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A Floresta Amazônica está mais ligada a nós do que a geografia pode sugerir. Ela é hoje o principal alvo de exploração madeireira no Brasil, já que seus maiores consumidores – as regiões Sul e Sudeste do país – esgotaram suas vegetações nativas (de peroba-rosa e pinho-doparaná, sobretudo) e hoje recorrem a seu território para suprir a demanda. Sim, há ainda matas plantadas, especialmente de eucalipto e pínus, mas grande parte delas abastece empresas de celulose e papel e siderúrgicas.
O piso da sala, as portas e janelas, os móveis, a estrutura, as fôrmas empregadas na obra... Difícil encontrar quem não tenha madeira em casa. Por isso mesmo, combater a derrubada criminosa e as diversas fraudes hoje imiscuídas nessa cadeia é tarefa de todos: significa manter a floresta de pé em tempos de mudanças climáticas e não apoiar via consumo um negócio bilionário que envolve corrupção, trabalho escravo, conflitos fundiários e sonegação de impostos. “Cerca de 80% da produção amazônica é ilegal e isso torna enorme o risco de uma pessoa levar esses cortes para casa”, afirma Aline Tristão, diretora executiva do Conselho de Manejo Florestal (FSC), a principal entidade certificadora do país, que atesta a origem responsável da matéria-prima florestal, do cultivo à venda – indo além da chancela da legalidade.
Os caminhos da ilegalidade são muitos. É comum a derrubada de árvores em áreas não autorizadas, como unidades de conservação, terras indígenas e beiras de rios. Outros crimes são retirar volumes maiores do que os permitidos nas licenças de exploração e extrair espécimes diferentes das especificadas, favorecendo as mais valiosas. Ocorrem também fraudes documentais, quando a madeira ilegal adquire documentação oficial. Exemplos: utilizar créditos de uma área autorizada, mas que não será explorada, para lavar madeira roubada; inflar inventários florestais para aumentar o volume de espécies valiosas permitidas; adulterar o sistema oficial (com ajuda de funcionários públicos), gerando créditos fictícios.
Entender esse complexo mercado é o primeiro passo no combate a essa situação. A concorrência desleal do mercado ilícito é responsável por desmatamentos e condições precárias de trabalho. A madeira ilegal não assume diversos custos criados no caminho entre a floresta e o consumidor, explica Aline. “Ela não paga impostos, não oferece direitos a trabalhadores, gera impactos socioambientais etc ”. Já a certificada, além de cumprir a legislação, inclui vantagens sociais e ambientais que, embora custem mais, incentivam o desenvolvimento sustentável do setor. “Não é a madeira certificada que é mais cara, mas, sim, a ilegal, que é falsamente barata”, complementa a diretora do FSC.
A produção brasileira de madeira é monitorada pelo Documento de Origem Florestal (o Sistema DOF) e pelo novo Sinaflor (Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais), os quais em breve serão combinados com outros bancos de dados de modo a rastrear a cadeia da madeira. “Essa mudança tende a ser um marco, pois tudo ficará digital”, avalia Aline Tristão. “O controle é bastante sofisticado, mas os fraudadores sempre descobrem meios de 'lavar' a madeira, alerta Maurício de Moura Costa, diretor da Bolsa de Valores Ambiental (BVRio), plataforma para compra e venda de madeira legal rastreada. Ele se refere a um efeito perverso da informatização: possibilitar que os lotes ilícitos cheguem ao consumidor com documentação aparentemente regular. “Para evitar riscos, muitas construtoras substituíram o material por cerâmica no revestimento e alumínio e PVC em portas e janelas. Mas isso mata a economia da floresta, a qual precisa se fortalecer para combater o desmatamento, arrecadar impostos e gerar empregos”, alega Moura Costa, autor de um relatório recente da BVRio que traça um diagnóstico amplo e propõe bancos de dados para inibir a clandestinidade.
Na base da história, no entanto, está o cidadão. “Madeira ilegal tem fornecedor, mas também consumidor”, diz o arquiteto Marcelo Aflalo, de São Paulo. Na realidade, da floresta até a nossa casa, o caminho é longo e, mesmo com o avanço das tecnologias de controle, ainda há muito a ser feito para reduzir a ilegalidade e seus danos. Fraudes na cadeia produtiva comprometem a sustentabilidade da floresta e impedem o crescimento de um importante setor da economia. Cabe, portanto, ao cidadão consumir com segurança e responsabilidade e fazer disso um ato de combate à corrupção no país.
A frase A Floresta Amazônica está mais ligada a nós do que a geografia pode sugerir (ℓ.1-2) é desenvolvida ao longo do texto com base em informações sobre a madeira da região amazônica.
Uma dessas informações é a de que
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- Aspectos BásicosPrincípios e Teorias de Arquivologia
- Administração de ArquivosAcesso à Informação
- Avaliação de Documentos
- Gestão de Documentos
Recentemente, estudiosos, pensadores e profissionais têm discutido princípios da ciência arquivística que, por muito tempo, foram considerados inexoráveis para o estudo e a prática dos arquivos. Sob esta perspectiva, considere as afirmativas a seguir.
I→ O modelo arquivístico vigente não se encaixa aos organismos vivos que são os arquivos hoje. A problemática reside em refinar a informação baseada na proveniência geral, sem obscurecer a conexão documento-atividade.
II→ O arquivista atua como mediador entre documento e usuário, devendo, para tanto, possuir formação sólida em áreas como história, idiomas e diplomática, que lhe permitam ler e compreender os documentos, dominando uma série de detalhes técnicos por meio de extensos esforços práticos.
III→ Os processos de avaliação constituem um elemento vital do contexto em que os arquivos históricos são formados. Guiados pelos valores de sua sociedade, os arquivistas acham-se implicados na formação dos arquivos que sua época legará ao futuro.
Em consonância com as correntes atuais do pensamento arquivístico, está(ão) correta(s)
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- Avaliação de Documentos
- ClassificaçãoClassificação de Documentos
- Gestão de Documentos
- Organização e Administração de ArquivosArquivamento e Ordenação de DocumentosMétodos de Arquivamento (Ordenação de Documentos)
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- Legislação e NormasNormas ArquivísticasISAAR (CPF): Norma Internacional Registro de Autoridade Arquivística p/ Pessoas
- Legislação e NormasNormas ArquivísticasISAD (G): Norma Internacional de Descrição Arquivística
- Legislação e NormasNormas ArquivísticasISDF: Norma Internacional para a Descrição de Funções
- Legislação e NormasNormas ArquivísticasISDIAH: Norma Internacional para Instituições com Acervo Arquivístico
- Legislação e NormasNormas ArquivísticasNOBRADE: Norma Brasileira de Descrição Arquivística
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A Norma Brasileira de Descrição Arquivística (NOBRADE) preconiza um sistema de descrição _______, contendo 28 elementos de descrição, distribuídos entre oito áreas, dentre as quais se destacam as três que contêm elementos obrigatórios de descrição:
→ a área de _______, onde se inserem informações essenciais para registrar os dados da unidade de descrição (a partir dos elementos obrigatórios código de referência, título, datas, nível de descrição e dimensão e suporte);
→ a área de contextualização, onde se registra informação sobre a proveniência e custódia da unidade de descrição (com o elemento obrigatório - _______); e
→ a área de _______, onde se registra informação sobre o acesso à unidade de descrição (com o elemento obrigatório somente para os níveis 0 e 1 de descrição condições de acesso).
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas.
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A missão de um arquivo só se completa com a elaboração de instrumentos de pesquisa, que contêm a descrição ou representação de unidades documentais: seja do arquivo como um todo, de uma parte ou de peças documentais específicas nele contidas.
O instrumento destinado à orientação geral dos usuários no conhecimento e no uso dos fundos existentes em um arquivo é o
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Associe os termos apresentados na coluna à esquerda aos conceitos apresentados na coluna à direita.
(1) Laminação
(2) Cartonagem
(3) Velatura
(4) Reintegração
( ) Processo de restauração que consiste na aplicação de reforço de papel ou tecido em qualquer face de uma folha.
( ) Processo de restauração que consiste no uso de uma suspensão de fibras para reparar documentos danificados por perda de suporte, também chamado obturação.
( ) Processo de restauração que consiste no reforço de documentos deteriorados ou frágeis, colocando-os entre folhas de papel de baixa gramatura, fixadas por adesivo natural, semissintético ou sintético, por meio de diferentes técnicas, manuais ou mecânicas.
A sequência correta é
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