Foram encontradas 50 questões.
Leia o texto para responder às questões de números 15 a 20.
Uma outra alegria que me vem hoje, mais grave porque mais responsável: a de entrar num lugar que pode ser dito rigorosamente: fora do poder. Pois se me é permitido interpretar, por minha vez, o Colégio, direi que, na ordem das instituições, ele é como uma das últimas astúcias da História: a honra é geralmente uma sobra do poder; aqui, ela é sua subtração, sua parte intocada: o professor não tem aqui outra atividade senão a de pesquisar e de falar – eu diria prazerosamente de sonhar alto sua pesquisa – não de julgar, de escolher, de promover, de sujeitar-se a um saber dirigido: privilégio enorme, quase injusto, num momento em que o ensino das letras está dilacerado até o cansaço, entre as pressões da demanda tecnocrática e o desejo revolucionário de seus estudantes. Sem dúvida, ensinar, falar simplesmente, fora de toda sanção institucional, não constitui uma atividade que seja, por direito, pura de qualquer poder: o poder aí está, emboscado em todo e qualquer discurso, mesmo quando este parte de um lugar fora do poder. Assim, quanto mais livre for esse ensino, tanto mais será necessário indagar- -se sob que condições e segundo que operações o discurso pode despojar-se de todo desejo de agarrar. Esta interrogação constitui, a meu ver, o projeto profundo do ensino que hoje se inaugura.
(Roland Barthes. Aula, 2013. Adaptado)
De acordo com a norma ortográfica, os termos “pressões”, “institucional” e “inaugura” têm, respectivamente, as seguintes divisões silábicas:
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Leia o texto para responder às questões de números 15 a 20.
Uma outra alegria que me vem hoje, mais grave porque mais responsável: a de entrar num lugar que pode ser dito rigorosamente: fora do poder. Pois se me é permitido interpretar, por minha vez, o Colégio, direi que, na ordem das instituições, ele é como uma das últimas astúcias da História: a honra é geralmente uma sobra do poder; aqui, ela é sua subtração, sua parte intocada: o professor não tem aqui outra atividade senão a de pesquisar e de falar – eu diria prazerosamente de sonhar alto sua pesquisa – não de julgar, de escolher, de promover, de sujeitar-se a um saber dirigido: privilégio enorme, quase injusto, num momento em que o ensino das letras está dilacerado até o cansaço, entre as pressões da demanda tecnocrática e o desejo revolucionário de seus estudantes. Sem dúvida, ensinar, falar simplesmente, fora de toda sanção institucional, não constitui uma atividade que seja, por direito, pura de qualquer poder: o poder aí está, emboscado em todo e qualquer discurso, mesmo quando este parte de um lugar fora do poder. Assim, quanto mais livre for esse ensino, tanto mais será necessário indagar- -se sob que condições e segundo que operações o discurso pode despojar-se de todo desejo de agarrar. Esta interrogação constitui, a meu ver, o projeto profundo do ensino que hoje se inaugura.
(Roland Barthes. Aula, 2013. Adaptado)
Considere as reescritas de informações do texto:
• Uma outra alegria que vem ____ mim hoje, mais grave porque mais responsável: a de chegar ____ uma instituição que pode ser dita rigorosamente: fora do poder.
• O professor dedica-se aqui ____ pesquisa e não ____ outra atividade.
• Eu diria prazerosamente de sonhar alto sua pesquisa – não de julgar, de escolher, de promover, de sujeitar-se ____ sabedoria dirigida.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com:
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Leia o texto para responder às questões de números 15 a 20.
Uma outra alegria que me vem hoje, mais grave porque mais responsável: a de entrar num lugar que pode ser dito rigorosamente: fora do poder. Pois se me é permitido interpretar, por minha vez, o Colégio, direi que, na ordem das instituições, ele é como uma das últimas astúcias da História: a honra é geralmente uma sobra do poder; aqui, ela é sua subtração, sua parte intocada: o professor não tem aqui outra atividade senão a de pesquisar e de falar – eu diria prazerosamente de sonhar alto sua pesquisa – não de julgar, de escolher, de promover, de sujeitar-se a um saber dirigido: privilégio enorme, quase injusto, num momento em que o ensino das letras está dilacerado até o cansaço, entre as pressões da demanda tecnocrática e o desejo revolucionário de seus estudantes. Sem dúvida, ensinar, falar simplesmente, fora de toda sanção institucional, não constitui uma atividade que seja, por direito, pura de qualquer poder: o poder aí está, emboscado em todo e qualquer discurso, mesmo quando este parte de um lugar fora do poder. Assim, quanto mais livre for esse ensino, tanto mais será necessário indagar- -se sob que condições e segundo que operações o discurso pode despojar-se de todo desejo de agarrar. Esta interrogação constitui, a meu ver, o projeto profundo do ensino que hoje se inaugura.
(Roland Barthes. Aula, 2013. Adaptado)
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, são acentuadas as proparoxítonas aparentes, devidamente exemplificadas com os seguintes termos do texto:
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Leia o texto para responder às questões de números 15 a 20.
Uma outra alegria que me vem hoje, mais grave porque mais responsável: a de entrar num lugar que pode ser dito rigorosamente: fora do poder. Pois se me é permitido interpretar, por minha vez, o Colégio, direi que, na ordem das instituições, ele é como uma das últimas astúcias da História: a honra é geralmente uma sobra do poder; aqui, ela é sua subtração, sua parte intocada: o professor não tem aqui outra atividade senão a de pesquisar e de falar – eu diria prazerosamente de sonhar alto sua pesquisa – não de julgar, de escolher, de promover, de sujeitar-se a um saber dirigido: privilégio enorme, quase injusto, num momento em que o ensino das letras está dilacerado até o cansaço, entre as pressões da demanda tecnocrática e o desejo revolucionário de seus estudantes. Sem dúvida, ensinar, falar simplesmente, fora de toda sanção institucional, não constitui uma atividade que seja, por direito, pura de qualquer poder: o poder aí está, emboscado em todo e qualquer discurso, mesmo quando este parte de um lugar fora do poder. Assim, quanto mais livre for esse ensino, tanto mais será necessário indagar- -se sob que condições e segundo que operações o discurso pode despojar-se de todo desejo de agarrar. Esta interrogação constitui, a meu ver, o projeto profundo do ensino que hoje se inaugura.
(Roland Barthes. Aula, 2013. Adaptado)
Considere as passagens:
• Uma outra alegria que me vem hoje, mais grave porque mais responsável...
• ... o ensino das letras está dilacerado até o cansaço...
• Sem dúvida, ensinar, falar simplesmente, fora de toda sanção institucional...
• ... o poder aí está, emboscado em todo e qualquer discurso...
Os termos destacados significam, correta e respectivamente:
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Assinale a alternativa em que o termo destacado está corretamente empregado.
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A variação linguística tem que ser objeto e objetivo do ensino de língua: uma educação linguística voltada para a construção da cidadania numa sociedade verdadeiramente democrática não pode desconsiderar que os modos de falar dos diferentes grupos sociais constituem elementos fundamentais da identidade cultural da comunidade e dos indivíduos particulares, e que denegrir ou condenar uma variedade linguística equivale a denegrir e a condenar os seres humanos que a falam, como se fossem incapazes, deficientes ou menos inteligentes...
(Marcos Bagno. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. Adaptado)
Em sua argumentação, o autor defende uma concepção de língua que
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Assinale a alternativa em que o enunciado está em consonância com a norma-padrão de flexão verbal.
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A regência nominal está em conformidade com a norma-padrão em:
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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 10.
Jornalista vai à “caça” de tuiuiús para vivenciar a poesia de Manoel de Barros
No início de maio, em uma oportunidade ímpar, fui tentar ver na fauna e na flora o que o poeta Manoel de Barros queria dizer em seus versos.
A pousada onde me hospedei fazia jus à sua reputação de refúgio ecológico: conforto apenas o suficiente, mas sem suprimir o ecossistema à sua volta. O estabelecimento espremeu-se entre um brejo e outro para não espantar os animais. E podíamos vê-los em todo canto. Andando uma noite entre as trilhas de pedra, vi uma das capivaras dormindo no gramado de barriga para cima, parecendo o meu cachorro de apartamento. A pousada integrou-se ao Pantanal e passou a fazer parte dele.
Mas estranhei um fato: onde estavam os tuiuiús? Estampados em todas as camisetas, chapéus, chaveiros, pendurados em quadros nas paredes e encravados nos bancos de madeira, o único vislumbre que tive dessa ave durou segundos, porque ela estava muito distante, voando muito alto e rápido. Os tuiuiús não deviam estar tomando café da manhã com a gente, de tão abundantes naquela região?
(Stéfanie Medeiros. https://olharconceito.com.br/noticias, 03.06.2013. Adaptado)
Considere as passagens do texto:
• ... fui tentar ver na fauna e na flora o que o poeta Manoel de Barros queria dizer em seus versos. (1º parágrafo)
• Andando uma noite entre as trilhas de pedra, vi uma das capivaras dormindo no gramado... (2º parágrafo)
• ... o único vislumbre que tive dessa ave durou segundos... (3º parágrafo)
O feminino de “poeta”, o aumentativo de “pedra” e o diminutivo de “ave” são, correta e respectivamente:
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Leia o texto para responder às questões de números 04 a 10.
Jornalista vai à “caça” de tuiuiús para vivenciar a poesia de Manoel de Barros
No início de maio, em uma oportunidade ímpar, fui tentar ver na fauna e na flora o que o poeta Manoel de Barros queria dizer em seus versos.
A pousada onde me hospedei fazia jus à sua reputação de refúgio ecológico: conforto apenas o suficiente, mas sem suprimir o ecossistema à sua volta. O estabelecimento espremeu-se entre um brejo e outro para não espantar os animais. E podíamos vê-los em todo canto. Andando uma noite entre as trilhas de pedra, vi uma das capivaras dormindo no gramado de barriga para cima, parecendo o meu cachorro de apartamento. A pousada integrou-se ao Pantanal e passou a fazer parte dele.
Mas estranhei um fato: onde estavam os tuiuiús? Estampados em todas as camisetas, chapéus, chaveiros, pendurados em quadros nas paredes e encravados nos bancos de madeira, o único vislumbre que tive dessa ave durou segundos, porque ela estava muito distante, voando muito alto e rápido. Os tuiuiús não deviam estar tomando café da manhã com a gente, de tão abundantes naquela região?
(Stéfanie Medeiros. https://olharconceito.com.br/noticias, 03.06.2013. Adaptado)
Há pronome oblíquo átono empregado como complemento do verbo na passagem:
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