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3098025 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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Onde esteve a escola esse tempo todo?

por Alexandre Sayad*

De Abuja, Nigéria - Nos anos 90, o economista suíço Jacques Delors propôs uma educação sintonizada com a chegada do século XX, no documento encabeçado pela Unesco "Educação: Um Tesouro a Descobrir" - que influenciou políticas públicas em todo o mundo. Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos.

Práticas de comunicação e educação que o francês Celestín Freinet desbravou nos anos 30, mas que muitos pensadores, com pouca vocação para realização, deixaram morrer nas décadas seguintes. Nesse sentido, há de fato uma sensação global por parte de educadores e gestores de que, frente às recentes manifestações públicas, nas ruas, de desagravo à política, a escola pareceu mais uma vez bem distante da realidade - assistiu mesmo ao bonde passar, abismada. Professores pareciam perguntar: "onde estive que nada percebi?" Mas a pergunta precisa seria onde a escola "não esteve" e a resposta, "nas redes sociais", ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.

Ainda reverberando esses recentes fatos, a Nigéria hospedou, no fim de junho, um evento importante organizado pela mesma Unesco, acerca do tema da "Media lnformation Literacy" (MIL); é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens. A Conferência foi patrocinada pelo governo da Suécia, Arábia Saudita, além dos anfitriões.

Em meio a apresentações acadêmicas, algumas interessantes outras nem tanto, a "lnternational Conference on MIL and Intercultural Dialogue" deu continuidade à construção coletiva de dois importantes documentos: um propõe uma aliança global entre práticas de MIL, e outro um guia estratégico para políticas públicas na área.

Países como o Brasil avançaram um pouco na última década com relação à produção de comunicação na escola, quando experiências isoladas se fortaleceram em rede e pautaram políticas públicas, como o Mais Educaçãolevando as práticas de mídia a milhares de escolas públicas no contraturno. Mas não há ainda uma percepção generalizada de que o trabalho com mídia na educação pode transformar a qualidade do ensino no Brasil e aproximar a escola do universo do estudante.

Nesse sentido, uma aliança global e um norte estratégico em políticas públicas podem se tornar ações importantes e emblemáticas na construção de uma agenda mundial de apropriação das novas mídias pelo ensino formal, talvez tão importante quanto o documento de Delors.

Coincidência ou não, triste foi noticiar que, na mesma Nigéria, um grupo radical muçulmano massacrou crianças em uma escola cristã perto de Abuja (capital), assim que a Conferência terminou. Não há programa de mídia e educação capaz de fazer entender algumas atrocidades que permeiam um continente que sempre foi tratado como servidor- e jamais ator- de grandes decisões políticas e econômicas mundiais.

* Alexandre Sayad é jornalista especializado em direitos humanos, colaborou com O Estado de S. Paulo e Rádio Eldorado,

e coordena programas de Civic

Midia com a Universidade de Harvard. ** Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.

Disponível em: http://envolverde.com.br/educacao/onde-esteve-a-escola-esse-tempo-todo/ Acesso em 01 jul. 2013.

O trecho "Ainda reverberando esses recentes fatos,[...]" consiste em uma

 

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3098024 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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Onde esteve a escola esse tempo todo?

por Alexandre Sayad*

De Abuja, Nigéria - Nos anos 90, o economista suíço Jacques Delors propôs uma educação sintonizada com a chegada do século XX, no documento encabeçado pela Unesco "Educação: Um Tesouro a Descobrir" - que influenciou políticas públicas em todo o mundo. Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos.

Práticas de comunicação e educação que o francês Celestín Freinet desbravou nos anos 30, mas que muitos pensadores, com pouca vocação para realização, deixaram morrer nas décadas seguintes. Nesse sentido, há de fato uma sensação global por parte de educadores e gestores de que, frente às recentes manifestações públicas, nas ruas, de desagravo à política, a escola pareceu mais uma vez bem distante da realidade - assistiu mesmo ao bonde passar, abismada. Professores pareciam perguntar: "onde estive que nada percebi?" Mas a pergunta precisa seria onde a escola "não esteve" e a resposta, "nas redes sociais", ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.

Ainda reverberando esses recentes fatos, a Nigéria hospedou, no fim de junho, um evento importante organizado pela mesma Unesco, acerca do tema da "Media lnformation Literacy" (MIL); é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens. A Conferência foi patrocinada pelo governo da Suécia, Arábia Saudita, além dos anfitriões.

Em meio a apresentações acadêmicas, algumas interessantes outras nem tanto, a "lnternational Conference on MIL and Intercultural Dialogue" deu continuidade à construção coletiva de dois importantes documentos: um propõe uma aliança global entre práticas de MIL, e outro um guia estratégico para políticas públicas na área.

Países como o Brasil avançaram um pouco na última década com relação à produção de comunicação na escola, quando experiências isoladas se fortaleceram em rede e pautaram políticas públicas, como o Mais Educaçãolevando as práticas de mídia a milhares de escolas públicas no contraturno. Mas não há ainda uma percepção generalizada de que o trabalho com mídia na educação pode transformar a qualidade do ensino no Brasil e aproximar a escola do universo do estudante.

Nesse sentido, uma aliança global e um norte estratégico em políticas públicas podem se tornar ações importantes e emblemáticas na construção de uma agenda mundial de apropriação das novas mídias pelo ensino formal, talvez tão importante quanto o documento de Delors.

Coincidência ou não, triste foi noticiar que, na mesma Nigéria, um grupo radical muçulmano massacrou crianças em uma escola cristã perto de Abuja (capital), assim que a Conferência terminou. Não há programa de mídia e educação capaz de fazer entender algumas atrocidades que permeiam um continente que sempre foi tratado como servidor- e jamais ator- de grandes decisões políticas e econômicas mundiais.

* Alexandre Sayad é jornalista especializado em direitos humanos, colaborou com O Estado de S. Paulo e Rádio Eldorado,

e coordena programas de Civic

Midia com a Universidade de Harvard. ** Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.

Disponível em: http://envolverde.com.br/educacao/onde-esteve-a-escola-esse-tempo-todo/ Acesso em 01 jul. 2013.

Em"[...] é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens", a expressão "é assim que"

 

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3098023 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
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Onde esteve a escola esse tempo todo?

por Alexandre Sayad*

De Abuja, Nigéria - Nos anos 90, o economista suíço Jacques Delors propôs uma educação sintonizada com a chegada do século XX, no documento encabeçado pela Unesco "Educação: Um Tesouro a Descobrir" - que influenciou políticas públicas em todo o mundo. Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos.

Práticas de comunicação e educação que o francês Celestín Freinet desbravou nos anos 30, mas que muitos pensadores, com pouca vocação para realização, deixaram morrer nas décadas seguintes. Nesse sentido, há de fato uma sensação global por parte de educadores e gestores de que, frente às recentes manifestações públicas, nas ruas, de desagravo à política, a escola pareceu mais uma vez bem distante da realidade - assistiu mesmo ao bonde passar, abismada. Professores pareciam perguntar: "onde estive que nada percebi?" Mas a pergunta precisa seria onde a escola "não esteve" e a resposta, "nas redes sociais", ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.

Ainda reverberando esses recentes fatos, a Nigéria hospedou, no fim de junho, um evento importante organizado pela mesma Unesco, acerca do tema da "Media lnformation Literacy" (MIL); é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens. A Conferência foi patrocinada pelo governo da Suécia, Arábia Saudita, além dos anfitriões.

Em meio a apresentações acadêmicas, algumas interessantes outras nem tanto, a "lnternational Conference on MIL and Intercultural Dialogue" deu continuidade à construção coletiva de dois importantes documentos: um propõe uma aliança global entre práticas de MIL, e outro um guia estratégico para políticas públicas na área.

Países como o Brasil avançaram um pouco na última década com relação à produção de comunicação na escola, quando experiências isoladas se fortaleceram em rede e pautaram políticas públicas, como o Mais Educaçãolevando as práticas de mídia a milhares de escolas públicas no contraturno. Mas não há ainda uma percepção generalizada de que o trabalho com mídia na educação pode transformar a qualidade do ensino no Brasil e aproximar a escola do universo do estudante.

Nesse sentido, uma aliança global e um norte estratégico em políticas públicas podem se tornar ações importantes e emblemáticas na construção de uma agenda mundial de apropriação das novas mídias pelo ensino formal, talvez tão importante quanto o documento de Delors.

Coincidência ou não, triste foi noticiar que, na mesma Nigéria, um grupo radical muçulmano massacrou crianças em uma escola cristã perto de Abuja (capital), assim que a Conferência terminou. Não há programa de mídia e educação capaz de fazer entender algumas atrocidades que permeiam um continente que sempre foi tratado como servidor- e jamais ator- de grandes decisões políticas e econômicas mundiais.

* Alexandre Sayad é jornalista especializado em direitos humanos, colaborou com O Estado de S. Paulo e Rádio Eldorado,

e coordena programas de Civic

Midia com a Universidade de Harvard. ** Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.

Disponível em: http://envolverde.com.br/educacao/onde-esteve-a-escola-esse-tempo-todo/ Acesso em 01 jul. 2013.

Notrecho: "Professores pareciam perguntar: 'onde estive que nada percebi?' Mas a pergunta precisa seria onde a escola 'não esteve' e a resposta, 'nas redes sociais', ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.", encontram-se perguntas

 

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3098022 Ano: 2013
Disciplina: Português
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Onde esteve a escola esse tempo todo?

por Alexandre Sayad*

De Abuja, Nigéria - Nos anos 90, o economista suíço Jacques Delors propôs uma educação sintonizada com a chegada do século XX, no documento encabeçado pela Unesco "Educação: Um Tesouro a Descobrir" - que influenciou políticas públicas em todo o mundo. Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos.

Práticas de comunicação e educação que o francês Celestín Freinet desbravou nos anos 30, mas que muitos pensadores, com pouca vocação para realização, deixaram morrer nas décadas seguintes. Nesse sentido, há de fato uma sensação global por parte de educadores e gestores de que, frente às recentes manifestações públicas, nas ruas, de desagravo à política, a escola pareceu mais uma vez bem distante da realidade - assistiu mesmo ao bonde passar, abismada. Professores pareciam perguntar: "onde estive que nada percebi?" Mas a pergunta precisa seria onde a escola "não esteve" e a resposta, "nas redes sociais", ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.

Ainda reverberando esses recentes fatos, a Nigéria hospedou, no fim de junho, um evento importante organizado pela mesma Unesco, acerca do tema da "Media lnformation Literacy" (MIL); é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens. A Conferência foi patrocinada pelo governo da Suécia, Arábia Saudita, além dos anfitriões.

Em meio a apresentações acadêmicas, algumas interessantes outras nem tanto, a "lnternational Conference on MIL and Intercultural Dialogue" deu continuidade à construção coletiva de dois importantes documentos: um propõe uma aliança global entre práticas de MIL, e outro um guia estratégico para políticas públicas na área.

Países como o Brasil avançaram um pouco na última década com relação à produção de comunicação na escola, quando experiências isoladas se fortaleceram em rede e pautaram políticas públicas, como o Mais Educaçãolevando as práticas de mídia a milhares de escolas públicas no contraturno. Mas não há ainda uma percepção generalizada de que o trabalho com mídia na educação pode transformar a qualidade do ensino no Brasil e aproximar a escola do universo do estudante.

Nesse sentido, uma aliança global e um norte estratégico em políticas públicas podem se tornar ações importantes e emblemáticas na construção de uma agenda mundial de apropriação das novas mídias pelo ensino formal, talvez tão importante quanto o documento de Delors.

Coincidência ou não, triste foi noticiar que, na mesma Nigéria, um grupo radical muçulmano massacrou crianças em uma escola cristã perto de Abuja (capital), assim que a Conferência terminou. Não há programa de mídia e educação capaz de fazer entender algumas atrocidades que permeiam um continente que sempre foi tratado como servidor- e jamais ator- de grandes decisões políticas e econômicas mundiais.

* Alexandre Sayad é jornalista especializado em direitos humanos, colaborou com O Estado de S. Paulo e Rádio Eldorado,

e coordena programas de Civic

Midia com a Universidade de Harvard. ** Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.

Disponível em: http://envolverde.com.br/educacao/onde-esteve-a-escola-esse-tempo-todo/ Acesso em 01 jul. 2013.

Com a expressão "assistiu mesmo ao bonde passar", o autor

 

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3098021 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
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Onde esteve a escola esse tempo todo?

por Alexandre Sayad*

De Abuja, Nigéria - Nos anos 90, o economista suíço Jacques Delors propôs uma educação sintonizada com a chegada do século XX, no documento encabeçado pela Unesco "Educação: Um Tesouro a Descobrir" - que influenciou políticas públicas em todo o mundo. Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos.

Práticas de comunicação e educação que o francês Celestín Freinet desbravou nos anos 30, mas que muitos pensadores, com pouca vocação para realização, deixaram morrer nas décadas seguintes. Nesse sentido, há de fato uma sensação global por parte de educadores e gestores de que, frente às recentes manifestações públicas, nas ruas, de desagravo à política, a escola pareceu mais uma vez bem distante da realidade - assistiu mesmo ao bonde passar, abismada. Professores pareciam perguntar: "onde estive que nada percebi?" Mas a pergunta precisa seria onde a escola "não esteve" e a resposta, "nas redes sociais", ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.

Ainda reverberando esses recentes fatos, a Nigéria hospedou, no fim de junho, um evento importante organizado pela mesma Unesco, acerca do tema da "Media lnformation Literacy" (MIL); é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens. A Conferência foi patrocinada pelo governo da Suécia, Arábia Saudita, além dos anfitriões.

Em meio a apresentações acadêmicas, algumas interessantes outras nem tanto, a "lnternational Conference on MIL and Intercultural Dialogue" deu continuidade à construção coletiva de dois importantes documentos: um propõe uma aliança global entre práticas de MIL, e outro um guia estratégico para políticas públicas na área.

Países como o Brasil avançaram um pouco na última década com relação à produção de comunicação na escola, quando experiências isoladas se fortaleceram em rede e pautaram políticas públicas, como o Mais Educaçãolevando as práticas de mídia a milhares de escolas públicas no contraturno. Mas não há ainda uma percepção generalizada de que o trabalho com mídia na educação pode transformar a qualidade do ensino no Brasil e aproximar a escola do universo do estudante.

Nesse sentido, uma aliança global e um norte estratégico em políticas públicas podem se tornar ações importantes e emblemáticas na construção de uma agenda mundial de apropriação das novas mídias pelo ensino formal, talvez tão importante quanto o documento de Delors.

Coincidência ou não, triste foi noticiar que, na mesma Nigéria, um grupo radical muçulmano massacrou crianças em uma escola cristã perto de Abuja (capital), assim que a Conferência terminou. Não há programa de mídia e educação capaz de fazer entender algumas atrocidades que permeiam um continente que sempre foi tratado como servidor- e jamais ator- de grandes decisões políticas e econômicas mundiais.

* Alexandre Sayad é jornalista especializado em direitos humanos, colaborou com O Estado de S. Paulo e Rádio Eldorado,

e coordena programas de Civic

Midia com a Universidade de Harvard. ** Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.

Disponível em: http://envolverde.com.br/educacao/onde-esteve-a-escola-esse-tempo-todo/ Acesso em 01 jul. 2013.

Vários são os recursos que podem ser utilizados no processo de argumentação. Em: "Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos." encontra(m)-se

 

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3098020 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
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por Alexandre Sayad*

De Abuja, Nigéria - Nos anos 90, o economista suíço Jacques Delors propôs uma educação sintonizada com a chegada do século XX, no documento encabeçado pela Unesco "Educação: Um Tesouro a Descobrir" - que influenciou políticas públicas em todo o mundo. Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos.

Práticas de comunicação e educação que o francês Celestín Freinet desbravou nos anos 30, mas que muitos pensadores, com pouca vocação para realização, deixaram morrer nas décadas seguintes. Nesse sentido, há de fato uma sensação global por parte de educadores e gestores de que, frente às recentes manifestações públicas, nas ruas, de desagravo à política, a escola pareceu mais uma vez bem distante da realidade - assistiu mesmo ao bonde passar, abismada. Professores pareciam perguntar: "onde estive que nada percebi?" Mas a pergunta precisa seria onde a escola "não esteve" e a resposta, "nas redes sociais", ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.

Ainda reverberando esses recentes fatos, a Nigéria hospedou, no fim de junho, um evento importante organizado pela mesma Unesco, acerca do tema da "Media lnformation Literacy" (MIL); é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens. A Conferência foi patrocinada pelo governo da Suécia, Arábia Saudita, além dos anfitriões.

Em meio a apresentações acadêmicas, algumas interessantes outras nem tanto, a "lnternational Conference on MIL and Intercultural Dialogue" deu continuidade à construção coletiva de dois importantes documentos: um propõe uma aliança global entre práticas de MIL, e outro um guia estratégico para políticas públicas na área.

Países como o Brasil avançaram um pouco na última década com relação à produção de comunicação na escola, quando experiências isoladas se fortaleceram em rede e pautaram políticas públicas, como o Mais Educaçãolevando as práticas de mídia a milhares de escolas públicas no contraturno. Mas não há ainda uma percepção generalizada de que o trabalho com mídia na educação pode transformar a qualidade do ensino no Brasil e aproximar a escola do universo do estudante.

Nesse sentido, uma aliança global e um norte estratégico em políticas públicas podem se tornar ações importantes e emblemáticas na construção de uma agenda mundial de apropriação das novas mídias pelo ensino formal, talvez tão importante quanto o documento de Delors.

Coincidência ou não, triste foi noticiar que, na mesma Nigéria, um grupo radical muçulmano massacrou crianças em uma escola cristã perto de Abuja (capital), assim que a Conferência terminou. Não há programa de mídia e educação capaz de fazer entender algumas atrocidades que permeiam um continente que sempre foi tratado como servidor- e jamais ator- de grandes decisões políticas e econômicas mundiais.

* Alexandre Sayad é jornalista especializado em direitos humanos, colaborou com O Estado de S. Paulo e Rádio Eldorado,

e coordena programas de Civic

Midia com a Universidade de Harvard. ** Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.

Disponível em: http://envolverde.com.br/educacao/onde-esteve-a-escola-esse-tempo-todo/ Acesso em 01 jul. 2013.

Podem ser encontradas no texto as tipologias

 

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3098019 Ano: 2013
Disciplina: Português
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Onde esteve a escola esse tempo todo?

por Alexandre Sayad*

De Abuja, Nigéria - Nos anos 90, o economista suíço Jacques Delors propôs uma educação sintonizada com a chegada do século XX, no documento encabeçado pela Unesco "Educação: Um Tesouro a Descobrir" - que influenciou políticas públicas em todo o mundo. Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos.

Práticas de comunicação e educação que o francês Celestín Freinet desbravou nos anos 30, mas que muitos pensadores, com pouca vocação para realização, deixaram morrer nas décadas seguintes. Nesse sentido, há de fato uma sensação global por parte de educadores e gestores de que, frente às recentes manifestações públicas, nas ruas, de desagravo à política, a escola pareceu mais uma vez bem distante da realidade - assistiu mesmo ao bonde passar, abismada. Professores pareciam perguntar: "onde estive que nada percebi?" Mas a pergunta precisa seria onde a escola "não esteve" e a resposta, "nas redes sociais", ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.

Ainda reverberando esses recentes fatos, a Nigéria hospedou, no fim de junho, um evento importante organizado pela mesma Unesco, acerca do tema da "Media lnformation Literacy" (MIL); é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens. A Conferência foi patrocinada pelo governo da Suécia, Arábia Saudita, além dos anfitriões.

Em meio a apresentações acadêmicas, algumas interessantes outras nem tanto, a "lnternational Conference on MIL and Intercultural Dialogue" deu continuidade à construção coletiva de dois importantes documentos: um propõe uma aliança global entre práticas de MIL, e outro um guia estratégico para políticas públicas na área.

Países como o Brasil avançaram um pouco na última década com relação à produção de comunicação na escola, quando experiências isoladas se fortaleceram em rede e pautaram políticas públicas, como o Mais Educaçãolevando as práticas de mídia a milhares de escolas públicas no contraturno. Mas não há ainda uma percepção generalizada de que o trabalho com mídia na educação pode transformar a qualidade do ensino no Brasil e aproximar a escola do universo do estudante.

Nesse sentido, uma aliança global e um norte estratégico em políticas públicas podem se tornar ações importantes e emblemáticas na construção de uma agenda mundial de apropriação das novas mídias pelo ensino formal, talvez tão importante quanto o documento de Delors.

Coincidência ou não, triste foi noticiar que, na mesma Nigéria, um grupo radical muçulmano massacrou crianças em uma escola cristã perto de Abuja (capital), assim que a Conferência terminou. Não há programa de mídia e educação capaz de fazer entender algumas atrocidades que permeiam um continente que sempre foi tratado como servidor- e jamais ator- de grandes decisões políticas e econômicas mundiais.

* Alexandre Sayad é jornalista especializado em direitos humanos, colaborou com O Estado de S. Paulo e Rádio Eldorado,

e coordena programas de Civic

Midia com a Universidade de Harvard. ** Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.

Disponível em: http://envolverde.com.br/educacao/onde-esteve-a-escola-esse-tempo-todo/ Acesso em 01 jul. 2013.

Titular o texto com uma pergunta é uma estratégia de produção de texto baseada na função de linguagem

 

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3098302 Ano: 2013
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFSJ
Orgão: UFSJ
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No que diz respeito à linguagem e ao discurso, num estudo feito por Rezende (2000) sobre o perfil editorial do telejornalismo no Brasil, é CORRETO afirmar que

Questão Anulada

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3098063 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFSJ
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De Abuja, Nigéria - Nos anos 90, o economista suíço Jacques Delors propôs uma educação sintonizada com a chegada do século XX, no documento encabeçado pela Unesco "Educação: Um Tesouro a Descobrir" - que influenciou políticas públicas em todo o mundo. Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos.

Práticas de comunicação e educação que o francês Celestín Freinet desbravou nos anos 30, mas que muitos pensadores, com pouca vocação para realização, deixaram morrer nas décadas seguintes. Nesse sentido, há de fato uma sensação global por parte de educadores e gestores de que, frente às recentes manifestações públicas, nas ruas, de desagravo à política, a escola pareceu mais uma vez bem distante da realidade - assistiu mesmo ao bonde passar, abismada. Professores pareciam perguntar: "onde estive que nada percebi?" Mas a pergunta precisa seria onde a escola "não esteve" e a resposta, "nas redes sociais", ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.

Ainda reverberando esses recentes fatos, a Nigéria hospedou, no fim de junho, um evento importante organizado pela mesma Unesco, acerca do tema da "Media lnformation Literacy" (MIL); é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens. A Conferência foi patrocinada pelo governo da Suécia, Arábia Saudita, além dos anfitriões.

Em meio a apresentações acadêmicas, algumas interessantes outras nem tanto, a "lnternational Conference on MIL and Intercultural Dialogue" deu continuidade à construção coletiva de dois importantes documentos: um propõe uma aliança global entre práticas de MIL, e outro um guia estratégico para políticas públicas na área.

Países como o Brasil avançaram um pouco na última década com relação à produção de comunicação na escola, quando experiências isoladas se fortaleceram em rede e pautaram políticas públicas, como o Mais Educaçãolevando as práticas de mídia a milhares de escolas públicas no contraturno. Mas não há ainda uma percepção generalizada de que o trabalho com mídia na educação pode transformar a qualidade do ensino no Brasil e aproximar a escola do universo do estudante.

Nesse sentido, uma aliança global e um norte estratégico em políticas públicas podem se tornar ações importantes e emblemáticas na construção de uma agenda mundial de apropriação das novas mídias pelo ensino formal, talvez tão importante quanto o documento de Delors.

Coincidência ou não, triste foi noticiar que, na mesma Nigéria, um grupo radical muçulmano massacrou crianças em uma escola cristã perto de Abuja (capital), assim que a Conferência terminou. Não há programa de mídia e educação capaz de fazer entender algumas atrocidades que permeiam um continente que sempre foi tratado como servidor- e jamais ator- de grandes decisões políticas e econômicas mundiais.

* Alexandre Sayad é jornalista especializado em direitos humanos, colaborou com O Estado de S. Paulo e Rádio Eldorado,

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As duas referências à Unesco funcionam como uma

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3098062 Ano: 2013
Disciplina: Português
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De Abuja, Nigéria - Nos anos 90, o economista suíço Jacques Delors propôs uma educação sintonizada com a chegada do século XX, no documento encabeçado pela Unesco "Educação: Um Tesouro a Descobrir" - que influenciou políticas públicas em todo o mundo. Lá, por entre os pilares que ele considerava essenciais para educar, estavam pistas de como a escola deveria dialogar com a mídia, que se tornaria cada vez mais presente na vida de todos.

Práticas de comunicação e educação que o francês Celestín Freinet desbravou nos anos 30, mas que muitos pensadores, com pouca vocação para realização, deixaram morrer nas décadas seguintes. Nesse sentido, há de fato uma sensação global por parte de educadores e gestores de que, frente às recentes manifestações públicas, nas ruas, de desagravo à política, a escola pareceu mais uma vez bem distante da realidade - assistiu mesmo ao bonde passar, abismada. Professores pareciam perguntar: "onde estive que nada percebi?" Mas a pergunta precisa seria onde a escola "não esteve" e a resposta, "nas redes sociais", ou mais profundamente, no caldo cultural que respira essa geração.

Ainda reverberando esses recentes fatos, a Nigéria hospedou, no fim de junho, um evento importante organizado pela mesma Unesco, acerca do tema da "Media lnformation Literacy" (MIL); é assim que a organização denomina os projetos educativos de leitura de mídia e produção de comunicação por jovens. A Conferência foi patrocinada pelo governo da Suécia, Arábia Saudita, além dos anfitriões.

Em meio a apresentações acadêmicas, algumas interessantes outras nem tanto, a "lnternational Conference on MIL and Intercultural Dialogue" deu continuidade à construção coletiva de dois importantes documentos: um propõe uma aliança global entre práticas de MIL, e outro um guia estratégico para políticas públicas na área.

Países como o Brasil avançaram um pouco na última década com relação à produção de comunicação na escola, quando experiências isoladas se fortaleceram em rede e pautaram políticas públicas, como o Mais Educaçãolevando as práticas de mídia a milhares de escolas públicas no contraturno. Mas não há ainda uma percepção generalizada de que o trabalho com mídia na educação pode transformar a qualidade do ensino no Brasil e aproximar a escola do universo do estudante.

Nesse sentido, uma aliança global e um norte estratégico em políticas públicas podem se tornar ações importantes e emblemáticas na construção de uma agenda mundial de apropriação das novas mídias pelo ensino formal, talvez tão importante quanto o documento de Delors.

Coincidência ou não, triste foi noticiar que, na mesma Nigéria, um grupo radical muçulmano massacrou crianças em uma escola cristã perto de Abuja (capital), assim que a Conferência terminou. Não há programa de mídia e educação capaz de fazer entender algumas atrocidades que permeiam um continente que sempre foi tratado como servidor- e jamais ator- de grandes decisões políticas e econômicas mundiais.

* Alexandre Sayad é jornalista especializado em direitos humanos, colaborou com O Estado de S. Paulo e Rádio Eldorado,

e coordena programas de Civic

Midia com a Universidade de Harvard. ** Publicado originalmente no site Portal Aprendiz.

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texto se configura como um exemplar do gênero

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