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Um levantamento foi realizado em três comunidades para a verificação da realidade vacinal dos habitantes. A tabela a seguir mostra os resultados obtidos.
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Comunidades | Número de indivíduos que responderam à enquete | Número de indivíduos que estavam com a vacinação completa |
1 | 380 | 325 |
2 | 420 | 392 |
3 | 535 | 417 |
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Considerando a porcentagem de indivíduos com a vacinação completa dentre os entrevistados em cada comunidade, a ordenação das comunidades, da maior para a menor porcentagem, é
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A tabela mostra a quantidade de água e a quantidade de sal que foram colocadas em cada um de quatro vasilhames.
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Vasilhames | Quantidade de água por vasilhame, em ml | Quantidade de sal acrescentada em cada vasilhame, em g |
1 | 210 | 6,2 |
2 | 360 | 7,4 |
3 | 190 | 4,3 |
4 | 440 | 10,9 |
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Suponha que todo o sal foi dissolvido na água e que o conteúdo desses quatro vasilhames foi colocado em um único vasilhame. Retirando-se 800 mL dessa água com sal, é correto afirmar que a quantidade de sal, em gramas, que foi retirada corresponde a
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- Interpretação de TextosFiguras e Vícios de LinguagemFiguras de LinguagemIronia
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemLinguagem Verbal e Não Verbal
- Interpretação de TextosVariação da LinguagemTemas e Figuras
Leia a charge, para responder à questão de número 08.
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(Henfil. Disponível em:
https://www.pinturasdoauwe.com.br/. Acesso em: 19.11.21)
O efeito de sentido de humor da tira caracteriza-se como
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Assinale a alternativa que reescreve o trecho destacado no enunciado – A vida pode ser mais leve, a menos que nos deixemos levar pelo ressentimento. –, preservando a relação de sentido nele expressa.
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- SintaxeConcordânciaConcordância Verbal
- SintaxeConcordânciaConcordância Nominal
- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 06.
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No dia em que digito esse trabalho, fim de um março chuvoso em uma tarde de sábado, com certeza vivemos tempos sombrios gerados pela pandemia. Na esperança, talvez, de que mais adiante, lido por um raro leitor, o caos tenha amainado sua fúria nos dando alguma luz para clarear melhor nosso caminho.
Mas até por isso pensei que, se não fabricamos o vírus, temos que ajudar a “desfabricá-lo” e a única forma que acho para isso é a de tentar o fortalecimento interno por meio de atitudes pensadas e sentidas, que possam dar um novo rumo à nossa caminhada em meio à tragédia que zombou do mundo.
Senti-me refletindo sobre isso, levado pela solidão não consentida, esta solidão que nos põe a sós com nosso próprio íntimo, revendo fatos e pessoas a quem devemos muitas revisões de atitudes. Pensei, então, no ressentimento. Pensei nessa força reativa que impede a criação das coisas lúcidas que nos levam ao encontro de uma maior serenidade na relação com o outro, o outro que achamos que seja o nosso inferno, quando na verdade em nós mesmos é que habita a erva daninha do ressentimento.
Eu havia falado, antes, sobre o ressentimento como uma poderosa força reativa dentro de nós. É então que me vem o pensamento de Nietzsche, em uma interpretação genial sobre o que ele chamou de forças ativas e reativas, em permanente luta nos puxando de um para outro lado, até que possamos atingir um equilíbrio entre elas.
Forças ativas são nossas forças interiores que podem criar, recriar, fazer desabrochar para a vida tudo aquilo de que mais gostamos, que seriam interpretadas como uma necessidade imperiosa de deixarmos de ser aquilo que não somos, de realizarmos desejos nunca realizados, em vista da censura do sistema de qualquer natureza.
Seria a vida em expansão, mas então deparamos com as forças reativas que impedem esse desabrochar para o futuro, que nos mostram como seria difícil sentir a incompreensão e estar à margem, como seria mais seguro não contestar o sistema e adequar-se a ele para nossa comodidade. Ficamos, então, sempre voltados para o passado, de costas para o futuro.
Quando falei em ressentimento, falava justamente de estar preso às amarras do passado, ressentindo algo que não passa, seja o perdão, seja a aceitação, seja o esquecimento. Ele é uma forte amostra destas forças reativas que impedem a caminhada, nos deixando enredados na teia da inútil mágoa que aprisiona.
Nestes tempos de pandemia, em que naturalmente aumentam nosso tédio, nossa raiva e nossa solidão por estarmos distantes do que vivíamos antes, penso que seria uma boa coisa nos refazermos de velhas e desgastadas atitudes. A situação caótica em que vivemos vai passar e, quando passar, espero que passemos também com um melhor uso de nossas forças ativas, que nunca deixarão de existir, mas que terão sempre pela frente a censura das forças reativas. Mas a gente chega lá, pois como disse o próprio Nietzsche, “é preciso que haja o Caos para enxergarmos melhor as estrelas”.
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(Wilson Daher, Reflexões nietzschenianas.
Revista Kapiuara, vol. VI. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o trecho entre colchetes reescreve o destacado, adotando expressão linguística compatível com a norma-padrão de concordância.
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- Interpretação de TextosSubstituição/Reescritura de TextoReorganização e Reescrita de Orações e Períodos
Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 06.
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No dia em que digito esse trabalho, fim de um março chuvoso em uma tarde de sábado, com certeza vivemos tempos sombrios gerados pela pandemia. Na esperança, talvez, de que mais adiante, lido por um raro leitor, o caos tenha amainado sua fúria nos dando alguma luz para clarear melhor nosso caminho.
Mas até por isso pensei que, se não fabricamos o vírus, temos que ajudar a “desfabricá-lo” e a única forma que acho para isso é a de tentar o fortalecimento interno por meio de atitudes pensadas e sentidas, que possam dar um novo rumo à nossa caminhada em meio à tragédia que zombou do mundo.
Senti-me refletindo sobre isso, levado pela solidão não consentida, esta solidão que nos põe a sós com nosso próprio íntimo, revendo fatos e pessoas a quem devemos muitas revisões de atitudes. Pensei, então, no ressentimento. Pensei nessa força reativa que impede a criação das coisas lúcidas que nos levam ao encontro de uma maior serenidade na relação com o outro, o outro que achamos que seja o nosso inferno, quando na verdade em nós mesmos é que habita a erva daninha do ressentimento.
Eu havia falado, antes, sobre o ressentimento como uma poderosa força reativa dentro de nós. É então que me vem o pensamento de Nietzsche, em uma interpretação genial sobre o que ele chamou de forças ativas e reativas, em permanente luta nos puxando de um para outro lado, até que possamos atingir um equilíbrio entre elas.
Forças ativas são nossas forças interiores que podem criar, recriar, fazer desabrochar para a vida tudo aquilo de que mais gostamos, que seriam interpretadas como uma necessidade imperiosa de deixarmos de ser aquilo que não somos, de realizarmos desejos nunca realizados, em vista da censura do sistema de qualquer natureza.
Seria a vida em expansão, mas então deparamos com as forças reativas que impedem esse desabrochar para o futuro, que nos mostram como seria difícil sentir a incompreensão e estar à margem, como seria mais seguro não contestar o sistema e adequar-se a ele para nossa comodidade. Ficamos, então, sempre voltados para o passado, de costas para o futuro.
Quando falei em ressentimento, falava justamente de estar preso às amarras do passado, ressentindo algo que não passa, seja o perdão, seja a aceitação, seja o esquecimento. Ele é uma forte amostra destas forças reativas que impedem a caminhada, nos deixando enredados na teia da inútil mágoa que aprisiona.
Nestes tempos de pandemia, em que naturalmente aumentam nosso tédio, nossa raiva e nossa solidão por estarmos distantes do que vivíamos antes, penso que seria uma boa coisa nos refazermos de velhas e desgastadas atitudes. A situação caótica em que vivemos vai passar e, quando passar, espero que passemos também com um melhor uso de nossas forças ativas, que nunca deixarão de existir, mas que terão sempre pela frente a censura das forças reativas. Mas a gente chega lá, pois como disse o próprio Nietzsche, “é preciso que haja o Caos para enxergarmos melhor as estrelas”.
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(Wilson Daher, Reflexões nietzschenianas.
Revista Kapiuara, vol. VI. Adaptado)
A adoção de uma expressão linguística que dê destaque ao assunto e dissipe a presença do enunciador terá como reescrita livre, adequada e de acordo com a norma-padrão, a contida em:
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Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 06.
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No dia em que digito esse trabalho, fim de um março chuvoso em uma tarde de sábado, com certeza vivemos tempos sombrios gerados pela pandemia. Na esperança, talvez, de que mais adiante, lido por um raro leitor, o caos tenha amainado sua fúria nos dando alguma luz para clarear melhor nosso caminho.
Mas até por isso pensei que, se não fabricamos o vírus, temos que ajudar a “desfabricá-lo” e a única forma que acho para isso é a de tentar o fortalecimento interno por meio de atitudes pensadas e sentidas, que possam dar um novo rumo à nossa caminhada em meio à tragédia que zombou do mundo.
Senti-me refletindo sobre isso, levado pela solidão não consentida, esta solidão que nos põe a sós com nosso próprio íntimo, revendo fatos e pessoas a quem devemos muitas revisões de atitudes. Pensei, então, no ressentimento. Pensei nessa força reativa que impede a criação das coisas lúcidas que nos levam ao encontro de uma maior serenidade na relação com o outro, o outro que achamos que seja o nosso inferno, quando na verdade em nós mesmos é que habita a erva daninha do ressentimento.
Eu havia falado, antes, sobre o ressentimento como uma poderosa força reativa dentro de nós. É então que me vem o pensamento de Nietzsche, em uma interpretação genial sobre o que ele chamou de forças ativas e reativas, em permanente luta nos puxando de um para outro lado, até que possamos atingir um equilíbrio entre elas.
Forças ativas são nossas forças interiores que podem criar, recriar, fazer desabrochar para a vida tudo aquilo de que mais gostamos, que seriam interpretadas como uma necessidade imperiosa de deixarmos de ser aquilo que não somos, de realizarmos desejos nunca realizados, em vista da censura do sistema de qualquer natureza.
Seria a vida em expansão, mas então deparamos com as forças reativas que impedem esse desabrochar para o futuro, que nos mostram como seria difícil sentir a incompreensão e estar à margem, como seria mais seguro não contestar o sistema e adequar-se a ele para nossa comodidade. Ficamos, então, sempre voltados para o passado, de costas para o futuro.
Quando falei em ressentimento, falava justamente de estar preso às amarras do passado, ressentindo algo que não passa, seja o perdão, seja a aceitação, seja o esquecimento. Ele é uma forte amostra destas forças reativas que impedem a caminhada, nos deixando enredados na teia da inútil mágoa que aprisiona.
Nestes tempos de pandemia, em que naturalmente aumentam nosso tédio, nossa raiva e nossa solidão por estarmos distantes do que vivíamos antes, penso que seria uma boa coisa nos refazermos de velhas e desgastadas atitudes. A situação caótica em que vivemos vai passar e, quando passar, espero que passemos também com um melhor uso de nossas forças ativas, que nunca deixarão de existir, mas que terão sempre pela frente a censura das forças reativas. Mas a gente chega lá, pois como disse o próprio Nietzsche, “é preciso que haja o Caos para enxergarmos melhor as estrelas”.
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(Wilson Daher, Reflexões nietzschenianas.
Revista Kapiuara, vol. VI. Adaptado)
É correto concluir que o artigo
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- SintaxeColocação PronominalPronomes Oblíquos ÁtonosPróclise
- SintaxeColocação PronominalPronomes Oblíquos ÁtonosÊnclise
- SintaxeRegênciaRegência Verbal
- SintaxeCraseCasos Obrigatórios
Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 06.
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No dia em que digito esse trabalho, fim de um março chuvoso em uma tarde de sábado, com certeza vivemos tempos sombrios gerados pela pandemia. Na esperança, talvez, de que mais adiante, lido por um raro leitor, o caos tenha amainado sua fúria nos dando alguma luz para clarear melhor nosso caminho.
Mas até por isso pensei que, se não fabricamos o vírus, temos que ajudar a “desfabricá-lo” e a única forma que acho para isso é a de tentar o fortalecimento interno por meio de atitudes pensadas e sentidas, que possam dar um novo rumo à nossa caminhada em meio à tragédia que zombou do mundo.
Senti-me refletindo sobre isso, levado pela solidão não consentida, esta solidão que nos põe a sós com nosso próprio íntimo, revendo fatos e pessoas a quem devemos muitas revisões de atitudes. Pensei, então, no ressentimento. Pensei nessa força reativa que impede a criação das coisas lúcidas que nos levam ao encontro de uma maior serenidade na relação com o outro, o outro que achamos que seja o nosso inferno, quando na verdade em nós mesmos é que habita a erva daninha do ressentimento.
Eu havia falado, antes, sobre o ressentimento como uma poderosa força reativa dentro de nós. É então que me vem o pensamento de Nietzsche, em uma interpretação genial sobre o que ele chamou de forças ativas e reativas, em permanente luta nos puxando de um para outro lado, até que possamos atingir um equilíbrio entre elas.
Forças ativas são nossas forças interiores que podem criar, recriar, fazer desabrochar para a vida tudo aquilo de que mais gostamos, que seriam interpretadas como uma necessidade imperiosa de deixarmos de ser aquilo que não somos, de realizarmos desejos nunca realizados, em vista da censura do sistema de qualquer natureza.
Seria a vida em expansão, mas então deparamos com as forças reativas que impedem esse desabrochar para o futuro, que nos mostram como seria difícil sentir a incompreensão e estar à margem, como seria mais seguro não contestar o sistema e adequar-se a ele para nossa comodidade. Ficamos, então, sempre voltados para o passado, de costas para o futuro.
Quando falei em ressentimento, falava justamente de estar preso às amarras do passado, ressentindo algo que não passa, seja o perdão, seja a aceitação, seja o esquecimento. Ele é uma forte amostra destas forças reativas que impedem a caminhada, nos deixando enredados na teia da inútil mágoa que aprisiona.
Nestes tempos de pandemia, em que naturalmente aumentam nosso tédio, nossa raiva e nossa solidão por estarmos distantes do que vivíamos antes, penso que seria uma boa coisa nos refazermos de velhas e desgastadas atitudes. A situação caótica em que vivemos vai passar e, quando passar, espero que passemos também com um melhor uso de nossas forças ativas, que nunca deixarão de existir, mas que terão sempre pela frente a censura das forças reativas. Mas a gente chega lá, pois como disse o próprio Nietzsche, “é preciso que haja o Caos para enxergarmos melhor as estrelas”.
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(Wilson Daher, Reflexões nietzschenianas.
Revista Kapiuara, vol. VI. Adaptado)
Com foco em aspectos formais do uso da língua portuguesa, assinale a alternativa que substitui as passagens destacadas no trecho transcrito, obedecendo à norma-padrão de regência, colocação pronominal e emprego do sinal de crase.
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Pensei nessa força reativa que impede a criação das coisas lúcidas que nos levam ao encontro de uma maior serenidade na relação com o outro, o outro que achamos que seja o nosso inferno, quando na verdade em nós mesmos é que habita a erva daninha do ressentimento.
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- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisArtigo Científico
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualGêneros TextuaisArtigo de Opinião
- Interpretação de TextosTipologia e Gênero TextualTipologias TextuaisTexto Dissertativo-argumentativoEstratégias Argumentativas
Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 06.
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No dia em que digito esse trabalho, fim de um março chuvoso em uma tarde de sábado, com certeza vivemos tempos sombrios gerados pela pandemia. Na esperança, talvez, de que mais adiante, lido por um raro leitor, o caos tenha amainado sua fúria nos dando alguma luz para clarear melhor nosso caminho.
Mas até por isso pensei que, se não fabricamos o vírus, temos que ajudar a “desfabricá-lo” e a única forma que acho para isso é a de tentar o fortalecimento interno por meio de atitudes pensadas e sentidas, que possam dar um novo rumo à nossa caminhada em meio à tragédia que zombou do mundo.
Senti-me refletindo sobre isso, levado pela solidão não consentida, esta solidão que nos põe a sós com nosso próprio íntimo, revendo fatos e pessoas a quem devemos muitas revisões de atitudes. Pensei, então, no ressentimento. Pensei nessa força reativa que impede a criação das coisas lúcidas que nos levam ao encontro de uma maior serenidade na relação com o outro, o outro que achamos que seja o nosso inferno, quando na verdade em nós mesmos é que habita a erva daninha do ressentimento.
Eu havia falado, antes, sobre o ressentimento como uma poderosa força reativa dentro de nós. É então que me vem o pensamento de Nietzsche, em uma interpretação genial sobre o que ele chamou de forças ativas e reativas, em permanente luta nos puxando de um para outro lado, até que possamos atingir um equilíbrio entre elas.
Forças ativas são nossas forças interiores que podem criar, recriar, fazer desabrochar para a vida tudo aquilo de que mais gostamos, que seriam interpretadas como uma necessidade imperiosa de deixarmos de ser aquilo que não somos, de realizarmos desejos nunca realizados, em vista da censura do sistema de qualquer natureza.
Seria a vida em expansão, mas então deparamos com as forças reativas que impedem esse desabrochar para o futuro, que nos mostram como seria difícil sentir a incompreensão e estar à margem, como seria mais seguro não contestar o sistema e adequar-se a ele para nossa comodidade. Ficamos, então, sempre voltados para o passado, de costas para o futuro.
Quando falei em ressentimento, falava justamente de estar preso às amarras do passado, ressentindo algo que não passa, seja o perdão, seja a aceitação, seja o esquecimento. Ele é uma forte amostra destas forças reativas que impedem a caminhada, nos deixando enredados na teia da inútil mágoa que aprisiona.
Nestes tempos de pandemia, em que naturalmente aumentam nosso tédio, nossa raiva e nossa solidão por estarmos distantes do que vivíamos antes, penso que seria uma boa coisa nos refazermos de velhas e desgastadas atitudes. A situação caótica em que vivemos vai passar e, quando passar, espero que passemos também com um melhor uso de nossas forças ativas, que nunca deixarão de existir, mas que terão sempre pela frente a censura das forças reativas. Mas a gente chega lá, pois como disse o próprio Nietzsche, “é preciso que haja o Caos para enxergarmos melhor as estrelas”.
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(Wilson Daher, Reflexões nietzschenianas.
Revista Kapiuara, vol. VI. Adaptado)
É comum que artigos de opinião e textos de base científica façam citação de autores de renome; trata-se
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Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 06.
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No dia em que digito esse trabalho, fim de um março chuvoso em uma tarde de sábado, com certeza vivemos tempos sombrios gerados pela pandemia. Na esperança, talvez, de que mais adiante, lido por um raro leitor, o caos tenha amainado sua fúria nos dando alguma luz para clarear melhor nosso caminho.
Mas até por isso pensei que, se não fabricamos o vírus, temos que ajudar a “desfabricá-lo” e a única forma que acho para isso é a de tentar o fortalecimento interno por meio de atitudes pensadas e sentidas, que possam dar um novo rumo à nossa caminhada em meio à tragédia que zombou do mundo.
Senti-me refletindo sobre isso, levado pela solidão não consentida, esta solidão que nos põe a sós com nosso próprio íntimo, revendo fatos e pessoas a quem devemos muitas revisões de atitudes. Pensei, então, no ressentimento. Pensei nessa força reativa que impede a criação das coisas lúcidas que nos levam ao encontro de uma maior serenidade na relação com o outro, o outro que achamos que seja o nosso inferno, quando na verdade em nós mesmos é que habita a erva daninha do ressentimento.
Eu havia falado, antes, sobre o ressentimento como uma poderosa força reativa dentro de nós. É então que me vem o pensamento de Nietzsche, em uma interpretação genial sobre o que ele chamou de forças ativas e reativas, em permanente luta nos puxando de um para outro lado, até que possamos atingir um equilíbrio entre elas.
Forças ativas são nossas forças interiores que podem criar, recriar, fazer desabrochar para a vida tudo aquilo de que mais gostamos, que seriam interpretadas como uma necessidade imperiosa de deixarmos de ser aquilo que não somos, de realizarmos desejos nunca realizados, em vista da censura do sistema de qualquer natureza.
Seria a vida em expansão, mas então deparamos com as forças reativas que impedem esse desabrochar para o futuro, que nos mostram como seria difícil sentir a incompreensão e estar à margem, como seria mais seguro não contestar o sistema e adequar-se a ele para nossa comodidade. Ficamos, então, sempre voltados para o passado, de costas para o futuro.
Quando falei em ressentimento, falava justamente de estar preso às amarras do passado, ressentindo algo que não passa, seja o perdão, seja a aceitação, seja o esquecimento. Ele é uma forte amostra destas forças reativas que impedem a caminhada, nos deixando enredados na teia da inútil mágoa que aprisiona.
Nestes tempos de pandemia, em que naturalmente aumentam nosso tédio, nossa raiva e nossa solidão por estarmos distantes do que vivíamos antes, penso que seria uma boa coisa nos refazermos de velhas e desgastadas atitudes. A situação caótica em que vivemos vai passar e, quando passar, espero que passemos também com um melhor uso de nossas forças ativas, que nunca deixarão de existir, mas que terão sempre pela frente a censura das forças reativas. Mas a gente chega lá, pois como disse o próprio Nietzsche, “é preciso que haja o Caos para enxergarmos melhor as estrelas”.
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(Wilson Daher, Reflexões nietzschenianas.
Revista Kapiuara, vol. VI. Adaptado)
A oposição entre forças ativas e reativas representa, segundo o texto,
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