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Um cão atravessava um rio com um pedaço de carne na boca. Ao ver sua própria sombra no fundo da água, ele pensou se tratar de outro cão carregando um pedaço de carne maior ainda.
Então deixou sua caça cair e saltou para pegar a do outro animal. Evidentemente, ficou sem nenhum dos dois pedaços de carne: um não existia, e o outro tinha sido levado pela correnteza.
(Esopo. Fábulas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013)
Ao ver sua própria sombra no fundo da água, ele pensou se tratar de outro cão carregando um pedaço de carne maior ainda.
Em relação ao trecho que a sucede, a oração sublinhada expressa ideia de
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Um cão atravessava um rio com um pedaço de carne na boca. Ao ver sua própria sombra no fundo da água, ele pensou se tratar de outro cão carregando um pedaço de carne maior ainda.
Então deixou sua caça cair e saltou para pegar a do outro animal. Evidentemente, ficou sem nenhum dos dois pedaços de carne: um não existia, e o outro tinha sido levado pela correnteza.
(Esopo. Fábulas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013)
Na fábula, está implícita uma crítica à
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Um cão atravessava um rio com um pedaço de carne na boca. Ao ver sua própria sombra no fundo da água, ele pensou se tratar de outro cão carregando um pedaço de carne maior ainda.
Então deixou sua caça cair e saltou para pegar a do outro animal. Evidentemente, ficou sem nenhum dos dois pedaços de carne: um não existia, e o outro tinha sido levado pela correnteza.
(Esopo. Fábulas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013)
Considere os ditados populares abaixo.
I. Quem muito abarca, pouco abraça.
II. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
III. Nada tem quem nada lhe basta.
IV. Cão que ladra não morde.
V. Há males que vem para o bem.
Poderiam servir como moral para a fábula acima os seguintes ditados populares:
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“Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso curou o doente, ele receberá dez siclos [unidade de peso usado no antigo Oriente] de prata se o paciente for um homem livre; cinco siclos se for um descendente de plebeus; dois siclos se for um escravo. Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso causou a morte da pessoa, então suas mãos serão cortadas, se se tratar de um homem livre, ou deverá fornecer outro escravo, se se tratar do escravo de um plebeu.”
Trechos do código de Hamurabi, escrito na Mesopotâmia por volta de 1.700 a.C. Várias civilizações desenvolveram-se na região entre o Tigre e o Eufrates, e muitas delas chegaram a um alto grau de sofisticação em termos de arquitetura e arte. Ali surgiram conceitos básicos de matemática; ali foram feitas importantes colaborações à astronomia e à metalurgia. Em termos de saúde e doença, contudo, esses povos compartilhavam a crença geral do mundo antigo, segundo a qual a enfermidade era um castigo imposto pelos deuses aos pecadores. Demônios encarregavam-se de proporcionar males específicos: Nergal trazia a febre, Namtaru, dor de garganta, Tiu, dor de cabeça. Havia divindades da cura, Ningishzida, cujo símbolo era uma cobra de duas cabeças – a serpente viria a se tornar depois o emblema da medicina.
Os médicos da Mesopotâmia recorriam aos métodos divinatórios para descobrir o pecado cometido pelo doente; para isso, inspecionavam as entranhas de animais abatidos para apaziguar os deuses. Os médicos se dividiam em três categorias: o baru encarregava-se dos procedimentos divinatórios, o ashipu realizava o exorcismo e o asu fazia as curas propriamente ditas, nas quais, além de preces e rituais, várias substâncias eram usadas. O código de Hamurabi mostra que vários tipos de operações eram feitas. Que o resultado nem sempre era satisfatório, mostram as punições prescritas para o caso de fracasso. Cortar as mãos é uma pena até hoje aplicada no Oriente Médio (para ladrões); no caso, destinava-se obviamente a evitar que um doutor desastrado repetisse o erro. Mas o pagamento também era compensador, quando se considera que um artesão ganhava um décimo de siclo por dia, segundo os documentos da época.
(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1996)
Considerando a oração centrada no verbo em negrito, exerce a função sintática de sujeito o trecho sublinhado em:
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“Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso curou o doente, ele receberá dez siclos [unidade de peso usado no antigo Oriente] de prata se o paciente for um homem livre; cinco siclos se for um descendente de plebeus; dois siclos se for um escravo. Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso causou a morte da pessoa, então suas mãos serão cortadas, se se tratar de um homem livre, ou deverá fornecer outro escravo, se se tratar do escravo de um plebeu.”
Trechos do código de Hamurabi, escrito na Mesopotâmia por volta de 1.700 a.C. Várias civilizações desenvolveram-se na região entre o Tigre e o Eufrates, e muitas delas chegaram a um alto grau de sofisticação em termos de arquitetura e arte. Ali surgiram conceitos básicos de matemática; ali foram feitas importantes colaborações à astronomia e à metalurgia. Em termos de saúde e doença, contudo, esses povos compartilhavam a crença geral do mundo antigo, segundo a qual a enfermidade era um castigo imposto pelos deuses aos pecadores. Demônios encarregavam-se de proporcionar males específicos: Nergal trazia a febre, Namtaru, dor de garganta, Tiu, dor de cabeça. Havia divindades da cura, Ningishzida, cujo símbolo era uma cobra de duas cabeças – a serpente viria a se tornar depois o emblema da medicina.
Os médicos da Mesopotâmia recorriam aos métodos divinatórios para descobrir o pecado cometido pelo doente; para isso, inspecionavam as entranhas de animais abatidos para apaziguar os deuses. Os médicos se dividiam em três categorias: o baru encarregava-se dos procedimentos divinatórios, o ashipu realizava o exorcismo e o asu fazia as curas propriamente ditas, nas quais, além de preces e rituais, várias substâncias eram usadas. O código de Hamurabi mostra que vários tipos de operações eram feitas. Que o resultado nem sempre era satisfatório, mostram as punições prescritas para o caso de fracasso. Cortar as mãos é uma pena até hoje aplicada no Oriente Médio (para ladrões); no caso, destinava-se obviamente a evitar que um doutor desastrado repetisse o erro. Mas o pagamento também era compensador, quando se considera que um artesão ganhava um décimo de siclo por dia, segundo os documentos da época.
(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1996)
Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:
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“Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso curou o doente, ele receberá dez siclos [unidade de peso usado no antigo Oriente] de prata se o paciente for um homem livre; cinco siclos se for um descendente de plebeus; dois siclos se for um escravo. Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso causou a morte da pessoa, então suas mãos serão cortadas, se se tratar de um homem livre, ou deverá fornecer outro escravo, se se tratar do escravo de um plebeu.”
Trechos do código de Hamurabi, escrito na Mesopotâmia por volta de 1.700 a.C. Várias civilizações desenvolveram-se na região entre o Tigre e o Eufrates, e muitas delas chegaram a um alto grau de sofisticação em termos de arquitetura e arte. Ali surgiram conceitos básicos de matemática; ali foram feitas importantes colaborações à astronomia e à metalurgia. Em termos de saúde e doença, contudo, esses povos compartilhavam a crença geral do mundo antigo, segundo a qual a enfermidade era um castigo imposto pelos deuses aos pecadores. Demônios encarregavam-se de proporcionar males específicos: Nergal trazia a febre, Namtaru, dor de garganta, Tiu, dor de cabeça. Havia divindades da cura, Ningishzida, cujo símbolo era uma cobra de duas cabeças – a serpente viria a se tornar depois o emblema da medicina.
Os médicos da Mesopotâmia recorriam aos métodos divinatórios para descobrir o pecado cometido pelo doente; para isso, inspecionavam as entranhas de animais abatidos para apaziguar os deuses. Os médicos se dividiam em três categorias: o baru encarregava-se dos procedimentos divinatórios, o ashipu realizava o exorcismo e o asu fazia as curas propriamente ditas, nas quais, além de preces e rituais, várias substâncias eram usadas. O código de Hamurabi mostra que vários tipos de operações eram feitas. Que o resultado nem sempre era satisfatório, mostram as punições prescritas para o caso de fracasso. Cortar as mãos é uma pena até hoje aplicada no Oriente Médio (para ladrões); no caso, destinava-se obviamente a evitar que um doutor desastrado repetisse o erro. Mas o pagamento também era compensador, quando se considera que um artesão ganhava um décimo de siclo por dia, segundo os documentos da época.
(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1996)
Os médicos da Mesopotâmia recorriam aos métodos divinatórios para descobrir o pecado cometido pelo doente
A frase acima manterá seu sentido original e permanecerá gramaticalmente correta caso se substitua o trecho sublinhado por
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“Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso curou o doente, ele receberá dez siclos [unidade de peso usado no antigo Oriente] de prata se o paciente for um homem livre; cinco siclos se for um descendente de plebeus; dois siclos se for um escravo. Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso causou a morte da pessoa, então suas mãos serão cortadas, se se tratar de um homem livre, ou deverá fornecer outro escravo, se se tratar do escravo de um plebeu.”
Trechos do código de Hamurabi, escrito na Mesopotâmia por volta de 1.700 a.C. Várias civilizações desenvolveram-se na região entre o Tigre e o Eufrates, e muitas delas chegaram a um alto grau de sofisticação em termos de arquitetura e arte. Ali surgiram conceitos básicos de matemática; ali foram feitas importantes colaborações à astronomia e à metalurgia. Em termos de saúde e doença, contudo, esses povos compartilhavam a crença geral do mundo antigo, segundo a qual a enfermidade era um castigo imposto pelos deuses aos pecadores. Demônios encarregavam-se de proporcionar males específicos: Nergal trazia a febre, Namtaru, dor de garganta, Tiu, dor de cabeça. Havia divindades da cura, Ningishzida, cujo símbolo era uma cobra de duas cabeças – a serpente viria a se tornar depois o emblema da medicina.
Os médicos da Mesopotâmia recorriam aos métodos divinatórios para descobrir o pecado cometido pelo doente; para isso, inspecionavam as entranhas de animais abatidos para apaziguar os deuses. Os médicos se dividiam em três categorias: o baru encarregava-se dos procedimentos divinatórios, o ashipu realizava o exorcismo e o asu fazia as curas propriamente ditas, nas quais, além de preces e rituais, várias substâncias eram usadas. O código de Hamurabi mostra que vários tipos de operações eram feitas. Que o resultado nem sempre era satisfatório, mostram as punições prescritas para o caso de fracasso. Cortar as mãos é uma pena até hoje aplicada no Oriente Médio (para ladrões); no caso, destinava-se obviamente a evitar que um doutor desastrado repetisse o erro. Mas o pagamento também era compensador, quando se considera que um artesão ganhava um décimo de siclo por dia, segundo os documentos da época.
(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1996)
No trecho Em termos de saúde e doença, contudo, esses povos compartilhavam a crença geral do mundo antigo, segundo a qual a enfermidade era um castigo imposto pelos deuses aos pecadores. O termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido, por:
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“Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso curou o doente, ele receberá dez siclos [unidade de peso usado no antigo Oriente] de prata se o paciente for um homem livre; cinco siclos se for um descendente de plebeus; dois siclos se for um escravo. Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso causou a morte da pessoa, então suas mãos serão cortadas, se se tratar de um homem livre, ou deverá fornecer outro escravo, se se tratar do escravo de um plebeu.”
Trechos do código de Hamurabi, escrito na Mesopotâmia por volta de 1.700 a.C. Várias civilizações desenvolveram-se na região entre o Tigre e o Eufrates, e muitas delas chegaram a um alto grau de sofisticação em termos de arquitetura e arte. Ali surgiram conceitos básicos de matemática; ali foram feitas importantes colaborações à astronomia e à metalurgia. Em termos de saúde e doença, contudo, esses povos compartilhavam a crença geral do mundo antigo, segundo a qual a enfermidade era um castigo imposto pelos deuses aos pecadores. Demônios encarregavam-se de proporcionar males específicos: Nergal trazia a febre, Namtaru, dor de garganta, Tiu, dor de cabeça. Havia divindades da cura, Ningishzida, cujo símbolo era uma cobra de duas cabeças – a serpente viria a se tornar depois o emblema da medicina.
Os médicos da Mesopotâmia recorriam aos métodos divinatórios para descobrir o pecado cometido pelo doente; para isso, inspecionavam as entranhas de animais abatidos para apaziguar os deuses. Os médicos se dividiam em três categorias: o baru encarregava-se dos procedimentos divinatórios, o ashipu realizava o exorcismo e o asu fazia as curas propriamente ditas, nas quais, além de preces e rituais, várias substâncias eram usadas. O código de Hamurabi mostra que vários tipos de operações eram feitas. Que o resultado nem sempre era satisfatório, mostram as punições prescritas para o caso de fracasso. Cortar as mãos é uma pena até hoje aplicada no Oriente Médio (para ladrões); no caso, destinava-se obviamente a evitar que um doutor desastrado repetisse o erro. Mas o pagamento também era compensador, quando se considera que um artesão ganhava um décimo de siclo por dia, segundo os documentos da época.
(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1996)
No segundo parágrafo, há uma vírgula empregada para assinalar a elipse de um verbo. O verbo elidido é
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“Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso curou o doente, ele receberá dez siclos [unidade de peso usado no antigo Oriente] de prata se o paciente for um homem livre; cinco siclos se for um descendente de plebeus; dois siclos se for um escravo. Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso causou a morte da pessoa, então suas mãos serão cortadas, se se tratar de um homem livre, ou deverá fornecer outro escravo, se se tratar do escravo de um plebeu.”
Trechos do código de Hamurabi, escrito na Mesopotâmia por volta de 1.700 a.C. Várias civilizações desenvolveram-se na região entre o Tigre e o Eufrates, e muitas delas chegaram a um alto grau de sofisticação em termos de arquitetura e arte. Ali surgiram conceitos básicos de matemática; ali foram feitas importantes colaborações à astronomia e à metalurgia. Em termos de saúde e doença, contudo, esses povos compartilhavam a crença geral do mundo antigo, segundo a qual a enfermidade era um castigo imposto pelos deuses aos pecadores. Demônios encarregavam-se de proporcionar males específicos: Nergal trazia a febre, Namtaru, dor de garganta, Tiu, dor de cabeça. Havia divindades da cura, Ningishzida, cujo símbolo era uma cobra de duas cabeças – a serpente viria a se tornar depois o emblema da medicina.
Os médicos da Mesopotâmia recorriam aos métodos divinatórios para descobrir o pecado cometido pelo doente; para isso, inspecionavam as entranhas de animais abatidos para apaziguar os deuses. Os médicos se dividiam em três categorias: o baru encarregava-se dos procedimentos divinatórios, o ashipu realizava o exorcismo e o asu fazia as curas propriamente ditas, nas quais, além de preces e rituais, várias substâncias eram usadas. O código de Hamurabi mostra que vários tipos de operações eram feitas. Que o resultado nem sempre era satisfatório, mostram as punições prescritas para o caso de fracasso. Cortar as mãos é uma pena até hoje aplicada no Oriente Médio (para ladrões); no caso, destinava-se obviamente a evitar que um doutor desastrado repetisse o erro. Mas o pagamento também era compensador, quando se considera que um artesão ganhava um décimo de siclo por dia, segundo os documentos da época.
(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1996)
Dêiticos: expressões linguísticas cuja interpretação depende da pessoa, do lugar e do momento em que são enunciadas. Por exemplo, “eu” designa a pessoa que fala “eu”. Expressões como “aqui”, “agora” devem ser interpretadas em função de onde e em que momento se encontra o locutor, quando diz “aqui” e “agora”.
(TERRA, Ernani. Leitura do texto literário. São Paulo: Contexto, 2014)
Verifica-se a ocorrência de dêitico no seguinte trecho:
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“Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso curou o doente, ele receberá dez siclos [unidade de peso usado no antigo Oriente] de prata se o paciente for um homem livre; cinco siclos se for um descendente de plebeus; dois siclos se for um escravo. Se um médico abriu um tumor ou tratou com faca uma ferida grave e isso causou a morte da pessoa, então suas mãos serão cortadas, se se tratar de um homem livre, ou deverá fornecer outro escravo, se se tratar do escravo de um plebeu.”
Trechos do código de Hamurabi, escrito na Mesopotâmia por volta de 1.700 a.C. Várias civilizações desenvolveram-se na região entre o Tigre e o Eufrates, e muitas delas chegaram a um alto grau de sofisticação em termos de arquitetura e arte. Ali surgiram conceitos básicos de matemática; ali foram feitas importantes colaborações à astronomia e à metalurgia. Em termos de saúde e doença, contudo, esses povos compartilhavam a crença geral do mundo antigo, segundo a qual a enfermidade era um castigo imposto pelos deuses aos pecadores. Demônios encarregavam-se de proporcionar males específicos: Nergal trazia a febre, Namtaru, dor de garganta, Tiu, dor de cabeça. Havia divindades da cura, Ningishzida, cujo símbolo era uma cobra de duas cabeças – a serpente viria a se tornar depois o emblema da medicina.
Os médicos da Mesopotâmia recorriam aos métodos divinatórios para descobrir o pecado cometido pelo doente; para isso, inspecionavam as entranhas de animais abatidos para apaziguar os deuses. Os médicos se dividiam em três categorias: o baru encarregava-se dos procedimentos divinatórios, o ashipu realizava o exorcismo e o asu fazia as curas propriamente ditas, nas quais, além de preces e rituais, várias substâncias eram usadas. O código de Hamurabi mostra que vários tipos de operações eram feitas. Que o resultado nem sempre era satisfatório, mostram as punições prescritas para o caso de fracasso. Cortar as mãos é uma pena até hoje aplicada no Oriente Médio (para ladrões); no caso, destinava-se obviamente a evitar que um doutor desastrado repetisse o erro. Mas o pagamento também era compensador, quando se considera que um artesão ganhava um décimo de siclo por dia, segundo os documentos da época.
(Adaptado de: SCLIAR, Moacyr. A paixão transformada: história da medicina na literatura. São Paulo: Companhia das Letras, 1996)
No que se refere à medicina e aos conhecimentos médicos, os povos mesopotâmicos podem ser considerados
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