Foram encontradas 385 questões.
Pátria do pensador, terra do cantador. Um dos pressupostos ostensivos ou latentes da literatura latino-americana foi esta contaminação, geralmente eufórica, entre a terra e a pátria, considerando-se que a grandeza da segunda seria uma espécie de desdobramento natural da pujança atribuída à primeira. As nossas literaturas se nutriram das “promessas divinas da esperança” — para citar um verso famoso do Romantismo brasileiro.
Antonio Candido. Literatura e subdesenvolvimento.
São Paulo: Ática, 2000, p. 141-2 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.
Na organização do texto, “segunda” refere-se a “pátria”, e “primeira”, a “terra”.
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Embora não reconhecida pela sociedade, é enorme a contribuição indígena à cultura brasileira. Hoje, os Tapuias, depois de milênios, são os povos que mais despertam interesse científico nas áreas da psicologia, da biologia e da educação ambiental. As biotecnologias desenvolvidas pelos índios, muitas vezes adquiridas a partir da tradição dos Tapuias, contribuíram sensivelmente para o equilíbrio da mãe Terra.
Segundo estudiosos da civilização urbana, as formas nativas de lidar com a flora e a fauna para manter um equilíbrio sustentável levaram os povos da floresta a desenvolver técnicas de manejamento de solo, de plantio e processamento de alimentos, bem como técnicas e equipamentos para caça e pesca. Classificaram e nomearam, em sua língua tribal, árvores e plantas utilizadas na alimentação, em medicamentos, construção de moradias e confecção de instrumentos de caça e pesca.
Kaka Werá Jecupé. In: A terra dos mil povos. Ed.
Fundação Petrópolis, 1998, p. 87 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e aos temas por ele evocados, julgue o item a seguir.
A incorporação dos povos indígenas na literatura brasileira do século XIX restringiu-se à imagem idealizada dos índios, sendo exaltadas sua coragem e pureza, sem que se evidenciasse compromisso com a denúncia da situação de exclusão e de esquecimento em que eles viviam.
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Embora não reconhecida pela sociedade, é enorme a contribuição indígena à cultura brasileira. Hoje, os Tapuias, depois de milênios, são os povos que mais despertam interesse científico nas áreas da psicologia, da biologia e da educação ambiental. As biotecnologias desenvolvidas pelos índios, muitas vezes adquiridas a partir da tradição dos Tapuias, contribuíram sensivelmente para o equilíbrio da mãe Terra.
Segundo estudiosos da civilização urbana, as formas nativas de lidar com a flora e a fauna para manter um equilíbrio sustentável levaram os povos da floresta a desenvolver técnicas de manejamento de solo, de plantio e processamento de alimentos, bem como técnicas e equipamentos para caça e pesca. Classificaram e nomearam, em sua língua tribal, árvores e plantas utilizadas na alimentação, em medicamentos, construção de moradias e confecção de instrumentos de caça e pesca.
Kaka Werá Jecupé. In: A terra dos mil povos. Ed.
Fundação Petrópolis, 1998, p. 87 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e aos temas por ele evocados, julgue o item a seguir.
Embora a sociedade brasileira não reconheça a contribuição indígena para a cultura nacional, a política oficial, de Rondon aos dias de hoje, busca integrar esses indígenas à nação, respeitando-lhes as diferenças. Assim, essa política segue a tradição colonial portuguesa, que, em relação aos índios, pautou-se pelo contato amistoso, pela preservação de terras ancestrais e pela não-escravização.
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Embora não reconhecida pela sociedade, é enorme a contribuição indígena à cultura brasileira. Hoje, os Tapuias, depois de milênios, são os povos que mais despertam interesse científico nas áreas da psicologia, da biologia e da educação ambiental. As biotecnologias desenvolvidas pelos índios, muitas vezes adquiridas a partir da tradição dos Tapuias, contribuíram sensivelmente para o equilíbrio da mãe Terra.
Segundo estudiosos da civilização urbana, as formas nativas de lidar com a flora e a fauna para manter um equilíbrio sustentável levaram os povos da floresta a desenvolver técnicas de manejamento de solo, de plantio e processamento de alimentos, bem como técnicas e equipamentos para caça e pesca. Classificaram e nomearam, em sua língua tribal, árvores e plantas utilizadas na alimentação, em medicamentos, construção de moradias e confecção de instrumentos de caça e pesca.
Kaka Werá Jecupé. In: A terra dos mil povos. Ed.
Fundação Petrópolis, 1998, p. 87 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e aos temas por ele evocados, julgue o item a seguir.
Por ter emprego sintaticamente opcional, o termo “bem” pode ser retirado do texto, sem prejuízo da correção gramatical e das relações entre os termos enumerados a partir da frase destacada.
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Embora não reconhecida pela sociedade, é enorme a contribuição indígena à cultura brasileira. Hoje, os Tapuias, depois de milênios, são os povos que mais despertam interesse científico nas áreas da psicologia, da biologia e da educação ambiental. As biotecnologias desenvolvidas pelos índios, muitas vezes adquiridas a partir da tradição dos Tapuias, contribuíram sensivelmente para o equilíbrio da mãe Terra.
Segundo estudiosos da civilização urbana, as formas nativas de lidar com a flora e a fauna para manter um equilíbrio sustentável levaram os povos da floresta a desenvolver técnicas de manejamento de solo, de plantio e processamento de alimentos, bem como técnicas e equipamentos para caça e pesca. Classificaram e nomearam, em sua língua tribal, árvores e plantas utilizadas na alimentação, em medicamentos, construção de moradias e confecção de instrumentos de caça e pesca.
Kaka Werá Jecupé. In: A terra dos mil povos. Ed.
Fundação Petrópolis, 1998, p. 87 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e aos temas por ele evocados, julgue o item a seguir.
O emprego do sinal indicativo de crase em “à cultura” justifica-se pela regência do substantivo “contribuição” e pela presença de artigo definido singular feminino.
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Embora não reconhecida pela sociedade, é enorme a contribuição indígena à cultura brasileira. Hoje, os Tapuias, depois de milênios, são os povos que mais despertam interesse científico nas áreas da psicologia, da biologia e da educação ambiental. As biotecnologias desenvolvidas pelos índios, muitas vezes adquiridas a partir da tradição dos Tapuias, contribuíram sensivelmente para o equilíbrio da mãe Terra.
Segundo estudiosos da civilização urbana, as formas nativas de lidar com a flora e a fauna para manter um equilíbrio sustentável levaram os povos da floresta a desenvolver técnicas de manejamento de solo, de plantio e processamento de alimentos, bem como técnicas e equipamentos para caça e pesca. Classificaram e nomearam, em sua língua tribal, árvores e plantas utilizadas na alimentação, em medicamentos, construção de moradias e confecção de instrumentos de caça e pesca.
Kaka Werá Jecupé. In: A terra dos mil povos. Ed.
Fundação Petrópolis, 1998, p. 87 (com adaptações).
Com referência ao texto acima e aos temas por ele evocados, julgue o item a seguir.
Subentende-se do desenvolvimento das idéias no texto que a flexão de plural em “Classificaram e nomearam” deve-se à concordância com “estudiosos”.
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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderão a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos pré-cambriano separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco considerará lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarão fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrar em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem preto, mercadoria diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortuna essencial do continente negro. Cabedal a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil.
São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
Relativamente ao texto acima e aos temas a ele associados, julgue o item que se segue.
Lento e gradativo, o processo de abolição do trabalho escravo, no Brasil, somente foi concluído em fins do século XIX. Embora não tenha garantido aos ex-escravos as condições necessárias à sua inserção na sociedade, a Lei Áurea, de 1888, contribuiu para o adensamento da crise que derrubou o Império e instituiu a República.
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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderão a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos pré-cambriano separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco considerará lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarão fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrar em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem preto, mercadoria diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortuna essencial do continente negro. Cabedal a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil.
São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
Relativamente ao texto acima e aos temas a ele associados, julgue o item que se segue.
Entre as colônias ibero-americanas, o Brasil foi o maior importador de escravos africanos. Por mais de quatro séculos, o intenso tráfico foi responsável pelo desembarque, em portos brasileiros, de milhares de africanos, atividade que chegou ao fim por decisão de D. Pedro I, pouco depois da independência, por pressão do capitalismo britânico.
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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderão a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos pré-cambriano separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco considerará lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarão fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrar em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem preto, mercadoria diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortuna essencial do continente negro. Cabedal a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil.
São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
Relativamente ao texto acima e aos temas a ele associados, julgue o item que se segue.
Entre as transformações que marcaram os Tempos Modernos, uma das mais significativas foi o deslocamento do eixo econômico do Mediterrâneo para o Atlântico. Nos séculos XV e XVI, o Atlântico se tornaria o imenso mar interior que os europeus aprenderiam a dominar, impelidos pela promessa de enriquecimento que lhes acenava a exploração de recursos naturais e de seres humanos.
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O desejo de dominação e de fortuna encrava-se, aqui e lá, em praias hostis que deverão povoar seu interior. Nos primeiros tempos, cada porto ou praia de desembarque é uma ilha cercada de hostilidade e mistério. É preciso, pois, relatar rapidamente a epopéia da instalação do homem branco nessas costas africanas e americanas e tentar compreender como a ocupação das terras da América e a utilização dos portos da África fazem do Atlântico o imenso mar interior que os navegadores europeus aprenderão a cruzar cada vez com maior segurança, para voltar a unir o que o caos pré-cambriano separou, na prática de um tráfico rendoso e sempre mais indispensável ao desenvolvimento do Novo Mundo. O homem branco considerará lucrativo e glorioso instalar-se no Brasil, nas vastidões quase desertas, que se mostrarão fáceis de conquistar e prometedoras de riquezas, enquanto a África dos reinos e das tribos negras, território “repleto” que ninguém ainda pensa em conquistar e colonizar, aparenta ser relativamente pobre em metais nobres e vai-se deixar dessangrar em sua força de trabalho, sua grande reserva, o homem preto, mercadoria diferente das outras, e tornada, após o eclipse de outras riquezas naturais — ouro, especiarias, marfim —, a fortuna essencial do continente negro. Cabedal a transportar para o Novo Mundo, a trazer para as Américas sangue e fortuna. Estranha aventura que enxerta a África negra na América branca e vermelha.
Kátia de Queirós Mattoso. In: Ser escravo no Brasil.
São Paulo: Brasiliense, p. 17 (com adaptações).
Relativamente ao texto acima e aos temas a ele associados, julgue o item que se segue.
A principal riqueza explorada pelos colonizadores na África foi o homem; abolida a escravidão e declarada a independência das colônias africanas, a ausência de riquezas naturais relegou o continente à pobreza, à fome e às epidemias.
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