O manejo e gestão atuais dos estoques pesqueiros no Brasil estão diretamente relacionados com o histórico sobre as
introduções acidentais ou promovidas por políticas públicas de espécies oriundas de outras bacias sul-americanas, de outros
continentes e até mesmo de bacias dentro do território nacional. Os programas de estocagem, vigentes até a década de 90 e
atualmente restritos a região Nordeste promoveram a proliferação dessas espécies exóticas ou alóctones em represas, açudes e
reservatórios. São impactos que as espécies introduzidas podem impor sobre a fauna nativa:
As pisciculturas destinadas a larvicultura de peixes nativos estocam milhares de pós-larvas nos viveiros que necessitam atingir a
fase de alevino, quando apresentam características que já lembram os exemplares adultos. O tipo de alimento fornecido difere
de acordo com o trato digestivo das espécies cultivadas. A maioria das espécies nativas apresenta trato digestivo diferente das
espécies exóticas, como as trutas, tilápias e o bagre do canal. Este conhecimento pode evitar mortalidade elevada das póslarvas
ao iniciarem a alimentação exógena. Os alimentos mais apropriados à alimentação da maioria de pós-larvas de peixes
nativos são
Dados do ano 2000 para o Estado do Maranhão indicavam a produção preponderante de espécies introduzidas como a tilápia,
nativas como o tambaqui e o pacu, e híbridos como o tambacu, cuja principal característica é a resistência a baixas temperaturas
do inverno tropical. Devido à sua boa aceitação nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, também foram introduzidos na
Amazônia. O escape dos híbridos para os sistemas naturais pode afetar as populações.
Entre os agentes antiparasitários utilizados na piscicultura, alguns compostos apresentam sua eficiência diminuída dependendo
de parâmetros da qualidade da água como a dureza e o pH, pois sua toxicidade ultrapassa o efeito terapêutico. São exemplos
destes agentes:
A criação de tambaqui tem se estendido para a região Norte e Nordeste com sucesso, mas recentemente o "verme do olho"
atingiu cultivos em tanques escavados no Estado de Rondônia. A proliferação deste parasito que se instala nos olhos dos peixes
e apresenta ciclo de vida ligado à presença de dois hospedeiros intermediários, os caramujos e os peixes, e um definitivo, as
aves, coloca em risco todo o mercado em expansão na região Norte e Nordeste, pois sua presença resulta na redução do
desempenho durante o cultivo, queda acentuada da produção e prejuízos significativos. As medidas economicamente viáveis
que devem ser adotadas para controlar a propagação desta doença são:
Muitos são os agentes causadores de doenças em peixes e alguns foram introduzidos no Brasil após a importação de espécies
exóticas como a carpa Cyprinus carpio da Hungria. O parasita introduzido juntamente com a carpa e que está difundido pelas
pisciculturas em todo Brasil é:
A técnica da reversão sexual em larvas de tilápia resultou em aumento da produtividade do aquicultor. O objetivo da aplicação
da técnica e sua administração são, respectivamente:
Atualmente é possível aumentar a produtividade em piscigranjas de acordo com o sistema de produção adotado e o manejo do
alimento e da qualidade da água. Os sistemas e condições que sustentam biomassas máximas de 400 kg peixes/ha,
40.000 kg/ha e 2.000 toneladas/ha são
O sucesso da aquicultura depende, em primeiro lugar, da disponibilidade e qualidade da água. Em locais onde a água é escassa
e também é destinada a irrigação, indústria e urbanização, há necessidade de tecnologias de recirculação para cultivo dos
organismos aquáticos através do uso racional da água.
Os processos que compõem um sistema de recirculação com capacidade para remoção de sólidos, compostos nitrogenados e
desinfecção da água são:
Os valores estimados da capacidade de suporte (kg/m3) da carpa comum, da tilápia nilótica e do pacu, produzidos em tanquesrede,
foram, respectivamente, de 300, 350 e 50-75 kg/m3. Essa diferença de valores é explicada pois