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Foram encontradas 191 questões.

3236443 Ano: 2016
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Segundo o Anexo 2 da NR 15, redação dada pela Portaria no 3.214, de 08/06/78, é correto afirmar que

 

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3236442 Ano: 2016
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: UFU
Orgão: UFU
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A Portaria n.º 3.120, de 1º de Julho de 1998 (GM MS), aprova a Instrução Normativa de Vigilância em Saúde do Trabalhador no SUS. Sobre a Vigilância em Saúde do Trabalhador é correto afirmar que

 

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3236441 Ano: 2016
Disciplina: Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
Banca: UFU
Orgão: UFU
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O uso de equipamentos de proteção individual (EPI) é essencial para um trabalhador em uma oficina de hialotécnica. A esse respeito, é correto afirmar que é obrigatório o uso de

 

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3236440 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

Leia o texto a seguir para responder a questão.

Como nasceram as trevas

Cientistas dizem que o período anormalmente frio foi crucial para o avanço da fome, a disseminação de doenças e as invasões bárbaras que definiram a Idade Média

Períodos anormalmente frios e escuros, causados pelas cinzas de grandes erupções vulcânicas, ajudaram a definir os aspectos mais marcantes da Idade Média (476 a 1453), segundo um estudo publicado na revista Nature Geoscience. De acordo com os pesquisadores, dois terços dos anos mais frios já registrados na Europa e na Ásia ocorreram nos séculos 6 e 7, após o ano 536, considerado um marco de eventos vulcânicos que jogaram 5 tamanha quantidade de detritos na atmosfera que a luz solar acabou parcialmente bloqueada. O resultado disso foi uma extrema alteração climática que afetou as colheitas, a saúde das populações e até os padrões migratórios da região.

Embora a Idade Média se inicie oficialmente no ano 476, com a queda do Império Romano do Ocidente, foi apenas no século seguinte que a fome, a doença e as invasões de povos hostis se espalharam pela Eurásia. Até então, a região experimentava relativa prosperidade sob o Império Romano do Oriente. Segundo os cientistas liderados pelo professor Ulf Büntgen, do Instituto Nacional de Pesquisas da Suíça, tudo mudou quando o frio causado pelo bloqueio da luz solar acabou com as colheitas. A consequente desnutrição dos povos favoreceu a disseminação da peste bubônica, forçou a migração de tribos bárbaras e as movimentações de exércitos em direção aos domínios dos romanos do Oriente.

"Esse foi o resfriamento mais dramático no Hemisfério Norte nos últimos dois mil anos", diz Büntgen. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram os anéis que se formam em troncos de árvores. Ao observar exemplares coletados nos Alpes Europeus e na região do Altai, na Rússia, os cientistas identificaram anéis mais estreitos, típicos de anos frios, dentro de um período de 120 anos que coincide com eventos importantes da Idade Média. Um desses marcos foi a Praga de Justiniano, uma epidemia de peste bubônica que matou entre 25 milhões e 50 milhões a partir do ano 1541.

Istoé, nº 2412, ano 39, 02 de março de 2016, p.50

“O resultado disso foi uma extrema alteração climática que afetou as colheitas, a saúde das populações e até os padrões migratórios da região.”

Assinale a alternativa que melhor corresponde ao sentido de até.

 

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3236439 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

Leia o texto a seguir para responder a questão.

Como nasceram as trevas

Cientistas dizem que o período anormalmente frio foi crucial para o avanço da fome, a disseminação de doenças e as invasões bárbaras que definiram a Idade Média

Períodos anormalmente frios e escuros, causados pelas cinzas de grandes erupções vulcânicas, ajudaram a definir os aspectos mais marcantes da Idade Média (476 a 1453), segundo um estudo publicado na revista Nature Geoscience. De acordo com os pesquisadores, dois terços dos anos mais frios já registrados na Europa e na Ásia ocorreram nos séculos 6 e 7, após o ano 536, considerado um marco de eventos vulcânicos que jogaram 5 tamanha quantidade de detritos na atmosfera que a luz solar acabou parcialmente bloqueada. O resultado disso foi uma extrema alteração climática que afetou as colheitas, a saúde das populações e até os padrões migratórios da região.

Embora a Idade Média se inicie oficialmente no ano 476, com a queda do Império Romano do Ocidente, foi apenas no século seguinte que a fome, a doença e as invasões de povos hostis se espalharam pela Eurásia. Até então, a região experimentava relativa prosperidade sob o Império Romano do Oriente. Segundo os cientistas liderados pelo professor Ulf Büntgen, do Instituto Nacional de Pesquisas da Suíça, tudo mudou quando o frio causado pelo bloqueio da luz solar acabou com as colheitas. A consequente desnutrição dos povos favoreceu a disseminação da peste bubônica, forçou a migração de tribos bárbaras e as movimentações de exércitos em direção aos domínios dos romanos do Oriente.

"Esse foi o resfriamento mais dramático no Hemisfério Norte nos últimos dois mil anos", diz Büntgen. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram os anéis que se formam em troncos de árvores. Ao observar exemplares coletados nos Alpes Europeus e na região do Altai, na Rússia, os cientistas identificaram anéis mais estreitos, típicos de anos frios, dentro de um período de 120 anos que coincide com eventos importantes da Idade Média. Um desses marcos foi a Praga de Justiniano, uma epidemia de peste bubônica que matou entre 25 milhões e 50 milhões a partir do ano 1541.

Istoé, nº 2412, ano 39, 02 de março de 2016, p.50

Ao observar exemplares coletados nos Alpes Europeus e na região do Altai, na Rússia, os cientistas identificaram anéis mais estreitos, típicos de anos frios, dentro de um período de 120 anos [...]”

Assinale a alternativa que melhor corresponde ao trecho destacado acima.

 

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3236438 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

Leia o texto a seguir para responder a questão.

Como nasceram as trevas

Cientistas dizem que o período anormalmente frio foi crucial para o avanço da fome, a disseminação de doenças e as invasões bárbaras que definiram a Idade Média

Períodos anormalmente frios e escuros, causados pelas cinzas de grandes erupções vulcânicas, ajudaram a definir os aspectos mais marcantes da Idade Média (476 a 1453), segundo um estudo publicado na revista Nature Geoscience. De acordo com os pesquisadores, dois terços dos anos mais frios já registrados na Europa e na Ásia ocorreram nos séculos 6 e 7, após o ano 536, considerado um marco de eventos vulcânicos que jogaram 5 tamanha quantidade de detritos na atmosfera que a luz solar acabou parcialmente bloqueada. O resultado disso foi uma extrema alteração climática que afetou as colheitas, a saúde das populações e até os padrões migratórios da região.

Embora a Idade Média se inicie oficialmente no ano 476, com a queda do Império Romano do Ocidente, foi apenas no século seguinte que a fome, a doença e as invasões de povos hostis se espalharam pela Eurásia. Até então, a região experimentava relativa prosperidade sob o Império Romano do Oriente.c Segundo os cientistas liderados pelo professor Ulf Büntgen, do Instituto Nacional de Pesquisas da Suíça, tudo mudou quando o frio causado pelo bloqueio da luz solar acabou com as colheitas. A consequente desnutrição dos povos favoreceu a disseminação da peste bubônicaa, forçou a migração de tribos bárbaras e as movimentações de exércitos em direção aos domínios dos romanos do Oriente.

"Esse foi o resfriamento mais dramático no Hemisfério Norte nos últimos dois mil anos", diz Büntgen. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram os anéis que se formam em troncos de árvoresd. Ao observar exemplares coletados nos Alpes Europeus e na região do Altai, na Rússia, os cientistas identificaram anéis mais estreitos, típicos de anos frios, dentro de um período de 120 anos que coincide com eventos importantes da Idade Médiab. Um desses marcos foi a Praga de Justiniano, uma epidemia de peste bubônica que matou entre 25 milhões e 50 milhões a partir do ano 1541.

Istoé, nº 2412, ano 39, 02 de março de 2016, p.50

Em relação ao emprego das formas verbais destacadas abaixo, assinale a alternativa INCORRETA.

 

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3236437 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

Leia o texto a seguir para responder a questão.

Como nasceram as trevas

Cientistas dizem que o período anormalmente frio foi crucial para o avanço da fome, a disseminação de doenças e as invasões bárbaras que definiram a Idade Média

Períodos anormalmente frios e escuros, causados pelas cinzas de grandes erupções vulcânicas, ajudaram a definir os aspectos mais marcantes da Idade Média (476 a 1453), segundo um estudo publicado na revista Nature Geoscience. De acordo com os pesquisadores, dois terços dos anos mais frios já registrados na Europa e na Ásia ocorreram nos séculos 6 e 7, após o ano 536, considerado um marco de eventos vulcânicos que jogaram tamanha quantidade de detritos na atmosfera que a luz solar acabou parcialmente bloqueada. O resultado disso foi uma extrema alteração climática que afetou as colheitas, a saúde das populações e até os padrões migratórios da região.

Embora a Idade Média se inicie oficialmente no ano 476, com a queda do Império Romano do Ocidente, foi apenas no século seguinte que a fome, a doença e as invasões de povos hostis se espalharam pela Eurásia. Até então, a região experimentava relativa prosperidade sob o Império Romano do Oriente. Segundo os cientistas liderados pelo professor Ulf Büntgen, do Instituto Nacional de Pesquisas da Suíça, tudo mudou quando o frio causado pelo bloqueio da luz solar acabou com as colheitas. A consequente desnutrição dos povos favoreceu a disseminação da peste bubônica, forçou a migração de tribos bárbaras e as movimentações de exércitos em direção aos domínios dos romanos do Oriente.

"Esse foi o resfriamento mais dramático no Hemisfério Norte nos últimos dois mil anos", diz Büntgen. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram os anéis que se formam em troncos de árvores. Ao observar exemplares coletados nos Alpes Europeus e na região do Altai, na Rússia, os cientistas identificaram anéis mais estreitos, típicos de anos frios, dentro de um período de 120 anos que coincide com eventos importantes da Idade Média. Um desses marcos foi a Praga de Justiniano, uma epidemia de peste bubônica que matou entre 25 milhões e 50 milhões a partir do ano 1541.

Istoé, nº 2412, ano 39, 02 de março de 2016, p.50

Em “[...] jogaram tamanha quantidade de detritos na atmosfera que a luz solar acabou parcialmente bloqueada”. a relação entre as orações é de

 

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3236436 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

Leia o texto a seguir para responder a questão.

Como nasceram as trevas

Cientistas dizem que o período anormalmente frio foi crucial para o avanço da fome, a disseminação de doenças e as invasões bárbaras que definiram a Idade Média

Períodos anormalmente frios e escuros, causados pelas cinzas de grandes erupções vulcânicas, ajudaram a definir os aspectos mais marcantes da Idade Média (476 a 1453), segundo um estudo publicado na revista Nature Geoscience. De acordo com os pesquisadores, dois terços dos anos mais frios já registrados na Europa e na Ásia ocorreram nos séculos 6 e 7, após o ano 536, considerado um marco de eventos vulcânicos que jogaram 5 tamanha quantidade de detritos na atmosfera que a luz solar acabou parcialmente bloqueada. O resultado disso foi uma extrema alteração climática que afetou as colheitas, a saúde das populações e até os padrões migratórios da região.

Embora a Idade Média se inicie oficialmente no ano 476, com a queda do Império Romano do Ocidente, foi apenas no século seguinte que a fome, a doença e as invasões de povos hostis se espalharam pela Eurásia. Até então, a região experimentava relativa prosperidade sob o Império Romano do Oriente. Segundo os cientistas liderados pelo professor Ulf Büntgen, do Instituto Nacional de Pesquisas da Suíça, tudo mudou quando o frio causado pelo bloqueio da luz solar acabou com as colheitas. A consequente desnutrição dos povos favoreceu a disseminação da peste bubônica, forçou a migração de tribos bárbaras e as movimentações de exércitos em direção aos domínios dos romanos do Oriente.

"Esse foi o resfriamento mais dramático no Hemisfério Norte nos últimos dois mil anos", diz Büntgen. Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram os anéis que se formam em troncos de árvores. Ao observar exemplares coletados nos Alpes Europeus e na região do Altai, na Rússia, os cientistas identificaram anéis mais estreitos, típicos de anos frios, dentro de um período de 120 anos que coincide com eventos importantes da Idade Média. Um desses marcos foi a Praga de Justiniano, uma epidemia de peste bubônica que matou entre 25 milhões e 50 milhões a partir do ano 1541.

Istoé, nº 2412, ano 39, 02 de março de 2016, p.50

Considere o trecho a seguir.

“Embora a Idade Média se inicie oficialmente no ano 476, com a queda do Império Romano do Ocidente, foi apenas no século seguinte que a fome, a doença e as invasões de povos hostis se espalharam pela Eurásia”.

O uso de “apenas,” no trecho, cumpre a função de expressar a ideia de que algo

 

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3236435 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Glúten, lactose e outras modas

Nunca houve tantos modismos na dieta. Dieta sem glúten, sem lactose, sem gordura, sem carboidratos, sem nada que venha dos animais e até dietas sem alimentos que contenham DNA (pedras, talvez).

A história de nossos antepassados é a da miséria. Dos 6 milhões de anos de nossa espécie, pelo menos 99,9% do tempo caçávamos, pescávamos, coletávamos frutos e raízes e disputávamos carcaças de animais com outros carnívoros famintos. Há insignificantes 10 mil anos, o surgimento da agricultura criou a oportunidade de abandonarmos a vida nômade e armazenarmos víveres para a época das vacas magras.

Ainda assim, as epidemias de fome e a desnutrição chegaram até os dias atuais. Na metade do século passado havia fome coletiva na França, Inglaterra, Alemanha e demais países da Europa deflagrada.

Comida farta só chegou à mesa de grandes massas populacionais depois da Segunda Guerra Mundial, graças à mecanização e aos avanços da agricultura e da tecnologia de conservação de alimentos. Hoje, um brasileiro de classe média tem acesso a refeições mais variadas e nutritivas do que as dos nobres nos castelos medievais.

A fartura trouxe o exagero. Um cérebro com circuitos de neurônios moldados em tempos de penúria não desenvolveu mecanismos de saciedade, capazes de frear os impulsos viscerais despertados pela fome, antes de nos empanturrarmos até passar mal de tanto comer. Essencial à sobrevivência quando precisávamos acumular reservas para os longos períodos de jejum que se sucediam, essa estratégia se voltou contra nós.

Ao mesmo tempo, vão distantes os dias em que gastávamos energia para alimentar a família. Pela primeira vez na história da humanidade, desfrutamos o privilégio de ganhar o sustento sentados em cadeiras confortáveis. A um toque de celular o disque-pizza nos entrega 5.000 calorias à porta, sem sairmos do sofá.

Fartura e sedentarismo, gula e preguiça, criaram as raízes da epidemia de obesidade que 25 assola o mundo. Novembro de 2016 foi o primeiro mês dos tempos modernos em que a expectativa de vida diminuiu em relação à do mês anterior, nos Estados Unidos.

Seguimos pelo mesmo caminho. A continuar nesse passo, a obesidade e a vida sedentária farão nossos filhos viverem menos do que nós.

Sem disposição nem coragem para encarar a realidade de que comemos mais do que o 30 necessário e andamos menos do que deveríamos, procuramos uma saída mágica que nos mantenha saudáveis.

Inventamos teorias mirabolantes que a internet divulga com tal velocidade que se transformam em ideologias com manadas de defensores ardorosos: carne é veneno, nenhum animal adulto toma leite, glúten engorda e incha, suco de berinjela reduz colesterol, e tantas outras.

É desperdício de tempo e risco de perder amigos questionar essas crenças. Não adianta dizer que nossos antepassados não teriam sobrevivido não fosse a carne, que alimentos com glúten costumam conter carboidratos simples com índices glicêmicos elevados, que a coitada da berinjela jamais teve a pretensão de proteger alguém contra o ataque cardíaco e que onças 40 adultas não tomam leite pela mesma razão que não bebem chope nem água encanada.

Para confundir ainda mais, estudos com resultados que exigiriam interpretações estatísticas cautelosas e confirmação em pesquisas mais elaboradas ganham destaque nas mídias como se apresentassem conclusões definitivas. Num dia, o ovo é uma bomba de colesterol prestes a explodir as coronárias; no outro, asseguram que tem alto valor nutritivo.

A carne de porco que já foi a mãe de todos os males está reabilitada, a de boi enfrenta suspeitas.

A confusão acontece porque esses estudos costumam ser observacionais. Neles, são analisadas as características dietéticas de uma população e as enfermidades que a afligem. Em ciência, publicações desse tipo são consideradas apenas geradoras de hipóteses. Para confirmá-las são fundamentais os estudos prospectivos, randomizados, muito mais complexos, dispendiosos e demorados.

Perdido na selva de informações desencontradas, o que você deve fazer, leitor? Coma frutas, saladas e verduras com liberalidade; do resto, de tudo um pouco. Procure comer o que sua avó considerava comida.

VARELA, Drauzio. In: Folha de S. Paulo, 4 de fevereiro de 2017.

“Coma frutas, saladas e verduras com liberalidade; do resto, de tudo um pouco. Procure comer o que sua avó considerava comida”.

De acordo com o trecho acima, assinale a única alternativa que NÃO reflete o objetivo do autor.

 

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3236434 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU
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Glúten, lactose e outras modas

Nunca houve tantos modismos na dieta. Dieta sem glúten, sem lactose, sem gordura, sem carboidratos, sem nada que venha dos animais e até dietas sem alimentos que contenham DNA (pedras, talvez).

A história de nossos antepassados é a da miséria. Dos 6 milhões de anos de nossa espécie, pelo menos 99,9% do tempo caçávamos, pescávamos, coletávamos frutos e raízes e disputávamos carcaças de animais com outros carnívoros famintos. Há insignificantes 10 mil anos, o surgimento da agricultura criou a oportunidade de abandonarmos a vida nômade e armazenarmos víveres para a época das vacas magras.

Ainda assim, as epidemias de fome e a desnutrição chegaram até os dias atuais. Na metade do século passado havia fome coletiva na França, Inglaterra, Alemanha e demais países da Europa deflagrada.

Comida farta só chegou à mesa de grandes massas populacionais depois da Segunda Guerra Mundial, graças à mecanização e aos avanços da agricultura e da tecnologia de conservação de alimentos. Hoje, um brasileiro de classe média tem acesso a refeições mais variadas e nutritivas do que as dos nobres nos castelos medievais.

A fartura trouxe o exagero. Um cérebro com circuitos de neurônios moldados em tempos de penúria não desenvolveu mecanismos de saciedade, capazes de frear os impulsos viscerais despertados pela fome, antes de nos empanturrarmos até passar mal de tanto comer. Essencial à sobrevivência quando precisávamos acumular reservas para os longos períodos de jejum que se sucediam, essa estratégia se voltou contra nós.

Ao mesmo tempo, vão distantes os dias em que gastávamos energia para alimentar a família. Pela primeira vez na história da humanidade, desfrutamos o privilégio de ganhar o sustento sentados em cadeiras confortáveis. A um toque de celular o disque-pizza nos entrega 5.000 calorias à porta, sem sairmos do sofá.

Fartura e sedentarismo, gula e preguiça, criaram as raízes da epidemia de obesidade que 25 assola o mundo. Novembro de 2016 foi o primeiro mês dos tempos modernos em que a expectativa de vida diminuiu em relação à do mês anterior, nos Estados Unidos.

Seguimos pelo mesmo caminho. A continuar nesse passo, a obesidade e a vida sedentária farão nossos filhos viverem menos do que nós.

Sem disposição nem coragem para encarar a realidade de que comemos mais do que o 30 necessário e andamos menos do que deveríamos, procuramos uma saída mágica que nos mantenha saudáveis.

Inventamos teorias mirabolantes que a internet divulga com tal velocidade que se transformam em ideologias com manadas de defensores ardorosos: carne é veneno, nenhum animal adulto toma leite, glúten engorda e incha, suco de berinjela reduz colesterol, e tantas outras.

É desperdício de tempo e risco de perder amigos questionar essas crenças. Não adianta dizer que nossos antepassados não teriam sobrevivido não fosse a carne, que alimentos com glúten costumam conter carboidratos simples com índices glicêmicos elevados, que a coitada da berinjela jamais teve a pretensão de proteger alguém contra o ataque cardíaco e que onças 40 adultas não tomam leite pela mesma razão que não bebem chope nem água encanada.

Para confundir ainda mais, estudos com resultados que exigiriam interpretações estatísticas cautelosas e confirmação em pesquisas mais elaboradas ganham destaque nas mídias como se apresentassem conclusões definitivas. Num dia, o ovo é uma bomba de colesterol prestes a explodir as coronárias; no outro, asseguram que tem alto valor nutritivo.

A carne de porco que já foi a mãe de todos os males está reabilitada, a de boi enfrenta suspeitas.

A confusão acontece porque esses estudos costumam ser observacionais. Neles, são analisadas as características dietéticas de uma população e as enfermidades que a afligem. Em ciência, publicações desse tipo são consideradas apenas geradoras de hipóteses. Para confirmá-las são fundamentais os estudos prospectivos, randomizados, muito mais complexos, dispendiosos e demorados.

Perdido na selva de informações desencontradas, o que você deve fazer, leitor? Coma frutas, saladas e verduras com liberalidade; do resto, de tudo um pouco. Procure comer o que sua avó considerava comida.

VARELA, Drauzio. In: Folha de S. Paulo, 4 de fevereiro de 2017.

No 13º parágrafo, o autor afirma que “É desperdício de tempo e risco de perder amigos questionar essas crenças”.

São razões que sustentam essa afirmação, EXCETO:

 

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