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Foram encontradas 90 questões.

3705074 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder à questão, leia o conto indígena “Mboi-tatá ou Fogo-fátuo”, história contada por Yaguareçá Sukuyê e escrita por Yaguarê Yamã.

Fogo-fátuo é o nome pelo qual se conhece o Mboi-tatá, que em nhengatu significa “cobra de fogo”. Ele é um ser visajento1, brilhante, que para os Maraguá, e especialmente para os habitantes do rio Urariá, se apresenta como uma luz que pinga, como se fosse uma vela.

Certa vez, um rapaz de uma aldeia saiu para ir a uma festa na aldeia vizinha. Muito interessado nas moças, ele demorou muito e acabou voltando depois da meia-noite. Como não havia levado lamparina para alumiar o caminho, foi andando aos tropeções pelo cacoal2 de uns dois quilômetros que separava as duas aldeias. Sempre é perigoso andar por dentro do cacoal, pois a luz do luar não atravessa as árvores, e muitas vezes há cobras venenosas, como a surukuku, a mais temida da região.

O rapaz vinha o tempo todo olhando para trás, torcendo para que viesse alguém com uma lamparina. Mas não vinha ninguém, e ele continuava andando, sempre com muito medo de ser picado por alguma cobra. De repente ele avistou uma luz muito ao longe e resolveu esperar, achando que fosse alguém da aldeia que vinha na sua direção. Quando a luz se aproximou, ele chamou:

— Olá, amigo, quem é você?

Só que ninguém respondeu. O rapaz recomeçou a andar, bem devagarinho, e meio cismado tornou a falar:

— Olá, amigo, está indo para a aldeia?

Mais uma vez, ninguém respondeu.

Muito desconfiado, o rapaz acelerou o passo. A luz se tornou mais forte e, pingando como uma vela, foi se aproximando mais depressa. O rapaz não quis ver mais nada. Saiu correndo, tropeçando no meio da escuridão, caindo e se levantando, com a luz misteriosa sempre atrás dele, tentando alcançá-lo.

Cansado de tanto correr, quase entregando os pontos, ele acabou deixando a escuridão do cacoal e avistou a aldeia logo à sua frente. Não deu nem para chegar em casa. Passou como um relâmpago pelo meio dos cachorros que latiam e se jogou contra a porta do primeiro tapiry3 que encontrou. Com o tranco, arrebentou a esteira de japá4 e caiu para dentro. O dono da casa acordou assustado, ouviu a história do rapaz e os dois saíram juntos para o terreiro. A luz estranha tinha sido atacada pelos cachorros, e eles ainda a viram se afastando e voltando a entrar no cacoal.

No dia seguinte a aldeia toda ficou sabendo do caso, e nunca mais ninguém teve coragem de passar por aquele cacoal à noite.

(Yaguarê Yamã. Murũgawa:

mitos, contos e fábulas do povo Maraguá, 2007.)

1 ser visajento (ou visagento): ser sobrenatural.

2 cacoal: aglomerado de cacaueiros.

3 tapiry: choupana que serve de abrigo.

4 japá: esteira de palha para cobrir ou servir de porta.

“A luz estranha tinha sido atacada pelos cachorros” (9º parágrafo)

Transposto para a voz ativa, esse trecho assume a seguinte redação:

 

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3705073 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder à questão, leia o conto indígena “Mboi-tatá ou Fogo-fátuo”, história contada por Yaguareçá Sukuyê e escrita por Yaguarê Yamã.

Fogo-fátuo é o nome pelo qual se conhece o Mboi-tatá, que em nhengatu significa “cobra de fogo”. Ele é um ser visajento1, brilhante, que para os Maraguá, e especialmente para os habitantes do rio Urariá, se apresenta como uma luz que pinga, como se fosse uma vela.

Certa vez, um rapaz de uma aldeia saiu para ir a uma festa na aldeia vizinha. Muito interessado nas moças, ele demorou muito e acabou voltando depois da meia-noite. Como não havia levado lamparina para alumiar o caminho, foi andando aos tropeções pelo cacoal2 de uns dois quilômetros que separava as duas aldeias. Sempre é perigoso andar por dentro do cacoal, pois a luz do luar não atravessa as árvores, e muitas vezes há cobras venenosas, como a surukuku, a mais temida da região.

O rapaz vinha o tempo todo olhando para trás, torcendo para que viesse alguém com uma lamparina. Mas não vinha ninguém, e ele continuava andando, sempre com muito medo de ser picado por alguma cobra. De repente ele avistou uma luz muito ao longe e resolveu esperar, achando que fosse alguém da aldeia que vinha na sua direção. Quando a luz se aproximou, ele chamou:

— Olá, amigo, quem é você?

Só que ninguém respondeu. O rapaz recomeçou a andar, bem devagarinho, e meio cismado tornou a falar:

— Olá, amigo, está indo para a aldeia?

Mais uma vez, ninguém respondeu.

Muito desconfiado, o rapaz acelerou o passo. A luz se tornou mais forte e, pingando como uma vela, foi se aproximando mais depressa. O rapaz não quis ver mais nada. Saiu correndo, tropeçando no meio da escuridão, caindo e se levantando, com a luz misteriosa sempre atrás dele, tentando alcançá-lo.

Cansado de tanto correr, quase entregando os pontos, ele acabou deixando a escuridão do cacoal e avistou a aldeia logo à sua frente. Não deu nem para chegar em casa. Passou como um relâmpago pelo meio dos cachorros que latiam e se jogou contra a porta do primeiro tapiry3 que encontrou. Com o tranco, arrebentou a esteira de japá4 e caiu para dentro. O dono da casa acordou assustado, ouviu a história do rapaz e os dois saíram juntos para o terreiro. A luz estranha tinha sido atacada pelos cachorros, e eles ainda a viram se afastando e voltando a entrar no cacoal.

No dia seguinte a aldeia toda ficou sabendo do caso, e nunca mais ninguém teve coragem de passar por aquele cacoal à noite.

(Yaguarê Yamã. Murũgawa:

mitos, contos e fábulas do povo Maraguá, 2007.)

1 ser visajento (ou visagento): ser sobrenatural.

2 cacoal: aglomerado de cacaueiros.

3 tapiry: choupana que serve de abrigo.

4 japá: esteira de palha para cobrir ou servir de porta.

Observa-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de repetição no seguinte trecho do conto:

 

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3705072 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder à questão, leia o conto indígena “Mboi-tatá ou Fogo-fátuo”, história contada por Yaguareçá Sukuyê e escrita por Yaguarê Yamã.

Fogo-fátuo é o nome pelo qual se conhece o Mboi-tatá, que em nhengatu significa “cobra de fogo”. Ele é um ser visajento1, brilhante, que para os Maraguá, e especialmente para os habitantes do rio Urariá, se apresenta como uma luz que pinga, como se fosse uma vela.

Certa vez, um rapaz de uma aldeia saiu para ir a uma festa na aldeia vizinha. Muito interessado nas moças, ele demorou muito e acabou voltando depois da meia-noite. Como não havia levado lamparina para alumiar o caminho, foi andando aos tropeções pelo cacoal2 de uns dois quilômetros que separava as duas aldeias. Sempre é perigoso andar por dentro do cacoal, pois a luz do luar não atravessa as árvores, e muitas vezes há cobras venenosas, como a surukuku, a mais temida da região.

O rapaz vinha o tempo todo olhando para trás, torcendo para que viesse alguém com uma lamparina. Mas não vinha ninguém, e ele continuava andando, sempre com muito medo de ser picado por alguma cobra. De repente ele avistou uma luz muito ao longe e resolveu esperar, achando que fosse alguém da aldeia que vinha na sua direção. Quando a luz se aproximou, ele chamou:

— Olá, amigo, quem é você?

Só que ninguém respondeu. O rapaz recomeçou a andar, bem devagarinho, e meio cismado tornou a falar:

— Olá, amigo, está indo para a aldeia?

Mais uma vez, ninguém respondeu.

Muito desconfiado, o rapaz acelerou o passo. A luz se tornou mais forte e, pingando como uma vela, foi se aproximando mais depressa. O rapaz não quis ver mais nada. Saiu correndo, tropeçando no meio da escuridão, caindo e se levantando, com a luz misteriosa sempre atrás dele, tentando alcançá-lo.

Cansado de tanto correr, quase entregando os pontos, ele acabou deixando a escuridão do cacoal e avistou a aldeia logo à sua frente. Não deu nem para chegar em casa. Passou como um relâmpago pelo meio dos cachorros que latiam e se jogou contra a porta do primeiro tapiry3 que encontrou. Com o tranco, arrebentou a esteira de japá4 e caiu para dentro. O dono da casa acordou assustado, ouviu a história do rapaz e os dois saíram juntos para o terreiro. A luz estranha tinha sido atacada pelos cachorros, e eles ainda a viram se afastando e voltando a entrar no cacoal.

No dia seguinte a aldeia toda ficou sabendo do caso, e nunca mais ninguém teve coragem de passar por aquele cacoal à noite.

(Yaguarê Yamã. Murũgawa:

mitos, contos e fábulas do povo Maraguá, 2007.)

1 ser visajento (ou visagento): ser sobrenatural.

2 cacoal: aglomerado de cacaueiros.

3 tapiry: choupana que serve de abrigo.

4 japá: esteira de palha para cobrir ou servir de porta.

Uma pontuação alternativa para um trecho do texto, sem prejuízo para a sua correção gramatical, está em:

 

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3705071 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder à questão, leia o conto indígena “Mboi-tatá ou Fogo-fátuo”, história contada por Yaguareçá Sukuyê e escrita por Yaguarê Yamã.

Fogo-fátuo é o nome pelo qual se conhece o Mboi-tatá, que em nhengatu significa “cobra de fogo”. Ele é um ser visajento1, brilhante, que para os Maraguá, e especialmente para os habitantes do rio Urariá, se apresenta como uma luz que pinga, como se fosse uma vela.

Certa vez, um rapaz de uma aldeia saiu para ir a uma festa na aldeia vizinha. Muito interessado nas moças, ele demorou muito e acabou voltando depois da meia-noite. Como não havia levado lamparina para alumiar o caminho, foi andando aos tropeções pelo cacoal2 de uns dois quilômetros que separava as duas aldeias. Sempre é perigoso andar por dentro do cacoal, pois a luz do luar não atravessa as árvores, e muitas vezes há cobras venenosas, como a surukuku, a mais temida da região.

O rapaz vinha o tempo todo olhando para trás, torcendo para que viesse alguém com uma lamparina. Mas não vinha ninguém, e ele continuava andando, sempre com muito medo de ser picado por alguma cobra. De repente ele avistou uma luz muito ao longe e resolveu esperar, achando que fosse alguém da aldeia que vinha na sua direção. Quando a luz se aproximou, ele chamou:

— Olá, amigo, quem é você?

Só que ninguém respondeu. O rapaz recomeçou a andar, bem devagarinho, e meio cismado tornou a falar:

— Olá, amigo, está indo para a aldeia?

Mais uma vez, ninguém respondeu.

Muito desconfiado, o rapaz acelerou o passo. A luz se tornou mais forte e, pingando como uma vela, foi se aproximando mais depressa. O rapaz não quis ver mais nada. Saiu correndo, tropeçando no meio da escuridão, caindo e se levantando, com a luz misteriosa sempre atrás dele, tentando alcançá-lo.

Cansado de tanto correr, quase entregando os pontos, ele acabou deixando a escuridão do cacoal e avistou a aldeia logo à sua frente. Não deu nem para chegar em casa. Passou como um relâmpago pelo meio dos cachorros que latiam e se jogou contra a porta do primeiro tapiry3 que encontrou. Com o tranco, arrebentou a esteira de japá4 e caiu para dentro. O dono da casa acordou assustado, ouviu a história do rapaz e os dois saíram juntos para o terreiro. A luz estranha tinha sido atacada pelos cachorros, e eles ainda a viram se afastando e voltando a entrar no cacoal.

No dia seguinte a aldeia toda ficou sabendo do caso, e nunca mais ninguém teve coragem de passar por aquele cacoal à noite.

(Yaguarê Yamã. Murũgawa:

mitos, contos e fábulas do povo Maraguá, 2007.)

1 ser visajento (ou visagento): ser sobrenatural.

2 cacoal: aglomerado de cacaueiros.

3 tapiry: choupana que serve de abrigo.

4 japá: esteira de palha para cobrir ou servir de porta.

“O rapaz recomeçou a andar, bem devagarinho, e meio cismado tornou a falar:

— Olá, amigo, está indo para a aldeia?” (5º/6º parágrafos)

Ao se adaptar esse trecho para o discurso indireto, a locução verbal da fala do rapaz assume a seguinte forma:

 

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3705070 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Para responder à questão, leia o conto indígena “Mboi-tatá ou Fogo-fátuo”, história contada por Yaguareçá Sukuyê e escrita por Yaguarê Yamã.

Fogo-fátuo é o nome pelo qual se conhece o Mboi-tatá, que em nhengatu significa “cobra de fogo”. Ele é um ser visajento1, brilhante, que para os Maraguá, e especialmente para os habitantes do rio Urariá, se apresenta como uma luz que pinga, como se fosse uma vela.

Certa vez, um rapaz de uma aldeia saiu para ir a uma festa na aldeia vizinha. Muito interessado nas moças, ele demorou muito e acabou voltando depois da meia-noite. Como não havia levado lamparina para alumiar o caminho, foi andando aos tropeções pelo cacoal2 de uns dois quilômetros que separava as duas aldeias. Sempre é perigoso andar por dentro do cacoal, pois a luz do luar não atravessa as árvores, e muitas vezes há cobras venenosas, como a surukuku, a mais temida da região.

O rapaz vinha o tempo todo olhando para trás, torcendo para que viesse alguém com uma lamparina. Mas não vinha ninguém, e ele continuava andando, sempre com muito medo de ser picado por alguma cobra. De repente ele avistou uma luz muito ao longe e resolveu esperar, achando que fosse alguém da aldeia que vinha na sua direção. Quando a luz se aproximou, ele chamou:

— Olá, amigo, quem é você?

Só que ninguém respondeu. O rapaz recomeçou a andar, bem devagarinho, e meio cismado tornou a falar:

— Olá, amigo, está indo para a aldeia?

Mais uma vez, ninguém respondeu.

Muito desconfiado, o rapaz acelerou o passo. A luz se tornou mais forte e, pingando como uma vela, foi se aproximando mais depressa. O rapaz não quis ver mais nada. Saiu correndo, tropeçando no meio da escuridão, caindo e se levantando, com a luz misteriosa sempre atrás dele, tentando alcançá-lo.

Cansado de tanto correr, quase entregando os pontos, ele acabou deixando a escuridão do cacoal e avistou a aldeia logo à sua frente. Não deu nem para chegar em casa. Passou como um relâmpago pelo meio dos cachorros que latiam e se jogou contra a porta do primeiro tapiry3 que encontrou. Com o tranco, arrebentou a esteira de japá4 e caiu para dentro. O dono da casa acordou assustado, ouviu a história do rapaz e os dois saíram juntos para o terreiro. A luz estranha tinha sido atacada pelos cachorros, e eles ainda a viram se afastando e voltando a entrar no cacoal.

No dia seguinte a aldeia toda ficou sabendo do caso, e nunca mais ninguém teve coragem de passar por aquele cacoal à noite.

(Yaguarê Yamã. Murũgawa:

mitos, contos e fábulas do povo Maraguá, 2007.)

1 ser visajento (ou visagento): ser sobrenatural.

2 cacoal: aglomerado de cacaueiros.

3 tapiry: choupana que serve de abrigo.

4 japá: esteira de palha para cobrir ou servir de porta.

Observa-se o emprego de uma expressão própria da linguagem coloquial no seguinte trecho do conto:

 

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3705069 Ano: 2024
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Trata-se de uma das obras mais importantes de toda a literatura brasileira. O impacto dessa obra — curioso amálgama de ensaio científico, relato literário e panfleto, denúncia do “crime” da repressão ao messianismo sertanejo — cobriu seu autor de glória. Paralelamente houve a retratação do cientificismo de seu autor: do seu determinismo geográfico e racial, convencido da inferioridade das “raças fracas”, mas rendido à descoberta de que “o sertanejo é antes de tudo um forte”.

(José Guilherme Merquior.

Breve história da literatura brasileira, 2014. Adaptado.)

Tal comentário aplica-se à obra

 

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3705068 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o soneto do poeta parnasiano Olavo Bilac para responder à questão.

Em mim também, que descuidado vistes,

Encantado e aumentando o próprio encanto,

Tereis notado que outras coisas canto

Muito diversas das que outrora ouvistes.

Mas amastes, sem dúvida… Portanto,

Meditai nas tristezas que sentistes:

Que eu, por mim, não conheço coisas tristes,

Que mais aflijam, que torturem tanto.

Quem ama inventa as penas em que vive:

E, em lugar de acalmar as penas, antes

Busca novo pesar com que as avive.

Pois sabei que é por isso que assim ando:

Que é dos loucos somente e dos amantes

Na maior alegria andar chorando.

(Olavo Bilac. Poesias, 2001.)

Retomam o mesmo referente os termos sublinhados na seguinte estrofe:

 

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3705067 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o soneto do poeta parnasiano Olavo Bilac para responder à questão.

Em mim também, que descuidado vistes,

Encantado e aumentando o próprio encanto,

Tereis notado que outras coisas canto

Muito diversas das que outrora ouvistes.

Mas amastes, sem dúvida… Portanto,

Meditai nas tristezas que sentistes:

Que eu, por mim, não conheço coisas tristes,

Que mais aflijam, que torturem tanto.

Quem ama inventa as penas em que vive:

E, em lugar de acalmar as penas, antes

Busca novo pesar com que as avive.

Pois sabei que é por isso que assim ando:

Que é dos loucos somente e dos amantes

Na maior alegria andar chorando.

(Olavo Bilac. Poesias, 2001.)

O eu lírico lança mão de um enunciado paradoxal no seguinte verso:

 

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3705066 Ano: 2024
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o soneto do poeta parnasiano Olavo Bilac para responder à questão.

Em mim também, que descuidado vistes,

Encantado e aumentando o próprio encanto,

Tereis notado que outras coisas canto

Muito diversas das que outrora ouvistes.

Mas amastes, sem dúvida… Portanto,

Meditai nas tristezas que sentistes:

Que eu, por mim, não conheço coisas tristes,

Que mais aflijam, que torturem tanto.

Quem ama inventa as penas em que vive:

E, em lugar de acalmar as penas, antes

Busca novo pesar com que as avive.

Pois sabei que é por isso que assim ando:

Que é dos loucos somente e dos amantes

Na maior alegria andar chorando.

(Olavo Bilac. Poesias, 2001.)

Uma característica que aproxima esse soneto da estética romântica é

 

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3705065 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: UNESP
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Leia o soneto do poeta parnasiano Olavo Bilac para responder à questão.

Em mim também, que descuidado vistes,

Encantado e aumentando o próprio encanto,

Tereis notado que outras coisas canto

Muito diversas das que outrora ouvistes.

Mas amastes, sem dúvida… Portanto,

Meditai nas tristezas que sentistes:

Que eu, por mim, não conheço coisas tristes,

Que mais aflijam, que torturem tanto.

Quem ama inventa as penas em que vive:

E, em lugar de acalmar as penas, antes

Busca novo pesar com que as avive.

Pois sabei que é por isso que assim ando:

Que é dos loucos somente e dos amantes

Na maior alegria andar chorando.

(Olavo Bilac. Poesias, 2001.)

Depreende-se do soneto que

 

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