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A capciosa conjugação do verbo “entreter”
Eduardo de Moraes Sabbag
O verbo “entreter” possui conjugação capciosa. Tanto é verdade que é possível ouvir flexões curiosas – “ele /entérte/”, “ele vai /entertê/”, “ele havia /entertido/” –, principalmente, é claro, na voz daquele falante com pouca instrução... e simpática simplicidade.
Já faz um bom tempo que cheguei a São Paulo, vindo de Guaxupé, em Minas Gerais. Lá vivi até meus 17 anos e testemunhei, não poucas vezes, as “divertidas” flexões.
A propósito, vem-me à mente a fala de um simpático sorveteiro – um daqueles que anda a cidade toda, empurrando um carrinho e anunciando com buzina que está ali –, de quem comprávamos, quando crianças, os inesquecíveis “sorvetes de saquinho”. O homem vociferava, indicando o produto maior do que o outro:
– Leve este, menino! Ele “enterte” mais...
Obviamente, não me valho do presente artigo para apontar, com o indicador, o “erro” de conjugação verbal daquele falante, de origem simples e limitada instrução C). À luz do padrão culto da língua, há um problema, sim, na flexão verbal por ele utilizada. Todavia, se atentarmos para os fatores múltiplos que demarcam o plano da comunicação – grau de instrução do falante, coloquialidade do discurso, objetivo da mensagem, entre outros –, poderemos até defender a ausência de “erro” naquela fala. Os linguistas me apoiam – creio.
Posso dizer, assim, que aquele simpático sorveteiro, que ainda permanece em minha memória, com seu legítimo “mineirês”, inspirou-me a falar sobre a conjugação do verbo ENTRETER. É o motivo deste artigo. Passemos, então, à análise do fato.
De início, é necessário destacar que o verbo ENTRETER possui a acepção de “distrair, ter por ocupação”. Exemplo: “O homem poderia entreter a criança com o sorvete”. Nota-se que sua transitividade é dupla, podendo apresentar-se como verbo transitivo direto ou como verbo bitransitivo. Veja:
O palhaço entreteve a criança (verbo transitivo direto);
O palhaço entretinha as crianças com brincadeiras (verbo transitivo direto e indireto).
Em tempo, é importante lembrar que o verbo pode ser pronominal:
O palhaço entreteve-se com a plateia naquele circo;
Eu me entretenho com música popular brasileira.
Passemos, agora, aos problemas de flexão verbal. Não percamos de vista, todavia, que este verbo deve ser conjugado como o verbo “ter”, do qual deriva.
Já no presente do indicativo, o verbo começa a mostrar suas “garras”. Se falamos “eu tenho”, falaremos “eu entretenho”. [...] Aliás, e se o saudoso sorveteiro da infância quisesse se valer do português culto? [...]
Cá pra nós: do jeito que criança é, desconfiada e arredia, é bem provável que deixasse de comprar aquele sorvete maior... Ficaria inibida com um verbo tão diferente e erudito... O tiro sairia pela culatra! Por isso, insistimos que, se houve “erro”, este se deu apenas na perspectiva imposta pelo português de rigor B), na esteira do padrão culto da linguagem. Quando analisamos o plano comunicacional, em uma abrangência superior, não veremos erro na fala. São os mistérios e ensinamentos da oralidade despretensiosa...
[...]
Assim, vimos algumas “encruzilhadas” que este verbo apresenta. E tudo porque uma agradável lembrança da infância veio à tona... e nos entreteve neste artigo. Um gramatical entretenimento...
Aliás, seria tão bom ouvir novamente aquele buzina do homem do sorvete, oferecendo o produto “que /entérte/”, “que vai /entertê/ mais”... Seria uma ótima oportunidade de lhe dizer que aquela espontânea flexão verbal, por ele utilizada, não existe, mas que seu sorvete era inesquecível! Tão inesquecível que sua fala me levou a aprender, com o tempo – e no português de rigor –, que são melhores as formas “ele entretém”, “ele vai entreter”, “ele havia entretido”.
Disponível em: <http://www.cartaforense.com.br/autor/eduardo-de-moraes-sabbag/7>.
[Adaptado]. Acesso em: 9 set. 2017.
Com base no Texto e conforme a norma padrão escrita, é correto afirmar que:
 

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razões científicas para aprender outro idioma

Humberto Abdo

Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os

benefícios cognitivos de aprender novos idiomas. Além de poder assimilar outra linguagem e

sua cultura, as vantagens de estudar idiomas envolvem o desenvolvimento da memória,

habilidades de tomar decisões com mais rapidez e ainda ajudam a atrasar algumas doenças,

como o Alzheimer. Confira cinco motivos pelos quais você deve começar a aprender uma

nova língua:

1. Você desenvolve melhor as suas habilidades multitarefa

Pessoas que sabem falar mais de um idioma, especialmente crianças, conseguem “deslocar”

facilmente a atenção entre dois sistemas de fala e escrita. Um estudo da Universidade

Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugeriu que essa habilidade ajuda a

desenvolvermos a capacidade de conciliar várias tarefas ao mesmo tempo, já que o cérebro

passa pelo exercício de revezar entre diferentes estruturas linguísticas.

2. Os riscos de ter Alzheimer ou demência diminuem

Vários estudos sobre o assunto foram conduzidos e os resultados demonstram que, para

adultos que só falam uma língua, a idade média para os primeiros sinais de demência

começarem a se manifestar é 71,4. Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os

sintomas só começam aos 75,5. As pesquisas também consideraram fatores como

escolaridade, nível de renda, sexo e saúde física, mas esses aspectos não alteraram os

resultados.

3. Sua memória também é fortalecida

Um estudo publicado em 2011 pela Academia Americana de Neurologia mostrou que

aprender novos idiomas ajuda a “proteger” nossas memórias, mesmo depois de adultos.

Entre os voluntários do estudo, os pesquisadores descobriram que falantes de quatro ou mais

idiomas tinham cinco vezes menos chance de desenvolver problemas cognitivos em

comparação com quem falava dois idiomas; para os que falavam três línguas, a chance era

três vezes menor. Os resultados consideraram a idade e escolaridade dos participantes.

4. Melhora a capacidade de tomar decisões

Publicado pelo periódico Psychological Science, um estudo da Universidade de Chicago

sugere que o processo de raciocinar em outro idioma ajuda a diminuir inconsistências

cognitivas e melhora o processo de tomada de decisão: ao usar seu idioma estrangeiro, as

decisões passam a ser mais sistemáticas e menos baseadas em fatores negativos, processo

mental que seria comum ao usar a língua nativa.

5. Sua percepção fica mais aguçada

Uma pesquisa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, revelou que pessoas que

falam mais de um idioma são mais observadoras e capazes de manter o foco sobre

informações relevantes, filtrando o que não for tão importante. Também demonstram melhor

desempenho para identificar informações erradas — o personagem Sherlock Holmes não era

um poliglota por acaso.

Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/12/5-razoes-cientificas-para-aprender-outro-idioma.html. Acesso em: set. 20

 
Em relação ao Texto 3, é correto afirmar que:
 

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Texto 2

Enunciado 1425329-1
Disponível em: <https://wordsofleisure.com/tag/mafalda/page/2/>. [Adaptado]. Acesso em: 11 set. 2017.
Assinale a alternativa que melhor exprime a ideia central do Texto 2.
 

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Texto 2

Enunciado 1425328-1
Disponível em: <https://wordsofleisure.com/tag/mafalda/page/2/>. [Adaptado]. Acesso em: 11 set. 2017.
Indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F), de acordo com as informações do Texto 2, e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) O texto é constituído de linguagem verbovisual. ( ) Trata-se de um monólogo, uma vez que há apenas uma personagem. ( ) A participação da mãe é marcada predominantemente por linguagem verbal. ( ) Há mais de uma voz explicitamente marcada no texto.
 

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razões científicas para aprender outro idioma

Humberto Abdo

Pesquisas científicas conduzidas nos últimos anos têm confirmado a importância e os

benefícios cognitivos de aprender novos idiomas. Além de poder assimilar outra linguagem e

sua cultura, as vantagens de estudar idiomas envolvem o desenvolvimento da memória,

habilidades de tomar decisões com mais rapidez e ainda ajudam a atrasar algumas doenças,

como o Alzheimer. Confira cinco motivos pelos quais você deve começar a aprender uma

nova língua:

1. Você desenvolve melhor as suas habilidades multitarefa

Pessoas que sabem falar mais de um idioma, especialmente crianças, conseguem “deslocar”

facilmente a atenção entre dois sistemas de fala e escrita. Um estudo da Universidade

Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, sugeriu que essa habilidade ajuda a

desenvolvermos a capacidade de conciliar várias tarefas ao mesmo tempo, já que o cérebro

passa pelo exercício de revezar entre diferentes estruturas linguísticas.

2. Os riscos de ter Alzheimer ou demência diminuem

Vários estudos sobre o assunto foram conduzidos e os resultados demonstram que, para

adultos que só falam uma língua, a idade média para os primeiros sinais de demência

começarem a se manifestar é 71,4. Entre adultos que falam duas ou mais línguas, os

sintomas só começam aos 75,5. As pesquisas também consideraram fatores como

escolaridade, nível de renda, sexo e saúde física, mas esses aspectos não alteraram os

resultados.

3. Sua memória também é fortalecida

Um estudo publicado em 2011 pela Academia Americana de Neurologia mostrou que

aprender novos idiomas ajuda a “proteger” nossas memórias, mesmo depois de adultos.

Entre os voluntários do estudo, os pesquisadores descobriram que falantes de quatro ou mais

idiomas tinham cinco vezes menos chance de desenvolver problemas cognitivos em

comparação com quem falava dois idiomas; para os que falavam três línguas, a chance era

três vezes menor. Os resultados consideraram a idade e escolaridade dos participantes.

4. Melhora a capacidade de tomar decisões

Publicado pelo periódico Psychological Science, um estudo da Universidade de Chicago

sugere que o processo de raciocinar em outro idioma ajuda a diminuir inconsistências

cognitivas e melhora o processo de tomada de decisão: ao usar seu idioma estrangeiro, as

decisões passam a ser mais sistemáticas e menos baseadas em fatores negativos, processo

mental que seria comum ao usar a língua nativa.

5. Sua percepção fica mais aguçada

Uma pesquisa da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, revelou que pessoas que

falam mais de um idioma são mais observadoras e capazes de manter o foco sobre

informações relevantes, filtrando o que não for tão importante. Também demonstram melhor

desempenho para identificar informações erradas — o personagem Sherlock Holmes não era

um poliglota por acaso.

Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/12/5-razoes-cientificas-para-aprender-outro-idioma.html. Acesso em: set. 20

 
Segundo o Texto 3, é correto afirmar que:
 

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1142263 Ano: 2018
Disciplina: Enfermagem
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Um paciente em pós-operatório de cirurgia abdominal relata dor intensa. A técnica de enfermagem já havia administrado a medicação analgésica prescrita, mas o paciente continua com dor. Considerando que a dor é definida pela International Association for the Study of Pain (IASP) como uma “experiência sensitiva e emocional desagradável associada ou relacionada à lesão real ou potencial dos tecidos”, analise as condutas abaixo e identifique quais podem ser adotadas para aliviar a dor do paciente. Em seguida, assinale a alternativa correta.

I. Solicitar ao paciente para definir a intensidade da dor, utilizando uma escala.

II. Qualificar a dor, solicitando que o paciente descreva o local e o tipo, se ela tem irradiação para alguma outra parte do corpo e se a movimentação no leito a intensifica.

III. Observar a posição do paciente no leito para avaliar se não está interferindo na ocorrência da dor.

IV. Solicitar ao paciente para aguardar o próximo horário da medicação, tendo em vista que só está prescrito um analgésico de oito em oito horas.

 

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1142262 Ano: 2018
Disciplina: Enfermagem
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Aranhas e escorpiões são animais encontrados muitas vezes no interior das casas, com uma tendência crescente a se adaptarem ao ambiente urbano, devido à facilidade de encontrarem alimento, como baratas. Inseticidas domésticos têm utilidade limitada no combate às aranhas e escorpiões; além de não impedirem que entrem nas casas, existe o risco de causarem intoxicação. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A aranha-marrom é muito comum no sul do país. Não é agressiva e só pica quando comprimida contra a pele. No momento da picada pode ocorrer uma leve dor e, após algumas horas, o local fica vermelho.

II. Lavar o local da picada com água ou água e sabão.

III. O soro antiaracnídico é utilizado para neutralizar a ação do veneno da aranha-marrom, da aranha-armadeira, e o do escorpião. Somente deve ser administrado com indicação médica.

IV. Torniquete, incisão e sucção no local da picada ajudam a evitar a disseminação do veneno.

 

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1142260 Ano: 2018
Disciplina: Enfermagem
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Em relação ao atendimento de pacientes politraumatizados, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O mecanismo do trauma é fator fundamental na anamnese do traumatizado. São considerados traumatizados de risco para lesões graves os pacientes que foram atropelados, vítimas de quedas de mais de seis metros de altura e os que foram vítimas de ferimentos penetrantes em tronco.

II. No atendimento à vítima politraumatizada, a sondagem nasogástrica está contraindicada na suspeita de fratura de base de crânio, pelo risco de penetração da sonda no encéfalo durante a sua introdução pela narina.

III. O edema peniano e o sangramento no meato uretral não contraindicam a passagem de sonda vesical de demora em casos de politraumatizados.

IV. O uso da prancha rígida e do colar cervical em vítima de acidente com trauma na coluna é fundamental somente no paciente que não tenha sinais/sintomas de lesão.

 

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1142259 Ano: 2018
Disciplina: Saúde Pública
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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O acolhimento, no campo da saúde, deve ser entendido como diretriz dos modos de produzir saúde e como ferramenta tecnológica relacional de intervenção na escuta, na construção de vínculo, na garantia do acesso com responsabilização e na resolutividade dos serviços. Sobre o acolhimento e a classificação de risco nas portas de acesso ao sistema de saúde no Brasil, é correto afirmar que:
 

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1142257 Ano: 2018
Disciplina: Enfermagem
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Em abril de 2016, o National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP), organização norte-americana dedicada à prevenção e ao tratamento de lesões por pressão, anunciou uma mudança em sua terminologia: a nomenclatura “úlceras por pressão”, datada de 2007, foi substituída pelo termo “lesão por pressão”, pois este descreve com mais precisão as lesões em peles intactas e ulceradas. Assinale a alternativa que apresenta uma das principais diretrizes para prevenir a lesão por pressão.
 

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