Entre os voluntários do estudo, os pesquisadores descobriram que falantes de quatro ou mais

idiomas tinham cinco vezes menos chance de desenvolver problemas cognitivos em

comparação com quem falava dois idiomas; para os que falavam três línguas, a chance era

três vezes menor. Os resultados consideraram a idade e escolaridade dos participantes.

4. Melhora a capacidade de tomar decisões

Publicado pelo periódico Psychological Science, um estudo da Universidade de Chicago

sugere que o processo de raciocinar em outro idioma ajuda a diminuir inconsistências

cognitivas e melhora o processo de tomada de decisão: ao usar seu idioma estrangeiro, as

decisões passam a ser mais sistemáticas e menos baseadas em fatores negativos, processo

mental que seria comum ao usar a língua nativa.

5. Sua percepção fica mais aguçada

Uma pesquisa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, revelou que pessoas que

falam mais de um idioma são mais observadoras e capazes de manter o foco sobre

informações relevantes, filtrando o que não for tão importante. Também demonstram melhor

desempenho para identificar informações erradas — o personagem Sherlock Holmes não era

um poliglota por acaso.

Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/12/5-razoes-cientificas-para-aprender-outro-idioma.html. Acesso em: set. 20

 
Em relação ao Texto 3, é correto afirmar que:
 

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Texto 2

Enunciado 1425329-1
Disponível em: <https://wordsofleisure.com/tag/mafalda/page/2/>. [Adaptado]. Acesso em: 11 set. 2017.
Assinale a alternativa que melhor exprime a ideia central do Texto 2.
 

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Texto 2

Enunciado 1425328-1
Disponível em: <https://wordsofleisure.com/tag/mafalda/page/2/>. [Adaptado]. Acesso em: 11 set. 2017.
Indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F), de acordo com as informações do Texto 2, e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) O texto é constituído de linguagem verbovisual. ( ) Trata-se de um monólogo, uma vez que há apenas uma personagem. ( ) A participação da mãe é marcada predominantemente por linguagem verbal. ( ) Há mais de uma voz explicitamente marcada no texto.
 

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razões científicas para aprender outro idioma

Humberto Abdo

Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os

benefícios cognitivos de aprender novos idiomas. Além de poder assimilar outra linguagem e

sua cultura, as vantagens de estudar idiomas envolvem o desenvolvimento da memória,

habilidades de tomar decisões com mais rapidez e ainda ajudam a atrasar algumas doenças,

como o Alzheimer. Confira cinco motivos pelos quais você deve começar a aprender uma

nova língua:

1. Você desenvolve melhor as suas habilidades multitarefa

Pessoas que sabem falar mais de um idioma, especialmente crianças, conseguem “deslocar”

facilmente a atenção entre dois sistemas de fala e escrita. Um estudo da Universidade

Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugeriu que essa habilidade ajuda a

desenvolvermos a capacidade de conciliar várias tarefas ao mesmo tempo, já que o cérebro

passa pelo exercício de revezar entre diferentes estruturas linguísticas.

2. Os riscos de ter Alzheimer ou demência diminuem

Vários estudos sobre o assunto foram conduzidos e os resultados demonstram que, para

adultos que só falam uma língua, a idade média para os primeiros sinais de demência

começarem a se manifestar é 71,4. Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os

sintomas só começam aos 75,5. As pesquisas também consideraram fatores como

escolaridade, nível de renda, sexo e saúde física, mas esses aspectos não alteraram os

resultados.

3. Sua memória também é fortalecida

Um estudo publicado em 2011 pela Academia Americana de Neurologia mostrou que

aprender novos idiomas ajuda a “proteger” nossas memórias, mesmo depois de adultos.

Entre os voluntários do estudo, os pesquisadores descobriram que falantes de quatro ou mais

idiomas tinham cinco vezes menos chance de desenvolver problemas cognitivos em

comparação com quem falava dois idiomas; para os que falavam três línguas, a chance era

três vezes menor. Os resultados consideraram a idade e escolaridade dos participantes.

4. Melhora a capacidade de tomar decisões

Publicado pelo periódico Psychological Science, um estudo da Universidade de Chicago

sugere que o processo de raciocinar em outro idioma ajuda a diminuir inconsistências

cognitivas e melhora o processo de tomada de decisão: ao usar seu idioma estrangeiro, as

decisões passam a ser mais sistemáticas e menos baseadas em fatores negativos, processo

mental que seria comum ao usar a língua nativa.

5. Sua percepção fica mais aguçada

Uma pesquisa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, revelou que pessoas que

falam mais de um idioma são mais observadoras e capazes de manter o foco sobre

informações relevantes, filtrando o que não for tão importante. Também demonstram melhor

desempenho para identificar informações erradas — o personagem Sherlock Holmes não era

um poliglota por acaso.

Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/12/5-razoes-cientificas-para-aprender-outro-idioma.html. Acesso em: set. 20

 
Segundo o Texto 3, é correto afirmar que:
 

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A capciosa conjugação do verbo “entreter”
Eduardo de Moraes Sabbag
O verbo “entreter” possui conjugação capciosa. Tanto é verdade que é possível ouvir flexões curiosas – “ele /entérte/”, “ele vai /entertê/”, “ele havia /entertido/” –, principalmente, é claro, na voz daquele falante com pouca instrução... e simpática simplicidade.
Já faz um bom tempo que cheguei a São Paulo, vindo de Guaxupé, em Minas Gerais. Lá vivi até meus 17 anos e testemunhei, não poucas vezes, as “divertidas” flexões.
A propósito, vem-me à mente a fala de um simpático sorveteiro – um daqueles que anda a cidade toda, empurrando um carrinho e anunciando com buzina que está ali –, de quem comprávamos, quando crianças, os inesquecíveis “sorvetes de saquinho”. O homem vociferava, indicando o produto maior do que o outro:
– Leve este, menino! Ele “enterte” mais...
Obviamente, não me valho do presente artigo para apontar, com o indicador, o “erro” de conjugação verbal daquele falante, de origem simples e limitada instrução. À luz do padrão culto da língua, há um problema, sim, na flexão verbal por ele utilizada. Todavia, se atentarmos para os fatores múltiplos que demarcam o plano da comunicação – grau de instrução do falante, coloquialidade do discurso, objetivo da mensagem, entre outros –, poderemos até defender a ausência de “erro” naquela fala. Os linguistas me apoiam – creio.
Posso dizer, assim, que aquele simpático sorveteiro, que ainda permanece em minha memória, com seu legítimo “mineirês”, inspirou-me a falar sobre a conjugação do verbo ENTRETER. É o motivo deste artigo. Passemos, então, à análise do fato.
De início, é necessário destacar que o verbo ENTRETER possui a acepção de “distrair, ter por ocupação”. Exemplo: “O homem poderia entreter a criança com o sorvete”. Nota-se que sua transitividade é dupla, podendo apresentar-se como verbo transitivo direto ou como verbo bitransitivo. Veja:
O palhaço entreteve a criança (verbo transitivo direto);
O palhaço entretinha as crianças com brincadeiras (verbo transitivo direto e indireto).
Em tempo, é importante lembrar que o verbo pode ser pronominal:
O palhaço entreteve-se com a plateia naquele circo;
Eu me entretenho com música popular brasileira.
Passemos, agora, aos problemas de flexão verbal. Não percamos de vista, todavia, que este verbo deve ser conjugado como o verbo “ter”, do qual deriva.
Já no presente do indicativo, o verbo começa a mostrar suas “garras”. Se falamos “eu tenho”, falaremos “eu entretenho”. [...] Aliás, e se o saudoso sorveteiro da infância quisesse se valer do português culto? [...]
Cá pra nós: do jeito que criança é, desconfiada e arredia, é bem provável que deixasse de comprar aquele sorvete maior... Ficaria inibida com um verbo tão diferente e erudito... O tiro sairia pela culatra! Por isso, insistimos que, se houve “erro”, este se deu apenas na perspectiva imposta pelo português de rigor, na esteira do padrão culto da linguagem. Quando analisamos o plano comunicacional, em uma abrangência superior, não veremos erro na fala. São os mistérios e ensinamentos da oralidade despretensiosa...
[...]
Assim, vimos algumas “encruzilhadas” que este verbo apresenta. E tudo porque uma agradável lembrança da infância veio à tona... e nos entreteve neste artigo. Um gramatical entretenimento...
Aliás, seria tão bom ouvir novamente aquele buzina do homem do sorvete, oferecendo o produto “que /entérte/”, “que vai /entertê/ mais”... Seria uma ótima oportunidade de lhe dizer que aquela espontânea flexão verbal, por ele utilizada, não existe, mas que seu sorvete era inesquecível! Tão inesquecível que sua fala me levou a aprender, com o tempo – e no português de rigor –, que são melhores as formas “ele entretém”, “ele vai entreter”, “ele havia entretido”.
Disponível em: <http://www.cartaforense.com.br/autor/eduardo-de-moraes-sabbag/7>.
[Adaptado]. Acesso em: 9 set. 2017.
Indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F) de acordo com o Texto e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) O verbo “entreter” apresenta conjugação que pode levar ao erro à luz do padrão culto.
( ) A fala do sorveteiro pode ou não ser considerada um erro pela perspectiva da gramática normativa.
( ) O termo “mineirês” (linha 18) refere-se a uma variedade linguística típica de Minas Gerais.
( ) O texto trata do problema relacionado ao fato de o sorveteiro usar o verbo “entreter” com sentido equivocado.
( ) O que motivou a escrita do texto foi a saudade que o autor sentia da buzina do sorveteiro.
 

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