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De todas as formas musicais, a ópera é a que gera mais emoção e paixão. Ao contrário da sinfonia, do concerto e da sonata, a ópera não se desenvolveu gradualmente: ela irrompeu de forma explosiva no cenário da história; porém, o que a torna singular na música e faz de sua invenção um verdadeiro big bang é que ela é a forma segundo a qual a música interage com o mundo real, o amor, a morte, a política. A história da ópera é manchada pelo sangue das revoluções. Na ópera, vê-se a fusão da música com histórias e ideias universais, uma combinação inevitavelmente irresistível. Nos séculos que se seguiram à criação da ópera, seu caso de amor com o poder, a política e o destino alcançou águas muito profundas.
Howard Goodall. Big bang moments in musical history: 2. The inventing of the opera. Série de TV, Channel 4, UK, 2000 (traduzido e adaptado).
Tendo como referência o fragmento de texto acima e as ideias por ele suscitadas, julgue os itens a seguir.
A ópera Fidelio, com a qual casas de ópera por toda Europa reabriram suas portas após a Segunda Guerra Mundial, é a única obra do gênero escrita por Ludwig van Beethoven.
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De todas as formas musicais, a ópera é a que gera mais emoção e paixão. Ao contrário da sinfonia, do concerto e da sonata, a ópera não se desenvolveu gradualmente: ela irrompeu de forma explosiva no cenário da história; porém, o que a torna singular na música e faz de sua invenção um verdadeiro big bang é que ela é a forma segundo a qual a música interage com o mundo real, o amor, a morte, a política. A história da ópera é manchada pelo sangue das revoluçõesE. Na ópera, vê-se a fusão da música com histórias e ideias universais, uma combinação inevitavelmente irresistível. Nos séculos que se seguiram à criação da ópera, seu caso de amor com o poder, a política e o destino alcançou águas muito profundas.
Howard Goodall. Big bang moments in musical history: 2. The inventing of the opera. Série de TV, Channel 4, UK, 2000 (traduzido e adaptado).
Tendo como referência o fragmento de texto acima e as ideias por ele suscitadas, julgue os itens a seguir.
No trecho “A história da ópera é manchada pelo sangue das revoluções” (l.7 e 8), há um eufemismo.
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Em 1776, Charles Burney publicou em Londres o primeiro volume de sua História Geral da Música, que contém a seguinte afirmação: “Música é um luxo inocente e desnecessário para nossa existência, mas oferece um aperfeiçoamento e gratificação ao nosso sentido de ouvir”. Menos de um século antes disso, Andreas Werckmeister se referiu à música como “um dom de Deus, para ser usado apenas em Sua honra”. O contraste entre estas duas afirmações ilustra a mudança de pensamento que ocorreu no século XVIII e afetou todas as áreas da vida. O complexo movimento conhecido como Iluminismo começou como uma revolta do espírito: uma revolta contra a religião sobrenatural e a Igreja, em favor de uma religião natural e uma moralidade prática; contra a metafísica, em favor do senso comum, da psicologia empírica, da ciência aplicada e da sociologia; contra a formalidade, em favor do naturalismo; contra a autoridade, em favor da liberdade individual; e contra o privilégio, em favor de direitos iguais e de uma educação universal.
Donald J. Grout. A History of Western Music. New York: W. W. Norton, 1973 (traduzido e adaptado).
Tendo como referência inicial o texto acima, julgue os próximos itens.
A visão iluminista no século XVIII contribuiu para a popularização da arte e do conhecimento, com o surgimento de concertos públicos de música, uma vasta publicação de música direcionada a amadores e o florescimento do jornalismo musical, o que permitiu ao grande público a leitura e discussão de assuntos relacionados à arte musical.
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Em 1776, Charles Burney publicou em Londres o primeiro volume de sua História Geral da Música, que contém a seguinte afirmação: “Música é um luxo inocente e desnecessário para nossa existência, mas oferece um aperfeiçoamento e gratificação ao nosso sentido de ouvir”. Menos de um século antes disso, Andreas Werckmeister se referiu à música como “um dom de Deus, para ser usado apenas em Sua honra”. O contraste entre estas duas afirmações ilustra a mudança de pensamento que ocorreu no século XVIII e afetou todas as áreas da vida. O complexo movimento conhecido como Iluminismo começou como uma revolta do espírito: uma revolta contra a religião sobrenatural e a Igreja, em favor de uma religião natural e uma moralidade prática; contra a metafísica, em favor do senso comum, da psicologia empírica, da ciência aplicada e da sociologia; contra a formalidade, em favor do naturalismo; contra a autoridade, em favor da liberdade individual; e contra o privilégio, em favor de direitos iguais e de uma educação universal.
Donald J. Grout. A History of Western Music. New York: W. W. Norton, 1973 (traduzido e adaptado).
Tendo como referência inicial o texto acima, julgue os próximos itens.
A simetria, o equilíbrio e a universalidade da música de Haydn e Mozart estão associados à ênfase da arte clássica em reforçar qualidades que unifiquem os seres humanos, o que é um dos ideais do Iluminismo.
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Ciccillo Matarazzo tinha grandes planos para a 10.ª Bienal de 1969. Ele queria que essa edição, que encerraria a segunda década da mostra, fosse tão grandiosa e marcante quanto a 2.ª Bienal de São Paulo, quando a cidade comemorava seus 400 anos (1953/54). No entanto, a 10.ª Bienal marcou um dos momentos mais críticos enfrentados pela mostra e o início de um longo período de declínio que se estendeu por quase toda a década de 70 — e que se reflete na documentação escassa dessa época no Arquivo. Os tempos haviam mudado e as grandes exposições internacionais, como a Bienal de Veneza e a Documenta de Kassel, pareciam algo fora de época e irrelevantes. Atualizar-se era vital. A conjuntura política agressiva instalada pelo golpe militar de 1964 e a violenta censura às obras de arte e à liberdade de criação no país fizeram que houvesse uma crise tanto interna quanto externa na Fundação Bienal. Essa última veio em forma de protesto: um grupo de artistas e de críticos de arte decidiu promover um boicote à 10.ª Bienal, em um movimento que se estendeu a vários países, muitos dos quais cancelaram a sua participação, até mesmo quando as obras já haviam chegado. Um grande vazio se instalou no meio do pavilhão nessa edição, que ficou conhecida como a “Bienal do Boicote”. Na documentação dessa Bienal, há registros sobre um concurso de charges promovido pela Fundação, nas quais parte dos cartunistas da época faziam tentativas de driblar a censura ao falar do boicote.
Fundação Bienal de São Paulo. O boicote à Bienal de 1969. 12/6/2013. Internet: <www.bienal.org.br> (com adaptações).
Com relação ao fragmento de texto e à figura apresentados e aos diversos aspectos por eles suscitados, julgue os itens de 88 a 94.
O cinema, a música, a literatura e outras artes exercem, por meio da prática e das experiências estéticas, importância decisiva na elaboração da crítica à sociedade, muitas vezes contribuindo, de modo vital, para as transformações sociais.
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Ciccillo Matarazzo tinha grandes planos para a 10.ª Bienal de 1969. Ele queria que essa edição, que encerraria a segunda década da mostra, fosse tão grandiosa e marcante quanto a 2.ª Bienal de São Paulo, quando a cidade comemorava seus 400 anos (1953/54). No entanto, a 10.ª Bienal marcou um dos momentos mais críticos enfrentados pela mostra e o início de um longo período de declínio que se estendeu por quase toda a década de 70 — e que se reflete na documentação escassa dessa época no Arquivo. Os tempos haviam mudado e as grandes exposições internacionais, como a Bienal de Veneza e a Documenta de Kassel, pareciam algo fora de época e irrelevantes. Atualizar-se era vital. A conjuntura política agressiva instalada pelo golpe militar de 1964 e a violenta censura às obras de arte e à liberdade de criação no país fizeram que houvesse uma crise tanto interna quanto externa na Fundação Bienal. Essa última veio em forma de protesto: um grupo de artistas e de críticos de arte decidiu promover um boicote à 10.ª Bienal, em um movimento que se estendeu a vários países, muitos dos quais cancelaram a sua participação, até mesmo quando as obras já haviam chegado. Um grande vazio se instalou no meio do pavilhão nessa edição, que ficou conhecida como a “Bienal do Boicote”. Na documentação dessa Bienal, há registros sobre um concurso de charges promovido pela Fundação, nas quais parte dos cartunistas da época faziam tentativas de driblar a censura ao falar do boicote.
Fundação Bienal de São Paulo. O boicote à Bienal de 1969. 12/6/2013. Internet: <www.bienal.org.br> (com adaptações).
Com relação ao fragmento de texto e à figura apresentados e aos diversos aspectos por eles suscitados, julgue os itens de 88 a 94.
A figura apresentada constitui uma charge, ou seja, um desenho humorístico, que comporta crítica à censura, em que o autor recorre à caricatura para opinar sobre acontecimento ocorrido em 1969, quando da 10.ª Bienal de São Paulo.
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Ciccillo Matarazzo tinha grandes planos para a 10.ª Bienal de 1969. Ele queria que essa edição, que encerraria a segunda década da mostra, fosse tão grandiosa e marcante quanto a 2.ª Bienal de São Paulo, quando a cidade comemorava seus 400 anos (1953/54). No entanto, a 10.ª Bienal marcou um dos momentos mais críticos enfrentados pela mostra e o início de um longo período de declínio que se estendeu por quase toda a década de 70 — e que se reflete na documentação escassa dessa época no Arquivo. Os tempos haviam mudado e as grandes exposições internacionais, como a Bienal de Veneza e a Documenta de Kassel, pareciam algo fora de época e irrelevantes. Atualizar-se era vital. A conjuntura política agressiva instalada pelo golpe militar de 1964 e a violenta censura às obras de arte e à liberdade de criação no país fizeram que houvesse uma crise tanto interna quanto externa na Fundação Bienal. Essa última veio em forma de protesto: um grupo de artistas e de críticos de arte decidiu promover um boicote à 10.ª Bienal, em um movimento que se estendeu a vários países, muitos dos quais cancelaram a sua participação, até mesmo quando as obras já haviam chegado. Um grande vazio se instalou no meio do pavilhão nessa edição, que ficou conhecida como a “Bienal do Boicote”. Na documentação dessa Bienal, há registros sobre um concurso de charges promovido pela Fundação, nas quais parte dos cartunistas da época faziam tentativas de driblar a censura ao falar do boicote.
Fundação Bienal de São Paulo. O boicote à Bienal de 1969. 12/6/2013. Internet: <www.bienal.org.br> (com adaptações).
Com relação ao fragmento de texto e à figura apresentados e aos diversos aspectos por eles suscitados, julgue os itens de 88 a 94.
A censura praticada pelo regime militar instaurado em 1964 não se limitou às mais diversas manifestações culturais, como o teatro, a literatura e a música, por exemplo. Ela também agiu de modo implacável sobre a imprensa, vetando charges e textos de jornais e revistas considerados subversivos ou atentatórios aos padrões de moralidade defendidos pelo regime.
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Ciccillo Matarazzo tinha grandes planos para a 10.ª Bienal de 1969. Ele queria que essa edição, que encerraria a segunda década da mostra, fosse tão grandiosa e marcante quanto a 2.ª Bienal de São Paulo, quando a cidade comemorava seus 400 anos (1953/54). No entanto, a 10.ª Bienal marcou um dos momentos mais críticos enfrentados pela mostra e o início de um longo período de declínio que se estendeu por quase toda a década de 70 — e que se reflete na documentação escassa dessa época no Arquivo. Os tempos haviam mudado e as grandes exposições internacionais, como a Bienal de Veneza e a Documenta de Kassel, pareciam algo fora de época e irrelevantes. Atualizar-se era vital. A conjuntura política agressiva instalada pelo golpe militar de 1964 e a violenta censura às obras de arte e à liberdade de criação no país fizeram que houvesse uma crise tanto interna quanto externa na Fundação Bienal. Essa última veio em forma de protesto: um grupo de artistas e de críticos de arte decidiu promover um boicote à 10.ª Bienal, em um movimento que se estendeu a vários países, muitos dos quais cancelaram a sua participação, até mesmo quando as obras já haviam chegado. Um grande vazio se instalou no meio do pavilhão nessa edição, que ficou conhecida como a “Bienal do Boicote”. Na documentação dessa Bienal, há registros sobre um concurso de charges promovido pela Fundação, nas quais parte dos cartunistas da época faziam tentativas de driblar a censura ao falar do boicote.
Fundação Bienal de São Paulo. O boicote à Bienal de 1969. 12/6/2013. Internet: <www.bienal.org.br> (com adaptações).
Com relação ao fragmento de texto e à figura apresentados e aos diversos aspectos por eles suscitados, julgue os itens de 88 a 94.
Seriam preservadas a correção gramatical do texto e as informações nele expressas caso o último período fosse reescrito da seguinte forma: Encontram-se, entre os documentos dessa Bienal, registros relativos a um concurso de charges promovido pela Fundação Bienal, nas quais, ao referirem-se ao boicote, os cartunistas da época tentavam driblar a censura.
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Ciccillo Matarazzo tinha grandes planos para a 10.ª Bienal de 1969. Ele queria que essa edição, que encerraria a segunda década da mostra, fosse tão grandiosa e marcante quanto a 2.ª Bienal de São Paulo, quando a cidade comemorava seus 400 anos (1953/54). No entanto, a 10.ª Bienal marcou um dos momentos mais críticos enfrentados pela mostra e o início de um longo período de declínio que se estendeu por quase toda a década de 70 — e que se reflete na documentação escassa dessa época no Arquivo. Os tempos haviam mudado e as grandes exposições internacionais, como a Bienal de Veneza e a Documenta de Kassel, pareciam algo fora de época e
irrelevantes. Atualizar-se era vital. A conjuntura política agressiva instalada pelo golpe militar de 1964 e a violenta censura às obras de arte e à liberdade de criação no país fizeram que houvesse uma crise tanto interna quanto externa na Fundação Bienal. Essa última veio em forma de protesto: um grupo de artistas e de críticos de arte decidiu promover um boicote à 10.ª Bienal, em um movimento que se estendeu a vários países, muitos dos quais cancelaram a sua participação, até mesmo quando as obras já haviam chegado. Um grande
vazio se instalou no meio do pavilhão nessa edição, que ficou conhecida como a “Bienal do Boicote”. Na documentação dessa Bienal, há registros sobre um concurso de charges promovido pela Fundação, nas quais parte dos cartunistas da época faziam tentativas de driblar a censura ao falar do boicote.
Fundação Bienal de São Paulo. O boicote à Bienal de 1969. 12/6/2013. Internet: <www.bienal.org.br> (com adaptações).
Com relação ao fragmento de texto e à figura apresentados e aos diversos aspectos por eles suscitados, julgue os itens de 88 a 94.
Infere-se do texto que, apesar de a Bienal de 1969 não ter saído exatamente como Ciccillo Matarazzo planejara, ela foi um evento grandioso.
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Ciccillo Matarazzo tinha grandes planos para a 10.ª Bienal de 1969. Ele queria que essa edição, que encerraria a segunda década da mostraE, fosse tão grandiosa e marcante quanto a 2.ª Bienal de São Paulo, quando a cidade comemorava seus 400 anos (1953/54). No entanto, a 10.ª Bienal marcou um dos momentos mais críticos enfrentados pela mostra e o início de um longo período de declínio que se estendeu por quase toda a década de 70 — e que se reflete na documentação escassa dessa época no Arquivo. Os tempos haviam mudado e as grandes exposições internacionais, como a Bienal de Veneza e a Documenta de Kassel, pareciam algo fora de época e
irrelevantes. Atualizar-se era vital. A conjuntura política agressiva instalada pelo golpe militar de 1964 e a violenta censura às obras de arte e à liberdade de criação no país fizeram que houvesse uma crise tanto interna quanto externa na Fundação Bienal. Essa última veio em forma de protesto: um grupo de artistas e de críticos de arte decidiu promover um boicote à 10.ª Bienal, em um movimento que se estendeu a vários países, muitos dos quais cancelaram a sua participação, até mesmo quando as obras já haviam chegado. Um grande
vazio se instalou no meio do pavilhão nessa edição, que ficou conhecida como a “Bienal do Boicote”. Na documentação dessa Bienal, há registros sobre um concurso de charges promovido pela Fundação, nas quais parte dos cartunistas da época faziam tentativas de driblar a censura ao falar do boicote.
Fundação Bienal de São Paulo. O boicote à Bienal de 1969. 12/6/2013. Internet: <www.bienal.org.br> (com adaptações).
Com relação ao fragmento de texto e à figura apresentados e aos diversos aspectos por eles suscitados, julgue os itens de 88 a 94.
As vírgulas que isolam o trecho “que encerraria a segunda década da mostra” (l. 2 e 3) poderiam ser suprimidas sem prejuízo para a correção gramatical e o sentido original do texto.
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