Foram encontradas 350 questões.
De acordo com Iamamoto (2014) e Boschetti (2016), o Serviço Social tem uma série de lutas e defesas quanto à formação na universidade e à política de educação superior.
NÃO é princípio e defesa do Serviço Social para o ensino superior:
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NÃO é objetivo do Programa Nacional de Assistência Estudantil – PNAES:
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Fazer divulgação científica por quê?
Ana de Medeiros Arnt
Sempre falamos que é necessário existir divulgação científica, dentro de instituições de pesquisa como as universidades. No entanto, existem muitos sentimentos contraditórios e debates travados sobre a questão. E hoje eu gostaria de falar um pouco sobre isto, tentando justificar por que fazer divulgação científica? Antes disso: só universidades devem fazer divulgação científica?
Antes de me embrenhar “de verdade nesta questão”, acho importante falar que não… Não é só universidade ou instituições que devem fazer divulgação científica. Todavia, cada vez mais me convenço que não devemos pensar a divulgação científica como algo a ser feito sozinho como profissionais. Podemos fazer divulgação científica de forma independente de instituições – e a maioria dos divulgadores que conheço estão neste formato, na verdade… E fazendo muito bem, diga-se de passagem! Mas a divulgação científica é um dos braços importantes de instâncias de pesquisa e, cada vez mais, presente no trabalho rotineiro de algumas pessoas.
Antes de nos jogarmos nas questões que serão centrais no texto de hoje, ainda ressalto que quando pergunto “por que fazer divulgação científica?” não o faço como mais um trabalho do cientista/pesquisador. Não é ato individual! A divulgação científica precisa da coletividade, é ato de grupos de pesquisa, de cientistas em formação, de instituições, de comunicadores, jornalistas: é trabalho de equipe! [...] Por que devo me preocupar com divulgar ciência?
Não há como pensar sobre a preocupação com a compreensão da ciência na sociedade, sem parafrasear Sagan. Já em 1995 ele anunciava que nós criamos uma sociedade que depende da ciência e tecnologia. Todavia, isto ocorria sem que ninguém entendesse de ciência e tecnologia. Sagan dizia que isso é uma bomba relógio que vai explodir na nossa cara a qualquer momento. (e não é que ele estava certo? Um total de zero surpresas aqui!)
importante pensarmos, também, na preocupação como parte das necessidades que encontramos para que a ciência esteja circulando socialmente, enquanto conhecimento. Neste caso, estou defendendo a ideia da ciência como ferramenta para pensar sobre o (e agir no) mundo. Deleuze fala que a teoria tem que ser como uma caixa de ferramenta “é preciso que sirva, é preciso que funcione”. E não no sentido utilitarista, mas no sentido de forma de pensamento, ferramenta que nos possibilita pensar. [...]
Por que a divulgação científica é importante para a sociedade?
Eu sempre gosto de apontar que o conhecimento técnico e científico é um direito humano. Seja para sustentar a liberdade de opinião e expressão (Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos), seja pelo direito à instrução (Artigo 26), seja pelo direito a participar da vida cultural da comunidade e do progresso científico e seus benefícios (Artigo 27).
Se a ciência é uma caixa de ferramentas e é a maneira para pensar e mudar nossas perspectivas, a maneira de explicar nosso mundo, os fenômenos naturais e sociais, é direito de todo o ser humano compreender seu funcionamento, para embasar seus argumentos, refutar ideias estapafúrdias, educar-se e participar do mundo a partir deste conhecimento por sua compreensão.
A divulgação científica é importante para a sociedade porque conhecimento científico e teorias científicas são parte de nossa luta cotidiana, bem como parte do que vale a pena lutar. Esta relevância reside, portanto, por sermos seres sociais e políticos e o conhecimento ser nossa caixa de ferramentas diárias.
Além disso, existem demandas da sociedade que às vezes são resolvidas, pensadas, teorizadas com ideias científicas e tecnológicas. Todavia, às vezes não é isso o que acontece, e às vezes temos tragédias que poderiam ser evitadas (estamos vivenciando uma neste momento). E, às vezes, temos decisões que são resolvidas, pensadas, teorizadas com ideias científicas e tecnológicas, e isso não é questionado como deveria ser. Compreender a ciência possibilita questioná-la também, sem conspiracionismos ou falácias.
Sem cair em desinformações que se aproveitam de polarizações ou vulnerabilidades, sem que estejamos acostumados à ideia de questionarmo-nos a nós mesmos, pois é de ciência (e não dogma) que se trata.
Portanto, a divulgação científica é importante para a sociedade porque precisamos (nós, cientistas e não cientistas) aprender como pensar a partir de pressupostos científicos, mas também precisamos entender como questioná-los.[...] Por fim
Sempre que eu penso sobre estas questões abordadas neste texto, eu não consigo deixar de mencionar uma das minhas maiores referências na divulgação científica que é a Revista Ciência Hoje – talvez uma das maiores responsáveis por eu ser divulgadora científica hoje.
No histórico da revista consta a proposta audaciosa, para um tempo de cerceamento dos saberes “divulgar os diversos campos da ciência sem deixar de promover o debate político em torno de questões como cidadania, educação e participação universitária, possibilitando, assim, a democratização do conhecimento” (Revista Ciência Hoje).
Se em tempos tão sombrios como os que vivemos durante a ditadura, tivemos uma iniciativa que fincou o pé no debate sobre democratização do conhecimento, por qual motivo não seria agora esta nossa luta?
Se as teorias científicas são instrumentos para nossas vidas, a divulgação científica é este espaço de construção coletiva de pontes, diálogos, conhecimentos que tornam as lutas socialmente possíveis, responsáveis, encantadoras, éticas e empáticas!
Disponível em: https://www.blogs.unicamp.br/cediciencias/2021/11/19/fazer-divulgacao-cientifica-por-que/. Acesso em: 3 fev. 2021. Adaptado.
O objetivo comunicativo do texto 3 é:
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TEXTO 01
AmarElo
Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte Porque apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte E tenho comigo pensado: Deus é brasileiro e anda do meu lado E assim já não posso sofrer no ano passado
Tenho sangrado demais Tenho chorado pra cachorro Ano passado eu morri Mas esse ano eu não morro
[...]
É um mundo cão pra nóis, perder não é opção, certo? De onde o vento faz a curva, brota o papo reto Num deixo quieto, não tem como deixar quieto A meta é deixar sem chão quem riu de nóis sem teto.
[...]
Permita que eu fale, não as minhas cicatrizes Elas são coadjuvantes, não, melhor, figurantes Que nem devia tá aqui
Permita que eu fale, e não as minhas cicatrizes Tanta dor rouba nossa voz, sabe o que resta de nóiz? Alvos passeando por aí
Permita que eu fale, não as minhas cicatrizes Se isso é sobre vivência, me resumir à sobrevivência É roubar o pouco de bom que vivi
Por fim, permita que eu fale, não as minhas cicatrizes Achar que essas mazelas me definem é o pior dos crimes É dar o troféu pro nosso algoz e fazer nóiz sumir
AMARELO. Intérprete: Emicida. Compositor: Belchior, DJ Juh, Emicida, Felipe Vassão. Part. Majur e Pabllo Vittar. In: AmarELO: Sony Music, 2019. (5:20). Adaptado.
“Se isso é sobre vivência, me resumir à sobrevivência”.
Na sentença acima, observa-se a ocorrência da crase. Assinale a alternativa que NÃO apresenta o uso adequado do acento grave indicativo de crase:
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TEXTO 2
De que formas a saúde mental é afetada pela pandemia?

Disponível em: https://www.estado.rs.gov.br/upload/arquivos//relatorio-saude-mental-e-pandemia-quais-os-impactos-e-como-mitigar.pdf. Acesso em: 2 fev. 2022. Adaptado.
O principal propósito comunicativo do texto 2 é:
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TEXTO 3
ENTENDA O LANGUISHING: ENTORPECIMENTO DA VIDA E SENSAÇÃO DE VAZIO
Da pandemia emergiu o languishing,
termo para denominar um sentimento persistente de apatia, desânimo e falta de motivação.
Lilian Monteiro
Não é tristeza, não é cansaço, não é depressão... É mais um desânimo, uma desmotivação, a sensação de carregar um peso invisível e constante, um coração apertado, respiração difícil e uma alma vazia em um corpo que luta para se reencontrar, que há muito tempo não se vê, não se sente…
É doído.
Esses sentimentos e sensações definem o languishing, definhando, o mais novo transtorno da saúde mental aflorado com a instalação da pandemia, em 2020.
Languishing: 'A pandemia colocou todos numa condição de sobreviventes'
Em alguns momentos da vida, todos lutamos contra a desmotivação, mas o que preocupa é quando ela se instala, quando a apatia toma conta do dia a dia e perde-se força e energia para se mobilizar por algo e por si mesmo, muitas vezes nem sequer tendo noção do que está vivendo, já que, aparentemente, tudo está bem com a saúde física/clínica, há trabalho, alimentação correta, casa, segurança, boletos em dia. É um adoecimento novo e, por isso, ainda há dificuldade para identificar esse fenômeno psicológico.
Uma parcela da população mundial já lida com as consequências da apatia persistente, marcada, substancialmente, pela sensação de vazio que determina o languishing. Sensação que não passa, perdura dia após dia. É como se a pessoa estivesse no limbo, num estado de indecisão, incerteza, indefinição e nada a movesse para sair desse lugar. É viver o desalento e o desamparo.
O termo foi cunhado pelo psicólogo e sociólogo americano Corey Keyes, que ficou impressionado com o fato de que muitas pessoas que não estavam deprimidas também não estavam prosperando. Na pesquisa que conduziu, ele constatou que as pessoas com maior probabilidade de sofrer grandes transtornos de depressão e ansiedade na próxima década não são as que apresentam esses sintomas hoje, mas aquelas que estão definhando agora.
Adam Grant, psicólogo organizacional da Wharton, escreveu a respeito na versão digital do The New York Times e afirmou: “Na psicologia, pensamos em saúde mental em um espectro que vai da depressão ao florescimento. O florescimento é o pico do bem-estar: você tem um forte senso de significado, domínio e importância para os outros. A depressão é o vale do mal-estar: você se sente desanimado, esgotado e sem valor. O definhamento é o filho do meio negligenciado da saúde mental. É o vazio entre a depressão e o florescimento – a ausência de bem-estar. Você não tem sintomas de doença mental, mas também não é a imagem da saúde mental. Você não está funcionando em plena capacidade. O definhamento entorpece sua motivação, interrompe sua capacidade de se concentrar e triplica as chances de você reduzir o trabalho. Parece ser mais comum do que a depressão maior – e, de certa forma, pode ser um fator de risco maior para doenças mentais.”
O languishing é como se entorpecesse a pessoa de qualquer motivação, propósito, foco. E não o confunda com esgotamento ou falta de esperança, as pessoas ainda têm energia, mas se sentem sem alegria, sem objetivo, estagnadas e essas emoções as dominam. [...]
Para Adam Grant, o definhamento não está apenas em nossas cabeças – está em nossas circunstâncias. Você não pode curar uma cultura doente com bandagens pessoais.
“Ainda vivemos em um mundo que normaliza os desafios da saúde física, mas estigmatiza os desafios da saúde mental. À medida que nos aproximamos de uma nova realidade pós-pandemia, é hora de repensar nossa compreensão de saúde mental e bem-estar. 'Não deprimido' não significa que você não está lutando. 'Não triste' não significa que você está empolgado. Ao reconhecer que muitos de nós estão definhando, podemos começar a dar voz ao desespero silencioso e iluminar um caminho para sair do vazio.”
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2022/01/4981358-entenda-o-languishing-entorpecimento-da-vida-e-sensacao-de-vazio.html. Acesso em: 17 fev. 2022. Adaptado.
“Uma parcela da população mundial já lida com as consequências da apatia persistente, marcada, substancialmente, pela sensação de vazio que determina o languishing.” (§ 3)
A expressão sublinhada na passagem acima foi empregada na função de:
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Pessoas LGBTQIA+ apresentam frequentemente mal-estar e sofrimento emocional em decorrência de eventos ou situações interpessoais, institucionais ou estruturais de preconceito e violência. O conceito de “estresse de minorias sexuais” contribui para uma melhor compreensão desse grave problema de saúde pública.
NÃO é um aspecto que caracteriza o “estresse de minorias sexuais”:
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Paciente de 30 anos, mulher cisgênero, negra, é tabagista. Ela procura sua ajuda disposta a parar de fumar. Ela fuma em média 20 cigarros ao dia, todos os dias, há 10 anos, e tem necessidade de fumar o primeiro cigarro do dia imediatamente após acordar. Ela não apresenta, no momento, outras condições crônicas ou preocupações em relação à sua saúde.
A abordagem terapêutica adequada para essa paciente é:
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Você avalia uma criança de 6 anos, menino cisgênero, branco, que queixa de episódios de dor em coxa esquerda de início há 3 meses. A dor ocorre duas a três vezes por semana, duração de uma a duas horas, com melhora com paracetamol. A intensidade da dor é de 3 a 4 em 10, na percepção do paciente, e ocorre em vários horários do dia.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a hipótese diagnóstica e a respectiva conduta nesse caso:
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Lêda, 35 anos, mulher cisgênero, negra, apresenta hipertensão arterial sistêmica, que vinha bem controlada, mas, durante os meses da pandemia de covid-19, a pressão arterial tem se apresentado elevada. Em atendimento com você, Lêda relata que não tem tomado mais os medicamentos de forma correta, porque tem estado muito nervosa e preocupada com a sua situação em casa. Quando você pergunta sobre o que a tem deixado mais nervosa e preocupada, Lêda explica que é solteira e iniciou um relacionamento heterossexual há 1 ano. O namorado passou a morar com ela há 6 meses. Ela revela que, desde então, ele tem se apresentado agressivo, principalmente quando abusa de álcool em alguns finais de semana, com agressões verbais, xingamentos e que, no último sábado, chegou a segurá-la à força quando ela tentou sair de casa. Diante do relato de Lêda, você a acolhe e realiza uma atenta escuta ativa.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o procedimento adequado para esse caso:
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