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Foram encontradas 352 questões.

2402626 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Na verdade, o mestre fitava-nos. Como era mais severo para o filho, buscava-o muitas vezes com os olhos, para trazê-lo mais aperreado. Mas nós também éramos finos, metemos o nariz no livro, e continuamos a ler. Afinal, cansou e tomou as folhas do dia, três ou quatro, que ele lia devagar, mastigando as ideias e as paixões. Não esqueçam que estávamos então no fim da Regência, e que era grande a agitação pública. Policarpo tinha, decerto, algum partido, mas nunca pude averiguar esse ponto. O pior que ele podia ter, para nós, era a palmatória. E essa lá estava, pendurada no portal da janela, à direita, com os seus cinco olhos do diabo. Era só levantar a mão, despendurá-la e brandi-la, com a força do costume, que não era pouca. E daí, pode ser que, alguma vez, as paixões políticas dominassem nele a ponto de poupar-nos uma ou outra correção. (...)

Estendi-lhe a mão direita, depois a esquerda, e fui recebendo os bolos uns por cima dos outros, até completar doze, que me deixaram as palmas vermelhas e inchadas. Acabou, pregou-nos outro sermão. Chamou-nos sem-vergonhas, desaforados, e jurou que, se repetíssemos o negócio, apanharíamos tal castigo que nos havíamos de lembrar para todo o sempre.

Machado de Assis. Contos de escola. São Paulo: Cosac & Naify, 2002, p. 13 e 24.

Considerando o texto acima, extraído de Contos de Escola, e os diversos temas por ele suscitados, julgue o item.

Nos segmentos “mastigando as ideias e as paixões” e “com os seus cinco olhos do diabo”, foi empregada a linguagem figurada, o que se coaduna com o caráter literário do texto.

 

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2402625 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A dupla moral e as santinhas de pau oco

Durante 1 o século XIX, continuavam sem punição as infidelidades descontínuas e transitórias por parte dos homens casados, bem como se toleravam concubinatos de escravas com seus senhores. As regras do celibato eram abertamente desrespeitadas. Embora não haja estatísticas sobre o assunto, é de se supor que as relações extraconjugais fossem correntes. O adultério perpetuava-se como sobrevivência de doutrinas morais tradicionais. Fazia-se amor com a esposa quando se queria descendência; no restante do tempo, era com a outra. A fidelidade conjugal era sempre tarefa feminina; a falta de fidelidade masculina era vista como um mal inevitável que se havia de suportar. Era sobre a honra e a fidelidade da esposa que repousava a perenidade do casal.

Mas seriam elas tão santinhas assim? Os amores adúlteros custavam caro para as mulheres de elite. Em 1809, certo João Galvão Freire achou-se preso, no Rio de Janeiro, por ter, confessadamente, matado sua mulher, D. Maria Eufrásia de Loiola. Alegando legítima “defesa da honra”, encaminhou ao Desembargo do Paço uma petição solicitando “seguro real para, solto, tratar de seu livramento”. A resposta dos desembargadores não deixa dúvidas sobre a tolerância que rodeava tais tipos de crimes: “a ocasião em que este [o marido] entrou em casa, os achou ambos, esposa e amante, deitados numa rede, o que era bastante suspeitar a perfídia e o adultério e acender a cólera do suplicante, que, levado de honra e brio, cometeu aquela morta em desafronta sua, julgando-se ofendido”.

Já entre mulheres de camadas desfavorecidas, a solução era a separação. Algumas mais corajosas ou tementes a Deus declararam, em testamento, que, “por fragilidade humana”, tiveram cópula ilícita durante o matrimônio.

Mary Del Priory. História do amor no Brasil. São Paulo: Contexto, 2005, p. 187-192 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o seguinte item.

O texto descreve práticas sociais de forma generalizada. Um dos recursos utilizados pelo autor para atingir esse fim é o emprego da partícula “se” ao longo do texto com o efeito de apagamento de um sujeito óbvio, como ocorre em “bem como se toleravam”, “é de se supor”, “Fazia-se amor” e “que se havia de suportar”.

 

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2402624 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A dupla moral e as santinhas de pau oco

Durante 1 o século XIX, continuavam sem punição as infidelidades descontínuas e transitórias por parte dos homens casados, bem como se toleravam concubinatos de escravas com seus senhores. As regras do celibato eram abertamente desrespeitadas. Embora não haja estatísticas sobre o assunto, é de se supor que as relações extraconjugais fossem correntes. O adultério perpetuava-se como sobrevivência de doutrinas morais tradicionais. Fazia-se amor com a esposa quando se queria descendência; no restante do tempo, era com a outra. A fidelidade conjugal era sempre tarefa feminina; a falta de fidelidade masculina era vista como um mal inevitável que se havia de suportar. Era sobre a honra e a fidelidade da esposa que repousava a perenidade do casal.

Mas seriam elas tão santinhas assim? Os amores adúlteros custavam caro para as mulheres de elite. Em 1809, certo João Galvão Freire achou-se preso, no Rio de Janeiro, por ter, confessadamente, matado sua mulher, D. Maria Eufrásia de Loiola. Alegando legítima “defesa da honra”, encaminhou ao Desembargo do Paço uma petição solicitando “seguro real para, solto, tratar de seu livramento”. A resposta dos desembargadores não deixa dúvidas sobre a tolerância que rodeava tais tipos de crimes: “a ocasião em que este [o marido] entrou em casa, os achou ambos, esposa e amante, deitados numa rede, o que era bastante suspeitar a perfídia e o adultério e acender a cólera do suplicante, que, levado de honra e brio, cometeu aquela morta em desafronta sua, julgando-se ofendido”.

Já entre mulheres de camadas desfavorecidas, a solução era a separação. Algumas mais corajosas ou tementes a Deus declararam, em testamento, que, “por fragilidade humana”, tiveram cópula ilícita durante o matrimônio.

Mary Del Priory. História do amor no Brasil. São Paulo: Contexto, 2005, p. 187-192 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o seguinte item.

Um dos objetivos do texto é mostrar como o comportamento referente ao adultério é definido, no século XIX, por fatores como gênero e classe social dos envolvidos. Nesse contexto, o pior desfecho estava reservado para as mulheres adúlteras de classes trabalhadoras, que eram abandonadas pelos maridos traídos.

 

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2402623 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A dupla moral e as santinhas de pau oco

Durante 1 o século XIX, continuavam sem punição as infidelidades descontínuas e transitórias por parte dos homens casados, bem como se toleravam concubinatos de escravas com seus senhores. As regras do celibato eram abertamente desrespeitadas. Embora não haja estatísticas sobre o assunto, é de se supor que as relações extraconjugais fossem correntes. O adultério perpetuava-se como sobrevivência de doutrinas morais tradicionais. Fazia-se amor com a esposa quando se queria descendência; no restante do tempo, era com a outra. A fidelidade conjugal era sempre tarefa feminina; a falta de fidelidade masculina era vista como um mal inevitável que se havia de suportar. Era sobre a honra e a fidelidade da esposa que repousava a perenidade do casal.

Mas seriam elas tão santinhas assim? Os amores adúlteros custavam caro para as mulheres de elite. Em 1809, certo João Galvão Freire achou-se preso, no Rio de Janeiro, por ter, confessadamente, matado sua mulher, D. Maria Eufrásia de Loiola. Alegando legítima “defesa da honra”, encaminhou ao Desembargo do Paço uma petição solicitando “seguro real para, solto, tratar de seu livramento”. A resposta dos desembargadores não deixa dúvidas sobre a tolerância que rodeava tais tipos de crimes: “a ocasião em que este [o marido] entrou em casa, os achou ambos, esposa e amante, deitados numa rede, o que era bastante suspeitar a perfídia e o adultério e acender a cólera do suplicante, que, levado de honra e brio, cometeu aquela morta em desafronta sua, julgando-se ofendido”.

Já entre mulheres de camadas desfavorecidas, a solução era a separação. Algumas mais corajosas ou tementes a Deus declararam, em testamento, que, “por fragilidade humana”, tiveram cópula ilícita durante o matrimônio.

Mary Del Priory. História do amor no Brasil. São Paulo: Contexto, 2005, p. 187-192 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o seguinte item.

Há, no texto, elementos que permitem inferir que o objetivo do casamento, no século XIX, era a constituição da prole e a garantia de descendência, o que está relacionado a casamentos frequentemente acordados por questões econômicas e de poder.

 

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2402622 Ano: 2010
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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A dupla moral e as santinhas de pau oco

Durante 1 o século XIX, continuavam sem punição as infidelidades descontínuas e transitórias por parte dos homens casados, bem como se toleravam concubinatos de escravas com seus senhores. As regras do celibato eram abertamente desrespeitadas. Embora não haja estatísticas sobre o assunto, é de se supor que as relações extraconjugais fossem correntes. O adultério perpetuava-se como sobrevivência de doutrinas morais tradicionais. Fazia-se amor com a esposa quando se queria descendência; no restante do tempo, era com a outra. A fidelidade conjugal era sempre tarefa feminina; a falta de fidelidade masculina era vista como um mal inevitável que se havia de suportar. Era sobre a honra e a fidelidade da esposa que repousava a perenidade do casal.

Mas seriam elas tão santinhas assim? Os amores adúlteros custavam caro para as mulheres de elite. Em 1809, certo João Galvão Freire achou-se preso, no Rio de Janeiro, por ter, confessadamente, matado sua mulher, D. Maria Eufrásia de Loiola. Alegando legítima “defesa da honra”, encaminhou ao Desembargo do Paço uma petição solicitando “seguro real para, solto, tratar de seu livramento”. A resposta dos desembargadores não deixa dúvidas sobre a tolerância que rodeava tais tipos de crimes: “a ocasião em que este [o marido] entrou em casa, os achou ambos, esposa e amante, deitados numa rede, o que era bastante suspeitar a perfídia e o adultério e acender a cólera do suplicante, que, levado de honra e brio, cometeu aquela morta em desafronta sua, julgando-se ofendido”.

Já entre mulheres de camadas desfavorecidas, a solução era a separação. Algumas mais corajosas ou tementes a Deus declararam, em testamento, que, “por fragilidade humana”, tiveram cópula ilícita durante o matrimônio.

Mary Del Priory. História do amor no Brasil. São Paulo: Contexto, 2005, p. 187-192 (com adaptações).

Com base no texto acima, julgue o seguinte item.

O texto pode ser classificado como acadêmico, em que a autora usa tom impessoal e distante, de forma compatível com a crença de que textos acadêmicos e científicos devem ser objetivos e isentos de marcas de subjetividade do autor.

 

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2402621 Ano: 2010
Disciplina: Educação Artística
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nurembergue sediou, em setembro de 1935, as festividades do Partido Nacional Socialista alemão, ocasião em que Adolf Hitler discursou a respeito do papel da arte na sua política de estado. Durante o período nazista de 1933 a 1945, o governo alemão promoveu um estilo de arte oficialmente aprovado, que se embasava em um modelo romântico e realista. Os nazistas constataram que a arte poderia não somente conter mensagem política, mas também ser importante meio de criar e induzir desejos e sonhos no povo alemão, controlando o seu comportamento. Tal providência, habilmente implementada pelo governo, resultou em uma estética de Estado de conceitos estereotipados, antissemita e conservadora. As esculturas foram o melhor meio de expressão da obsessão nazista com a raça e a biologia. Por intermédio da sua expressão corporal, essas obras ofereciam um modelo de identidade ideal ao povo alemão. Além disso, ao serem exibidas nos espaços públicos, as esculturas eram mais suscetíveis à influência política que as pinturas, destinadas, principalmente, ao recolhimento dos interiores.

Josef Thorak e Arno Brecker foram os principais artistas representantes da arte oficial do regime nazista. Algumas de suas obras estão ilustradas nas figuras abaixo.

Enunciado 2987551-1

Enunciado 2987551-2

A partir das informações apresentadas, julgue o item a seguir.

Os tipos humanos utilizados como modelos das estátuas nazistas eram pessoas comuns, legítimas representantes da raça ariana, retratadas de maneira não idealizada.

 

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2402620 Ano: 2010
Disciplina: Educação Artística
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nurembergue sediou, em setembro de 1935, as festividades do Partido Nacional Socialista alemão, ocasião em que Adolf Hitler discursou a respeito do papel da arte na sua política de estado. Durante o período nazista de 1933 a 1945, o governo alemão promoveu um estilo de arte oficialmente aprovado, que se embasava em um modelo romântico e realista. Os nazistas constataram que a arte poderia não somente conter mensagem política, mas também ser importante meio de criar e induzir desejos e sonhos no povo alemão, controlando o seu comportamento. Tal providência, habilmente implementada pelo governo, resultou em uma estética de Estado de conceitos estereotipados, antissemita e conservadora. As esculturas foram o melhor meio de expressão da obsessão nazista com a raça e a biologia. Por intermédio da sua expressão corporal, essas obras ofereciam um modelo de identidade ideal ao povo alemão. Além disso, ao serem exibidas nos espaços públicos, as esculturas eram mais suscetíveis à influência política que as pinturas, destinadas, principalmente, ao recolhimento dos interiores.

Josef Thorak e Arno Brecker foram os principais artistas representantes da arte oficial do regime nazista. Algumas de suas obras estão ilustradas nas figuras abaixo.

Enunciado 2987550-1

Enunciado 2987550-2

A partir das informações apresentadas, julgue o item a seguir.

O caráter estritamente pessoal, particular e subjetivo do realismo socialista soviético é uma das características que diferencia a arte soviética do regime stalinista da arte do período nazista.

 

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2402619 Ano: 2010
Disciplina: Educação Artística
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nurembergue sediou, em setembro de 1935, as festividades do Partido Nacional Socialista alemão, ocasião em que Adolf Hitler discursou a respeito do papel da arte na sua política de estado. Durante o período nazista de 1933 a 1945, o governo alemão promoveu um estilo de arte oficialmente aprovado, que se embasava em um modelo romântico e realista. Os nazistas constataram que a arte poderia não somente conter mensagem política, mas também ser importante meio de criar e induzir desejos e sonhos no povo alemão, controlando o seu comportamento. Tal providência, habilmente implementada pelo governo, resultou em uma estética de Estado de conceitos estereotipados, antissemita e conservadora. As esculturas foram o melhor meio de expressão da obsessão nazista com a raça e a biologia. Por intermédio da sua expressão corporal, essas obras ofereciam um modelo de identidade ideal ao povo alemão. Além disso, ao serem exibidas nos espaços públicos, as esculturas eram mais suscetíveis à influência política que as pinturas, destinadas, principalmente, ao recolhimento dos interiores.

Josef Thorak e Arno Brecker foram os principais artistas representantes da arte oficial do regime nazista. Algumas de suas obras estão ilustradas nas figuras abaixo.

Enunciado 2987549-1

Enunciado 2987549-2

A partir das informações apresentadas, julgue o item a seguir.

A monumentalidade das estátuas coadunava-se com os desfiles megalomaníacos nazistas, cujo objetivo era impressionar os espectadores presentes, transmitindo, entre outras mensagens, a sensação de poder do Estado alemão.

 

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2402618 Ano: 2010
Disciplina: Educação Artística
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Nurembergue sediou, em setembro de 1935, as festividades do Partido Nacional Socialista alemão, ocasião em que Adolf Hitler discursou a respeito do papel da arte na sua política de estado. Durante o período nazista de 1933 a 1945, o governo alemão promoveu um estilo de arte oficialmente aprovado, que se embasava em um modelo romântico e realista. Os nazistas constataram que a arte poderia não somente conter mensagem política, mas também ser importante meio de criar e induzir desejos e sonhos no povo alemão, controlando o seu comportamento. Tal providência, habilmente implementada pelo governo, resultou em uma estética de Estado de conceitos estereotipados, antissemita e conservadora. As esculturas foram o melhor meio de expressão da obsessão nazista com a raça e a biologia. Por intermédio da sua expressão corporal, essas obras ofereciam um modelo de identidade ideal ao povo alemão. Além disso, ao serem exibidas nos espaços públicos, as esculturas eram mais suscetíveis à influência política que as pinturas, destinadas, principalmente, ao recolhimento dos interiores.

Josef Thorak e Arno Brecker foram os principais artistas representantes da arte oficial do regime nazista. Algumas de suas obras estão ilustradas nas figuras abaixo.

Enunciado 2987548-1

Enunciado 2987548-2

A partir das informações apresentadas, julgue o item a seguir.

As figuras evidenciam influência da arte clássica grega e romana na arte do período nazista.

 

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2402617 Ano: 2010
Disciplina: História
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Com relação à história da América Latina no século XIX, julgue o próximo item.

O século XIX foi marcado, no México, por dois períodos em que se tentou consolidar um regime político monárquico. Os dois imperadores mexicanos, Augustín de Iturbide e Maximiliano de Habsburgo-Lorena, compartilharam não só o fato de terem governado por períodos relativamente curtos, mas também o destino de terem sido executados após a sua deposição.

 

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