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Não se esqueça! Seu cérebro é uma máquina capaz de armazenar na memória muito mais informações
do que você imagina. Mas, assim como seu corpo, ele precisa de treino para melhorar a performance.
“Oi, você lembra de mim?” Mesmo que você responda rapidamente à pessoa a sua frente, não imagina que uma pergunta extremamente simples como essa possa ser capaz de acionar um mecanismo tão complexo na sua cabeça. “Até encontrar a informação correta, o cérebro libera neurotransmissores que provocam reações químicas [as sinapses] entre os neurônios”, explica o neurologista Fábio Shiba, de São Paulo. Esse processo acontece em átimos de segundo - e sempre que você precisar dos dados armazenados na sua memória. Mas, dependendo do estilo de vida, ele pode se tornar menos ágil até mesmo em quem está na faixa dos 20 anos, de acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Então faça um teste de hard disk agora mesmo com este check-list: alimentação saudável, exercício com frequência, atividades relaxantes. Confere? Ótimo! A ciência aponta que esses e outros hábitos ajudam a ampliar seu repertório de ideias e manter sua memória tinindo.
BIZ, Manuela. Não se esqueça. Boa Forma, São Paulo, Editora Abril, Edição 366, abr. 2017, p. 100. (Fragmento adaptado).
Os trechos negritados cumprem prioritariamente, no texto, a função de
“Oi, você lembra de mim?” Mesmo que você responda rapidamente à pessoa a sua frente, não imagina que uma pergunta extremamente simples como essa possa ser capaz de acionar um mecanismo tão complexo na sua cabeça. “Até encontrar a informação correta, o cérebro libera neurotransmissores que provocam reações químicas [as sinapses] entre os neurônios”, explica o neurologista Fábio Shiba, de São Paulo. Esse processo acontece em átimos de segundo - e sempre que você precisar dos dados armazenados na sua memória. Mas, dependendo do estilo de vida, ele pode se tornar menos ágil até mesmo em quem está na faixa dos 20 anos, de acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Então faça um teste de hard disk agora mesmo com este check-list: alimentação saudável, exercício com frequência, atividades relaxantes. Confere? Ótimo! A ciência aponta que esses e outros hábitos ajudam a ampliar seu repertório de ideias e manter sua memória tinindo.
BIZ, Manuela. Não se esqueça. Boa Forma, São Paulo, Editora Abril, Edição 366, abr. 2017, p. 100. (Fragmento adaptado).
Os trechos negritados cumprem prioritariamente, no texto, a função de
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- SemânticaSinônimos e Antônimos
- Interpretação de TextosCoesão e Coerência
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de Texto
As bibliotecas escolares, em seus diversos modos de ser e de se manifestar, geralmente são foco de
muitas das atividades e experiências vinculadas ao conceito de “promoção de leitura”. A partir da segunda
metade do século XX, com distintos desdobramentos conforme as circunstâncias em que a escolarização se
desenvolvia, começaram a conviver, de forma tensa, dois discursos sobre a leitura nos períodos da infância e
da adolescência: o discurso da leitura para o estudo, quase sempre relacionada à obrigatoriedade, e aquele
voltado à leitura livre, à qual logo foi associada a ideia bastante difusa de prazer.
A confluência de ambos os discursos foi possível graças ao pacto entre a escola e outras experiências externas a ela, principalmente, embora não de maneira exclusiva, por parte das bibliotecas públicas.
BAJOUR, Cecilia. Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura. São Paulo: Editora Pulo do Gato, 2012. p. 77. (Fragmento).
Assinale a alternativa que apresenta o trecho que NÃO pode substituir o fragmento negritado no texto, por não manter adequação semântica.
A confluência de ambos os discursos foi possível graças ao pacto entre a escola e outras experiências externas a ela, principalmente, embora não de maneira exclusiva, por parte das bibliotecas públicas.
BAJOUR, Cecilia. Ouvir nas entrelinhas: o valor da escuta nas práticas de leitura. São Paulo: Editora Pulo do Gato, 2012. p. 77. (Fragmento).
Assinale a alternativa que apresenta o trecho que NÃO pode substituir o fragmento negritado no texto, por não manter adequação semântica.
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De acordo com a Lei 8112/1990, podem ser concedidas ao servidor em estágio probatório as seguintes
licenças, EXCETO aquelas
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O texto abaixo refere-se à questão.
RETOMANDO A APRENDIZAGEM DEPOIS DA CRISE
Claudia Costin
A recente divulgação de um estudo do Insper mostrando as perdas de aprendizagem ocorridas durante
o período de fechamento das escolas revelou o que muitos já intuíam: a presencialidade é fundamental,
especialmente para crianças e jovens e, mesmo que estratégias adequadas de ensino remoto tenham sido
criadas, tanto por escolas particulares como públicas, o despreparo geral para lidar com uma crise tão grave e
repentina não facilita a aprendizagem. Além disso, para parte dos alunos, a falta de conectividade e de
equipamentos tornou o processo bem mais desafiador.
O estudo tentou quantificar as perdas em ganhos futuros dos atuais alunos de Ensino Fundamental e
Ensino Médio, por ter tido acesso apenas a uma fração dos aprendizados esperados. E as perdas consolidadas
chegariam a 700 bilhões de reais. Mas, infelizmente, o quadro pode se mostrar ainda mais dramático, frente ao
advento da chamada 4ª Revolução Industrial, em que postos de trabalho vêm sendo extintos numa velocidade
sem precedentes na História. Sim, outros postos serão criados, mas demandarão competências de nível muito
mais sofisticado, como pensamento crítico, capacidade de fazer análises mais aprofundadas e resolução
colaborativa de problemas complexos com criatividade.
Neste contexto, contar apenas com habilidades básicas não será mais suficiente. A Educação deverá
se preparar para oferecer um aprendizado bem mais aprofundado em todos os níveis de ensino. Além disso, a
crise da Covid trouxe um outro problema, para além da perda de aprendizagens: o fantasma do abandono
escolar e até o da retomada do trabalho infantil. Evidentemente, para fazer frente a estes enormes desafios,
precisaremos de um esforço nacional e de boas políticas públicas que incluem a busca ativa das crianças e
dos jovens que deixaram a escola.
Mas há algo que cada escola, particular e pública, pode fazer para recuperar, ao menos parcialmente,
o que se perdeu. Primeiro, na volta às aulas presenciais, depois de um acolhimento adequado, fazer uma boa
avaliação diagnóstica que permita à equipe escolar, trabalhando como time, definir um plano de ação claro que
inclua uma priorização do currículo. Precisamos saber o que ainda dá tempo de ensinar até o fim deste ano
letivo, começando por um nivelamento geral para relembrar o que deveria ter sido aprendido no ano ou
semestre anterior.
Também ajuda usar a tecnologia como aliada, num processo de ensino híbrido, agora com a escola
aberta. Em escolas que atendem alunos em situação de vulnerabilidade, ajuda autorizá-los a ficar mais tempo
na escola em espaços como sala de leitura ou de informática, com equipamentos coletivos à sua disposição e
bons recursos digitais voltados à recuperação ou ao ensino remoto.
As plataformas adaptativas, caso a escola tenha acesso a elas, que ajudam o professor a identificar
exatamente as insuficiências de aprendizagem de cada aluno e o remetem para a aula digital que ainda não
domina, podem ser instrumentos poderosos.
Mas, o mais importante é que engajemos os alunos num processo de ensino mais aprofundado e
motivador, formando pensadores autônomos, capazes de formular seus próprios julgamentos. Estes não serão
substituídos por máquinas e poderão ajudar a construir um mundo menos sujeito a crises, como a que
atualmente vivemos. Assim seja!
Disponível em: https://conteudoaberto.ftd.com.br/home-professor/educacao-em-foco/retomando-aaprendizagem-depois-da-crise-por-claudia-costin/#. Acesso em: 19 nov. 2021.
Além disso, a crise da Covid trouxe um outro problema, para além da perda de aprendizagens: o fantasma do abandono escolar e até o da retomada do trabalho infantil,
Os dois pontos foram usados para
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O texto abaixo refere-se à questão.
RETOMANDO A APRENDIZAGEM DEPOIS DA CRISE
Claudia Costin
A recente divulgação de um estudo do Insper mostrando as perdas de aprendizagem ocorridas durante
o período de fechamento das escolas revelou o que muitos já intuíam: a presencialidade é fundamental,
especialmente para crianças e jovens e, mesmo que estratégias adequadas de ensino remoto tenham sido
criadas, tanto por escolas particulares como públicas, o despreparo geral para lidar com uma crise tão grave e
repentina não facilita a aprendizagem. Além disso, para parte dos alunos, a falta de conectividade e de
equipamentos tornou o processo bem mais desafiador.
O estudo tentou quantificar as perdas em ganhos futuros dos atuais alunos de Ensino Fundamental e
Ensino Médio, por ter tido acesso apenas a uma fração dos aprendizados esperados. E as perdas consolidadas
chegariam a 700 bilhões de reais. Mas, infelizmente, o quadro pode se mostrar ainda mais dramático, frente ao
advento da chamada 4ª Revolução Industrial, em que postos de trabalho vêm sendo extintos numa velocidade
sem precedentes na História. Sim, outros postos serão criados, mas demandarão competências de nível muito
mais sofisticado, como pensamento crítico, capacidade de fazer análises mais aprofundadas e resolução
colaborativa de problemas complexos com criatividade.
Neste contexto, contar apenas com habilidades básicas não será mais suficiente. A Educação deverá
se preparar para oferecer um aprendizado bem mais aprofundado em todos os níveis de ensino. Além disso, a
crise da Covid trouxe um outro problema, para além da perda de aprendizagens: o fantasma do abandono
escolar e até o da retomada do trabalho infantil. Evidentemente, para fazer frente a estes enormes desafios,
precisaremos de um esforço nacional e de boas políticas públicas que incluem a busca ativa das crianças e
dos jovens que deixaram a escola.
Mas há algo que cada escola, particular e pública, pode fazer para recuperar, ao menos parcialmente,
o que se perdeu. Primeiro, na volta às aulas presenciais, depois de um acolhimento adequado, fazer uma boa
avaliação diagnóstica que permita à equipe escolar, trabalhando como time, definir um plano de ação claro que
inclua uma priorização do currículo. Precisamos saber o que ainda dá tempo de ensinar até o fim deste ano
letivo, começando por um nivelamento geral para relembrar o que deveria ter sido aprendido no ano ou
semestre anterior.
Também ajuda usar a tecnologia como aliada, num processo de ensino híbrido, agora com a escola
aberta. Em escolas que atendem alunos em situação de vulnerabilidade, ajuda autorizá-los a ficar mais tempo
na escola em espaços como sala de leitura ou de informática, com equipamentos coletivos à sua disposição e
bons recursos digitais voltados à recuperação ou ao ensino remoto.
As plataformas adaptativas, caso a escola tenha acesso a elas, que ajudam o professor a identificar
exatamente as insuficiências de aprendizagem de cada aluno e o remetem para a aula digital que ainda não
domina, podem ser instrumentos poderosos.
Mas, o mais importante é que engajemos os alunos num processo de ensino mais aprofundado e
motivador, formando pensadores autônomos, capazes de formular seus próprios julgamentos. Estes não serão
substituídos por máquinas e poderão ajudar a construir um mundo menos sujeito a crises, como a que
atualmente vivemos. Assim seja!
Disponível em: https://conteudoaberto.ftd.com.br/home-professor/educacao-em-foco/retomando-aaprendizagem-depois-da-crise-por-claudia-costin/#. Acesso em: 19 nov. 2021.
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Contradições, luzes e sombras, mas sobretudo potência, esperança e vida: é o amor, o sentimento que
dá forma e alma ao mundo, e que ao longo dos séculos inspirou os pensamentos e as obras dos homens,
desde a arte até os domínios da espiritualidade, da ciência e da poesia.
Nem mesmo a filosofia – disciplina rainha do pensamento – conseguiu escapar ao fascínio arcano deste sentimento, quer ressaltando seu valor positivo e exclusivamente humano, quer lendo nele a expressão inefável da transcendência, ou também vendo-o como realidade ilusória ou como meta inalcançável.
SCHOEPFLIN, Maurizio (ed.). O amor segundo os filósofos. Bauru: EDUSC, 2004. (Fragmento do texto da orelha do livro).
O fragmento acima defende a tese de que, ao longo dos séculos, o amor inspirou pensamentos e obras de vários campos. No trecho, a expressão negritada “Nem mesmo a filosofia” funciona como um recurso persuasivo que introduz, em relação à força inspiradora do amor,
Nem mesmo a filosofia – disciplina rainha do pensamento – conseguiu escapar ao fascínio arcano deste sentimento, quer ressaltando seu valor positivo e exclusivamente humano, quer lendo nele a expressão inefável da transcendência, ou também vendo-o como realidade ilusória ou como meta inalcançável.
SCHOEPFLIN, Maurizio (ed.). O amor segundo os filósofos. Bauru: EDUSC, 2004. (Fragmento do texto da orelha do livro).
O fragmento acima defende a tese de que, ao longo dos séculos, o amor inspirou pensamentos e obras de vários campos. No trecho, a expressão negritada “Nem mesmo a filosofia” funciona como um recurso persuasivo que introduz, em relação à força inspiradora do amor,
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Considerando os termos do Regime Jurídico Único (Lei 8112/1990) sobre Concursos Públicos, é
CORRETO afirmar que
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A Lei nº 9.784/1999 regula o processo administrativo e estabelece os critérios que devem ser
observados no âmbito da Administração Pública Federal. Esses critérios indicam que deve haver
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A Lei nº 8429, de 2 de junho de 1992, dispõe sobre as sanções aplicáveis em virtude da prática de atos
de improbidade administrativa. Sobre os atos de improbidade administrativa considere os enunciados a seguir.
I. Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade.
II. Constitui ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular.
III. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento ou de procedimento licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros.
IV. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente.
Assinale a alternativa CORRETA.
I. Constitui ato de improbidade administrativa importando em enriquecimento ilícito aceitar emprego, comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público, durante a atividade.
II. Constitui ato de improbidade administrativa que causa prejuízo ao erário liberar recursos de parcerias firmadas pela administração pública com entidades privadas sem a estrita observância das normas pertinentes ou influir de qualquer forma para a sua aplicação irregular.
III. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública frustrar, em ofensa à imparcialidade, o caráter concorrencial de concurso público, de chamamento ou de procedimento licitatório, com vistas à obtenção de benefício próprio, direto ou indireto, ou de terceiros.
IV. Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente.
Assinale a alternativa CORRETA.
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O texto abaixo refere-se à questão.
RETOMANDO A APRENDIZAGEM DEPOIS DA CRISE
Claudia Costin
A recente divulgação de um estudo do Insper mostrando as perdas de aprendizagem ocorridas durante
o período de fechamento das escolas revelou o que muitos já intuíam: a presencialidade é fundamental,
especialmente para crianças e jovens e, mesmo que estratégias adequadas de ensino remoto tenham sido
criadas, tanto por escolas particulares como públicas, o despreparo geral para lidar com uma crise tão grave e
repentina não facilita a aprendizagem. Além disso, para parte dos alunos, a falta de conectividade e de
equipamentos tornou o processo bem mais desafiador.
O estudo tentou quantificar as perdas em ganhos futuros dos atuais alunos de Ensino Fundamental e
Ensino Médio, por ter tido acesso apenas a uma fração dos aprendizados esperados. E as perdas consolidadas
chegariam a 700 bilhões de reais. Mas, infelizmente, o quadro pode se mostrar ainda mais dramático, frente ao
advento da chamada 4ª Revolução Industrial, em que postos de trabalho vêm sendo extintos numa velocidade
sem precedentes na História. Sim, outros postos serão criados, mas demandarão competências de nível muito
mais sofisticado, como pensamento crítico, capacidade de fazer análises mais aprofundadas e resolução
colaborativa de problemas complexos com criatividade.
Neste contexto, contar apenas com habilidades básicas não será mais suficiente. A Educação deverá
se preparar para oferecer um aprendizado bem mais aprofundado em todos os níveis de ensino. Além disso, a
crise da Covid trouxe um outro problema, para além da perda de aprendizagens: o fantasma do abandono
escolar e até o da retomada do trabalho infantil. Evidentemente, para fazer frente a estes enormes desafios,
precisaremos de um esforço nacional e de boas políticas públicas que incluem a busca ativa das crianças e
dos jovens que deixaram a escola.
Mas há algo que cada escola, particular e pública, pode fazer para recuperar, ao menos parcialmente,
o que se perdeu. Primeiro, na volta às aulas presenciais, depois de um acolhimento adequado, fazer uma boa
avaliação diagnóstica que permita à equipe escolar, trabalhando como time, definir um plano de ação claro que
inclua uma priorização do currículo. Precisamos saber o que ainda dá tempo de ensinar até o fim deste ano
letivo, começando por um nivelamento geral para relembrar o que deveria ter sido aprendido no ano ou
semestre anterior.
Também ajuda usar a tecnologia como aliada, num processo de ensino híbrido, agora com a escola
aberta. Em escolas que atendem alunos em situação de vulnerabilidade, ajuda autorizá-los a ficar mais tempo
na escola em espaços como sala de leitura ou de informática, com equipamentos coletivos à sua disposição e
bons recursos digitais voltados à recuperação ou ao ensino remoto.
As plataformas adaptativas, caso a escola tenha acesso a elas, que ajudam o professor a identificar
exatamente as insuficiências de aprendizagem de cada aluno e o remetem para a aula digital que ainda não
domina, podem ser instrumentos poderosos.
Mas, o mais importante é que engajemos os alunos num processo de ensino mais aprofundado e
motivador, formando pensadores autônomos, capazes de formular seus próprios julgamentos. Estes não serão
substituídos por máquinas e poderão ajudar a construir um mundo menos sujeito a crises, como a que
atualmente vivemos. Assim seja!
Disponível em: https://conteudoaberto.ftd.com.br/home-professor/educacao-em-foco/retomando-aaprendizagem-depois-da-crise-por-claudia-costin/#. Acesso em: 19 nov. 2021.
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