Foram encontradas 593 questões.
Respondida
A osteocondrose é um distúrbio do processo normal de
ossificação endocondral. Quando evolui para a formação de
um flap (retalho) de cartilagem, a condição passa a ser
denominada Osteocondrite Dissecante (OCD). A respeito
dessa afecção, assinale a alternativa correta.
Respondida
A cirurgia é considerada a principal modalidade de tratamento
local para o câncer em cães e gatos. O cirurgião veterinário
deve ter um profundo conhecimento de anatomia, fisiologia,
técnicas de ressecção e reconstrução; do comportamento
esperado do tumor e de opções alternativas ou adjuvantes à
cirurgia.
Vail; Thamm; Liptak, 2019.
Em relação à cirurgia oncológica, assinale a alternativa
correta.
Respondida
Várias afecções acometem as estruturas da cavidade torácica
em cães e gatos, como por exemplo a torção de lobo
pulmonar e a persistência do ducto arterioso, além de massas
neoplásicas e outras enfermidades. Em relação às
abordagens cirúrgicas desta cavidade, assinale a alternativa
correta.
A
A toracotomia intercostal é a abordagem padrão quando a
exposição de uma região definida é desejada. Por
exemplo, uma torção de lobo pulmonar médio direito teria
como abordagem padrão o 6º espaço intercostal direito.
B
A esternotomia mediana é a via de acesso ideal para a
exploração bilateral do tórax, especialmente recomendada
para a ligadura do ducto torácico e cirurgias no esôfago
ou na veia cava caudal.
C
A toracotomia intercostal inicia-se com a incisão da pele e
o músculo cutâneo do tronco. Em seguida, incisam-se o
músculo latíssimo dorsal e músculos peitorais
paralelamente à incisão cutânea. A 5ª costela é
identificada no final da porção muscular do músculo
escaleno e na origem do músculo obliquo abdominal
externo. Na sequência, o músculo serrátil ventral é
incisado para expor o espaço intervertebral desejado. Os
músculos intercostais são incisados. A pleura é perfurada
e incisada e o tórax é aberto.
D
As toracotomias requerem o uso de materiais especiais.
Nas toracotomias intercostais, utilizam-se afastadores
autoestáticos, como os afastadores de Finochietto, Gosset,
Gelpi e Hohmann. Já nas esternotomias, empregam-se
serras oscilantes.
E
A toracoscopia permite tanto o diagnóstico quanto o
tratamento de diversas afecções. É possível explorar
ambos os lados do tórax com visão ampliada da pleura,
pulmões, pericárdio, estruturas mediastinais e linfonodos.
No entanto, a correção de condições primárias, como a
ligadura do ducto torácico e a pericardiectomia em
pacientes com quilotórax, ainda apresenta limitações.
Respondida
Uroabdome ou uroperitônio é o acúmulo de urina na cavidade
peritoneal. A urina pode extravasar dos rins, dos ureteres, da
bexiga e/ou da uretra proximal.
Fossum, 2021.
Em relação ao uroabdome, assinale a alternativa correta.
Respondida
Os shunts portossistêmicos congênitos geralmente se
apresentam como uma única anomalia vascular, localizada
em posição intra-hepática ou extra-hepática, estabelecendo
uma comunicação direta entre a circulação venosa portal e a
circulação sistêmica, o que resulta no desvio do fluxo
sanguíneo hepático. Com relação a essa afecção que
acomete cães e gatos, assinale a alternativa correta.
A
Em cães e gatos, aproximadamente 25% a 33% dos
shunts portossistêmicos congênitos são classificados
como intra-hepáticos. Por outro lado, os shunts congênitos
únicos extra-hepáticos correspondem a 66% a 75% dos
casos, sendo o shunt portocaval solitário de maior calibre
o tipo mais frequentemente identificado.
B
Enquanto a maioria dos shunts extra-hepáticos é
observada em cães de raças grandes, os shunts intrahepáticos são mais frequentemente encontrados em cães
de raças pequenas ou toy , como Yorkshire Terrier, Maltês,
Pug e Schnauzer miniatura.
C
Cães com shunt extra-hepático geralmente apresentam
um maior desvio do volume de sangue portal através do
shunt , o que os leva a desenvolver sinais clínicos mais
graves e em idade mais precoce do que os animais com
shunt intra-hepático.
D
Animais com shunts portossistêmicos frequentemente
apresentam alterações nos sistemas nervoso central,
gastrointestinal e urinário. Muitos manifestam sinais de
doença do trato urinário inferior, como hematúria,
estrangúria, polaquiúria ou obstrução urinária. Além disso,
são predispostos à formação de cálculos de xantina e
cistina.
E
Em gatos, os shunts intra-hepáticos são os mais
comumente identificados, embora os shunts extrahepáticos também sejam ocasionalmente relatados. Essas
anomalias parecem ser mais frequentes em raças como
Shorthair , Persa, Siamês, Himalaio e Burmese.
Respondida
A mucocele salivar ou sialocele acomete cães e gatos, sendo
classificada quanto à localização em cervical, sublingual,
faríngeana ou zigomática. Em relação a esta afecção, podese afirmar:
A
As glândulas parótida, mandibular, sublingual e
zigomática são classificadas como glândulas salivares
maiores e são de importância cirúrgica em cães e gatos. A
ruptura da glândula ou de seu respectivo ducto promovem
a formação de cistos, pelo extravasamento de seu
conteúdo, a saliva.
B
A sialocele faríngeana é incomum e possui um risco de
obstrução de vias aéreas. Após estabilização do animal a
sialocele deve ser marsupializada. As glândulas salivares
mandibular e sublingual e ductos devem ser removidas.
C
A sialocele sublingual (ou rânula) leva ao desvio da língua,
podendo resultar em dificuldade na apreensão,
mastigação e, às vezes, até a deglutição dos alimentos. O
tratamento consiste, exclusivamente, na drenagem e
marsupialização da rânula.
D
A sialocele cervical é a forma mais comum. O diagnóstico
é realizado por meio de punção e aspiração do fluido que
apresenta viscosidade semelhante à da saliva. Para o
tratamento, é imprescindível identificar o lado acometido
da glândula salivar, uma vez que a ressecção bilateral das
glândulas submandibulares, sublinguais e seus ductos
pode resultar em xerostomia significativa.
E
Nenhuma das alternativas anteriores está correta.
Respondida
Cães e gatos podem apresentar a paralisia de laringe
congênita ou adquirida. Em relação a esta afecção, é correto
afirmar:
A
A paralisia de laringe acomete cães e gatos, pode ser uni
ou bilateral e congênita ou adquirida. Lesão do núcleo
ambíguo, nervo vago ou seus ramos, ou o músculo dorsal
cricoaritenoideo, pode promover a paralisia laringeal.
B
Paralisia de laringe é mais comumente relatada em
Labrador e Golden retrievers, São Bernardo e Irish Setter;
sendo nove anos a média de idade. As cadelas são de
duas a três vezes mais acometidas do que os cães
machos.
C
Mudança na vocalização, engasgos e tosse,
especialmente durante a alimentação ou ingestão de água,
são sinais iniciais frequentemente observados em cães.
Esses sintomas costumam ser seguidos por intolerância ao
exercício. À medida que a condição progride, surge
estridor laríngeo inspiratório e, nos casos mais graves,
podem ocorrer episódios de dispneia intensa, cianose ou
síncope. A progressão do quadro clínico costuma ser
rápida e, em poucas semanas, o animal geralmente evolui
para um estado grave.
D
O tratamento cirúrgico está indicado em pacientes que
apresentam sinais clínicos de moderada a grave
intensidade. A técnica considerada padrão é a
lateralização unilateral ou bilateral da cartilagem
aritenoide, dependendo da gravidade do quadro clínico. A
lateralização bilateral tem sido realizada com resultados
satisfatórios.
E
Excitação, agitação e temperaturas ambientais elevadas
aumentam a frequência respiratória, o que pode causar
trauma na mucosa da cartilagem aritenoide em animais
com paralisia laríngea. A inflamação e o edema agudo
resultantes podem agravar a obstrução crônica das vias
aéreas, levando à dispneia expiratória aguda.
Respondida
Em relação às afecções congênitas que acometem os cães e
gatos, é correto afirmar:
A
A parafimose pode ser congênita ou adquirida e ocorre
quando o pênis protrai além da bainha prepucial, sem
possibilidade de retorno à sua posição anatômica normal.
Entre as causas congênitas estão um orifício prepucial
estreito ou um prepúcio anormalmente curto. Em casos
mais graves, o tratamento pode exigir amputação parcial
do pênis.
B
A fimose pode ser congênita ou adquirida e caracteriza-se
pela impossibilidade de expor a glande além do orifício
prepucial. A forma congênita costuma vir acompanhada
de prepúcio distendido e dificuldade para urinar
normalmente. A falopexia é uma técnica cirúrgica
alternativa utilizada no tratamento da fimose congênita.
C
Hipospadia é uma rara anomalia de desenvolvimento da
genitália externa do macho e é encontrada mais
frequentemente em Boston terrier. Consiste na falha de
fusão das dobras urogenitais e formação incompleta da
uretra peniana. Geralmente está associada com falha na
fusão do prepúcio e subdesenvolvimento do pênis.
D
A fístula retovaginal é uma malformação congênita
frequentemente associada à atresia anal. O reto
estabelece uma comunicação anômala com a vagina,
fazendo com que a vulva funcione como um orifício comum
aos tratos urogenital e gastrointestinal. A correção
cirúrgica é, em geral, relativamente simples, e
complicações são pouco frequentes.
E
A atresia anal é uma anomalia congênita classificada em
quatro tipos anatômicos. No Tipo I, observa-se estenose
congênita do ânus, enquanto os Tipos II, III e IV envolvem
diversos graus de agenesia retal, frequentemente
associados às anormalidades anorretais. O megacólon
pode estar presente no momento do diagnóstico e a
incontinência fecal pode ocorrer como complicação
temporária ou permanente após o tratamento cirúrgico. A
realização de colectomia nesses animais, no entanto, não
é indicada.
Respondida
Cães e gatos possuem quatro pares principais de glândulas
salivares de interesse cirúrgico: parótida, mandibular,
sublingual e zigomática. Uma das principais enfermidades
das glândulas salivares é a sialocele, que é caracterizada pelo
acúmulo de saliva que extravasou de glândula ou ducto salivar
lesionado.
Fossum, 2021.
Em relação às sialoceles, assinale a alternativa correta.
Respondida
O ducto arterioso é um vaso fetal responsável por desviar o
sangue dos pulmões fetais, que ainda estão colapsados.
Normalmente, este vaso se fecha pouco tempo após o
nascimento, durante a transição da vida fetal para a
extrauterina. A continuidade da patência do ducto arterioso
por mais de alguns dias após o nascimento é chamada de
Ducto Arterioso Patente (DAP).
Fossum, 2021.
Em relação ao DAP, assinale a alternativa correta.