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49321 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Enunciado 3803169-1

Fatores climáticos, aliados ao crescimento desordenado das cidades, à desobediência a planos de zoneamento e à ocupação irregular de terras públicas, são responsáveis pelas enormes fendas no solo do Distrito Federal. Há, pelo menos, 1.252 áreas com sinais de erosão, em 19 regiões administrativas. O que também preocupa é o estado avançado das erosões. Praticamente metade delas fica em apenas cinco cidades: Ceilândia, São Sebastião, Paranoá, Sobradinho e Planaltina. Há crateras que se estendem por 4 km e chegam a 20 m de profundidade. Em alguns lugares, dezenas de famílias vivem ao lado de barrancos.

Correio Braziliense, 12/2/2006 (com adaptações).

Acerca do texto acima e da temática ambiental por ele evocada, julgue o item seguinte.

O emprego do sinal indicativo de crase em “à desobediência” e em “à ocupação” justifica-se pela regência de “crescimento”.

 

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49320 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos cavalos da Inconfidência

(...)

Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:

e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.

E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.

E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra
poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.

Julgue o item a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.

A Revolução Farroupilha (1835-1845), embora tendo-se iniciado no conturbado período regencial, apresentou uma singularidade que a fez única e distinta das demais revoluções daquele contexto histórico: sua razão de ser foi a defesa de um território — o Rio Grande do Sul —, que estava prestes a ser invadido pelos castelhanos, denominação genérica dada pelos insurretos a argentinos e uruguaios.

 

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49319 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos cavalos da Inconfidência

(...)

Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:

e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.

E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.

E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra
poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.

Julgue o item a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.

A Confederação do Equador, de 1824, atesta que o projeto de Brasil independente, formalizado a partir do 7 de setembro de 1822, não foi consensual entre as elites brasileiras, realidade que se confirma nas crises que marcaram o Primeiro Reinado e que adquiriram dimensão ainda mais explosiva no período regencial.

 

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49318 Ano: 2006
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos cavalos da Inconfidência

(...)

Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:

e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.

E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.

E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra
poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.

Julgue o item a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.

No conteúdo e na forma, a Conjuração Mineira não se distinguiu dos demais movimentos emancipacionistas ocorridos no período colonial. O fato de Tiradentes e seus companheiros terem sublevado a capitania de Minas Gerais, com a população pegando em armas contra a autoridade metropolitana, é que faz desse movimento o símbolo da rebeldia nacionalista e patriótica, que possibilitou a independência.

 

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49317 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos cavalos da Inconfidência

(...)

Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:

e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.

E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.

E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra
poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.

Julgue o item a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.

Ao afirmar que os cavalos da Inconfidência “jazem por aí, caídos,/misturados às bravas serras” (v.38-39), a autora expressa seu ceticismo acerca dos ideais dos inconfidentes, que, por sua inconsistência, morreram como esses muitos cavalos e se dissiparam como as cinzas de seus cavaleiros.

 

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49316 Ano: 2006
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos cavalos da Inconfidência

(...)

Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:

e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.

E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.

E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra
poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.

Julgue o item a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.

Nos versos “mas ninguém mais sabe os seus nomes,/sua pelagem, sua origem...” (v.30-31), o uso de verbo no presente, em meio à predominância de formas verbais que remetem ao passado, indica a posição temporal distanciada da autora em relação ao acontecimento histórico poetizado.

 

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49315 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos cavalos da Inconfidência

(...)

Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:

e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.

E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.

E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra
poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.

Julgue o item a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.

Os versos “E partiram com sua carga/na mais dolorosa inocência” (v.23-24) estão relacionados ao episódio da morte de Tiradentes.

 

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49314 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos cavalos da Inconfidência

(...)

Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:

e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.

E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.

E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra
poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.

Julgue o item a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.

Como parte do sistema literário brasileiro, o Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles, fundamenta-se na acumulação da produção poética de seus antecessores, processo que é evocado no poema pela imagem dos cavalos da Inconfidência, que ouviam “sonetos e liras e odes” (v.10).

 

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Questão presente nas seguintes provas
49313 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Dos cavalos da Inconfidência

(...)

Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:

e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.

E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.

E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra
poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.

Julgue o item a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.

No poema, a retomada do tema épico da Inconfidência é índice da poética passadista de Cecília Meireles, que produziu obra de grande valor poético, embora dissociada dos problemas de seu tempo, visto que abordou temas já superados e renegados por seus contemporâneos.

 

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49312 Ano: 2006
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Banca: CESPE / CEBRASPE
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Dos cavalos da Inconfidência

(...)

Eles eram muitos cavalos,
— rijos, destemidos, velozes —
entre Mariana e Serro Frio,
Vila Rica e Rio das Mortes.
Eles eram muitos cavalos,
transportando no seu galope
coronéis, magistrados, poetas,
furriéis, alferes, sacerdotes.
E ouviam segredos e intrigas,
e sonetos e liras e odes:
testemunhas sem depoimento,
diante de equívocos enormes.
(...)
Eles eram muitos cavalos:

e uns viram correntes e algemas,
outros, o sangue sobre a forca,
outros, o crime e as recompensas.
Eles eram muitos cavalos:
e alguns foram postos à venda,
outros ficaram nos seus pastos,
e houve uns que, depois da sentença,
levaram o Alferes cortado
em braços, pernas e cabeça.
E partiram com sua carga
na mais dolorosa inocência.
Eles eram muitos cavalos.

E morreram por esses montes,
esses campos, esses abismos,
tendo servido a tantos homens.
Eles eram muitos cavalos,
mas ninguém mais sabe os seus nomes,
sua pelagem, sua origem...
E iam tão alto, e iam tão longe!
E por eles se suspirava,
consultando o imenso horizonte!
— Morreram seus flancos robustos,
que pareciam de ouro e bronze.
Eles eram muitos cavalos.

E jazem por aí, caídos,
misturados às bravas serras,
misturados ao quartzo e ao xisto,
à frescura aquosa das lapas,
ao verdor do trevo florido.
E nunca pensaram na morte.
E nunca souberam de exílios.
Eles eram muitos cavalos,
cumprindo seu duro serviço.
A cinza de seus cavaleiros
neles aprendeu tempo e ritmo,
e a subir aos picos do mundo...
e a rolar pelos precipícios...

Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência. In: Obra
poética. Rio de Janeiro: Aguilar, 1972, p. 544-6.

Julgue o item a seguir, relativos ao trecho de poema de Cecília Meireles apresentado ao lado e à temática histórica a ele associada.

A repetição e o ritmo do verso “Eles eram muitos cavalos”, apoiados no pretérito da forma verbal, quando confrontados com o sentido expresso no texto, sugerem o movimento do galope, o que aproxima o leitor do mundo recriado nos versos e comunica-lhe, também, o desejo de recuperação do andamento do tempo decorrido, perdido.

 

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