Foram encontradas 50 questões.
A propriedade vocabular está corretamente mantida no enunciado:
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Leia o texto para responder às questões de números 27 e 28.
Sofro – sofri – de progéria, uma doença na qual o organismo corre doidamente para a velhice e a morte. Doidamente talvez não seja a palavra, mas não me ocorre outra e não tenho tempo de procurar no dicionário – nós, os da progéria, somos pessoas de um desmesurado senso de urgência. Estabelecer prioridades é, para nós, um processo tão vital como respirar. Para nós, dez minutos equivalem a um ano. Façam a conta, vocês que têm tempo, vocês que pensam que têm tempo. Enquanto isso, eu vou escrevendo aqui – e só espero poder terminar. Cada letra minha equivale a páginas inteiras de vocês. Façam a conta, vocês.
(“Rápido, rápido”. Moacy Scliar. Os melhores contos)
Há pronome demonstrativo na passagem:
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Leia o texto para responder às questões de números 24 a 26.
Camarada, por estes calores do Estio que embotam a ponta da sagacidade, repousemos do áspero estudo da Realidade humana... Partamos para os campos do Sonho, vaguear por essas azuladas colinas românticas onde se ergue a torre abandonada do Sobrenatural, e musgos frescos recobrem as ruínas do Idealismo...
(Prólogo. Eça de Queirós. O Mandarim)
Mantendo-se a flexão no mesmo modo e pessoa em que estão conjugados os verbos “repousar” e “partir”, o prólogo é concluído corretamente com a frase:
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Leia o texto para responder às questões de números 24 a 26.
Camarada, por estes calores do Estio que embotam a ponta da sagacidade, repousemos do áspero estudo da Realidade humana... Partamos para os campos do Sonho, vaguear por essas azuladas colinas românticas onde se ergue a torre abandonada do Sobrenatural, e musgos frescos recobrem as ruínas do Idealismo...
(Prólogo. Eça de Queirós. O Mandarim)
O motivo por que se emprega a vírgula em – ... onde se ergue a torre abandonada do Sobrenatural, e musgos frescos recobrem as ruínas do Idealismo... – também se aplica ao enunciado:
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Leia o texto para responder às questões de números 24 a 26.
Camarada, por estes calores do Estio que embotam a ponta da sagacidade, repousemos do áspero estudo da Realidade humana... Partamos para os campos do Sonho, vaguear por essas azuladas colinas românticas onde se ergue a torre abandonada do Sobrenatural, e musgos frescos recobrem as ruínas do Idealismo...
(Prólogo. Eça de Queirós. O Mandarim)
Em sua fala ao camarada, o narrador emprega verbos flexionados no
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A regência verbal está em conformidade com a norma-padrão em:
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Assinale a alternativa em que, nos versos transcritos de Amar se aprende amando, do poeta Carlos Drummond de Andrade, constatam-se palavras cognatas.
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Assinale a alternativa em que há correção gramatical, em consonância com a norma-padrão.
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Leia o texto para responder às questões de números 15 a 20.
Uma outra alegria que me vem hoje, mais grave porque mais responsável: a de entrar num lugar que pode ser dito rigorosamente: fora do poder. Pois se me é permitido interpretar, por minha vez, o Colégio, direi que, na ordem das instituições, ele é como uma das últimas astúcias da História: a honra é geralmente uma sobra do poder; aqui, ela é sua subtração, sua parte intocada: o professor não tem aqui outra atividade senão a de pesquisar e de falar – eu diria prazerosamente de sonhar alto sua pesquisa – não de julgar, de escolher, de promover, de sujeitar-se a um saber dirigido: privilégio enorme, quase injusto, num momento em que o ensino das letras está dilacerado até o cansaço, entre as pressões da demanda tecnocrática e o desejo revolucionário de seus estudantes. Sem dúvida, ensinar, falar simplesmente, fora de toda sanção institucional, não constitui uma atividade que seja, por direito, pura de qualquer poder: o poder aí está, emboscado em todo e qualquer discurso, mesmo quando este parte de um lugar fora do poder. Assim, quanto mais livre for esse ensino, tanto mais será necessário indagar- -se sob que condições e segundo que operações o discurso pode despojar-se de todo desejo de agarrar. Esta interrogação constitui, a meu ver, o projeto profundo do ensino que hoje se inaugura.
(Roland Barthes. Aula, 2013. Adaptado)
A passagem que finaliza o texto – Esta interrogação constitui, a meu ver, o projeto profundo do ensino que hoje se inaugura. – corresponde a um período
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Leia o texto para responder às questões de números 15 a 20.
Uma outra alegria que me vem hoje, mais grave porque mais responsável: a de entrar num lugar que pode ser dito rigorosamente: fora do poder. Pois se me é permitido interpretar, por minha vez, o Colégio, direi que, na ordem das instituições, ele é como uma das últimas astúcias da História: a honra é geralmente uma sobra do poder; aqui, ela é sua subtração, sua parte intocada: o professor não tem aqui outra atividade senão a de pesquisar e de falar – eu diria prazerosamente de sonhar alto sua pesquisa – não de julgar, de escolher, de promover, de sujeitar-se a um saber dirigido: privilégio enorme, quase injusto, num momento em que o ensino das letras está dilacerado até o cansaço, entre as pressões da demanda tecnocrática e o desejo revolucionário de seus estudantes. Sem dúvida, ensinar, falar simplesmente, fora de toda sanção institucional, não constitui uma atividade que seja, por direito, pura de qualquer poder: o poder aí está, emboscado em todo e qualquer discurso, mesmo quando este parte de um lugar fora do poder. Assim, quanto mais livre for esse ensino, tanto mais será necessário indagar- -se sob que condições e segundo que operações o discurso pode despojar-se de todo desejo de agarrar. Esta interrogação constitui, a meu ver, o projeto profundo do ensino que hoje se inaugura.
(Roland Barthes. Aula, 2013. Adaptado)
A predicação do verbo “vir” em – Uma outra alegria que me vem hoje, mais grave porque mais responsável... – também se aplica ao destacado em:
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