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Populações de uma espécie, quando isoladas por uma barreira geográfica, podem dar origem a novas espécies. De acordo com a síntese evolutiva moderna, o processo de especiação é caracterizado pelo surgimento de
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− Sabe que quantas naus esta viagem
Que tu fazes, fizerem de atrevidas,
Inimiga terão esta paragem
Com ventos e tormentas desmedidas.
E da primeira armada que passagem
Fizer por estas ondas insofridas,
Eu farei d’improviso tal castigo,
Que seja mor o dano que o perigo.
(CAMÕES, Luís Vaz de. Os Lusíadas. Canto V, estrofe 43)
Nesse momento da narrativa, em que os navegantes se dirigiam ao Cabo das Tormentas, Vasco da Gama depara com as ameaças proferidas
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Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
− “Meu pai foi à guerra!”
− “Não foi!” − “Foi!” − “Não foi!”.
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: − “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
[...]
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas...
Urra o sapo-boi:
− “Meu pai foi rei!”− “Foi!”
− “Não foi!” − “Foi!” − “Não foi!”.
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
− A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
[...]
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...
(BANDEIRA, Manuel. In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, 20.ed.)
O sapo-tanoeiro afirma: “E nunca rimo / Os termos cognatos."
No poema, são exemplos de “termos cognatos”:
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Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
− “Meu pai foi à guerra!”
− “Não foi!” − “Foi!” − “Não foi!”.
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: − “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
[...]
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas...
Urra o sapo-boi:
− “Meu pai foi rei!”− “Foi!”
− “Não foi!” − “Foi!” − “Não foi!”.
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
− A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
[...]
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...
(BANDEIRA, Manuel. In: Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, 20.ed.)
No poema,
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Quem seguir passo a passo o Romanceiro verá que nele convergem as notícias do ouro, que faz a opulência de poucos, e a fala dos oprimidos, do negro nas catas, dos povos vexados pelos tributos abusivos.
(BOSI, Alfredo. Céu, inferno. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 1988, p. 143)
No Romanceiro da Inconfidência, um trecho em que sobressai a fala do oprimido está em:
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Dizem os antigos que a lebre e o camaleão resolveram ir pelos caminhos das caravanas levando borracha para permutar pelos belos tecidos vindos de Oriente e Ocidente. Muitas vezes a acelerada lebre ultrapassou e cruzou o lento camaleão nos longos caminhos do mato, levando produtos e trazendo panos, gritando-lhe enquanto desaparecia: – Cá vou eu! Ao desafio respondia o camaleão: – Chegarei a meu tempo. Finalmente, a lebre, assim como adquiriu bonitos panos, também os perdeu, nos percalços da desordenada pressa, e anda para aí vestida dum cinzento escuro e sem cor. O lento e pautado camaleão juntou farta fazenda, e tanta e tão diferente, que ainda hoje muda, a todo o instante, panos de variado colorido.
(Tavares, Ana Paula. “A Lebre e o Camaleão”. In: Um rio preso nas mãos. São Paulo: Kapulana, 2019, edição digital)
Extrai-se do conto um preceito moral semelhante ao do provérbio:
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No século XVIII, surge um movimento literário que toma como modelo a época clássica e em que o poeta comumente adotava um nome fictício de pastor de ovelhas. Estabelecia-se também um espaço lírico, uma vida campesina e toda uma subjetividade própria a esse pastor ficcional. Surge, a partir daí, o bucolismo.
(Adaptado de: REBELLO, Ivone da Silva. Disponível em: www.ippucsp.org.br)
No trecho, apresentam-se características do movimento literário conhecido como
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− Bem, irás entendendo aos poucos a minha filosofia; no dia em que a houveres penetrado inteiramente, ah! nesse dia terás o maior prazer da vida, porque não há vinho que embriague como a verdade. Crê-me, o Humanitismo é o remate das coisas; e eu, que o formulei, sou o maior homem do mundo. Olha, vês como o meu bom Quincas Borba está olhando para mim? Não é ele, é Humanitas...
− Mas que Humanitas é esse?
− Humanitas é o princípio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível, − ou, para usar a linguagem do grande Camões:
Uma verdade que nas coisas anda,
Que mora no visíbil e invisíbil.
Pois essa substância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?
− Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...
− Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
(DE ASSIS, Machado. Quincas Borba. Edição digital)
O narrador do romance Quincas Borba pode ser classificado como onisciente, em terceira pessoa. Outra obra de Machado de Assis que apresenta esse mesmo tipo de narrador é:
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− Bem, irás entendendo aos poucos a minha filosofia; no dia em que a houveres penetrado inteiramente, ah! nesse dia terás o maior prazer da vida, porque não há vinho que embriague como a verdade. Crê-me, o Humanitismo é o remate das coisas; e eu, que o formulei, sou o maior homem do mundo. Olha, vês como o meu bom Quincas Borba está olhando para mim? Não é ele, é Humanitas...
− Mas que Humanitas é esse?
− Humanitas é o princípio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível, − ou, para usar a linguagem do grande Camões:
Uma verdade que nas coisas anda,
Que mora no visíbil e invisíbil.
Pois essa substância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?
− Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...
− Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
(DE ASSIS, Machado. Quincas Borba. Edição digital)
No texto, Quincas Borba discorre sobre sua teoria filosófica, o Humanitismo. Um dos princípios dessa teoria é o de que
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How does technology affect mental health?
Given the ubiquity of technology in daily life − particularly the internet and internet-based platforms such as social media sites and smartphone apps − mental health counselors working today likely will encounter clients who are experiencing issues that may be directly or indirectly linked to the use of digital media. According to Dr. Igor Pantic, writing in the literature review “Online Social Networking and Mental Health,” published by the U.S. National Library of Medicine, there is little doubt that the internet and social media platforms such as Facebook have had a notable impact on the way that individuals communicate.
Pantic further explained that a number of recent studies have observed a link between social media use and certain mental health problems, including anxiety and depression. Pantic is quick to assert, however, that the studies are by no means conclusive and that endeavors to understand the relationship between mental health and technology remain in their infancy.
Drawbacks aside, technology continues to improve many aspects of daily life for the better, and the arena of mental health is no exception: there are a number of observable areas in which the development of technology has helped clients take charge of their mental health care in a positive way.
While the internet can be an agent for good in terms of education and the strengthening of interpersonal relationships, internet addiction can be problematic because it can negatively impact academic success and one’s ability to communicate effectively in person. Dr. Romeo Vitalli noted that research has also observed a link between certain mental illnesses and internet addiction, including depression, low self-esteem and loneliness.
Pantic reported on one study from 2013, which found that younger adults who frequently used the social networking site Facebook tended to report feeling less happy, with the use of the social platform possibly to blame. Pantic also reported on a study that he personally was involved with that found rates of depression tended to be higher among those high school students who regularly utilized social media sites.
Pantic proffered some possible reasons for the findings, explaining that social media sites, for some individuals, can trigger feelings of low self-esteem. For example, a social media site user may see other people on the site and assume those individuals are more successful, beautiful, intelligent and so on. Pantic noted that !$ underset{......}{I} !$ these feelings are not necessarily linked to depression, there can be a relationship between them, particularly if the individuals in question already experience or are likely to experience mental health problems.
De acordo com o texto, a internet
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