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Foram encontradas 10.406 questões.

2970360 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: AOCP
Orgão: IFF
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Sobre el enfoque de la enseñanza comunicativa de lenguas según Almeida Filho (2013), podemos afirmar que

 

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2970359 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: AOCP
Orgão: IFF
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Em relação à sinonímia, antonímia e polissemia, é correto afirmar que

 

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2970358 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: AOCP
Orgão: IFF
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Texto para a questão.

Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.

Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:

- Ele foi tomar café.

A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um "cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse "cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante.

Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:

- Bem cavaleiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

- Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.

Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

- Ele está?

- Alguém dará o nosso recado sem endereço.

Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

- Ele disse que ia tomar um cafezinho...

Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

- Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...

Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.

Cafezinho - Rubem Braga

Segundo o texto, o aborrecimento do repórter se dá

 

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2970357 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: AOCP
Orgão: IFF
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Texto para a questão.

Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.

Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:

- Ele foi tomar café.

A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um "cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse "cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante.

Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:

- Bem cavaleiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

- Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.

Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

- Ele está?

- Alguém dará o nosso recado sem endereço.

Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

- Ele disse que ia tomar um cafezinho...

Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

- Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...

Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.

Cafezinho - Rubem Braga

Esse texto se enquadra em qual gênero textual?

 

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2970356 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: AOCP
Orgão: IFF
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Texto para a questão.

El huracán ‘Julia’ golpea a Colombia y se dirige hacia Centroamérica.

El archipiélago colombiano de San Andrés, Providencia y Santa Catalina es el más golpeado por el huracán de categoría 1 que el sábado en la noche los dejaba atrás rumbo a Nicaragua

Colombia se despertó este domingo a evaluar el paso del huracán Julia, que aterrizó en la isla de San Andrés el sábado hacia las 18.00 horas, pocos minutos después de alcanzar la categoría 1. Si las condiciones climáticas lo permiten, se espera que el presidente Gustavo Petro viaje a la isla en la tarde. “El paso del huracán por San Andrés dejó daños leves. Dos lesionados, dos viviendas destruidas, 101 averiadas. Su paso por Providencia fue más leve”, anunció el mandatario esta mañana. “Apenas se restablezcan las operaciones aéreas llegarán las ayudas.”

El huracán Julia se comportó casi exactamente como lo habían previsto el centro nacional de meteorología colombiano (IDEAM) y el Centro Nacional de Huracanes de Estados Unidos (NHC, por sus siglas en inglés). Desde el jueves los dos centros alertaron que la tormenta tropical que venía del Atlántico y se dirigía rápidamente hacia el occidente podría adquirir vientos sostenidos de hasta 120 kilómetros por hora, con lo que pasaría a ser oficialmente un huracán. Solo seis kilómetros antes de pasar por San Andrés llegó a ese nivel, con los vientos sostenidos previstos de 120 kilómetros por hora. Hacia las 21.00 horas la directora del IDEAM, que se encuentra en la isla de Providencia, anunció que el diámetro del huracán creció exponencialmente antes de entrar a San Andrés, hasta alcanzar los 600 kilómetros. San Andrés está ubicada a menos de 400 kilómetros al este de Nicaragua y Julia llegó a las costas de Centro América hacia las 3 de la mañana del domingo. Al llegar a Nicaragua, en la madrugada, los vientos sostenidos de Julia eran de 140 kilómetros por hora.

Disponível em : https://elpais.com/america-colombia/2022-10-09/el-huracan-julia-golpea-a-colombia-y-se-dirige-hacia-centroamerica.html. Acesso em: 9 out. 2022

Las formas verbales señaladas en el texto: (se despertó, se comportó, habían y venía) están conjugadas en tiempo y modo:

 

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2970355 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: AOCP
Orgão: IFF
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Texto para a questão.

El huracán ‘Julia’ golpea a Colombia y se dirige hacia Centroamérica.

El archipiélago colombiano de San Andrés, Providencia y Santa Catalina es el más golpeado por el huracán de categoría 1 que el sábado en la noche los dejaba atrás rumbo a Nicaragua

Colombia se despertó este domingo a evaluar el paso del huracán Julia, que aterrizó en la isla de San Andrés el sábado hacia las 18.00 horas, pocos minutos después de alcanzar la categoría 1. Si las condiciones climáticas lo permiten, se espera que el presidente Gustavo Petro viaje a la isla en la tarde. “El paso del huracán por San Andrés dejó daños leves. Dos lesionados, dos viviendas destruidas, 101 averiadas. Su paso por Providencia fue más leve”, anunció el mandatario esta mañana. “Apenas se restablezcan las operaciones aéreas llegarán las ayudas.”

El huracán Julia se comportó casi exactamente como lo habían previsto el centro nacional de meteorología colombiano (IDEAM) y el Centro Nacional de Huracanes de Estados Unidos (NHC, por sus siglas en inglés). Desde el jueves los dos centros alertaron que la tormenta tropical que venía del Atlántico y se dirigía rápidamente hacia el occidente podría adquirir vientos sostenidos de hasta 120 kilómetros por hora, con lo que pasaría a ser oficialmente un huracán. Solo seis kilómetros antes de pasar por San Andrés llegó a ese nivel, con los vientos sostenidos previstos de 120 kilómetros por hora. Hacia las 21.00 horas la directora del IDEAM, que se encuentra en la isla de Providencia, anunció que el diámetro del huracán creció exponencialmente antes de entrar a San Andrés, hasta alcanzar los 600 kilómetros. San Andrés está ubicada a menos de 400 kilómetros al este de Nicaragua y Julia llegó a las costas de Centro América hacia las 3 de la mañana del domingo. Al llegar a Nicaragua, en la madrugada, los vientos sostenidos de Julia eran de 140 kilómetros por hora.

Disponível em : https://elpais.com/america-colombia/2022-10-09/el-huracan-julia-golpea-a-colombia-y-se-dirige-hacia-centroamerica.html. Acesso em: 9 out. 2022

Tras la lectura detenida del texto, marca la alternativa correcta.

 

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2913400 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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La Copa del Mundo no tapa a Qatar, lo expone

Por Alejandro Wall

Si alguien nos preguntara ahora para qué vamos a esta Copa del Mundo podríamos decir que vamos a ver el mejor fútbol posible.[...] El Mundial lo consume todo, nos consume. En una ocasión, de esas que ocurren cada cuatro años, el escritor uruguayo Eduardo Galeano puso un cartel en la puerta de su casa de Montevideo: “Cerrado por fútbol”. Al cabo de un mes se dio cuenta que desde su sillón había visto — jugado, dijo él — 64 partidos.

Pero no es solo fútbol. Todo Mundial es político. O todo Mundial es geopolítico. Se juega en el terreno de lo real, lo simbólico y lo imaginario. Qatar 2022 es el primer Mundial en Medio Oriente, el primero que se organiza en un país árabe; un rincón del Golfo Pérsico con algo más de dos millones y medio de habitantes, la mayoría de ellos inmigrantes, levantado sobre una de las más grandes reservas de petróleo y gas natural del mundo, y sin ninguna tradición futbolística. ¿Cómo llegó la pelota hasta acá?[...]

Por fuera de las acusaciones de reparto de sobornos para quedarse con la sede, de las intrigas palaciegas y los intereses económicos que ayudaron a conseguir votos, hay otros asuntos urgentes — y debe haber más — en Qatar. Los derechos de las mujeres, una legislación que castiga las relaciones entre personas del mismo sexo, con funcionarios que hablan de “daño mental” cuando se refieren a la homosexualidad, y un sistema laboral, la kafala, que ayudó a levantar seis estadios desde cero y a remodelar otros dos a puro lujo en solo una década. Todo bajo temperaturas que en verano pueden llegar a los 50º celsios, sumado a los efectos de la humedad. Tan extremo es el calor que movió la fecha mundialista de junio-julio hacia noviembre-diciembre.

No se podía jugar al fútbol, según los organizadores, pero sí trabajar.[...] No es solo la kafala, tampoco es solo el Mundial. Lo que está en juego es quizá el futuro del trabajo al aire libre, bajo un sol tremendo, en regiones de altas temperaturas y en un contexto de calentamiento global que todo lo empeora. ¿Y si Qatar marca un camino para los derechos laborales y organización con calores extremos? Estos cambios, además, tienen sus grietas. Requieren más controles y también más poder y organización para que los trabajadores puedan defender sus derechos ante las empresas, algunas de ellas de origen europeo. Es el capitalismo.[...]

Qatar, un país musulmán, con su ley islámica, quiere mostrarse al mundo y quiere que el mundo lo acepte como es. Pero eso también tiene sus costos. Lo que se denomina sportwashing, el intento de usar el deporte para limpiar la imagen de un país o un gobierno, no siempre funciona. En ocasiones, genera efectos contrarios.[...]

Los Mundiales abren las venas del país organizador. Pero también son espejismo, un Estado FIFA donde todo queda suspendido por un tiempo. Habrá expresiones desde la comunidad LGBT+, es probable. De hinchas y jugadores. Con todas esas condiciones, entonces, si alguien nos preguntara de vuelta a qué vamos a esta Copa del Mundo, podríamos decir que vamos a romper algunas barreras. El fútbol, aún en su costado de negocio, a veces da espacios que otros lugares no. Vamos a mirar sin nuestros prejuicios occidentales, lo que no significa relativizar. El Mundial nos consume pero la vida sigue. No se trata solo de Qatar, se trata también de nosotros. Y sobre todo de lo que venga después, de lo que deje el Mundial.

(Disponible en: https://www.washingtonpost.com/es/post-

opinion/2022/11/10/mundial-qatar-2022-boicot-pais-expuesto/ – Texto adaptado especialmente para esta prueba).

Las palabras “palaciegas” (l. 13) y “grietas” (l. 25), en el ámbito del texto, significan en portugués, respectivamente:

 

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2913399 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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La Copa del Mundo no tapa a Qatar, lo expone

Por Alejandro Wall

Si alguien nos preguntara ahora para qué vamos a esta Copa del Mundo podríamos decir que vamos a ver el mejor fútbol posible.[...] El Mundial lo consume todo, nos consume. En una ocasión, de esas que ocurren cada cuatro años, el escritor uruguayo Eduardo Galeano puso un cartel en la puerta de su casa de Montevideo: “Cerrado por fútbol”. Al cabo de un mes se dio cuenta que desde su sillón había visto — jugado, dijo él — 64 partidos.

Pero no es solo fútbol. Todo Mundial es político. O todo Mundial es geopolítico. Se juega en el terreno de lo real, lo simbólico y lo imaginario. Qatar 2022 es el primer Mundial en Medio Oriente, el primero que se organiza en un país árabe; un rincón del Golfo Pérsico con algo más de dos millones y medio de habitantes, la mayoría de ellos inmigrantes, levantado sobre una de las más grandes reservas de petróleo y gas natural del mundo, y sin ninguna tradición futbolística. ¿Cómo llegó la pelota hasta acá?[...]

Por fuera de las acusaciones de reparto de sobornos para quedarse con la sede, de las intrigas palaciegas y los intereses económicos que ayudaron a conseguir votos, hay otros asuntos urgentes — y debe haber más — en Qatar. Los derechos de las mujeres, una legislación que castiga las relaciones entre personas del mismo sexo, con funcionarios que hablan de “daño mental” cuando se refieren a la homosexualidad, y un sistema laboral, la kafala, que ayudó a levantar seis estadios desde cero y a remodelar otros dos a puro lujo en solo una década. Todo bajo temperaturas que en verano pueden llegar a los 50º celsios, sumado a los efectos de la humedad. Tan extremo es el calor que movió la fecha mundialista de junio-julio hacia noviembre-diciembre.

No se podía jugar al fútbol, según los organizadores, pero sí trabajar.[...] No es solo la kafala, tampoco es solo el Mundial. Lo que está en juego es quizá el futuro del trabajo al aire libre, bajo un sol tremendo, en regiones de altas temperaturas y en un contexto de calentamiento global que todo lo empeora. ¿Y si Qatar marca un camino para los derechos laborales y organización con calores extremos? Estos cambios, además, tienen sus grietas. Requieren más controles y también más poder y organización para que los trabajadores puedan defender sus derechos ante las empresas, algunas de ellas de origen europeo. Es el capitalismo.[...]

Qatar, un país musulmán, con su ley islámica, quiere mostrarse al mundo y quiere que el mundo lo acepte como es. Pero eso también tiene sus costos. Lo que se denomina sportwashing, el intento de usar el deporte para limpiar la imagen de un país o un gobierno, no siempre funciona. En ocasiones, genera efectos contrarios.[...]

Los Mundiales abren las venas del país organizador. Pero también son espejismo, un Estado FIFA donde todo queda suspendido por un tiempo. Habrá expresiones desde la comunidad LGBT+, es probable. De hinchas y jugadores. Con todas esas condiciones, entonces, si alguien nos preguntara de vuelta a qué vamos a esta Copa del Mundo, podríamos decir que vamos a romper algunas barreras. El fútbol, aún en su costado de negocio, a veces da espacios que otros lugares no. Vamos a mirar sin nuestros prejuicios occidentales, lo que no significa relativizar. El Mundial nos consume pero la vida sigue. No se trata solo de Qatar, se trata también de nosotros. Y sobre todo de lo que venga después, de lo que deje el Mundial.

(Disponible en: https://www.washingtonpost.com/es/post-

opinion/2022/11/10/mundial-qatar-2022-boicot-pais-expuesto/ – Texto adaptado especialmente para esta prueba).

El verbo “tapar”, en el título del texto, se podría sustituir, sin alteración de sentido, por:

 

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2913398 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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La Copa del Mundo no tapa a Qatar, lo expone

Por Alejandro Wall

Si alguien nos preguntara ahora para qué vamos a esta Copa del Mundo podríamos decir que vamos a ver el mejor fútbol posible.[...] El Mundial lo consume todo, nos consume. En una ocasión, de esas que ocurren cada cuatro años, el escritor uruguayo Eduardo Galeano puso un cartel en la puerta de su casa de Montevideo: “Cerrado por fútbol”. Al cabo de un mes se dio cuenta que desde su sillón había visto — jugado, dijo él — 64 partidos.

Pero no es solo fútbol. Todo Mundial es político. O todo Mundial es geopolítico. Se juega en el terreno de lo real, lo simbólico y lo imaginario. Qatar 2022 es el primer Mundial en Medio Oriente, el primero que se organiza en un país árabe; un rincón del Golfo Pérsico con algo más de dos millones y medio de habitantes, la mayoría de ellos inmigrantes, levantado sobre una de las más grandes reservas de petróleo y gas natural del mundo, y sin ninguna tradición futbolística. ¿Cómo llegó la pelota hasta acá?[...]

Por fuera de las acusaciones de reparto de sobornos para quedarse con la sede, de las intrigas palaciegas y los intereses económicos que ayudaron a conseguir votos, hay otros asuntos urgentes — y debe haber más — en Qatar. Los derechos de las mujeres, una legislación que castiga las relaciones entre personas del mismo sexo, con funcionarios que hablan de “daño mental” cuando se refieren a la homosexualidad, y un sistema laboral, la kafala, que ayudó a levantar seis estadios desde cero y a remodelar otros dos a puro lujo en solo una década. Todo bajo temperaturas que en verano pueden llegar a los 50º celsios, sumado a los efectos de la humedad. Tan extremo es el calor que movió la fecha mundialista de junio-julio hacia noviembre-diciembre.

No se podía jugar al fútbol, según los organizadores, pero sí trabajar.[...] No es solo la kafala, tampoco es solo el Mundial. Lo que está en juego es quizá el futuro del trabajo al aire libre, bajo un sol tremendo, en regiones de altas temperaturas y en un contexto de calentamiento global que todo lo empeora. ¿Y si Qatar marca un camino para los derechos laborales y organización con calores extremos? Estos cambios, además, tienen sus grietas. Requieren más controles y también más poder y organización para que los trabajadores puedan defender sus derechos ante las empresas, algunas de ellas de origen europeo. Es el capitalismo.[...]

Qatar, un país musulmán, con su ley islámica, quiere mostrarse al mundo y quiere que el mundo lo acepte como es. Pero eso también tiene sus costos. Lo que se denomina sportwashing, el intento de usar el deporte para limpiar la imagen de un país o un gobierno, no siempre funciona. En ocasiones, genera efectos contrarios.[...]

Los Mundiales abren las venas del país organizador. Pero también son espejismo, un Estado FIFA donde todo queda suspendido por un tiempo. Habrá expresiones desde la comunidad LGBT+, es probable. De hinchas y jugadores. Con todas esas condiciones, entonces, si alguien nos preguntara de vuelta a qué vamos a esta Copa del Mundo, podríamos decir que vamos a romper algunas barreras. El fútbol, aún en su costado de negocio, a veces da espacios que otros lugares no. Vamos a mirar sin nuestros prejuicios occidentales, lo que no significa relativizar. El Mundial nos consume pero la vida sigue. No se trata solo de Qatar, se trata también de nosotros. Y sobre todo de lo que venga después, de lo que deje el Mundial.

(Disponible en: https://www.washingtonpost.com/es/post-

opinion/2022/11/10/mundial-qatar-2022-boicot-pais-expuesto/ – Texto adaptado especialmente para esta prueba).

Considere las siguientes afirmaciones relativas al texto:

I. La población de Qatar en su mayoría no nació en el país.

II. El país anfitrión de un Mundial vive una ilusión durante las competiciones.

III. Qatar está preocupado por los derechos laborales de los trabajadores.

¿Cuáles están correctas?

 

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2913397 Ano: 2022
Disciplina: Espanhol (Língua Espanhola)
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. Esteio-RS
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La Copa del Mundo no tapa a Qatar, lo expone

Por Alejandro Wall

Si alguien nos preguntara ahora para qué vamos a esta Copa del Mundo podríamos decir que vamos a ver el mejor fútbol posible.[...] El Mundial lo consume todo, nos consume. En una ocasión, de esas que ocurren cada cuatro años, el escritor uruguayo Eduardo Galeano puso un cartel en la puerta de su casa de Montevideo: “Cerrado por fútbol”. Al cabo de un mes se dio cuenta que desde su sillón había visto — jugado, dijo él — 64 partidos.

Pero no es solo fútbol. Todo Mundial es político. O todo Mundial es geopolítico. Se juega en el terreno de lo real, lo simbólico y lo imaginario. Qatar 2022 es el primer Mundial en Medio Oriente, el primero que se organiza en un país árabe; un rincón del Golfo Pérsico con algo más de dos millones y medio de habitantes, la mayoría de ellos inmigrantes, levantado sobre una de las más grandes reservas de petróleo y gas natural del mundo, y sin ninguna tradición futbolística. ¿Cómo llegó la pelota hasta acá?[...]

Por fuera de las acusaciones de reparto de sobornos para quedarse con la sede, de las intrigas palaciegas y los intereses económicos que ayudaron a conseguir votos, hay otros asuntos urgentes — y debe haber más — en Qatar. Los derechos de las mujeres, una legislación que castiga las relaciones entre personas del mismo sexo, con funcionarios que hablan de “daño mental” cuando se refieren a la homosexualidad, y un sistema laboral, la kafala, que ayudó a levantar seis estadios desde cero y a remodelar otros dos a puro lujo en solo una década. Todo bajo temperaturas que en verano pueden llegar a los 50º celsios, sumado a los efectos de la humedad. Tan extremo es el calor que movió la fecha mundialista de junio-julio hacia noviembre-diciembre.

No se podía jugar al fútbol, según los organizadores, pero sí trabajar.[...] No es solo la kafala, tampoco es solo el Mundial. Lo que está en juego es quizá el futuro del trabajo al aire libre, bajo un sol tremendo, en regiones de altas temperaturas y en un contexto de calentamiento global que todo lo empeora. ¿Y si Qatar marca un camino para los derechos laborales y organización con calores extremos? Estos cambios, además, tienen sus grietas. Requieren más controles y también más poder y organización para que los trabajadores puedan defender sus derechos ante las empresas, algunas de ellas de origen europeo. Es el capitalismo.[...]

Qatar, un país musulmán, con su ley islámica, quiere mostrarse al mundo y quiere que el mundo lo acepte como es. Pero eso también tiene sus costos. Lo que se denomina sportwashing, el intento de usar el deporte para limpiar la imagen de un país o un gobierno, no siempre funciona. En ocasiones, genera efectos contrarios.[...]

Los Mundiales abren las venas del país organizador. Pero también son espejismo, un Estado FIFA donde todo queda suspendido por un tiempo. Habrá expresiones desde la comunidad LGBT+, es probable. De hinchas y jugadores. Con todas esas condiciones, entonces, si alguien nos preguntara de vuelta a qué vamos a esta Copa del Mundo, podríamos decir que vamos a romper algunas barreras. El fútbol, aún en su costado de negocio, a veces da espacios que otros lugares no. Vamos a mirar sin nuestros prejuicios occidentales, lo que no significa relativizar. El Mundial nos consume pero la vida sigue. No se trata solo de Qatar, se trata también de nosotros. Y sobre todo de lo que venga después, de lo que deje el Mundial.

(Disponible en: https://www.washingtonpost.com/es/post-

opinion/2022/11/10/mundial-qatar-2022-boicot-pais-expuesto/ – Texto adaptado especialmente para esta prueba).

El tema principal del texto de Alejandro Wall es:

 

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