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Para responder à questão leia o texto a seguir.
Gentileza gera gentileza
o título da coluna foi tomado emprestado dele, o próprio Gentileza. Gentileza foi um grande homem, com um grande legado e uma grande vida.
Passou a maior parte dela pregando a gentileza como um modo de existir. Depois que morreu, em 1996, velhinho, aos 79 anos, a Companhia de Limpeza Urbana do Rio cobriu seus escritos nas pilastras do viaduto do Caju com tinta cinza. Não podia ser mais simbólico. O apagamento de Gentileza gerou um movimento de reação chamado “Rio com gentileza”, que resgatou o livro urbano de Gentileza e propõe a gentileza como uma forma de estar no mundo.
É sério. Parece pouco. É muito. Faz uma enorme diferença. Quando somos maltratados em algum lugar, por alguém, isso já envenena o nosso dia. E desencadeia reações desencontradas em cadeia. Por outro lado, às vezes nem percebemos, mas a beleza de outro dia, nosso suspeito bom-humor num dia comum, começou lá atrás , quando alguém teve um gesto gentil, nos acolheu com simpatia, nos tratou bem. Seja o nosso chefe, o motorista do ônibus, o balconista da padaria. Faz bem para a vida ser tratado com gentileza. E um gesto gentil também desencadeia reações similares em cadeia. Gentileza, o profeta, tinha toda a razão quando respondia aos que o chamavam de maluco: “Maluco pra te amar, louco pra te salvar”.
Se cada um de nós fizer uma reconstituição mental do nosso dia, hoje mesmo, vai perceber que o pior dele foi causado porque não foram gentis conosco nem fomos gentis com os outros. Desde o bom dia que faltou, o por favor que não foi dito, a buzina desnecessária no trânsito, a cara fechada, o sorriso que economizamos, a ajuda que poderíamos ter dado e não demos, ou ainda a que não recebemos, o elogio que não veio, a crítica que deveria ter sido feita para somar, mas foi programada para massacrar, o veneno que escorreu da nossa boca e da dos outros. Uma soma de pequenos e desnecessários gastos de energia que só serviram para nos intoxicar.
Gentileza é o exercício cotidiano de vestir a pele do outro. É cuidar não de alguém, mas de qualquer um. Mesmo que ele não seja nosso parente, mesmo que seja um estranho. Cuidar por nada. Sem precisar de motivo. Cuidar por cuidar.
Por que algo tão essencial se tornou supérfluo? Porque gentileza não se consome, talvez. Não tem valor monetário. Não se ganha nada de material com ela. Também não custa nada.
Hoje, tratar mal as pessoas, marchar pelos corredores, fechar a cara, não dar bom dia e dizer coisas duras sem nenhum cuidado parece ser um atributo dos poderosos. Quase uma virtude. O conjunto de características que costuma cercar o poder é imediatamente incorporado pelos subordinados. Nessa lógica, há sempre alguém a quem não precisamos beneficiar, não com a nossa gentileza, porque gentileza não tem nada a ver com isso, mas a quem não precisamos beneficiar com a nossa bajulação.
Acho que ser gentil não é nada prosaico, é um ato de resistência diante de uma vida determinada por valores calculáveis: só faço tal coisa se ganhar algo em troca, seja dinheiro ou um dos muitos pequenos poderes ou um ponto a mais com quem manda. A gentileza vira essa lógica do avesso: sou gentil sem esperar nada em troca.
Gentileza não é mesmo algo que temos, é mais algo que somos. E que nos tornamos. Talvez o verdadeiro poder esteja naquele que pode dar sem esperar nada em troca. Como Gentileza.
Assim como inventaram um dia sem carro, acho que poderíamos criar um dia com gentileza. Não precisa ser uma campanha de massa, basta uma decisão interna, silenciosa, de cada um. Só para experimentar. Um dia só tentando ser gentil. Engolindo a palavra ríspida, calando a fofoca ainda no esôfago, olhando de verdade para as pessoas, escutando o que o outro tem a dizer, mesmo que não nos pareça tão interessante, sorrindo um pouco mais.
Pequenos gestos. Segurar o elevador, dar oi e dar tchau, não se atravessar na frente de ninguém nem sair correndo para ser o primeiro, ter paciência em vez de se irritar, elogiar um pouco mais, deixar passar o que não foi tão legal, mas também não foi tão grave e, quando a crítica for imprescindível, abusar da delicadeza. Um dia só, mesmo que seja apenas para experimentar algo diferente. Quem sabe o que pode acontecer?
Fonte: BRUM, E. Gentileza gera gentileza. Época, 05 out. 2009. Disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI96818-15230,00-GENTILEZA+GERA+GENTILEZA.html. (Adaptado)
Com relação a recursos linguísticos empregados no texto, considere as afirmativas a seguir.
I - A palavra "mesmo", expressa exatidão quanto ao instante do enunciado, ao passo que, na linha 118, enfatiza o argumento de que faz parte, podendo ser substituída por de fato.
II - O termo "mesmo que", estabelece relação de sentido equivalente ao seu emprego na linha 152, podendo, em ambas as ocorrências, ser substituído, sem alteração do sentido, por ainda que.
III - O elemento "porque" poderia ser substituído por porquanto, mantendo-se a relação explicativa.
Está(ão) correta(s)
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A higiene corporal do paciente acamado é um procedimento comum em instituições hospitalares. Em relação a esse procedimento, assinale a alternativa INCORRETA.
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Em relação ao “drop out”, considere as afirmativas a seguir.
I - Não pode ser percebido a olho nu.
II - É um recurso de edição muito comum.
III - É um importante elemento da sonoplastia de uma produção audiovisual.
IV - Só pode ser incluído na pós-produção.
V - É um defeito na imagem de vídeo causado pela ausência de óxido na fita magnética.
Estão corretas
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Os rios podem alimentar ou serem alimentados pela água de aquíferos. Assim, quando o rio recarrega o lençol subterrâneo, diz-se que ele é , já quando recebe recarga originada do lençol subterrâneo ele é .
Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas.
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Para responder à questão, considere a definição de autorretrato proposta no fragmento a seguir.
A produção de autorretratos acompanha uma parcela considerável da história da arte. Não são poucas as vezes em que os artistas projetam suas próprias imagens no papel ou na tela, em trabalhos que trazem a marca da autorreflexão e, por isso, tocam no gênero autobiográfico. Nesses retratos - em que os artistas se veem e se deixam ver pelo espectador -, de modo geral, o foco está sobre o rosto, quase sempre em primeiro plano. O semblante do retratista/ retratado raramente se apresenta em momento de relaxamento ou felicidade. Em geral, a visão do artista sobre si próprio é sombria, angustiada e até mesmo cruel, quando se evidenciam defeitos físicos ou mutilações. O exemplo mais célebre nessa direção é o "Autorretrato com Orelha Enfaixada", pintado por Vincent van Gogh (1853-1890), em 1988, após uma crise que o levou a cortar o lóbulo da orelha esquerda. Difícil localizar nos autorretratos algum tom edificante, heroico ou celebrativo. Ao contrário, essas imagens traduzem, pelo registro da expressão, momentos de angústia e introspecção.
Fonte: ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL. Definição. Autorretrato.
Disponível em: <enciclopedia.itaucultural.org.br/termo897/autorretrato>.
Acesso em: set. 2015. (Adaptado)
Considerando a classe, a estrutura e os processos de formação de palavras, assinale V (verdadeira) ou F (falsa) em cada afirmativa.
( ) Se o sufixo “mente” for acrescentado em “considerável”, a palavra passará de adjetivo para advérbio e implicará a necessidade de alterações na estrutura frasal.
( ) Se o prefixo “auto” for eliminado de “autobiográfico”, o adjetivo perderá o sentido de próprio de si mesmo.
( ) As palavras “cruel” e “Orelha” são consideradas, respectivamente, como primitiva e derivada.
( ) Em “Enfaixada”, tem-se um substantivo formado por derivação imprópria.
A sequência correta é
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A ABNT NBR 6122 - Projeto e execução de fundações, estabelece os requisitos a serem observados no projeto e execução de fundações para todas as estruturas utilizadas na engenharia civil. Com base nas definições e conceitos envolvidos no tema fundações, analise as afirmativas a seguir.
I → Cota de arrasamento é o nível em que deve ser deixado o topo da estaca ou tubulão, de modo a possibilitar que o elemento de fundação e a sua armadura penetrem no bloco de coroamento.
II → Nega é a medida da penetração permanente de uma estaca, causada pela aplicação de um golpe de martelo ou pilão, sempre relacionada com a energia de cravação. Geralmente é medida para uma série de dez golpes, dada a sua pequena grandeza.
III → Repique é a parcela plástica do deslocamento mínimo de uma estaca decorrente da aplicação de um golpe de martelo ou pilão.
IV → Viga alavanca, ou de equilíbrio, é um elemento estrutural que recebe as cargas de um ou dois pilares (ou pontos de carga) e é dimensionado de modo a transmiti-las centradas às fundações.
Está(ão) correta(s)
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Observe a figura.

Fonte: LINSINGEN, Von. Fundamentos de Sistemas Hidráulicos. p. 28. (Adaptado)
A utilização prática do princípio de Pascal pode ser exemplificada por meio do princípio da prensa hidrostática, destinada à transmissão e à multiplicação de forças. Considerando, na figura acima, que o fluido hidráulico confinado no interior da prensa encontra-se em repouso, desconsiderando as forças de atrito e sabendo que as pressões p1 e p2 são medidas no mesmo nível horizontal, é correto afirmar:
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Dependendo da fase de processamento histológico para inclusão em parafina, trabalhamos com equipamentos específicos: bancada, capela e estufa, uma vez que utilizamos (1) formol, (2) álcool, (3) xilol e (4) parafina. A sequência correta que associa os reagentes identificados ao equipamento recomendado é
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Quais os métodos de diagnóstico por imagem mais utilizados para avaliar as lesões de coluna vertebral?
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Quanto à produção das chapas (matrizes) offset, considere as afirmações a seguir.
I - A sigla CTP corresponde ao sistema computer-toplate.
II - As chapas offset nunca podem ser reaproveitadas após a impressão.
III - As chapas offset são planográficas, sem a presença de relevo.
IV - As chapas offset são gravadas sempre por meio de impressão eletrostática.
Estão corretas
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